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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Secretários municipais de saúde recebem desafios do ministério

Cerca de 2 mil secretários municipais de saúde, das 435 Regiões de Saúde existentes no País, terão como desafios nos próximos quatro anos melhorar a qualidade da atenção básica, investir em infraestrutura, com construção, reforma e ampliação das unidades de saúde, e humanizar o atendimento à população.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou as ações e políticas do setor e, ainda, assinou portarias que permitem disponibilizar os recursos para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento.
 
Para as UBSF, o valor máximo dos incentivos financeiros para o financiamento das construções é de R$ 1,6 milhão, dividido em três parcelas. O total de recursos será de R$ 102,4 milhões até o final da gestão. Serão 50 UBSF custeadas com recurso federal, sendo 28 por celebração de convênio e 22 por repasse Fundo a Fundo.
 
Uma das portarias beneficia os agentes comunitários de saúde, com a fixação do valor de R$ 950 por agente a cada mês como incentivo financeiro. Foi assinada ainda a portaria que permite que todos os municípios do Brasil tenham pelo menos uma equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).
 
A portaria cria a modalidade 3 (de uma a duas equipes), e redefine os parâmetros de vinculação das modalidades 1 (de cinco a nove equipes) e 2 (de três a quatro equipes). Esta redefinição representa um aumento do teto de implantação dos NASFs para os municípios, com ampliação dos repasses financeiros federais.
 
Fonte SaudeWeb

Filhos de mães deprimidas sofrem mais transtornos mentais

As crianças cujas mães estavam deprimidas durante o primeiro ano de vida têm um risco maior de sofrer com transtornos mentais, afirmam pesquisadores da Universidade Bar-Ilan, em Israel.
 
Segundo o estudo, 60% das crianças nascidas de mães que sofreram com depressão no primeiro ano de vida de seus filhos apresentaram transtornos mentais quando ficaram mais velhas. As crianças, semelhantes aos de suas mães, também mostraram um funcionamento desordenado do sistema de oxitocina.
 
A oxitocina é um hormônio presente nos mamíferos que está envolvido com a reprodução sexual, parto, amamentação e vínculo afetivo. Os pesquisadores estudaram o estado de saúde mental, os níveis de oxitocina, a variação genética nos receptores de oxitocina e as interações em 155 mães juntamente com seus filhos. As mulheres foram entrevistadas para determinação de seu estado mental logo após o nascimento de seus filhos e quando as crianças completaram seis e nove meses.
 
Dos pares mãe-filho participantes, 30% das mães foram diagnosticadas com depressão e manifestaram sintomas da doença durante o primeiro ano de vida da criança, sendo que essas apresentavam variações desordenadas no sistema de oxitocina. Quando as crianças completaram seis anos de idade, a maioria daquelas nascidas de mães deprimidas apresentou transtornos mentais, mas 40% demonstraram um funcionamento normal do sistema de oxitocina, sem sintomas de doença mental, mais compromissos sociais e comportamentos empáticos.

Segundo Ruth Feldman, responsável pelo estudo, o funcionamento correto da oxitocina ajuda a proteger algumas crianças contra os efeitos da depressão materna crônica. Os resultados da pesquisa foram apresentados American College of Neuropsychopharmacology Annual Meeting.
 
Fonte UPI

Calor e tempo seco aumentam casos de reações alérgicas

Maior circulação de poeira e falta de manutenção em aparelhos de ar condicionado são algumas das causas
 
Em dias quentes e de tempo seco, a alergia costuma aparecer com mais frequência. As causas do aumento destes casos podem estar relacionadas a diversos fatores como aumento da circulação de poeira ou do pólen das flores e a falta de manutenção de aparelhos de ar condicionado.
 
Os chamados aerodispersíveis, como o pólen e a poeira, podem entrar nas vias respiratórias e causar crises de rinite, asma, espirros, coriza e congestão. Outro problema que pode ser causado por estas partículas é a conjuntivite alérgica.
 
— A melhor maneira de prevenir casos como esses é manter a casa e o local de trabalho sempre limpos, especialmente os cômodos onde as pessoas passam a maior parte do tempo. Também é importante realizar testes para identificar o tipo de alergia que o paciente possui, para que a prevenção e tratamento sejam realizados de forma adequada — explica o pneumologista Laerte Alberton.
 
Os aparelhos de ar condicionado também podem provocar alergias. Os ácaros, fungos e bactérias podem estar concentrados no aparelho e ser proliferados por todo o ambiente, provocando o surgimento de reações alérgicas. Além disso, o resfriamento do ar pode afetar o trabalho e a sensibilidade da mucosa respiratória, ocasionando os sintomas.
 
— A melhor forma de prevenção é realizar periodicamente a manutenção e limpeza dos filtros e dutos do equipamento, além de intercalar períodos com o sistema ligado e desligado. Assim, minutos antes de sair do ambiente, basta desligar o ar condicionado, para que o organismo se habitue com a temperatura exterior — destaca Alberton.
 
Conheça dicas que podem ajudar na prevenção de reações alérgicas:
— Observe a previsão do tempo. Em dias secos e com vento a proliferação de poeira e pólen é maior. Assim, programe-se para passar o mínimo de tempo ao ar livre
 
— Procure usar óculos escuros, pois auxiliam na proteção dos olhos e evitam que fiquem irritados
 
— O aparelho de ar condicionado pode ser muito útil, pois funciona como um filtro de ar. No entanto, é importante cuidar da manutenção do aparelho e evitar deixá-lo ligado durante o dia inteiro. Faça o mesmo com o ar condicionado do seu carro

— Mantenha sempre a casa e o ambiente de trabalho limpos. Utilize pano úmido para evitar a dispersão do pó e o acúmulo de aerodispersíveis. Em dias que propiciam a proliferação de pó, mantenha as portas e janelas fechadas
 
— Lave as roupas com água morna ou quente, evite guardá-las em ambiente úmido, que favorece a proliferação de ácaros e fungos. Evite inseticidas, venenos de mosquito e similares, que irritam a mucosa respiratória
 
— Não fume. Este hábito agrava sintomas de alergias, principalmente as relacionadas ao sistema respiratório
 
Fonte Zero Hora

O ideal e o real da amamentação

Mães revelaram se ressentir da “propaganda” promovendo a
 amamentação e a considerar exagerada
A pressão para amamentar o filho pelo menos até os seis meses de vida pode causar sofrimento e ansiedade em algumas mães
 
Está aumentando a preocupação de que o dogma "dar o peito é melhor" crie uma culpa injusta e complicações para um número crescente de novas mães, muitas das quais não podem arcar, profissional ou financeiramente, com a longa licença-maternidade necessária para alimentar os filhos pelo tempo recomendado atualmente.
 
Há 43 anos, quando meus filhos gêmeos nasceram, a pressão para amamentar exclusivamente durante seis meses não era tão forte quanto agora. Contudo, sinto que os decepcionei — e a mim mesma — quando isso se mostrou impossível. Eu ansiava por amamentá-los somente com leite materno durante os seis meses de licença-maternidade concedida pelo meu trabalho, mas a natureza tinha planos diferentes.
 
Quando estava no sétimo mês da gravidez, descobri que estava esperando gêmeos, e meu médico me mandou parar de trabalhar para evitar um parto prematuro. Os meninos, ambos nascidos com 3,060 kg, nasceram por intermédio de uma cesariana de emergência, após a qual adquiri uma infecção potencialmente mortal. Sustentada pelo soro durante oito dias, fiquei isolada dos bebês e ordenhei leite do peito enquanto eles ingeriam leite em pó.
 
Quando finalmente tivemos alta do hospital, cada menino bebia 113 gramas de leite em pó a cada quatro horas, e eu produzia menos da metade disso em leite do peito. Meus médicos deram orientações contraditórias:
 
- Obstetra: amamente-os e o leite virá. Se lhes der mamadeiras, eles não vão querer mamar no peito.
 
- Pediatra: esqueça a amamentação. Dê-lhes leite em pó ou vão passar fome e chorar a cada duas horas. Eles vão perder peso e tanto você quanto eles ficarão infelizes.
 
Depois de uma boa sessão de choro, eu decidi mesclar a orientação. Primeiro dava o peito para os bebês e completava com leite em pó. Aos poucos, eles reduziram a dependência do leite em pó. Porém, quando tinham quatro meses, minha licença terminou e tive de voltar ao trabalho, a uma hora de viagem de casa, em um escritório sem creche nem lugar para ordenhar meu leite.
 
Um abismo intransponível
Um número muito maior de mulheres agora trabalha em tempo integral, a maioria em lugares sem condições de atender uma mãe amamentando. Poucas podem se dar ao luxo de uma licença-maternidade prolongada sem remuneração. Como Alissa Quart observou recentemente em um artigo animado no jornal The New York Times, The Milk Wars ("as guerras do leite", em português), muitas mães consideram difícil, se não impossível, amamentar os bebês exclusivamente com leite materno por seis meses.
 
Autoridades sanitárias compararam a não amamentação ao risco de fumar durante a gravidez, aumentando a aflição e a culpa sofrida por essas mulheres.
 
Contudo, como um estudo recente realizado na Escócia mostrou, o abismo entre o que é ideal e o que é real é intransponível para muitas famílias. Os autores, que realizaram 220 entrevistas individuais, principalmente com mulheres grávidas, mães novas e seus cônjuges, concluiu que metas mais realistas e passíveis de serem conquistadas deveriam ser criadas, principalmente em países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, ambos os quais fracassaram na tentativa de cumprir objetivos para a amamentação.
 
Hanna Rosin, mãe de três bebês amamentados no peito, escreveu na revista The Atlantic, em 2009, que a amamentação envolve "um comprometimento sério de tempo que praticamente impede de trabalhar de alguma maneira significativa. Quando dizem que amamentar é 'de graça', somente o será se o tempo das mulheres não valer nada".
 
Os pesquisadores escoceses, cujo estudo foi publicado em março no periódico BMJ Open, concluiu que existe "um conflito entre o idealismo aparente ou velado da alimentação infantil e a realidade vivenciada". Segundo eles, algumas famílias "percebem que a única solução para restaurar o bem-estar familiar é dar um basta na amamentação ou introduzir alimentos sólidos".
 
Sensação de exclusão
Até mesmo mães que planejaram se dedicar à amamentação muitas vezes lutaram contra o tempo necessário até retomar a vida da fase anterior à gravidez, incluindo sono, exercícios, amizades, o tempo do casal, atenção a outros filhos e o serviço de casa.
 
Deve existir pouco benefício líquido da amamentação se ela resultar em mães angustiadas ou discórdia conjugal ou familiar. Como uma das mulheres do estudo escocês disse: "parece que tudo se resume a 'nunca faça nada que interfira com a amamentação'. No entanto, ela simplesmente não se encaixa com o resto da sua vida, e creio que as pessoas abandonam porque é complicado demais".
 
Em alguns casos de amamentação exclusiva, os cônjuges das mulheres ou outras crianças se sentiam excluídos do ato de cuidar do bebê e dos laços que surgem alimentando um bebê. Uma mulher entrevistada pelo estudo disse o seguinte sobre o marido: "Ele está encantado com o fato de o bebê finalmente tomar uma mamadeira no colo dele, é o momento de eles se curtirem".
 
Os autores concluíram que "seis meses de amamentação exclusiva são considerados irrealistas e inatingíveis por muitas famílias, e promover essa ideia é visto como encaminhar os pais para um fracasso".
 
Em vez de definir como os bebês são alimentados, eles recomendam que os profissionais da saúde deveriam ter discussões abertas com as famílias para ver como um determinado tipo de alimentação vai se encaixar na vida familiar.
 
Provas incertas
— Mães entrevistadas pelo estudo escocês se mostraram ressentidas com a "propaganda" promovendo a amamentação, qualificando a mensagem de que "dar o peito é melhor" como exagerada e questionando as provas de que a amamentação exclusiva por seis meses reduz os riscos de um bebê ter alergias, asma, eczemas, infecções no ouvido, obesidade, diabetes, doença cardíaca, morte súbita infantil e inteligência reduzida, além de proteger as mães do câncer de mama.
 
— Existem indícios apoiando tais alegações, mas não experimentos aleatórios e controlados — o padrão de ouro da pesquisa científica — provando que bebês amamentados se saem melhor, ao menos em países industrializados.
 
— Bebês amamentados exclusivamente no peito durante seis meses geralmente vêm de famílias que diferem de diversas maneiras dos desmamados cedo ou que tomam leite em pó desde o começo. (Sem dúvida, os bebês amamentados se saem melhor em áreas menos desenvolvidas, onde o leite em pó pode ser preparado com água contaminada ou a pobreza leva as mães a restringir seu uso.)
 
— Quanto aos anticorpos que protegem os bebês no começo da vida, a maioria deles é transmitida pela placenta durante a gravidez. As principais exceções são os anticorpos contra infecções gastrointestinais (vômito e diarreia). Esses anticorpos são transferidos para o intestino do bebê por meio do leite materno e não pelo em pó.
 
— Baseada em sua análise das evidências médicas, Rosin, no artigo para a Atlantic, escreveu: "minha análise demonstra que a amamentação é provavelmente, talvez, um pouco melhor, mas está longe de ser o festival de indícios" que tem sido promovido na literatura popular. Ela concluiu que, "no geral, o peito é provavelmente melhor, mas não tão melhor a ponto de o leite em pó merecer o rótulo de 'ameaça à saúde pública', a exemplo de fumar".
 
The New York Times
 
Fonte Meu Filho

Hábito de comer fora de casa aumenta risco de excesso de peso e hipertensão

A comida por quilo é uma grande invenção, mas é preciso
 refletir o que vai escolher
Paulistanos que fazem refeições diárias em restaurantes e lanchonetes têm mais problemas relacionados ao consumo excessivo de gordura que a média da população, segundo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
 
Entre os paulistanos, quem tem o hábito de comer fora de casa tem também maior risco de estar acima do peso. Essa é a conclusão de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que também mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e lanchonetes, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.
 
O estudo se baseou em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.
 
Segundo os resultados da pesquisa, 59% dos frequentadores de restaurantes apresentam excesso de peso ou obesidade. Já na população geral adulta da cidade de São Paulo 47,9% se enquadra na categoria de excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2011. Ainda segundo o estudo, 26% dos que comem fora têm hipertensão. Na população geral, de acordo com a Vigitel, esse índice é de 22,5%.
 
As refeições mais frequentemente realizadas fora são as intermediárias, como o lanche da manhã ou o lanche da tarde: 45% dos que comem fora afirmaram ter consumido essas refeições em estabelecimentos comerciais; 30% consomem o almoço; 15% consomem o café da manhã e 10% consomem o jantar.
 
A média de calorias consumidas fora de casa por refeição foi de 628 calorias.
 
Gordura
Segundo a autora do estudo, a nutricionista Bartira Gorgulho, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e lanchonetes.
 
"De maneira geral, as pessoas comem mal independentemente do lugar. Observamos que, quando comem fora de casa, há um consumo maior de gordura. A oferta de gordura é maior e as pessoas procuram comer o que não têm tanta oportunidade de comer dentro de casa, como uma variedade maior de carnes e frituras", observa.
 
Bartira acrescenta que é perfeitamente possível ter uma alimentação saudável fora de casa sem gastar muito com isso. Restaurantes por quilo, por exemplo, geralmente oferecem várias opções de verduras e legumes.
 
Na opinião do médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), quem come fora de casa não costuma observar o tamanho das porções e, com isso, corre o risco de exagerar. Ele observa que pratos maiores oferecidos pelos restaurantes podem induzir as pessoas a pegar mais comida.
 
"A comida por quilo é uma grande invenção, mas é preciso refletir o que vai escolher", diz o nutrólogo. Um dos erros mais comuns, segundo ele, é servir-se de vários tipos de carboidratos - juntando num mesmo prato arroz, purê de batata e macarrão, por exemplo - ou vários tipos de proteína, como carne bovina, linguiça e frango. "Por outro lado, o espaço para salada geralmente é pequeno. As pessoas não dão muito esse direcionamento. É o erro mais comum", aponta Ribas Filho.
 
Para a nutricionista Ariana Fernandes, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), um dos motivos que elevam a quantidade de calorias das refeições feitas fora de casa é a falta de tempo. "Muitas vezes, as pessoas optam por um lanche rápido, que quase sempre é bem mais calórico que uma refeição balanceada."
 
Desafio diário
Para quem tem de comer fora todo dia, manter uma dieta balanceada é um desafio. A assistente de marketing Karla Ikeda, de 25 anos, conta que a alimentação diária acaba variando conforme a companhia que ela escolhe. "Às vezes, se saio com o pessoal que come besteira, acabo comendo também. Mas, sempre que posso, tento comer em restaurante por quilo", conta.
 
A estratégia para balancear o cardápio, segundo Karla, é preencher metade do prato com salada e a outra metade com arroz, carne e algum legume cozido.
 
O brasileiro come fora cada vez mais. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que, em 2003, os gastos com alimentação fora do domicílio entre a população urbana representava 25,7% dos gastos totais com alimentação. Em 2009, essa parcela subiu para 33,1%.
 
Fonte Estadão