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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sete sinais de que você precisa consultar um dentista

A boca é uma porta de entrada para várias doenças
Veja quais são os problemas orais que precisam de tratamento
 
A boca é uma porta de entrada para várias doenças. Além dos problemas relacionados à saúde oral, há doenças que decorrem de um processo infeccioso iniciado na boca e que acabam resultando em complicações cardiovasculares e do diabetes, distúrbios renais e respiratórios, hepatite e até mesmo prematuridade. De acordo com o dentista Ruy Hizatugu, além de fazer a higienização adequada dos dentes ao menos três vezes por dia, o paciente deve consultar um dentista na presença de qualquer destes sete sinais:
 
1) Dor de dente
Um levantamento do Departamento de Saúde Pública dos Estados Unidos revelou que os estudantes perdem mais de 51 milhões de horas-aula ao ano por causa de problemas dentais. De fato, a dor de dente costuma ser tão pouco suportada por jovens e crianças que, quando não faltam à escola, também não conseguem prestar atenção na matéria. A cárie é a causa mais comum de dor, sendo tanto pior quanto mais exposto está o nervo do dente.
 
2) Sangramento
O sangramento deve ser investigado se persistir por mais de dois ou três dias. Geralmente, ocorre quando a pessoa coloca muita força na hora da escovação. Mas as principais causas também incluem gengivite, traumas, distúrbios hemorrágicos, doenças como a leucemia e o escorbuto, além de próteses móveis mal ajustadas.
 
3) Feridas
As feridas podem ter várias causas. Desde as mais simples, como quando a pessoa acaba mordendo a parte interna da boca ou quando fica passando a língua em um dente quebrado, além das aftas e da herpes labial, até as que sugerem uma investigação mais complexa. Infecções por bactérias, vírus ou fungos devem ser investigadas, assim como as leucoplasias — que são mais frequentes em fumantes de cigarros, cachimbo e charutos, ou ainda de quem abusa do álcool. A propósito, a associação dos dois potencializa o surgimento desse tipo de lesão.
 
4) Sensibilidade nos dentes
Bebidas quentes ou geladas podem causar dor em pessoas com dentes hipersensíveis. Tanto pode ser resultado de cáries dentárias como de dentes fraturados, esmalte desgastado, doenças na gengiva ou ainda a dor pode ser provocada por uma raiz exposta. O tratamento levará em conta a causa do problema e o grau de sensibilidade.
 
5) Dor na mastigação
Quando o paciente sente dores durante a mastigação, e se a dor for persistente, deve procurar um cirurgião-dentista sem demora para chegar ao diagnóstico correto do problema. Esse tipo de sintoma pode estar associado a doenças como sinusite, artrite, gengivite, bruxismo, ou ainda a uma disfunção da articulação temporomandibular.
 
6) Fratura
Com o aumento da expectativa de vida e a incorporação de novos hábitos alimentares, os dentes vêm sendo cada vez mais exigidos. Como os dentes trincados ou fraturados apresentam sintomas diversos, é importante procurar um especialista na presença de dor ao mastigar, dor ao entrar em contato com bebidas muito quentes ou muito frias, ou ainda dor localizada. Como o desconforto vem e vai, e nem sempre o problema é visualizado no raio-X, esse tipo de diagnóstico depende em grande parte da regularidade com que se consulta o dentista.
 
7) Abcesso
Esse tipo de problema também é muito comum e geralmente se manifesta quando há um acúmulo de pus em torno da raiz do dente — resultado de uma infecção bacteriana. O tratamento consiste em drenar o pus, limpar e desinfetar a cavidade pulpar. Em casos muito graves, a extração do dente é necessária. Mas, como a Odontologia está cada vez mais conservadora, procuramos sempre uma forma de tratar o dente doente e prescrever antibióticos para o paciente.
 
Fonte Zero Hora

Alzheimer: Pesquisa aponta que mulheres são mais afetadas por este mal

O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete
 principalmente pessoas entre 60 e 90 anos de idade
Cuidadores e familiares que convivem bem próximo da enfermidade foram os entrevistados
 
O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos de idade. Segundo a Associação Internacional da Doença e Alzheimer (ADI), cerca de 35,6 milhões de pessoas convivem com esta enfermidade e a estimativa é de que o número dobre a cada 20 anos.

A doença ainda não tem cura, mas seu desenvolvimento pode ser retardado com hábitos saudáveis. O Portal Minha Vida, dedicado à saúde e bem-estar, realizou um estudo com pessoas que convivem de perto com a doença: familiares e cuidadores.

A Pesquisa foi realizada em âmbito nacional com 6.050 pessoas. Destes, 2.050 já tiveram algum familiar com Alzheimer e 1.580 cuidaram de perto deste familiar.

O medo da doença
Quanto mais próximo da doença, maior o medo de ter Alzheimer no futuro. A pesquisa mostra que 90,3% daqueles que cuidam ou cuidaram de familiares com a doença têm medo de desenvolver o Alzheimer no futuro, contra 86,9% daqueles que tem familiares, mas não acompanharam o paciente de perto. Entre quem não teve nenhum familiar com Alzheimer, o percentual foi de 78,4%.

Retardando a doença
Exercícios e alimentação saudável ajudam no combate a uma série de doenças, com o Alzheimer não é diferente e a maioria dos internautas tem esta percepção. 87,6% das pessoas acreditam que a doença não tem cura, mas pode ser adiada com hábitos saudáveis.

Mulheres são as mais afetadas pela doença
69,5% dos familiares que tiveram Alzheimer eram do sexo feminino (sendo 34% a própria mãe) contra 30,5% do sexo masculino (sendo 14,5% o próprio pai).

Os sintomas
Questionados sobre o primeiro sintoma que apareceu no paciente, a perda de memória ficou em primeiro lugar (com 45,1% das respostas), seguida por desorientação (12,9%) e pela dificuldade de reconhecer pessoas (8,5%). Em outra questão, 49,4% dos cuidadores reportaram que o paciente apresentou ou apresenta comportamento agressivo durante a doença.

Tratamentos usados
Quando questionados sobre o tratamento da doença, os medicamentos são utilizados em 76,9% dos casos. Suplementação alimentar e fisioterapia ficaram empatados em segundo lugar com 15,2% das respostas. Nos hábitos de vida, 19,1% dos pacientes praticam ou praticaram atividades aeróbicas, 15,9% leram livros, 14% fizeram atividades de jardinagem, 9,9% preencheram palavras cruzadas, seguido por 7,8% que fazem ou fizeram atividades e brincadeiras com animais.
 
Fonte Diário Catarinense

USP testa estimulação com corrente elétrica para depressão

Pesquisadores da USP testam uma alternativa indolor, de baixo custo e com poucos efeitos colaterais para o tratamento da depressão.
 
Trata-se da estimulação com corrente elétrica contínua. E, ao que indica um estudo publicado pelo grupo no "Jama Psychiatry", revista da Associação Médica Americana, a técnica é eficaz.
 
Na pesquisa, 120 pessoas com depressão foram divididas em grupos para avaliar a eficácia da técnica, do antidepressivo sertralina (um inibidor da recaptação da serotonina) e da combinação dos dois tratamentos.
 
Drogas e estimulação tiveram resultados similares e, juntas, um resultado ainda melhor. Entre os que usaram as terapias combinadas, 63% tiveram alguma melhora.
 
Desses, 46% tiveram remissão, ou seja, a ausência completa de sintomas.

Combinação
Segundo André Brunoni, psiquiatra do Hospital Universitário da USP e principal autor da pesquisa, esse é o primeiro estudo a comparar o tratamento com antidepressivos e a combiná-los.
 
A explicação para o sucesso dessa soma ainda precisa ser confirmada por exames de imagem, mas os pesquisadores imaginam que a estimulação e o remédio atuem em diferentes regiões do cérebro ligadas à depressão.
 
A técnica, ainda experimental, tem poucos efeitos colaterais (no estudo, foram observados vermelhidão na área da cabeça onde os eletrodos foram posicionados e sete episódios de mania) e custo relativamente baixo.
 
O aparelho é simples de ser fabricado, pode ser portátil e custa de R$ 500 a R$ 1.000, segundo Brunoni.
 
Um aparelho de estimulação magnética transcraniana (técnica de neuromodulação não invasiva mais estudada e que recebeu o aval para depressão no Brasil em 2012) chega a custar de US$ 30 mil a US$ 50 mil (R$ 59 mil a R$ 119 mil).
 
Convincente
A estimulação por corrente contínua não é novidade --pesquisas em humanos para depressão e esquizofrenia são feitas desde a década de 1960. Os estudos foram retomados a partir de 1990, mas a quantidade é pequena.
 
"Até esse estudo da USP, os resultados desse tipo de estimulação não eram muito convincentes. Talvez isso se modifique agora", afirma Marcelo Berlim, professor assistente do departamento de psiquiatria da Universidade McGill, em Montréal, Canadá, e diretor da clínica de neuromodulação da instituição.
 
"É um avanço importante, mas não significa que vamos usar amanhã na prática clínica. Precisamos de mais estudos", diz Brunoni.

Berlim afirma que um dos entraves para que sejam feitas pesquisas maiores para a aprovação da técnica é a falta de investimento de grandes fabricantes do aparelho.
 
"Como ele é simples e barato, não há interesse por parte da indústria em desenvolver pesquisas de milhões de dólares", afirma o psiquiatra.
 
Eletrochoque
Bobinas e eletrodos na cabeça não são exclusividade da estimulação elétrica por corrente contínua. Duas técnicas similares, que têm em comum a ausência de medicação, são usadas e aprovadas para depressão no país.
 
A eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, é a mais invasiva. O paciente recebe anestesia geral, e os eletrodos induzem uma corrente elétrica no cérebro que provoca a convulsão, alterando os níveis de neurotransmissores e neuromoduladores, como a serotonina.
 
Ela é indicada para depressão profunda e em situações em que o paciente não responde aos medicamentos.
 
Seus efeitos cognitivos, porém, são indesejáveis e incluem perda de memória. Os defensores da técnica dizem que o problema é temporário.
 
Já a estimulação magnética é indolor e não requer anestesia, assim como a que usa corrente contínua.
Uma bobina, que é apoiada na cabeça do paciente, gera um campo magnético que afeta os neurônios, ativando-os ou inibindo-os. As ondas penetram cerca de 2 cm.
 
Em maio de 2012, o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou a técnica para tratamento de depressões uni e bipolar (que pode causar oscilações de humor) e de alucinações auditivas em esquizofrenia e para planejamento de neurocirurgia.
 
O IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP), centro pioneiro em pesquisas com estimulação magnética no país, estuda a aplicação para depressão desde 1999.
 
"A estimulação por corrente contínua está hoje onde a estimulação magnética estava há 15 anos", afirma o psiquiatra André Brunoni.
 
Fonte Folhaonline

Crianças com epilepsia apresentam mais sintomas psiquiátricos

Pesquisa realizada com crianças norueguesas mostra que aquelas com epilepsia são mais propensas a apresentar sintomas psiquiátricos do que aquelas que não sofrem do problema.
 
Os resultados apontam que entre as meninas problemas emocionais eram mais comuns, enquanto entre os meninos a hiperatividade, déficit de atenção e conflitos no relacionamento com colegas apareciam com mais freqüência.
 
Estudos anteriores já mostraram que crianças com epilepsia têm maior risco de desenvolver problemas comportamentais e distúrbios psiquiátricos, como ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção (TDAH).
 
A partir de dados do Norwegian Health Services Research Centre, os pesquisadores analisaram crianças com idade entre 8 e 13 anos. Baseando nas respostas do Questionário de Capacidade e Dificuldade (QCD) respondido pelos pais e classificados como normal, limítrofe ou anormal, os cientistas identificaram 111 crianças com epilepsia. Esse grupo apresentou 38% de problemas mentais, contra 17% das crianças não acometidas pela epilepsia. Os meninos apresentaram um maior risco de sintomas psiquiátricos do que as meninas, tanto no grupo com a doença quanto no grupo saudável.
 
Os resultados mostraram que as 33% crianças com epilepsia com idade entre 8 e 9 anos apresentavam pontuação anormal no QCD, contra 17% no grupo das crianças saudáveis da mesma idade, pontuação que sobe para 41% contra 16% no grupo de 10 a 13 anos. A análise também mostrou um aumento do risco de problemas psiquiátricos para meninas com epilepsia na faixa etária de 10 a 13 anos.
 
Segundo Dr. Kristin Alfstad do Centro Nacional de Epilepsia do Hospital da Universidade de Oslo, na Noruega, e autor do estudo, diversos fatores contribuem para o desenvolvimento de distúrbios psiquiátricos. “A identificação de grupos de alto risco pode ajudar os médicos que podem implementar intervenções que impeçam mais graves problemas psiquiátricos", diz.
 
Fonte Epilepsia Journal

Doenças psiquiátricas estão entre as principais causas de incapacidade para o trabalho

O "Relatório sobre a Saúde Mental no Mundo/2001" da Organização Mundial de Saúde (OMS), que teve sua versão em português apresentada durante a III Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília, revelou que há muitos portadores de sofrimento mental sem tratamento adequado. Mostra também como as doenças psiquiátricas têm sido incapacitantes para o trabalho, o que não deveria acontecer se os pacientes estivessem bem acompanhados pelo médico.

Os transtornos depressivos são hoje a quarta causa de incapacitação no mundo. Em 2020, representarão a segunda causa. Na população de 15 a 44 anos, entre as dez causas que mais incapacitam, cinco são distúrbios psiquiátricos. Em relação à incapacidade para o trabalho, a depressão perde somente para a Aids. Os transtornos por alcoolismo estão em quinto lugar.

Estimativas apontam que entre 10% e 15% da população mundial sofrem algum distúrbio psiquiátrico. No Brasil, nos últimos 15 anos, o número de suicídios aumentou cerca de 15%, embora a taxa brasileira continue abaixo da média mundial. Acredita-se que aproximadamente 10 mil pessoas morram em decorrência de suicídio por ano.

O abuso do álcool é um dos problemas de destaque no Brasil, segundo estudo realizado na capital carioca há seis anos. O país apresenta um dos índices mais elevados de problemas psiquiátricos associados ao excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. Fato que também é registrado na França. Apesar de existirem tratamentos disponíveis na rede pública para os dependentes de álcool, poucas pessoas procuraram as unidades de saúde.

De acordo com a coordenação de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial de Saúde, cerca de 70% dos pacientes alcoólatras melhoram com os tratamentos. O problema é que, em determinadas regiões do mundo, estão sem tratamento pelo menos 90% desses doentes. Na opinião dos técnicos, são poucos os investimentos na área da saúde mental.
 
Fonte Boa Saúde