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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Para presidente da Suprema Corte do Uruguai, país deve oferecer maconha grátis

Atualmente, o consumo de maconha não é criminalizado no Uruguai
O Uruguai poderá oferecer "maconha grátis" no âmbito do projeto de lei que visa a regulamentar a produção e a venda de canabis, desde que se implemente um registro de usuários, afirmou o presidente da Suprema Corte de Justiça (SCJ), Jorge Ruibal Pino, esta quarta-feira, em declarações à mídia local.
 
"Na minha opinião teriam que dar a maconha de graça", afirmou o representante da máxima instância judicial do país à rádio local Universal de Montevidéu.
 
Para Ruibal Pino, "a ideia de legalizar a maconha", impulsionada pelo presidente uruguaio, José Mujica, "não é ruim, mas devem ser feitos esclarecimentos" como um registro de consumidores, pois é "essencial que o dependente se registre".
 
Mais tarde, em declarações ao portal de notícias Subrayado, Ruibal esclareceu que sua ideia é uma "especulação pessoal", mas se perguntou se oferecer maconha gratuita "não será o pontapé inicial para que os dependentes venham se registrar".
 
O polêmico projeto - defendido por Mujica em junho de 2012, que pretende fazer o Estado assumir o controle, a produção e a venda da droga - está sendo discutido em uma comissão parlamentar e a esquerda governista espera que seja aprovado no decorrer deste ano.
 
Atualmente, o consumo de maconha não é criminalizado no Uruguai e cabe aos juízes determinar quanto uma pessoa pode portar para consumo próprio para não ser punida criminalmente.
 
Segundo dados recentes da Junta Nacional de Drogas, o Uruguai tem 20.000 consumidores diários de maconha, 75.000 mensais e cerca de 120.000 anuais.
 
Fonte R7

Ordem dos Médicos da França considera eutanásia em casos excepcionais

A eutanásia e o casamento gay,  são os temas que mais dividem
 a esquerda e a direita na França
País tem lei que proíbe o prolongamento indefinido de tratamento terapêutico e prevê direito a "deixar morrer"
 
O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos da França considerou pela primeira vez que um colegiado médico permita utilizar uma sedação especial em pacientes em estado terminal que tenham feito "sucessivos pedidos lúcidos e reiterados" para abreviar seu sofrimento.
 
Ao citar "um dever de humanidade", sem falar diretamente de eutanásia, a Ordem dos Médicos pretende que estes casos de "assistência à morte" ocorram em circunstâncias excepcionais, como certas "agonias prolongadas" ou de "dores incontroláveis", para as quais a medicina não encontra tratamento.
 
A França tem uma lei que proíbe o prolongamento indefinido de tratamento terapêutico (retardamento da morte por todos os meios possíveis) e prevê o direito a "deixar morrer", colocando um termo aos cuidados paliativos.
 
Aprovada por consenso em 2005, a lei Leonetti autoriza, "no fim da vida, o uso de tratamentos em dosagem eficaz para aliviar o paciente, mesmo que tais doses possam provocar o encurtamento do tempo de vida", lembra a Ordem dos Médicos.
 
Mas, ao contrário do que acontece em países como Holanda, Bélgica e Suíça, que aceitam a injeção letal, a eutanásia ativa é proibida na França.
 
Esta lei, pouco conhecida na França, "atende ao maior número de casos de estado terminal", ressalta a entidade no documento que tem como título "Fim da vida, assistência à morte".
 
— Todavia, a lei pode não oferecer solução para certos sofrimentos prolongados ou para dores psicológicas e/ou físicas que, apesar das tentativas, continuam incontroláveis.
 
Embora raras, estas situações "não podem continuar sem resposta", destaca a Ordem, reconhecendo a existência de "situações excepcionais, não levadas em consideração" pela lei atual.
 
— Uma sedação adaptada, profunda e terminal, que respeita a dignidade do paciente, poderia ser vislumbrada, por dever de humanidade, por um colegiado que decidiria a composição e as formalidades jurídicas.
 
Apesar da proibição, o Ined (Instituto Nacional de Estudos Demográficos) afirmou no início do mês que o número de casos anuais de eutanásia na França chega a 3.000.
 
O debate sobre a eutanásia foi retomado a partir de uma carta ao presidente francês François Hollande, assinada por 250 médicos. O documento foi enviado em 6 de fevereiro para protestar contra as sanções aplicadas a um médico acusado de "envenenamento" de sete pacientes terminais.
 
Hollande indicou em dezembro, quando anunciou que ia apresentar o projeto de lei em meados de 2013, que tinha recebido o parecer de experts sobre a questão.
 
Na ocasião, o presidente sinalizou que havia pedido o parecer do Comitê Nacional Consultivo de Ética, encarregado pela lei que rege a manutenção dos princípios de moralidade, proibição, competência e dedicação no exercício da medicina e pelo cumprimento do código de deontologia da profissão.
 
Durante a campanha para as eleições presidenciais, no ano passado, Hollande prometeu "uma assistência médica para terminar a vida com dignidade, para toda pessoa maior de idade em fase avançada ou terminal de uma doença incurável", mas sem nunca usar a palavra eutanásia.
 
A eutanásia e o casamento gay, que foi votado nessa terça-feira (12) pela câmara dos deputados, são os temas que mais dividem a esquerda e a direita na França.
 
Fonte R7

França recebeu carne com fenilbutazona, diz Reino Unido

Algumas lasanhas Findus à venda no Reino Unido
continham 100% de carne de cavalo
Um medicamento para equinos que pode prejudicar a saúde de seres humanos foi encontrado em carcaças de cavalos exportadas do Reino Unido para a França e pode ter entrado na rede de distribuição de alimentos para seres humanos, disse o ministro da Agricultura do Reino Unido, David Heath, nesta quinta-feira.

Heath destacou, no entanto, que a droga fenilbutazona, que, em casos raros, pode causar doenças no sangue de seres humanos, não foi encontrada em testes realizado em produtos da Findus, empresa de alimentos envolvida no escândalo da carne de cavalo na Europa.

O ministro disse ao Parlamento que a Agência de Segurança Alimentar (FSA, na sigla em inglês) testou as carcaças de 206 cavalos abatidos no Reino Unido em busca de vestígios do medicamento.

"Oito deram positivo. Três podem ter entrado na rede de distribuição de alimentos na França. Os cinco restantes não entraram na rede alimentar", disse o ministro aos legisladores. "A FSA está trabalhando com as autoridades francesas em uma tentativa de fazer um recall da carne", acrescentou. "Os resultados dos testes em produtos alimentares da Findus deram negativo."

A FSA informou que está reunindo informações sobre as seis carcaças enviadas para a França depois de serem abatidas em Taunton, no sudoeste da Inglaterra. A agência acrescentou que os restantes dois cavalos não deixaram as instalações da High Peak Meat Exports, matadouro em Nantwich, no noroeste da Inglaterra, e já foram eliminados de acordo com as regras da União Europeia.

Supermercados em toda a Europa retiraram milhões de refeições prontas congeladas das prateleiras depois que testes revelaram que a carne rotulada como bovina continha grandes quantidades de carne equina. Algumas lasanhas Findus à venda no Reino Unido continham 100% de carne de cavalo.

A principal conselheira médica do governo britânico, Sally Davies, disse mais cedo que a carne equina contendo o medicamento anti-inflamatório fenilbutazona apresenta um risco muito baixo para a saúde humana.

"A fenilbutazona, conhecida como bute, é um medicamento comumente usado em cavalos e também é receitado a alguns pacientes que sofrem de uma forma grave de artrite", disse Sally.

A médica disse ainda que os pacientes que tomam fenilbutazona como medicamento podem ter efeitos secundários graves, mas ponderou que são raros. As informações são da Dow Jones.
 
Fonte R7

Gestantes brasileiras serão vacinadas contra coqueluche

A expectativa é de que 4 milhões de
gestantes sejam imunizadas
Gestantes brasileiras passarão a ser vacinadas contra coqueluche a partir deste ano. A estratégia é uma reação ao avanço da doença, que dobrou no País em 2012. De janeiro a dezembro, 4.453 pacientes tiveram a infecção confirmada. No ano anterior, foram 2.258 casos. As mortes também aumentaram. Em 2011 foram 56 e ano passado, 74.

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou um alerta sobre a situação da doença no País, pedindo para que profissionais de saúde fiquem atentos e, diante dos sintomas da doença, passem a pedir exame para confirmação da infecção. "Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Barbosa afirmou não haver uma razão definida para o aumento dos casos da doença, fenômeno que, segundo ele, ocorre também em outros países. "Nos Estados Unidos, o pico ocorreu em 2010, com 27.550 infecções confirmadas", relatou.

Estatísticas mostram que o número de crianças imunizadas vem caindo desde 2010. Mesmo assim, o secretário descarta que o aumento de casos esteja associado a uma menor cobertura vacinal. "A maior parte dos casos foi registrada entre menores de seis meses, quando o esquema terapêutico ainda não está completo."

A estratégia de prevenção da coqueluche atualmente é baseada na imunização de crianças. São três doses da vacina pentavalente (que protege também contra difteria, tétano, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B), aplicadas a partir de dois meses. A última dose é dada aos 8 meses.

"O produto é considerado eficiente", assegurou Barbosa. Mas, o avanço do número de casos colocou em dúvida a durabilidade da proteção. Uma das hipóteses é a de que, com passar dos anos, a vacina perca a eficácia, deixando vulneráveis adultos jovens. Essa população poderia apresentar a forma mais leve da doença, muitas vezes sem sintomas importantes. "A hipótese é a de que a doença nem seja notada. E esse grupo poderia passar o vírus para crianças que ainda não estão totalmente protegidas contra a doença."

A vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação. Em março, o governo deverá se reunir com fabricantes para definir a compra da vacina."Chamada de DTP acelular, ela é diferente daquela usada nos bebês. Tem uma produção menor", afirmou o secretário. A expectativa é de que 4 milhões de gestantes sejam imunizadas.

A coqueluche é transmitida principalmente pelo contato com gotículas de secreção eliminadas ao tossir, falar e espirrar. A doença, transmitida por bactéria, apresenta como primeiros sintomas catarro, febre baixa, espirro, falta de apetite e tosse noturna. Se não tratada, ela pode levar à morte.
 
Fonte R7

Tratamento com probiótico natural aumenta densidade óssea em quatro semanas

Os probióticos são microrganismos que podem ajudar
 a equilibrar o sistema imunológico
Pesquisa feita com ratos pode representar um passo inicial em direção a novos tratamentos para pessoas com osteoporose
 
Cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA, descobriram que um suplemento probiótico natural pode ajudar camundongos machos, mas não fêmeas, a produzir ossos saudáveis.
 
A pesquisa pode representar um passo inicial em direção a novos tratamentos para pessoas com osteoporose.
 
"Nós sabemos que a inflamação no intestino pode causar perda óssea, porém não se sabe exatamente por que. O interessante que descobrimos é que um probiótico pode aumentar a densidade óssea", afirma a autora da pesquisa Laura McCabe.
 
Os probióticos são microrganismos que podem ajudar a equilibrar o sistema imunológico. Para o estudo, os investigadores alimentaram ratos com Lactobacillus reuteri, um probiótico conhecido para reduzir a inflamação, efeito prejudicial da resposta imune do organismo à infecção.
 
"Por meio de fermentação de alimentos, temos de ingerir bactérias que classificamos como probióticos durante milhares de anos. Há evidências de que esta bactéria como uma espécie tem co-evoluído com os humanos. É natural do nosso trato intestinal e é algo que, se faltar, pode causar problemas", explica o coautor Robert Britton.
 
Os resultados mostraram que ratos machos tiveram um aumento significativo na densidade óssea após quatro semanas de tratamento. Não houve tal efeito quando os pesquisadores repetiram o experimento com camundongos fêmeas.
 
A equipe ressalta que a pesquisa está em seus estágios iniciais e que os resultados em camundongos nem sempre se traduzem para os seres humanos. Mas eles estão esperançosos que o novo estudo pode apontar novo caminho em relação às drogas para osteoporose sem muitos efeitos colaterais, especialmente para as pessoas que perdem densidade óssea desde cedo por causa de outra doença crônica.
 
Fonte isaude.net