Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 4 de março de 2013

Vitamina D pode auxiliar na fertilidade

O organismo produz vitamina D quando exposto ao sol, mas
alguns alimentos também podem ser fonte desse nutriente
como salmão, bife de fígado e gema de ovo
Conhecida pelo seu papel de regular absorção de cálcio e fósforo no organismo, substância também modula a função dos órgãos sexuais
 
As vitaminas exercem um papel importante no organismo humano e podem ser aliadas no momento de ter um bebê. O efeito da alimentação na fertilidade, sobretudo feminina, está cada vez mais descrito em trabalhos científicos. Pesquisas recentes mostram que a vitamina D, em especial, conhecida pelo seu papel de regular absorção de cálcio e fósforo no organismo, modula a função dos órgãos sexuais e é crucial para a integridade os tecidos sexuais e a reprodução.
 
Direta e indiretamente, a D está relacionada a pelo menos 2 mil genes, o que comprova a sua vasta gama de benefícios. Conforme o especialista em reprodução humana Nilo Frantz, a prescrição de vitaminas faz parte da rotina de muitas instituições que tratam os problemas de infertilidade.
 
— Na nossa clínica já adotamos a rotina de dosar os níveis sanguíneos de vitamina D em pacientes que realizam tratamentos como a fertilização in vitro — relata o médico.
 
Estudos, como o da Kocaeli University/USA, demostram que altos níveis de vitamina D no organismo auxiliam na fisiologia reprodutiva. A suplementação da vitamina D atua como um regulador celular do metabolismo das pacientes. De acordo com a investigação, os dados obtidos a respeito dos efeitos da vitamina D em ratos demostrou que a falta desta vitamina na fisiologia reprodutiva desses animais, reduziu em 75% a capacidade de fertilidade, assim como a deficiência do crescimento neonatal também foram descritos.
 
Outras investigações experimentais com modelos de ratos mostram insuficiência gonadal, expressão gênica reduzida e deficiência nos níveis de estrógenos, assim como defeitos ósseos. Alguns pesquisadores têm atribuído a redução da fertilidade à reduzidas taxas de vitamina D. No entanto, outros estudos sugerem que, em ratos machos, a fertilidade é mais criticamente afetados por níveis de cálcio, independente da vitamina D. De fato, a falta de cálcio afeta a maturação do espermatozoide, capacitação e reação acrossômica Os dados revelam também que o consumo de uma dieta deficiente em vitamina D, antes e durante a gravidez, em ratos afeta negativamente a fecundidade, independentes da idade das fêmeas e índice de massa corporal (IMC).
 
Segundo a nutricionista Rosa Silvestrim, esse nutriente é fundamental para proliferação e diferenciação dos tecidos, síntese e secreção de hormônios tireoidianos e paratireoidianos, secreção de insulina, modulação do sistema imune, atividade cerebral, adequado funcionamento cardiovascular, controle da pressão arterial, entre outros benefícios. Mas é importante destacar que o excesso de vitamina D provoca produção excessiva de urina, dor, náusea e perda de apetite, assim como aumento na reabsorção óssea.
 
O especialista em reprodução humana Marcos Höher lembra que outras pesquisas, como a do grupo de pesquisadores da University of Graz, Aústria, demonstram que a vitamina "D" no corpo humano auxilia na regulação hormonal da mulher e também na contagem de espermatozoides do homem.
 
— No Rio Grande do Sul é verificado um maior percentual de insuficiência e de deficiência desta vitamina em relação à média brasileira. Isto ocorre pelo período mais longo de frio e, com mais pessoas de pele clara, devido aos cuidados em evitar a exposição à radiação solar, mesmo nos meses de calor — ressalta.
 
O estudo, publicado no Jornal Europeu de Endocrinologia, analisou 2.300 pessoas e revelou que os efeitos da vitamina nos hormônios sexuais de ambos os sexos é um meio de explicar porque as taxas de concepção caem no inverno e aumentam significativamente no verão nos países do norte europeu.
 
Fontes de vitamina D
O organismo produz vitamina D quando exposto ao sol, mas alguns alimentos também podem ser fonte desse nutriente. Salmão, atum enlatado conservado em água, sardinha, gema de ovo, queijos, bife de fígado e cogumelos são alguns exemplos.
 
Fonte Zero Hora

Como aliviar as dores e o inchaço nos seios durante e após a gravidez

Mamilos escurecem e incham, as dores aumentam e podem surgir estrias e flacidez
 
Dentre as diversas modificações que ocorrem no organismo materno durante a gravidez estão as alterações nas mamas, como aumento de tamanho, inchaço, aumento da sensibilidade, mudança na coloração da aréola e do mamilo. Essas alterações são importantes para preparar as mamas para a produção de leite e iniciar a amamentação. O inchaço e a sensibilidade podem acarretar desconfortos que vão acompanhar a gestante até o final da gravidez. Geralmente a sensibilidade nos seios ocorre desde as primeiras semanas de gravidez. Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, há mulheres que confundem a rigidez nos seios com os sintomas da menstruação.

— Durante o período menstrual, o inchaço é passageiro, ao contrário do que ocorre na gestação. Na gravidez ocorre aumento da circulação sanguínea, podendo levar a um inchaço mais prolongado e maior sensibilidade, que pode persistir durante toda gravidez — explica a médica.

Além disso, a produção de hormônios nas glândulas mamárias pode elevar a temperatura das mamas.

— Isso é comum, mas se a gestante notar vermelhidão, apresentar febre, dor nas mamas, mal estar e calafrios, precisa conversar com o seu médico. Tais sinais podem alertar para uma inflamação, a mastite, causada pelo acúmulo de leite e infecção. Isso pode ocorrer na gestação e na fase pós-parto — alerta.

O sutiã ideal durante a gravidez
Uma alternativa para amenizar dores e inchaço durante a gravidez é utilizar um sutiã mais confortável. Segundo Erica, o ideal é escolher modelos sem meia taça com aro, pois sutiãs deste modelo tendem a apertar ou machucar as mamas. Além disso, as alças devem apresentar boa sustentação para aliviar o peso e garantir mais conforto. Na hora de dormir, é melhor escolher um top de ginástica ou um sutiã sem fechos e fivelas para não incomodar. As grávidas que praticam exercícios devem utilizar um sutiã com nível de sustentação adequado para a atividade praticada.

É hora de amamentar
Após o nascimento do bebê, a dor nas mamas pode aumentar pelo estímulo nos mamilos para as primeiras sugadas do recém-nascido. Nesse período podem surgir fissuras, que são pequenas rachaduras. Para evitar este problema, é importante não limpar o leite que escorre dos mamilos, pois este tem ação de proteção nas mamas. Depois dessa fase de amamentação, é natural que as mamas voltem ao normal.

— As mamas podem até diminuir, pois o músculo fica um pouco enfraquecido. E para evitar que uma mama fique maior que a outra devido à amamentação, é importante alternar os seios na hora de alimentar o bebê.

Cuidados especiais

Vale tomar alguns cuidados para minimizar todos esses desconfortos que podem afetar as mamas:

Na gravidez, os mamilos escurecem e incham, as dores aumentam e podem surgir estrias e flacidez. Evite usar sabonetes e cremes nos mamilos. Os hidratantes podem ser usados nas mamas, evitando os mamilos e aréolas. A hidratação deixa a pele mais fina, e se o mamilo for hidratado em excesso pode sofrer rachaduras mais facilmente.

Na primeira consulta de pré-natal seu médico deve analisar suas mamas e orientá-la sobre os cuidados especiais de acordo com o seu tipo de mamilo.

Para gestantes que apresentam mamilos muito pequenos, planos e até invertidos existem alguns exercícios que melhoram o formato do mamilo, deixando-o mais apto para amamentação.

A gestante pode fazer exercícios manuais diários, com movimentos fáceis como por exemplo segurar o mamilo com o dedo indicador e polegar e delicadamente realizar movimentos de esticar o mamilo e torcer para a esquerda e a direita.

Mulheres de pele muito clara e sensíveis tendem a ter mais facilidade para rachaduras. O uso esporádico de buchas no mamilo pode ajudar a deixar a pele do mamilo mais espessa, com menos tendência para machucados e rachaduras.

Não esfregue em excesso buchas ou toalhas nos mamilos, pois o desgaste da pele favorece o aparecimento de lesões e retira a proteção natural da pele.

Banho de sol nos mamilos durante 15 minutos ajuda a manter a pele do mamilo mais firme e resistente, com menos propensão a rachaduras. Prefira o sol da manhã ou do final da tarde e use filtro solar.

Todo exercício ou uso de buchas deve ser recomendado pelo seu médico, para que isso não prejudique ao invés de ser benéfico.

Durante as mamadas é importante posicionar o bebê adequadamente fazendo com que ele pegue o mamilo por inteiro.

A amamentação é um momento muito importante, pois além de fornecer o alimento mais rico e completo para o crescimento do seu filho, é um momento mágico, de troca de calor, amor e carinho.

A amamentação não deve ser dolorosa. Se estiver com muita dor, provavelmente a pega do bebê está errada. Converse com seu médico e explique o que está sentindo.

As mamas podem latejar e tendem a sofrer pequenas rachaduras, principalmente quando a pega da boca do bebê é inadequada.

Depois de amamentar não lave os mamilos, deixe o restinho do leite, pois ele atua como um cicatrizante natural.

Se a mama estiver muito cheia, dolorida, vazando leite e o bebê não estiver conseguindo sugar corretamente, procure retirar um pouco de leite antes da mamada, com ordenha manual ou com uma bombinha para aliviar o inchaço e o efeito dolorido.
 
Fonte Diário Catarinense

Conheça as principais terapias aquáticas e como elas podem beneficiar a sua saúde

Conheça as principais terapias aquáticas e como elas podem beneficiar a sua saúde Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Banhos de imersão e atividades aquáticas como a natação,
hidroginástica e hidroterapia também são consideradas terapêuticas
Atividades aquáticas com fins terapêuticos são utilizadas por elas mais diversas áreas, dentre elas os educadores físicos, fisioterapeutas, ortopedistas, reumatologistas, entre outros
 
Sensação de relaxamento e diminuição de dor são alguns dos benefícios trazidos a quem é submetido a uma sessão de fisioterapia aquática. Originada do grego (hidro = água; therapia = cura), a hidroterapia vai além do tratamento de problemas específicos de saúde, trazendo benefícios psíquicos e neurológicos.
 
Embora não se sabia com certeza quando a água foi utilizada pela primeira vez com finalidades terapêuticas, há indícios de que os orientais iniciaram a prática em aproximadamente 2400 a.C. Hipócrates (460-375 a.C.) empregava água quente e fria no tratamento de doenças. No Ocidente, os romanos a utilizaram amplamente com fins terapêuticos e recreacionais. Eles dispunham de balneários e termas, onde tomavam quatro tipos de banho, sob diferentes temperaturas.
 
A Europa foi precursora na busca científica acerca dos efeitos terapêuticos da água. A primeira publicação sobre os efeitos de banhos terapêuticos foi assinada pelo médico inglês John Flayer, em 1697. Daí em diante, outros profissionais dedicaram sua atenção aos efeitos e indicações da hidroterapia.

Atualmente, as atividades aquáticas com fins terapêuticos são utilizadas por elas mais diversas áreas, dentre elas os educadores físicos, fisioterapeutas, ortopedistas, reumatologistas, entre outros. Banhos de imersão e atividades aquáticas como a natação, hidroginástica e hidroterapia também são consideradas terapêuticas.
 
A fisioterapeuta Juliana Collares Vanassi, da Sulfisio, diz que a técnica é indicada para pacientes com quadro crônico de origem reumática ou traumato-ortopédica, pós-operatórios, casos neurológicos que requeiram uma reabilitação aquática associada à fisioterapia convencional. Entre as patologias mais comuns estão hérnias de disco, discopatias degenerativas, artroses/artrites de coluna e membros inferiores, acidente vascular encefálico, Parkinson, entre outros.
 
O baixo impacto nas articulações e o relaxamento trazido pela água aquecida estão entre os principais benefícios que atraem os pacientes, explica a fisioterapeuta Vanise Tomatis Loth, da Acquaticus:
 
— Na água consegue-se iniciar movimentos que fora dela demoram para ser obtidos. Na imersão, obtém-se resultados mais rápidos.
 
Trabalhando na área há mais de 10 anos, Vanise afirma que muita gente ainda confunde a hidroginástica com hidroterapia. Enquanto a primeira é uma modalidade de exercício físico, a segunda é uma técnica de fisioterapia que costuma ser usada para o tratamento de patologias. O custo médio de uma sessão fica entre R$ 60 e R$ 80.
 
A aposentada Eunice Ester Schmit, 65 anos, é adepta da hidroterapia há seis. Frequenta a piscina da Acquaticus duas vezes por semana, por indicação de seu ortopedista. Faz hidropostural para amenizar as dores que sente na coluna e, de vez em quando, recorre à fisioterapia aquática para amenizar os efeitos de uma hérnia de disco.
 
— É uma delícia. A gente deita na boia e recebe massagem. Saio de lá flutuando, sem dor nenhuma — comenta.
 
Postura e relaxamento no meio líquido
Em 1980, Harold Dull transportou para as águas aquecidas das piscinas de Harbin Hot Springs (Califórnia) os alongamentos e massagens do Zen Shiatsu, criados no Japão. A isso deu o nome de Watsu (water shiatsu, em inglês). Em sessões de aproximadamente 60 minutos, o terapeuta apoia e movimenta o cliente à medida que alonga e massageia os pontos de tensão muscular. A piscina aquecida a 35°C aumenta a sensibilidade dos tecidos e favorece o fluxo sanguíneo.
 
A fisioterapeuta Aline Guedes Milano do Canto, da Sulfisio, explica que o paciente, deitado nos braços do instrutor, é conduzido de forma totalmente passiva, deslizando pela superfície da água em um ambiente propício para o relaxamento profundo.
 
A proposta é justamente eliminar dores, lesões e preocupações, distensionar o corpo por meio de um atendimento individualizado. A técnica ajuda no tratamento de depressão, diminui dores musculares e baixa a ansiedade. Não é feita necessariamente por fisioterapeutas, mas por profissionais com treinamento especializado.
 
Já a hidropostural é uma atividade feita em pequenos grupos e serve para corrigir a postura, por meio da consciência corporal, fortalecimento da coluna e atividades de equilíbrio. A atividade é muito procurada por pacientes idosos, obesos e gestantes. Professora da modalidade, Vanise Tomatis Loth explica que algumas pessoas inicialmente fazem consultas, mas acabam ficando mais tempo, pois gostam, e incorporam a atividade na rotina, como exercício físico.
 
Leveza e bem-estar
Há cerca de seis meses, a repórter recebeu uma sessão demonstrativa de Watsu na clínica Acquaticus. Confira o relato:
 
"A sensação é estar flutuando. A música de fundo tranquila, a luz baixa e o corpo submerso na água aquecida ajudam a aquietar a mente e fazem as tensões físicas, aos poucos, irem embora. Porém, na primeira vez, isso não acontece assim tão rápido. Ao entrar na piscina e deixar os movimentos do meu corpo serem guiados pelo profissional que fiz a sessão, fui acometida por uma estranha sensação... a dificuldade de desligar do mundo lá fora. Pensava no dia de trabalho, na tarefas que ainda tinha para cumprir, nas notícias das últimas horas. Mas a terapia requer entrega. Por isso, percebi que precisava intensificar os esforços para resgatar a mente meditativa e deixar o corpo relaxado para melhor usufruir da sessão. Se a pessoa não desliga, dificilmente sente todos os benefícios da terapia. Quando falo isso, digo que é necessário fechar os olhos e confiar nos movimentos executados levemente dentro da água. Relaxe, você não irá se afogar nem será surpreendido com posições doloridas ou desconfortáveis. Pelo contrário, a proximidade com o profissional lhe traz uma sensação de confiança, leveza e bem-estar que permanecem com você horas depois que você sai da piscina".
 
Indicações
As indicações da hidroterapia são bem variadas e recomendadas para o tratamento de uma série de problemas de saúde.
 
Confira alguns:
 
Reumáticas
Artrite reumatoide, febre reumática, espondilite anquilosante, osteoartrites ou artroses, tendinites, bursites, capsulites, miosites, discopatias degenerativas, polimialgias.
 
Ortopédicas e traumatológicas
Fraturas consolidadas ou em fase de consolidação, alterações posturais, pós-lesões traumáticas como entorses, luxações, subluxações, lesões impactantes, além de pós-operatórios ósseos e articulares.
 
Neurológicas
Parkinson, Alzheimer, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo raquimedular, poliomielite, polineuropatias, traumatismo cranioencefálico, paralisia cerebral, tumores do sistema nervoso central, doenças degenerativas do sistema nervoso, como distrofias musculares, lesões periféricas de nervos, síndromes neurológicas e pós-operatórios em geral.
 
Respiratórias
Asma brônquica, bronquite crônica, enfisema pulmonar, fibrose cística e sequelas de infecções respiratórias, pós-operatórios.
 
Cardíacas
Hipertensão, alterações valvulares.
 
Endócrinas
Obesidade, alterações da tireoide.
 
Psíquicas
Depressão, neuroses, autismo, doenças mentais e deficiências mentais em geral.
 
Fonte Zero Hora

Especialista defende a criação de pelo menos seis bancos de pele no Brasil

Rio de Janeiro - O Brasil deveria ter, no mínimo, seis bancos de pele distribuídos em todo o seu território, “mas o adequado mesmo seriam dez”. A opinião é do médico Marcelo Borges, responsável técnico pelo banco de pele do Recife (PE). Em entrevista à Agência Brasil ele disse que atualmente, existem três unidades no país: no Recife, em São Paulo e em Porto Alegre.
 
Para Borges, a cidade do Rio de Janeiro deveria fazer parte desse processo de expansão, já que a população da região justifica a criação de um banco de pele. “Vejo com muito bons olhos toda e qualquer iniciativa que faça com que a cidade passe a ter também um banco de pele”.
 
Marcelo Borges comentou a dificuldade que existe no país para a captação de pele depois do óbito do doador. “É uma questão cultural”, indicou. Segundo ele, a sociedade ainda interpreta a retirada de pele como uma mutilação do doador e isso não é verdade.
 
Para a retirada da pele é usado um equipamento cirúrgico especial, de forma que ela se apresenta em longas lâminas muito finas, com espessura de cerca de 1 milímetro. Essas lâminas são retiradas de áreas estrategicamente selecionadas, como a região das costas, coxas anteriores e posteriores e pernas posteriores. “De tal forma que, retirando-se nessas condições e nessas localidades, não há nenhum constrangimento, porque essas áreas não serão visíveis nos doadores”.
 
A melhor idade para a captação de pele em crianças é acima dos 10 anos e nos adultos até os 60 anos. Acima dessa faixa etária, a pele não tem a elasticidade necessária, disse à Agência Brasil a chefe do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Souza Aguiar, Maria Cristina Serra.
 
Para que possa haver a captação, é preciso que o doador não tenha doenças contagiosas como aids e hepatite. A morte por qualquer infecção anula a possibilidade de doação de órgãos, inclusive de pele, que é o maior órgão do corpo. “Tem que seguir um protocolo de banco de sangue, que é regido por lei federal”.
 
Em geral, o doador de pele é uma pessoa que teve um trauma, ou seja, uma morte por acidente de carro, por exemplo. “É o mesmo doador que vai doar coração, rim”, observou Maria Cristina. Marcelo Borges acrescentou que o modelo usado no Brasil para definir o momento da retirada de órgãos é o diagnóstico de morte encefálica (morte cerebral).
 
Os chamados órgãos quentes, como coração, rins e fígado, têm prioridade na captação. A pele é retirada no momento imediatamente posterior à captação da córnea e anterior à captação de ossos. A médica destacou que é preciso organizar primeiro a captação de pele no Rio e isso pode ser feito nas grandes emergências dos hospitais públicos da cidade. A pele captada necessita de espaço apropriado para ser estocada, com equipamentos específicos, comuns nos bancos de pele.
 
Por ocasião do incêndio na Boate Kiss no município de Santa Maria (RS), que completou um mês, o banco do Recife doou 2.500 centímetros quadrados de pele. Essa quantidade de material foi suficiente para tratar dois pacientes queimados na tragédia. A dificuldade na captação impediu que a doação fosse maior. “Nós zeramos o nosso estoque naquele momento”, revelou Marcelo Borges. Agora, o banco tem 2 mil centímetros quadrados de pele como reserva técnica.
 
O estoque mínimo do banco de pele de Recife deveria ser 3 mil centímetros quadrados por mês. “Significaria em média duas doações/mês. Estamos ainda com 50% dessa cota”. Hoje, o banco de Pernambuco trabalha com uma doação mensal. o que é considerado muito pouco pelos especialistas.
 
O banco de São Paulo está trabalhando com uma média de quatro doações por mês. Borges deixou claro que tanto São Paulo como Recife e Porto Alegre ainda têm um número bem abaixo das demandas mínimas em termos de doação. “Isso é um processo de modificação de conceito na sociedade brasileira como um todo”.
 
Borges revelou que a Europa é bem abastecida pelo Banco de Pele Internacional, sediado na Holanda. O mesmo acontece nos Estados Unidos, que contam com uma rede de dez bancos de pele. Para ele, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer nessa área.
 
Segundo Borges, caso a criação do banco de pele do Rio de Janeiro venha a se tornar realidade, a unidade deveria começar com pelo menos duas doações por mês. “Porque a população do Rio de Janeiro é três a quatro vezes maior que a do Recife e região metropolitana”.
 
Fonte Agência Brasil

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos, alerta médico

Não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou
 pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e
armários e acabam tomando-os
São Paulo - A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos.
 
O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 
Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como os antidepressivos, os calmantes, os estimulantes, os ansiolíticos e as drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.
 
Segundo o médico, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação. Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.
 
Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos.
 
Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.
 
O Ceatox oferece atendimento para os primeiros socorros por telefone. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos estão à disposição 24 horas por dia. Para falar com eles, os interessados podem ligar para número 0800 0148110.
 
Fonte Agência Brasil