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sexta-feira, 15 de março de 2013

Indústria farmacêutica muda do B2C para o B2B

Por Carlos Pappini Jr*
 
Indústria farmacêutica brasileira começa a abordar um novo influenciador ou “pagador”. Especialista explica a transição sob o conceito de Market Access
 
O acesso da população a medicamentos no Brasil é um grande desafio à correta gestão da saúde, seja na esfera pública quanto no ambiente privado.
 
Dados da FIOCRUZ apontam que os gastos com medicamentos consomem aproximadamente 61% do orçamento familiar nas famílias de baixa renda e segundo o IBGE cerca de 55% da população não podem pagar os medicamentos de que necessitam.
 
Dentro deste cenário, buscarmos um patrocinador dos medicamentos à população ampliar seu acesso aos remédios prescritos torna-se crítico em qualquer política de saúde. O governo brasileiro investe em torno de 8% dos seus gastos em saúde na compra de medicamentos, o que representa para 2013 um montante superior a R$ 10 bilhões. Importante destacar que o SUS mantém em sua política a cobertura de fármacos voltados a doenças raras e de alta complexidade, como programas de cobertura para patologias como esclerose múltipla, doenças de deficiências enzimáticas e o próprio programa de medicamentos usados no tratamento da AIDS. Junta-se a isto, os programas de medicamentos mais básicos indicados para doenças agudas e crônicas de uso domiciliar.
 
Mas só esta iniciativa pública não é suficiente. A demanda cresce a passos largos e buscar novas fontes de financiamento é o desafio.
 
A iniciativa privada por sua vez se mobiliza para buscar cobrir esta lacuna. As operadoras de saúde, de forma ainda compulsória e menos pelo conceito e visão estratégica, começa a expandir a cobertura de medicamentos também para drogas em uso domiciliar e voltadas a doenças crônicas. As empresas privadas surgem como um agente importante neste cenário, pois elas incorporam cada vez mais em sua grade de benefícios o subsídio de medicamentos sejam em sua totalidade ou de forma parcial. A ANS lançou em dezembro passado uma resolução normativa (RN 310) que estimula as empresas de planos de saúde a estruturarem e venderem planos específicos para cobertura de medicamentos. Este é um grande avanço, mas ainda tem muito por vir.
 
E qual o papel da indústria farmacêutica neste contexto ?
As empresas que atuam na pesquisa e produção dos medicamentos perceberam a algum tempo que elas necessitariam cada vez mais ampliar sua atuação, expandindo o alcance do médico prescritor para o financiador potencial do medicamento. Com isto, uma nova dinâmica de negócio consolida-se no mercado, o ambiente muda do B2C – relação direta da indústria com o profissional médico, para o B2B – relação com uma instituição pública ou privada patrocinadora da conta de medicamento.
 
Mas, porque a indústria está configurando um novo modelo de equipe e abordagem no mercado ?! Esta pergunta tem em si a sua resposta. Para interagir com o novo pagador de medicamentos, a indústria precisa disponibilizar um profissional que possua novas competências do que convencionamos chamar de de modelo B2B, associado aos conhecimentos que já possui no modelo tradicional de abordagem à classe médica e interação com a cadeia farmacêutica. Nasce as estruturas de Market Access.
 
Ao falar de acesso, o foco não é apenas a indústria abordar o decisor ou influenciador do “novo pagador”, mas sim, trabalhar e desenvolver estratégias e meios de facilitar ou viabilizar o medicamento para o paciente final. Dentro desta nova linha de visão, o foco do produtor de medicamentos deixa de ser o produto e passa a ser verdadeiramente o paciente. Novas demandas surgem, como ajudar o sistema de saúde a trabalhar diagnósticos precoces, monitorar a adesão efetiva dos pacientes ao tratamento e viabilizar através de projeções orçamentárias e farmacoeconomicas a incorporação dos medicamentos pelo sistema de saúde, seja ele público ou privado.
 
Este tema está apenas começando no país, mas sem sombra de dúvidas deverá pautar a agenda dos líderes da indústria farmacêutica pelos próximos anos.
 
* Carlos Pappini Jr, é Mestre em Administração de Empresas pela PUC SP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP. Possui mais de 20 anos de atuação no setor da saúde, tendo atuado na Amil e em grandes empresas farmacêuticas.
 
É professor e coordenador do curso de pós graduação da BSP – Business School na área da saúde e Diretor Geral da In Health Business, empresa especializada na área de acesso a saúde no mercado brasileiro.

Fonte Saudeweb

HCor firma parceria com DF para emitir 20 mil laudos por mês

Os exames realizados pelo SUS serão encaminhados via internet
 para a Central de Telemedicina do HCor, em São Paulo, para
avaliação de médicos especializados
Telemedicina irá atender 200 unidades da rede pública de saúde
 
O Hospital do Coração (HCor) lança parceira com o governo do Distrito Federal para emitir cerca de 20 mil laudos por mês, referentes a exames realizados em 200 unidades da rede pública de saúde.
 
Os exames realizados pelo SUS serão encaminhados via internet para a Central de Telemedicina do HCor, em São Paulo, para avaliação de médicos especializados. Serão contemplados exames de 11 hospitais, unidades básicas de saúde (UBSs), centros de atenção psicossocial (CAPS), clínicas da família e sistema prisional.
 
“Esse convênio firmado entre HCor e Distrito Federal irá gerar um ganho de agilidade no atendimento público”, afirma o Dr. José Carlos Pachon, cardiologista e um dos responsáveis pelo projeto no HCor. Com esse convênio, o resultado do exame passará a ser conhecido em minutos.
 
O lançamento aconteceu em Brasília e contou com a presença do diretor-geral do hospital, o prof. Dr. Adib Jatene.
 
Tipos de exames
Três diferentes exames serão avaliados por especialistas do HCor, o Tele Eletrocardiograma (Tele ECG), Tele Holter e Tele Monitoramento Ambulatorial de Pressão Arterial (MAPA). O primeiro exame consiste na análise dos sinais elétricos emitidos pelo coração. Ele detecta a ocorrência de infarto agudo do miocárdio e arritmias.
 
O Tele Holter também é baseado no monitoramento elétrico da atividade cardíaca, porém o acompanhamento é feito por um aparelho (holter), durante 24 horas. Por fim, o MAPA viabiliza a análise do comportamento da pressão arterial fora do consultório médico, também com monitoramento 24 horas.
 
Além disso, a Central de Telemedicina estará à disposição para emitir segunda opinião em atendimentos ligados à especialidade da cardiologia.
 
Início do projeto
A capacitação dos profissionais na rede pública de saúde começou em fevereiro, sendo que cerca de 70 unidades já estão trabalhando em parceria com a Telemedicina do HCor. Quase 800 procedimentos já foram realizados. A previsão é que até o final de abril todo os profissionais já estejam capacitados e todos os pontos previstos já tenham o sistema para emissão de exames implantado.
 
O Tele ECG será realizado em todos os hospitais e centros de saúde do DF. Os demais exames serão disponibilizados nos hospitais que têm a especialidade de cardiologia, como o Hospital de Base e os hospitais regionais de Taguatinga, Gama e Sobradinho.

Coração do brasileiro
O Infarto Agudo do Miocárdio figura entre as principais causas de morte no país. Ele é responsável, com as demais doenças cardiovasculares, pela morte de pelo menos 308 mil brasileiros por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema está associado a diversos fatores de risco, como excesso de peso, alimentação rica em gordura, estresse, sedentarismo, tabagismo, consumo de drogas ilícitas, histórico familiar e idade acima de 65 anos.
 
O excesso de peso, um dos principais fatores de risco cardiovascular, já atinge 60% da população adulta brasileira e avança em populações cada vez mais jovens, segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso tem favorecido a ocorrência de infartos em adultos com menos de 60 anos.
 
Fonte Saudeweb

Saúde investe R$ 190 mi para reformar UBSs

Recurso será destinado para reforma e modernização das Unidades Básicas de Saúde e para a compra de ambulâncias para os 645 municípios do Estado
 
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anuncia nesta quinta-feira (14/03) a liberação de R$ 190 milhões para investimentos na assistência básica dos 645 municípios do Estado. Parte do recurso, R$ 140 milhões, faz parte do programa estadual Qualis UBS, destinado para obras de reformas e modernização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais.
 
Para aderir ao programa, os municípios deverão apresentar um projeto para reforma da unidade de saúde. Cada administração local definirá as UBSs que poderão participar do programa. A expectativa da pasta é que todos os municípios do Estado participem do programa.
 
Durante o “Encontro com Prefeitos”, realizado nesta quinta-feira (14/03) no Memorial da América Latina, o governador Geraldo Alckmin também anunciou o repasse de mais R$ 50 milhões para a compra de 500 novas ambulâncias aos municípios do Estado.
 
“A boa resolutividade do Sistema Único de Saúde, formado por municípios, estados e governo federal, é fundamental que a rede básica ofereça um serviço de qualidade, visto que as unidades municipais são a porta de entrada do paciente no SUS. Por isso, estamos ampliando cada vez mais o auxílio financeiro aos municípios para ajudá-los a otimizar e melhorar o atendimento à população” disse Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo, em comunicado.
 
A Secretaria da Saúde já tinha liberado R$ 76,2 milhões para 625 municípios em 2012. Os recursos foram destinados para aquisição de equipamentos, instrumental e mobiliários de salas de vacina, de observação, de acolhimento, de arquivo de prontuários e de procedimentos, além de consultório, farmácia e recepção, para este ano, os investimentos serão destinados para reformas de readequação e ampliação de toda a estrutura física das UBS.
 
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
 
Por Saudeweb

Orange cria sistema de credenciais móveis para a saúde

Sistema de gestão de identidade e saúde móvel com cartão SIM é aprovado nos principais hospitais da França
 
A Orange através de suas subsidiárias de serviços de saúde Almerys e Morpho (do grupo Safran) – especializada em soluções de gerenciamento de identidade e de entrega de credenciais, criaram um sistema de gestão de credenciais móveis para a área de saúde.
 
A solução, que amplia o catálogo de e-health da empresa, permite o acesso às informações do paciente a qualquer hora, ou lugar por meio do uso de dispositivos móveis. De acordo com comunicado da organização, testes em campo desenvolvidos no Clermont Ferrand University Hospital Center, na França, estão se revelando de extremo sucesso. O sistema se vale da tecnologia de autenticação dos chips SIM.
 
A solução de autenticação de identidade foi desenvolvida pela Almerys da Orange junto à Morpho. Precisamos muito do acesso móvel nas aplicações de nossas tarefas diárias. Nosso time de profissionais e parceiros do hospital manipulam resultados das análises biológicas em outros exames médicos. “Esse tipo de informação precisa chegar às nossas mãos o mais rápido possível”, afirmou o diretor de Sistemas de informação do hospital Clermont Ferrand University Hospital Center (CHU) na França, Casimir Boyer.
 
Fonte Saudeweb

RJ terá novo banco de olhos para agilizar transplantes

Nos primeiros meses de 2013, número de cirurgias já é o dobro do mesmo período de 2012
 
Depois de colocar o estado do Rio de Janeiro no 3º lugar no ranking da doação de órgãos do país, o Programa Estadual de Transplantes (PET) tem novo desafio para 2013: melhorar a posição do Rio no que diz respeito ao transplante de córneas. E algumas medidas para isso já estão em andamento. A primeira delas é a abertura do segundo Banco de Olhos do estado, parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que já possui Banco de tecidos músculo-esqueléticos.
 
Em janeiro e fevereiro deste ano foram realizados 52 transplantes de córnea no estado, quase o dobro dos 27 procedimentos realizados no mesmo período de 2012.
 
“Os dois primeiros anos do PET foram voltados para “arrumar a casa” e melhorar os números da captação e transplantes de órgãos. Este ano vamos concentrar mais esforços nos tecidos. E zerar a fila do transplante de córnea é o nosso principal objetivo”, esclarece o coordenador do Programa Estadual de Transplantes, Rodrigo Sarlo.
 
Na outra ponta do processo, o esforço da equipe do PET tem se concentrado em organizar e enxugar a lista de pacientes à espera do transplante de córnea no estado, que hoje conta com cerca de 700 pacientes. Durante essa varredura, a equipe observou que muitos pacientes possuem alguma pendência para a realização da cirurgia.
 
“É importante que todos os pacientes inscritos, sejam eles do SUS ou da rede particular, estejam sempre com seu status atualizados no Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O próprio paciente deve manter contato com o médico e solicitar que os exames pré-operatórios permaneçam em dia”, alerta Rodrigo.
 
Atualmente, sete hospitais realizam esse tipo de cirurgia no estado através do SUS: Hospital Federal de Ipanema, Hospital Universitário Antônio Pedro (UFF), Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/Uerj), Hospital Federal dos Servidores do Estado e Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Hospital Adventista Silvestre e Oftalmoclínica São Gonçalo.
 
Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro
 
Por Saudeweb