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sexta-feira, 22 de março de 2013

Descoberta classe de compostos químicos que impede replicação de vírus

Vírus Ebola
Resultados podem permitir criação de medicamentos antivirais para tratamento de doenças causadas por vírus como o Ebola e Marburg
 
Equipe de pesquisadores da Boston University School of Medicine, nos Estados Unidos, identificou uma nova classe de compostos químicos capaz de bloquear a replicação de diversos vírus.
 
Os resultados podem permitir o desenvolvimento de medicamentos antivirais para o tratamento de uma série de doenças causadas por vírus, incluindo o altamente patogênico vírus Ebola e Marburg.
 
Os vírus são pequenos agentes causadores de doenças (patógenos) que se reproduzem no interior das células de organismos vivos. Um grupo de vírus conhecidos como ácido ribonucléico (RNA) negativo e não segmentado, causa doenças comuns, tais como a raiva e sarampo. Estes patógenos também causam doenças mais graves doenças e mortais, incluindo Ebola, Hendra e Nipah.
 
Atualmente, não existem tratamentos aprovados e eficazes contra esses vírus, que, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), são associados com taxas de mortalidade de até 90% após a infecção.
 
"Identificar antivirais de amplo espectro é um passo importante no desenvolvimento de terapias bem-sucedidas contra estes e outros vírus", afirma a líder da pesquisa Marie Claire Filone. A ideia básica de um antiviral de amplo espectro é semelhante ao de agentes antibacterianos de largo espectro, na medida em que eles permitem que um medicamento sirva como tratamento comum para muitas doenças virais diferentes.
 
Agora, os investigadores identificaram uma nova classe de compostos químicos que efetivamente bloqueia a replicação de diversos vírus, limitando a produção de RNA do vírus em cultura celular. Estes compostos do tipo alcaloide indólicos impediram um número elevado de vírus de se replicarem, incluindo o Ebola.
 
"Uma vez que a produção de RNA viral é o primeiro passo na replicação bem sucedida, nós descobrimos um calcanhar de Aquiles para deter a replicação viral. Estes compostos representam um alvo terapêutico potencial para o desenvolvimento de antivirais eficazes de largo espectro para uma série de agentes patogênicos humanos", conclui Filone.
 
 
Fonte isaude.net

Santa Casa de São Paulo cancela cirurgias por falta de sangue

Santa Casa de São Paulo é o maior hospital filantrópico da América Latina
Santa Casa de São Paulo é o maior hospital filantrópico
da América Latina
Na última semana foram registrada apenas 250 doações. A entidade necessita de média de 250 doações por dia
 
A Santa Casa de São Paulo pede socorro para repor os estoque do banco de sangue. O maior hospital filantrópico da América Latina já cancelou 8 cirurgias eletivas (procedimentos agendados) por falta de sangue.
 
O estoque, responsável ainda por abastecer outros 20 hospitais do estado de São Paulo, está quase zerado. Na última semana, 250 pessoas compareceram ao hemocentro da entidade, que necessita de uma média de 200 doações (100 litros de sangue) por dia para manter seus estoques.
 
De acordo com a assessoria da entidade, com as campanhas realizadas neste final de semana, os estoques já começam a ser normalizados, mas ainda é grande a falta do sangue O Negativo, conhecido como universal, que pode ser transfundido em qualquer pessoa, mas está presente em menos de 10% dos brasileiros. "Tudo que chega sai, afirmam os assessores da Santa Casa".
 
Fundada há mais de quatro séculos, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é um dos mais importantes complexos hospitalares do Brasil. A Irmandade, em todas as unidades, atende mais de 8 mil pessoas por dia em todas as especialidades médicas, possui mais de 2 mil leitos, comuma média mensal de 118 mil atendimentos ambulatoriais, 152 mil atendimentos de emergência, 3,8 mil cirurgias e 370 mil exames.
 
A entidade é referência nos atendimentos de emergência, ortopedia, pediatria, além de obstetrícia e ginecologia, e nos procedimentos de alta complexidade como neurocirurgias e transplantes.
 
Fonte isaude.net

Poluição do tráfego provoca asma na infância tanto quanto tabagismo passivo

Pesquisa revelou que 14% dos casos de asma nas 10 cidades poderiam ser atribuídos à poluição do tráfego
Pesquisa revelou que 14% dos casos de asma nas 10 cidades
 poderiam ser atribuídos à poluição do tráfego
Pesquisa realizada na Europa revela que 14% dos casos de asma crônica são desencadeados pela poluição perto de estradas
 
Poluição causada pelo tráfego provoca asma na infância tanto quanto o tabagismo passivo, de acordo com pesquisa do Swiss Tropical and Public Health Institute.
 
O estudo, realizado em 10 cidades europeias, descobriu que 14% da asma infantil crônica são decorrentes da poluição perto de estradas movimentadas.
 
Os resultados são comparáveis aos encargos associados ao tabagismo passivo: a Organização Mundial de Saúde estima que entre 4% e 18% dos casos de asma em crianças estão ligadas à fumaça do cigarro.
 
Até agora, a poluição do tráfego foi relacionada apenas ao desencadeamento de sintomas de asma e não como causadora da asma crônica.
 
Os pesquisadores usaram um método conhecido como frações atribuíveis à população para avaliar o impacto da poluição do tráfego perto de estradas. Esta técnica calcula a redução proporcional de doença ou morte que seria produzida se a exposição a um fator de risco fosse diminuído para um nível inferior.
 
A pesquisa usou dados de estudos epidemiológicos existentes, que descobriram que as crianças expostas a níveis mais elevados de poluição perto de estradas também tiveram maiores taxas de asma, mesmo tendo em conta uma série de outros fatores relevantes, tais como o fumo passivo ou fatores socioeconômicos.
 
Os pesquisadores tiveram como objetivo levar estes resultados ainda mais à frente e estimar quantos casos de asma poderiam ser evitados se a exposição fosse removida.
 
Os resultados revelaram que 14% dos casos de asma nas 10 cidades poderiam ser atribuídos à poluição do tráfego perto de estradas. "Dados anteriores mostraram que a poluição do ar desencadeia os sintomas da asma, mas esta é a primeira vez que estimamos a porcentagem de casos que poderia não ter ocorrido se os europeus não tivessem sido expostos à poluição do tráfego rodoviário. À luz de todos os estudos epidemiológicos existentes que mostram que o tráfego rodoviário contribui para o aparecimento da doença em crianças, devemos considerar estes resultados para melhorar a formulação de políticas e planejamento urbano", afirma a autora da pesquisa Laura Perez.
 
 
Fonte isaude.net

Dispositivo de baixo custo impede danos cerebrais em bebês privados de oxigênio

Protótipo de baixo custo pode ajudar a evitar danos cerebrais em bebês carentes de oxigênio nas regiões em desenvolvimento
Foto: Will Kirk/Johns Hopkins University
Protótipo de baixo custo pode ajudar a evitar
danos cerebrais em bebês carentes de oxigênio nas
 regiões em desenvolvimento
Aparelho, que reduz a temperatura corporal do bebê, é ideal para ser utilizado em países mais pobres sem recursos médicos
 
Pesquisadores e alunos da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, desenvolveram uma unidade de baixo custo para fornecer refrigeração a bebês privados de oxigênio antes do nascimento.
 
Quando bebês não recebem oxigênio antes do nascimento, danos cerebrais e doenças como a paralisia cerebral podem ocorrer. A refrigeração prolongada pode evitar lesões cerebrais, mas este tratamento não é sempre disponível em países em desenvolvimento.
 
Para atender a essa necessidade, os pesquisadores criaram o dispositivo, chamado Cooling Cure, que tem como objetivo reduzir a temperatura do recém-nascido durante três dias, um tratamento que tem sido mostrado para proteger a criança de dano cerebral, se administrado pouco depois da ocorrência de perda de oxigênio.
 
As causas mais comuns da privação de oxigênio é a amarração do cordão umbilical ou um problema com a placenta da mãe durante um parto difícil. Nas regiões em desenvolvimento, o parto irregular, anemia e desnutrição durante a gravidez também podem contribuir para a privação de oxigênio.
 
Resultados publicados na revista Medical Devices: Evidence and Research, os inventores relataram testes em animais bem sucedido do protótipo.
 
O dispositivo é feito de uma panela de barro, uma cesta revestida de plástico, areia, pó de gelo instantâneo, sensores de temperatura e um microprocessador e duas pilhas. Para ativá-lo, basta adicionar água.
 
Este pó é o tipo usado em bolsas de gelo que ajudam a reduzir o inchaço. Para ativar a unidade de arrefecimento do bebê, é adicionada água à mistura de areia e pó, provocando uma reação química que extrai o calor para fora do cesto superior, que embala o recém-nascido. O produto químico não entra em contato direto com o bebê.
 
As baterias ativam um microprocessador e sensores que monitoram a temperatura interna e da pele da criança. Pequenas luzes piscam em vermelho se a temperatura do bebê é muito quente, e em verde se a temperatura está correta e azul se a criança está muito fria. Ao ver as luzes, enfermeiras ou um membro da família podem adicionar água para aumentar o resfriamento. Se a criança estiver muito gelada, o cuidador pode retirar a criança da superfície de refrigeração até que a temperatura adequada seja restaurada.
 
"Os alunos vieram com um dispositivo que é fácil para as pessoas não especializadas usarem. É barato e fácil de usar", afirma Michael V. Johnston, que aconselhou a equipe de graduação.
 
Os alunos e seus professores obtiveram uma patente provisória que cobre o baixo custo da unidade de refrigeração do bebê. Em um futuro próximo, eles esperam começar testes clínicos em humanos em uma região em desenvolvimento.
 
Fonte isaude.net

Cientistas dos EUA identificam gene alterado em indivíduos obesos

Dr. Shaoyong Su, responsável pela pesquisa
Foto: Phil Jones/GRU
Dr. Shaoyong Su, responsável pela pesquisa
Estudo pode explicar por que algumas pessoas ficam obesas com uma má alimentação e pouca atividade física, enquanto outras não
 
Cientistas da Georgia Regents University, nos EUA, identificaram um gene que é consistentemente alterado na obesidade.
 
Pesquisa pode ajudar a entender por que alguns indivíduos ficam obesos com uma má alimentação e pouca atividade física, enquanto outros não.
 
O gene LY86 estava entre um grupo de 100 genes identificados como contribuintes para a obesidade através de estudos de associação ampla de genoma comparando o DNA de milhares de indivíduos obesos e magros.
 
O líder da pesquisa Shaoyong Su analisou grupos cada vez maiores de indivíduos obesos em comparação com magros e encontrou LY86 consistente e quimicamente alterado, ou metilado, nos indivíduos obesos. "A associação é sólida, a metilação deste gene é importante para a obesidade", afirma.
 
É sabido que a obesidade é hereditária, que se os pais são obesos, as crianças estão em maior risco. "No entanto o ambiente, incluindo alimentos ricos em gordura e exposição química também pode colocar as pessoas em risco", explica o pesquisador. A metilação é uma forma de o corpo se ajustar ao seu ambiente.
 
Pesquisas anteriores mostraram que LY86 é um gene de inflamação e os estudos recentes de Su sugerem, na verdade, que ele pode estar contribuindo para mais do que apenas a obesidade.
 
O estudo descobriu que a metilação elevada de LY86 também foi associada com aumento da inflamação, fator de risco para uma variedade de doenças, tais como doenças cardiovasculares e câncer, bem como resistência à insulina, causa do diabetes. Esta associação também apareceu entre um grupo de cerca de 703 pessoas que, assim como o público em geral, incluíu indivíduos obesos, magros e de peso médio.
 
A equipe pretende, agora, retornar ao modelo animal para ver se a metilação muda a expressão gênica para cima ou para baixo em ratos gordos, bem como ratas grávidas e seus filhos.
 
Stu também está avançando com mais estudos com humanos, olhando para um novo grupo de indivíduos magros e obesos, analisando sua expressão de DNA para ver se a metilação aumentada de LY86 significa que o gene se expressa mais ou menos. Geralmente, maior metilação é pensada em se traduzir em uma menor expressão do gene.
 
Os pesquisadores também esperam descobrir se a metilação deriva de coisas como uma dieta rica em gordura, da genética infeliz ou de ambos. "Esses tipos de detalhes podem ajudar a explicar por que alguns indivíduos ficam obesos com uma má alimentação e pouca atividade física, enquanto outros não. Ele também pode significar que uma mudança ambiental positiva, tal como uma melhor dieta ou atividade física, pode inverter, pelo menos, um pouco da metilação. As pessoas podem não emagrecer, por exemplo, mas podem reduzir o risco de doenças relacionadas à obesidade", conclui Su.
 
Fonte isaude.net