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sábado, 6 de abril de 2013

Nestlé prevê que água engarrafada substituirá refrigerante nos EUA

Por volta de 70% do aumento das vendas de água engarrafada nos últimos dez anos ocorreu em detrimento dos refrigerantes
 
A água engarrafada será a bebida preferida dos americanos "em cinco ou seis anos", disse nesta quinta-feira, em Washington, o presidente da empresa Nestlé Waters North America.

"As vendas (de água) subiram 7% no ano passado, a alta mais expressiva em seis anos", afirmou Kim Jeffery durante uma entrevista coletiva, enquanto as de refrigerantes caíram paralelamente 1%.

"A tendência se reforça e se acelera, visto que o consumo de refrigerante atravessa um mau momento", acrescentou.

Por volta de 70% do aumento das vendas de água engarrafada nos últimos dez anos ocorreu em detrimento dos refrigerantes, afirmou.

Jeffery minimizou o impacto de uma campanha promovida por defensores do meio ambiente para proibir a venda de água engarrafada em campus universitários por considerar nociva a embalagem plástica.

Nas escolas, os professores doam garrafas reutilizáveis aos alunos, que também podem encher nas fontes.

Em 1º de janeiro passado, a cidade de Concord, próxima a Boston, no estado de Massachusetts (nordeste), se tornou a primeira dos Estados Unidos a proibir a água engarrafada.

A Nestlé Waters North America, filial da gigante suíça da alimentação Nestlé, representa a metade da água engarrafada vendida nos Estados Unidos.
 
Fonte Correio Braziliense

Pesquisadores descobrem moléculas que barram o avanço do câncer

Novas moléculas desenvolvidas por cientistas norte-americanos
 são capazes de retardar o crescimento de tumores cerebrais
 e o avanço da leucemia
Os cientistas criaram estruturas sintéticas capazes de controlar leucemia e tumores no cérebro. A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos remédios contra as doenças
 
Novas moléculas desenvolvidas por cientistas norte-americanos são capazes de retardar o crescimento de tumores cerebrais e o avanço da leucemia. As descobertas foram relatadas em dois artigos publicados hoje na revista científica Science.
 
Cada trabalho descreve uma molécula sintética desenhada em laboratório capaz de inibir a ação de duas enzimas específicas, conhecidas como IDH1 e IDH2, que agem diretamente na evolução das doenças. Os resultados sugerem que, ao focar nessas enzimas, seria possível chegar a novas estratégias terapêuticas que influenciariam na diferenciação das células cancerígenas.
 
Mutações pontuais no código genético das células podem moldar importantes funções do organismo e levar ao desenvolvimento de uma série de tumores malignos. Algumas vias desse processo já são bem definidas, mas cada tumor tem sua única particularidade de vias de mutação e alterações genéticas.
 
Os isocitratos desidrogenase 1 e 2 (IDH1 e o IDH2) são pontos ativos nos genes que conhecidamente, ao serem alterados, levam à transformação celular que origina os tumores cerebrais e a leucemia, respectivamente. Originalmente, o IDH é uma enzima que converte alguns dos produtos celulares para garantir o funcionamento normal da célula.
 
No primeiro artigo, feito por uma equipe do laboratório americano Agios Pharmaceuticals liderada por Fang Wang, os cientistas descrevem uma molécula pequena, conhecida como AGI-6780, desenvolvida por eles e capaz de inibir as formas mutantes do gene IDH2.
 
Fonte Correio Braziliense

Tinta de cabelo e cigarros podem causar doenças no fígado

Tanto a tinta de cabelo quanto o cigarro estão conectados com o desenvolvimento de doenças no fígado, segundo um novo estudo.
 
A cirrose primária biliar (PBC) é um tipo de doença progressiva, auto-imune, e o ambiente no qual cada pessoa vive pode interferir no seu desenvolvimento. A doença causa entupimento nos dutos de bile, inflamação, danos no tecido e cirrose irreversível.
 
A pesquisa, que envolveu mais de 5 mil pessoas, mostrou que doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, eram mais comuns naqueles com PBC, assim como aqueles com histórico familiar.
 
Dos pacientes analisados na pesquisa, 63% fumavam ou fumaram em algum ponto de sua vida. E 37% das mulheres analisadas pintavam seu cabelo – apesar disso, os cientistas ainda estão tentando descobrir qual é o componente da tinta de cabelo que causa a doença. Mas pesquisas anteriores mostraram que um ácido presente em tinta de cabelo e em esmalte para unhas poderia estar envolvido.
 
Os dados também mostraram que, dos pacientes, poucos bebiam álcool regularmente, indicando que o álcool pode não ser um fator determinante do desenvolvimento da PBC.
 
Fonte Live Science

Tratamentos contra a acne podem causar problemas intestinais

A isotretionoína pode ser a causa da doença inflamatória intestinal
 em um pequeno número de pacientes em tratamento de acne grave
A acne por si só já é um fardo bastante difícil para os jovens carregarem. Agora, um estudo prova que antibióticos comumente prescritos para ajudar a controlar casos graves podem, em um número muito pequeno de pacientes, levar à doença inflamatória intestinal.
 
Ainda assim, segundo os pesquisadores, os distúrbios intestinais ligados ao tratamento da acne são um resultado raro. No entanto, estudos anteriores sugeriram que a droga isotretinoína, vulgarmente conhecida pela marca Accutane, pode ser a causa da doença inflamatória intestinal em um pequeno número de pacientes em tratamento de acne grave.
 
90% dos adolescentes e jovens batalham contra a acne em algum ponto de suas vidas. Drogas da família das tetraciclinas são os antibióticos mais comumente prescritos para o tratamento de acne grave. Eles limitam cicatrizes e o surto de espinhas. São extremamente eficazes e têm sido usados há anos.
 
Para descobrir o quão relacionado os dois problemas estavam, os pesquisadores analisaram os registros médicos de mais de 94 mil adolescentes britânicos e jovens adultos com diagnóstico de acne, entre 1998 e 2006.
 
Eles descobriram que o uso a longo prazo de antibióticos parece dobrar o risco de desenvolver a doença inflamatória intestinal. Dos 207 casos de doença inflamatória intestinal diagnosticada entre os 94.487 pacientes no estudo, 152 (0,26% de todos os indivíduos) estavam tomando um dos três comumente prescritos antibióticos baseados em tetraciclina e 55 (0,14%) não.
 
A associação foi, provavelmente, a mais pronunciada em termos da doença de Crohn, um subgrupo. A doença de Crohn é uma inflamação do revestimento do tubo digestivo, que pode levar à dor abdominal, diarréia e desnutrição severa.
 
Segundo os pesquisadores, o risco potencial deve ser considerado quando se prescrever o medicamento. É possível, por exemplo, que o risco de doença inflamatória intestinal está relacionado com a biologia da acne em si, e não aos tratamentos para a condição.
 
Tanto as doenças intestinais quanto a acne severa causam nas pessoas muitas preocupações sobre sua saúde, sua aparência e como isso funciona na sociedade, por isso eles também tem um risco aumentado de depressão.
 
Os investigadores acreditam que esta pesquisa abre caminho para um cuidadoso estudo que deve considerar o uso de antibióticos. Segundo eles, a doença intestinal é um resultado raro, mas comum o suficiente para precisar ser prevenido sobre a tomada de decisões e mudar a prática clínica.

Fonte Reuters

Pneuziunhos podem causar incontinência urinária

Incontinência é certamente um problema muito incômodo. A pessoa urina durante o sono sem ter a chance de acordar e ir ao banheiro para fazê-lo dignamente. A frequência com que isso acontece varia de caso para caso.
 
Enquanto alguns sofrem apenas ocasionalmente, há pessoas que são acometidas todas as noites pela incontinência. Cientistas estão relacionando o acúmulo de gordura no corpo (consequentemente, a adoção de hábitos alimentares não saudáveis) à chance maior de ter incontinência.
 
Um levantamento analisou 2060 mulheres em Boston (Massachussets, EUA), e se comparou peso, altura, medidas corporais (como quadril, cintura, etc.), com sintomas de descontrole urinário no sono. O resultado: não importa o peso, e sim a quantidade de gordura saturada (a chamada “gordura ruim”), para que se aumentem os índices de incontinência. A incontinência esteve 20% mais presente entre mulheres que consumiam gorduras saturadas acima da taxa recomendada.
 
E isso não está restrito a pessoas obesas, como se pode pensar. Entre mulheres magras, o contraste entre as que têm taxas altas de gorduras saturadas e as que não têm é ainda mais forte no efeito sobre a chance de incontinência.
 
O motivo dessa relação ainda não é muito claro, mas os pesquisadores têm teorias. A mais aceita diz que a relação entre as duas coisas passa por uma terceira: substâncias inflamatórias no sangue. Estudos recentes mostram que inflamações no sangue ameaçam o bom funcionamento do aparelho urinário. E as calorias a mais promovem essa inflamação.
 
A alimentação é a pedra angular do problema. Ainda que a pessoa deseje evitar as gorduras saturadas, não é simples fazê-lo. Os alimentos de origem animal, em geral, possuem altas taxas calóricas, e os produtos industrializados não colaboram para uma dieta livre de gorduras. A solução é uma alimentação mais baseada em produtos de origem vegetal.

Fonte Reuters