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terça-feira, 9 de abril de 2013

Pacientes monitorados dia e noite à distância pela internet

Tomar o remédio na hora certa, medir a pressão arterial, praticar exercícios diariamente são algumas das atividades que a maioria dos brasileiros só segue a risca se tiver alguém pegando no pé.
 
Agora, o mercado oferece um aparelho no qual o médico do consultório consegue monitorar tudo o que está acontecendo na casa do paciente. Essa plataforma de telemedicina foi desenvolvida pela UniT Care Saúde.
 
O serviço consiste em oferecer aparelhos de captura de sinais vitais como pressão sanguínea, oximetria, temperatura, peso, nível de glicemia, que são conectados via bluetooth a um receptor que transmite as informações a uma central onde os dados são analisados e armazenados – por sinal de internet ou rede celular, a exemplo de um celular comum.
 
Dessa forma, o paciente é monitorado 24 horas por dia, sem interrupção. Atualizados a cada 30 segundos, os dados podem ser acessados pelos profissionais autorizados de qualquer computador com acesso à internet, tablet ou smarthphone, em tempo real e de forma eficaz. Todos os dados são criptografados e a segurança da informação é tratada como prioridade.
 
“O objetivo não é substituir a consulta médica, mas sim complementar o atendimento oferecendo uma orientação de qualidade à distância”, diz o CEO da Unit Care Saúde, Luiz Tizatto.
 
A ferramenta pode ser usada tanto em monitoramento de pacientes crônicos que sofrem de diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva, doença broncopulmonar obstrutiva crônica, como em tratamento de antibioticoterapia, por exemplo.
 
Com tecnologia inteiramente nacional, a plataforma de telemedicina foi desenvolvida pela i9access Tecnologia, empresa do Rio Grande do Sul, cujos proprietários são professores da Universidade Federal daquele estado.
 
Além de tecnologia para home care, a empresa provê outros módulos para a plataforma (teleeletrocardiologia, teleradiologia, teleultrassonografia), como também um sistema multimídia para salas de cirurgia inteligentes, MIR – Multimedia Integrated operating Room.
 
O telemonitoramento de pacientes permite uma total conectividade, na medida em que algumas questões podem ser pré-programadas. O visor irá registrar mudanças como o aumento de pressão sanguínea, e acionar a Central que deverá intervir e checar os sintomas do paciente ou indagar se ele tomou sua medicação na hora certa.
 
Em caso de alterações substanciais, uma equipe médica entra em contato imediatamente e, se necessário, faz uma visita de emergência ao paciente.
 
Fonte Saudeweb

Vendas da Bayer somam R$ 5,7 bi e avançam 26% em 2012

Há 117 anos no Brasil, a alemã Bayer registrou novo recorde de vendas em 2012. Somadas as atividades de suas três divisões de negócios no Brasil – CropScience (Ciências Agrícolas), HealthCare (Cuidados com a Saúde) e MaterialScience (Materiais Inovadores) – a farmacêutica arrecadou R$ 5,7 bilhões em vendas, o que representa incremento de 26% em relação a 2011.
 
No ano passado, a companhia realizou aporte de R$ 125 milhões no país. Este montante foi destinado principalmente à remodelação do prédio que agora acolhe a área de Farmacovigilância no site Socorro, em São Paulo.
 
Para 2013, a farmacêutica estabeleceu que investirá R$ 152 milhões em suas operações no Brasil.
 
“O Brasil representa um mercado importante para o Grupo Bayer no mundo, devido a sua economia estável e visão positiva de futuro. Os resultados da unidade brasileira consolidam a posição estratégica do país para os negócios da empresa. É um mercado que demonstra ter fôlego, apesar do cenário muito competitivo. A expectativa é de que esse potencial se traduza em novo crescimento neste ano”, declara Theo van der Loo, presidente do Grupo Bayer no Brasil.
 
De acordo com o executivo, a Bayer tem investido na reforma de instalações e prédios, no Clube Bayer, na implementação de novos benefícios, além do aporte de R$ 5 milhões, destinado à construção de uma ponte móvel, que ligará o site Socorro, onde estamos instalados, à estação de trem em Santo Amaro.
 
Este projeto contribuirá para reduzir a emissão de 300 toneladas de gás carbônico por ano, além da melhoria do trânsito na região.
 
Os resultados domésticos foram superiores ao registrado pelos números globais do grupo. Em 2012, a Bayer somou € 39,760 bilhões em vendas, alta de 8,8% em comparação com os dados de 2011. “As vendas globais alcançaram o maior nível em nossa companhia em 150 anos de história”, afirma o CEO da Bayer, Dr. Marijn Dekkers.
 
A divisão de CropScience foi a que teve mais sucesso neste ano. O setor aumentou suas vendas globais em cerca de 15,5%, para € 8,4 bilhões. No Brasil, a alta foi de 38%, com faturamento de R$ 3,1 bilhões em 2012.
 
As vendas da divisão HealthCare no mundo registraram elevação de 8,4% em 2012, para € 18,6 bilhões.
Já os negócios no segmento de Produtos Farmacêuticos cresceram 4,2%, para € 10,803 bilhões, com destaque para o anticoagulante Xarelto®, que cresceu 265,9% no período.
 
Fonte Saudeweb

Redução de carga horária para enfermeiros entra em debate

A Comissão de Legislação Participativa promove nesta terça-feira (9), a partir das 14 horas, seminário sobre a regulamentação da jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem. Um dos objetivos do evento é pedir a votação do Projeto de Lei 2295/00, que fixa em 30 horas a carga de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, e está pronto para ser analisado pelo Plenário.
 
No setor privado, a carga de trabalho da categoria hoje é a da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5452/43), fixada em 44 horas semanais. No setor público, muito estados e municípios já adotam 30 horas.
 
A intenção do projeto é assegurar isonomia dessa categoria com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. “Não há intenção de criar privilégios, mas reconhecer a importância e a singularidade da natureza dos serviços desses profissionais da saúde”, afirma o deputado Dr. Grilo (PSL-MG), que propôs o seminário.
 
“Hoje os profissionais da enfermagem são submetidos a cargas horárias altíssimas, recebem muito pouco e, muitas vezes, têm que acumular dois, três empregos para ter um salário muitas vezes pequeno. Até somando esses dois, três empregos, é uma remuneração muito baixa”, acrescenta o parlamentar.
 
As deputadas Rosane Ferreira (PV-PR) e Carmen Zanotto (PPS-SC), que também são enfermeiras, vão mediar o debate sobre a relação entre as condições de trabalho dos enfermeiros e o adoecimento dos profissionais. A exposição do tema ficará a cargo da deputada estadual Enfermeira Rejane (RJ). A deputada estadual Valéria Macedo (MA) e a secretária municipal de Saúde de Aracaju (SE), Goretti Reis, serão as debatedoras.
 
Ao final do evento, os parlamentares entregarão ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, um pedido de inclusão do PL 2295/00 na pauta do Plenário da Câmara. O evento será realizado no Auditório Nereu Ramos.
 
Fonte Saudeweb

Atenção Básica alcança R$ 16,4 bilhões em 2013

A Atenção Básica de Saúde de todo o País saltou de R$ 9,7 bilhões em 2010 para R$ 16,4 bilhões neste ano– considerado o maior aumento desde 1996.
 
Além disso, a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo afirma que a pasta prevê uma injeção de R$ 140 milhões na segunda etapa do programa estadual Qualis UBS para 2013 e 2014. Já foram disponibilizados mais de R$ 76 milhões para 625 municípios. A verba é destinada a aquisição de equipamentos e mobiliária.
 
A Saúde Mental do Estado ganhará 504 unidades de atendimento entre hospitais e comunidades terapêuticas até 2014.
 
Outra ação da saúde em São Paulo é o movimento político paulista, que busca a revisão dos valores de financiamento destinados às Santas Casas de Misericórdia, que vem sofrendo com poucos repasses. Atualmente são aplicados, no total, R$148 milhões.
 
Fonte Saudeweb

Desoneração de planos de saúde é discutida

A possibilidade de o governo desonerar planos de saúde e a qualidade dos serviços prestados pelo segmento serão discutidas em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, nesta quarta-feira (10). Conforme matérias que vêm sendo publicadas pela imprensa, técnicos do governo estudam formas de reduzir os custos das operadoras em troca de um reajuste menor para os planos, previsto para ocorrer no próximo mês.
 
Em audiência pública realizada na Câmara, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a possível desoneração. “Nós não podemos admitir que o Poder Público retire recursos de programas básicos de vacina, de medicamentos da população, para incentivar planos privados, que cobram da população para fazer atendimento”, afirmou a parlamentar, autora de um dos requerimentos para o debate com o ministro.
 
O ministro da Saúde negou essa possibilidade, mas defendeu que se discuta a sustentabilidade do setor de planos de saúde, em expansão no Brasil devido ao aumento da formalização dos trabalhadores e da renda. “A cidade de São Paulo tem uma região quase quatro milhões de habitantes sem um hospital privado, sendo que 50% dessa população tem planos de saúde”, afirmou o ministro, citando matéria veiculada na imprensa.
 
O ministro defendeu que a necessidade de pensar em formas de financiar, o que não significa “pegar dinheiro do SUS”. “São linhas de financiamento que podem ser feitas, pensar quais são os juros, como estimular isso, para que você expanda também a rede de hospitais privados ou filantrópicos que possam servir tanto ao SUS quanto à saúde suplementar”.
 
Choque
Na mesma audiência pública, o deputado Ivan Valente (Psol-SP) se disse chocado diante da possibilidade de o governo desonerar as empresas de planos de saúde, ou seja, reduzir tributos federais do segmento e, com isso, deixar de arrecadar determinado valor, como forma de estimular aquele setor econômico.
 
“No caso da saúde e na desqualificação desse setor privado da saúde, esse comércio da saúde, que virou mercadoria, utiliza a saúde do cidadão para ganhar dinheiro, para lucrar, eu acho que transferir recursos de qualquer tipo – incentivo, desoneração, criação de planos paralelos – é enfraquecer o SUS”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, é crescente o número de portadores de doenças crônicos e de idosos são atendidos pelo SUS, e não pelo setor privado. “Isso é plano para o setor jovem, é para ganhar dinheiro”, avaliou.
 
Foram convidados para a audiência pública da quarta-feira, na Comissão de Defesa do Consumidor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Federação Nacional de Saúde Suplementar e órgãos de defesa do consumidor.
 
Fonte Saudeweb