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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bolinhas de gordura que surgem na pele podem indicar riscos ao coração

Elas podem estar ligadas a aumento de colesterol e triglicérides no sangue. Reconhecê-las, portanto, é passo importante para diagnóstico de doenças.
 
Observar mudanças e alterações na pele é um hábito bastante importante e que pode ajudar a identificar diversos problemas de saúde.
 
Por exemplo, as bolinhas de gordura, que aparecem e se espalham por diferentes partes do corpo em diversos tamanhos e formas, podem estar associadas a taxas elevadas de colesterol e triglicérides no sangue, o que indica riscos para a saúde do coração, como explicou o cardiologista Marcelo Bertolami no Bem Estar desta sexta-feira (26).
 
Por isso, é importante se preocupar em controlar esses dois índices como uma maneira de tratar e também prevenir as bolinhas de gordura, como alertou a dermatologista Márcia Purceli. Se a dieta não for suficiente para o tratamento, o médico pode orientar também o uso de medicamentos.
 
No caso do colesterol, a reação na pele pode aparecer como um xantelasma, uma espécie de mancha pequena que surge nas pálpebras, um pouco mais amarelada do que a pele.
 
Ainda associado ao colesterol alto, existe o xantoma de colesterol, uma bolinha da cor da pele do tamanho de uma pérola, mas que pode crescer. Geralmente, o xantoma de colesterol aparece nas articulações, às vezes único ou em grande quantidade.
 
Colesterol valendo (Foto: Arte/G1)

Há também a opção de aparecer o xantoma de triglicérides, como o nome diz, associado ao triglicérides alto, que são pequenas bolinhas avermelhadas ao redor do corpo, semelhante à catapora.
 
De acordo o cardiologista Marcelo Bertolami, o xantoma, no entanto, pode logo desaparecer se sua causa for tratada. O problema pode estar associado também ao alcoolismo e diabetes, doenças que alteram os triglicérides no corpo, ou até mesmo problemas no pâncreas.
 
Outras bolinhas de gordura podem também aparecer, como o cisto sebáceo. Normalmente, surge apenas um, que fica embaixo da pele, e pode ser do tamanho de uma ervilha, azeitona ou até maior. O cisto aparece geralmente nas costas, mas pode também ocorrer em outras partes do corpo. Nesse caso, a dermatologista Márcia Purceli alerta que não é indicado que ele seja espremido porque pode inflamar – a melhor coisa é ir ao médico para retirar o cisto.
 
Já o siringoma e o lipoma são dois tumores benignos feitos de células de gordura, que podem aparecer em grande quantidade em diversas partes do corpo.
 
Nesse caso, a preocupação é apenas com a estética, como explicaram os médicos. Portanto, para quem se sente incomodado com o lipoma, por exemplo, é importante verificar três regras antes de retirá-lo: se está crescendo rápido demais, se está doendo e se está incomodando esteticamente. Nesse caso, é importante procurar um médico. 
 
De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, há três jeitos de retirar as bolinhas de gordura, se essa for a orientação médica: através do laser, de cirurgia ou cauterização.
 
O problema é que muitas delas acabam voltando e, por isso, os médicos lembraram novamente que é importante se preocupar também em tratar as causas, principalmente no caso daquelas relacionadas às taxas de gordura no sangue.
 
Fonte G1

Novo caso de gripe aviária no sul da China confirma avanço do vírus


Confirmação do primeiro caso em Taiwan deixou o país em alerta (Foto: Pichi Chuang/AP Photo)
Foto: Pichi Chuang/AP Photo
Confirmação do primeiro caso em Taiwan deixou o país em alerta
Província de Hunan teve seu primeiro caso confirmado. Surto que já matou 23 pessoas começou na região de Xangai.
 
A China informou neste sábado (27) o primeiro caso de H7N9 de gripe aviária na província de Hunan, ao sul, no mais recente sinal de que o vírus, que já matou 23 pessoas no país, continua a se espalhar.
 
A agência de notícias oficial Xinhua disse que a paciente é uma mulher de 64 anos de idade da cidade de Shaoyang que desenvolveu uma febre em 14 de abril, quatro dias depois de ter contato com aves. Sua condição melhorou com o tratamento, acrescentou a agência.
 
A gripe foi detectada pela primeira vez em março. Esta semana, a Organização Mundial da Saúde, classificou este vírus como "um dos mais letais", e disse que ele é mais facilmente transmitido do que o da cepa anterior que matou centenas de pessoas em todo o mundo desde 2003.
 
Nenhuma das 41 pessoas que entram em contato com a paciente Hunan recém-confirmada, identificada apenas pelo sobrenome Guan, tinha mostrado sintomas, disse a Xinhua.
 
Um homem de 54 anos de idade, que ficou doente na província de Jiangxi também estava sendo tratado em Hunan, onde foi diagnosticado com o H7N9, disse a Xinhua.
 
Os casos de Hunan vêm um dia depois de a província oriental de Fujian registrar seu primeiro caso e na mesma semana em que um homem em Taiwan registrou o primeiro caso de gripe fora da China continental. Ele pegou a gripe durante a viagem na China.
 
Os cientistas chineses confirmaram nesta quinta-feira (25) que as galinhas tinham transmitido a gripe aos humanos.
 
Fonte G1

Dedução de gastos com remédios do Imposto de Renda é aprovada

A proposta altera a Lei 9.250/95, que trata do Imposto de Renda,
na parte que lista as deduções possíveis
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (24) o Projeto de Lei 7898/10, do deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que permite a aposentados e pensionistas com 60 anos ou mais deduzir do Imposto de Renda as despesas com medicamentos para uso próprio. Pelo texto, o gasto deverá ser comprovado com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário.
 
O relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), apresentou parecer favorável ao projeto. “Não entendemos o porquê da vedação à dedução de despesas com medicamentos, na medida em que, a rigor, esses tipos de gastos já podem ser deduzidos como despesas médicas, quando estas integram a conta emitida por estabelecimento hospitalar ou clínica médica”, sustentou o relator.
 
A proposta altera a Lei 9.250/95, que trata do Imposto de Renda, na parte que lista as deduções possíveis. Atualmente, podem ser deduzidos da declaração pagamentos efetuados a médicos e dentistas e a outros profissionais da saúde, entre outras despesas.
 
“Desta maneira, não há como negar o mérito da iniciativa, principalmente pelo fato de o benefício se destinar a aposentados e pensionistas com idade igual ou superior a 60 anos”, completou.
 
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Fonte Saudeweb

Pedidos de patente em banho maria

Por Gil Meizler
 
Desde 1999, obter a chancela da Anvisa após a anuência prévia é condição sine qua non para a concessão de patentes para produtos e processos farmacêuticos.
 
A anuência prévia foi positivada no âmbito legal pelo art. 229-C da lei n. 9.279/96, sendo que seu trâmite estabelecido inicialmente pela RDC 45/2008 passou a ser o previsto na RDC 21/2013.
 
Destaque-se que a idéia nuclear na qual, ao menos em princípio, deveria encontrar fundamento a anuência prévia tange a saúde pública.
 
Ocorre que, tem-se observado que a Anvisa, ancorando-se em tal dispositivo, tem, em gritante contraste com o ordenamento jurídico e em frontal violação à ratio legis, negado anuência prévia para produtos importantes e estratégicos para a saúde pública e combate a doenças negligenciadas.
 
Apenas à guisa de complemento, sublinhe-se que de 2001 a 2009 a Anvisa 19 vezes negou anuência prévia simplesmente e tão somente porque entendeu a seu bel talante que a descrição do pedido de patente era insuficiente.
 
É de rigor realçar que tal análise se dá em sentido diametralmente oposto ao preconizado pelo INPI e ao entendimento já chancelado inclusive pela Advocacia Geral da União. Ora, admitir que a análise do risco sanitário deva ser feita de forma concomitante à análise do pedido de patente pode inclusive, em último momento, esvaziar a norma que disciplina o registro do fármaco e que exige de forma expressa a entrega de estudos que tenham o condão justamente de atestar o trinômio segurança, qualidade e eficácia.
 
Todavia, tenho ouvido de alguns técnicos da Anvisa que em nenhum diploma legal existe algum dispositivo que rechace sua competência para analisar algumas questões ou esclareça que apenas o INPI é competente para realizar a análise.
 
Pois bem. A aludida RDC 45/2008 foi alterada pela RDC 21/2013 publicada no último dia 15 que, além de atualizar o trâmite da anuência prévia, estampou que a Anvisa voltará sua atenção para questões de saúde pública.
 
Assim, a Anvisa atuará em dois casos: (i) quando o produto apresentar risco à saúde; e (ii) quando o pedido for de interesse para as políticas de assistência do SUS e não atender aos requisitos de patenteabilidade definidos pela lei.
 
Infere-se, portanto, que a Anvisa negará anuência prévia quando o produto farmacêutico compreender, ou o processo farmacêutico resultar em, substância cujo uso tenha sido proibido no país e dará prioridade aos processos e produtos farmacêuticos que sejam de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS) – aqui aqueles que constam da lista de produtos estratégicos do Ministério da Saúde ou as substâncias que se destinem às finalidades terapêuticas dessa lista .
 
Louvável a iniciativa da Anvisa de tentar limitar sua atuação a questões afetas à saúde. Contudo, ao se analisar a norma em enfoque – RDC 21 – criteriosamente, nota-se que a Anvisa continuará desbordando de seu poder, notadamente porque fez constar no inciso II do §1º do art. 4º da RDC 21/2013 que será considerado contrário à saúde pública O pedido de patente de produto ou de processo farmacêutico que, embora de interesse para as políticas de medicamentos ou de assistência farmacêutica no âmbito do SUS, “não (atenda) aos requisitos de patenteabilidade e demais critérios estabelecidos pela Lei nº. 9.279, de 1996”.
 
Não bastasse tais regras já existirem em RDC, deputado do PT – Newton Lima Neto – apresentou no plenário da Câmara Projeto de Lei L 5402/2013, de sua autoria e do Dr. Rosinha (PT-PR) que visa, dentre outras medidas, transportá-las integralmente para a Lei de regência dos direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.
 
Tem-se assim, portanto, que essa tensão entre INPI e Anvisa continuará existindo e comprometendo investimentos de fabricantes de similares e genéricos na exata medida em que acredita-se que o INPI continuará deixando de publicar o indeferimento dos pedidos de patentes de produtos não anuídos previamente pela Anvisa.
 
Fonte Saudeweb

Oncologistas gaúchos participam de publicação inglesa

Fascículo da Lanced Oncology traz um olhar específico sobre a oncologia latino-americana
 
Um olhar específico sobre a oncologia na América Latina acaba de ser lançado pela publicação inglesa The Lancet Oncology, uma das revistas científicas mais reconhecidas quando o assunto é câncer. Apresentada ontem em evento na capital paulista, uma edição especial da publicação, voltada exclusivamente para o continente traz, um panorama da doença, evidenciando que a América Latina pode ser "esmagada" por epidemia de câncer e está atrasada em relação ao restante do mundo.
 
O trabalho desenvolvido nos últimos meses conta com artigos de 60 renomados oncologistas de diferentes países, entre eles, gaúchos como Stephen Stefani, Carlos Barrios e Marcio Debiasi, poderá nortear o trabalho de gestores públicos nas estratégias de prevenção e tratamentos oncológicos.
 
Divididos em grupos, os profissionais escreveram, com base em seus conhecimentos, pesquisas e experiências, artigos que abordassem questões ligadas ao câncer. Os doze temas escolhidos (veja o quadro abaixo) não focam apenas a doença em si, mas seus efeitos e desafios na sociedade sul-americana.
 
Oncologista do Hospital Mãe de Deus, Stephan Stefani avalia como preocupante o cenário latino-americano, considerando os investimentos feitos. Segundo ele, enquanto na Inglaterra o custo médio por ano com pacientes de câncer é U$ 183, US$ 244 no Japão e US$ 460 nos Estados Unidos, na América Latina se investe apenas US$ 7,92 em um paciente com a doença.
 
Stefani define como alarmante a situação do Rio Grande do Sul em relação à América Latina.
 
Enquanto no continente latino-americano possui 163 novos casos por ano a cada 100 mil habitantes, no Estado são mais de 400 novos casos por ano. O especialista atribui esse cenário a problemas graves na infraestrutura, falta de medicamentos e baixa qualificação dos profissionais que trabalham na área.
 
O encarte especial da revista surge como alternativa de estudo para a redução desse horizonte negativo na saúde da sociedade, promovendo intercâmbio entre importantes oncologistas do continente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030, a doença poderá alcançar a liderança entre as principias causas de morte do planeta, ultrapassando as cardiopatias. Até lá, o índice de mortalidade por este mal poderá aumentar em cerca de 75%, fazendo com que cerca de 1% do PIB mundial seja gasto em tratamentos oncológicos.
 
Paul Gloss (Arquivo pessoal)
Entrevista
 
"Falta investimentos em prevenção e tratamento"
 
 A revista The Lancet Oncology, de Londres, tem uma extensa rede de contatos e colaboradores na área do câncer. Para a edição especial, foram escolhidos médicos envolvidos na linha de frente do tratamento oncológico na América Latina. Coordenador da publicação, o pesquisador e professor de Medicina da Universidade Harvard, Paul Goss conversou por e-mail com o caderno Vida.
 
Vida — A situação de saúde nos países da América Latina é, em geral, semelhante, ou algum país está mais avançado?
Paul Goss — Há uma situação constante entre os países. As taxas de mortalidade são maiores em torno de 60% em todos os países da América Latina em comparação com os EUA, principalmente porque o diagnóstico é realizado mais tardiamente e o tratamento é efetuado quando a doença está em estágio mais avançado.
 
Vida — Há muita disparidade entre os tratamentos do câncer na América Latina com relação à Europa e América do Norte?
Goss — Sim. Pelo fato da Europa e América do Norte investirem substancialmente mais na prevenção e tratamento do câncer, as populações, de um modo geral, têm acesso a tecnologias mais avançadas. Na América Latina, as populações com maior poder econômico, urbana e com alto nível educacional têm maior acesso a essas tecnologias, e cerca de 54% dos pacientes têm pouco ou nenhum acesso. Por exemplo, os Estados Unidos gastam oito vezes a mais do PIB e 17 vezes a mais em valor absoluto em dólar no tratamento do câncer do que qualquer país da América Latina.
 
Vida — Quais os principais entraves para a evolução dos tratamentos do câncer em países como o Brasil?
Goss — Há falta de investimentos em prevenção e tratamento de uma forma mais equitativa entre as populações. Existe também a necessidade de melhorar a educação dos profissionais de saúde. Há carência de pesquisas, local e regional, e o estabelecimento de um registro nacional de câncer para se conhecer a dimensão do problema. Mais programas de prevenção (como o controle do tabaco, a imunização de causas infecciosas de câncer, por exemplo) são prioritários, pois os custos com esses programas são menores do que os necessários para o tratamento.
 
Temas abordados na publicação:
— Sistemas atuais de saúde na América Central e do Sul
 
— Medicina urbanizada: o acesso e as desigualdades
 
— Medicina remota e povos indígenas
 
— Custo do tratamento do câncer na América Central e do Sul e os desafios do futuro
 
— Educação médica nacional e internacional: o papel do setor acadêmico e comercial
 
— A prevenção do câncer primário e secundário e triagem
 
— Testes centralizados de laboratório, controle de qualidade, teste molecular e medicina personalizada
 
— Perspectiva clínica de prestação de cuidados de câncer eficaz e acessível na América Central e do Sul: a voz do médico oncologista, radioterapeuta, oncologista cirúrgico, radiologista, pediatra oncologista e enfermeira
 
— Desafios e oportunidades na interface assistência oncológica / paliativos
 
— Participação, conduta e responsabilidade corporativa em estudos clínicos
 
— Defesa do paciente e do papel de grupos de pacientes em prestação de cuidados de câncer

Fonte Zero Hora