Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 30 de abril de 2013

Merck e Pfizer desenvolverão tratamento contra diabetes

Empresa inicia fase III do estudo, último passo antes de uma possível comercialização 
 
As companhias farmacêuticas americanas Merck e Pfizer se associarão para desenvolver e comercializar um novo tratamento potencial contra a diabetes tipo 2, indicou um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (29).
 
O acordo, que se aplica a todo o mundo, exceto ao Japão, se centra em uma molécula da Pfizer, o ertugliflozin, para a qual os testes clínicos de fase III, o último passo antes de uma possível comercialização, serão lançados neste ano.
 
A Pfizer recebeu um primeiro pagamento de R$ 120 milhões (60 milhões de dólares). Os pagamentos posteriores estão previstos quando forem superadas algumas etapas de desenvolvimento clínico, o procedimento de autorização e a comercialização, segundo o comunicado.
 
Merck e Pfizer planejam compartilhar com 60-40 as potenciais receitas da molécula, assim como certos custos.
 
O diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença, afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Este número pode duplicar nos próximos anos devido à epidemia de obesidade e às formas de vida sedentária acompanhados de uma alimentação muito rica em gorduras e carboidratos.
 
Fonte R7

Pesquisadores dinamarqueses anunciam que cura do HIV "pode estar próxima"

Reprodução / Daily Mail
Vacina promete curar pacientes com aids
Doença que afeta 33 milhões de pessoas em todo o mundo
 
Cientistas dinamarqueses podem estar perto de encontrar a cura para a aids, doença que afeta 33 milhões de pessoas em todo o mundo. A equipe estuda uma nova técnica que “remove” o vírus a partir do DNA humano e, em seguida, o destrói permanentemente pelo sistema imunológico do paciente. As informações são do Daily Mail.
 
A nova estratégia está sendo testada em 15 pacientes e, se obter sucesso, será estudada em larga escala. Em entrevista ao jornal The Sunday Telegraph, o pesquisador sênior Ole Søgaard, do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, disse que os primeiros sinais são "promissores".
 
— Estou quase certo de que teremos sucesso. O desafio será conseguir que o sistema imunológico do paciente reconheça o vírus e o destrua. Mas isso depende da força e da sensibilidade do organismo de cada indivíduo.
 
O anúncio foi feito dois dias após o governo dos EUA interromper os testes clínicos de uma vacina experimental para combater o vírus HIV, causador da Aids, após descobrir que ela não conseguiu interromper a infecção.
 
Com o tratamento mais moderno, o paciente pode viver uma vida quase normal, mesmo em idade avançada, com efeitos colaterais limitados.
 
No entanto, se a medicação for interrompida, o vírus pode voltar a se multiplicar no organismo do indivíduo e os sintomas da aids podem reaparecer em duas semanas.
 
Fonte R7
Eram pouco mais de 15h20 de quarta-feira, 24, quando uma enfermeira da ala de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo chamou o médico residente Bruno Reis, de 30 anos, ao leito 22.
 
A família da paciente em tratamento contra um câncer terminal estava angustiada. Ao entrar no quarto, Reis constatou que a paciente já não respirava mais e sua morte foi registrada às 15h25. Coube a ele a missão de anunciar o fim da vida aos familiares.

Reis, de 30 anos, é o primeiro médico a cursar residência em medicina paliativa em São Paulo. Além dele, há também a médica Michelle Fontenele, de 31, que começou o mesmo tipo de residência no Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (Imip). O Hospital do Servidor e o Imip são os dois primeiros do País a abrir residências nessa especialidade, que só foi reconhecida como área de atuação em 2011.

Mineiro de Raul Soares, uma cidade com pouco mais de 23 mil habitantes, Reis é o primeiro médico de uma família de comerciantes. Fez todo o ensino fundamental e médio em escolas públicas e escolheu prestar Medicina pelo desafio de um curso concorrido. Passou na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), fez residência em clínica médica, mas ainda não estava satisfeito. Chegou a cogitar uma especialização em Oncologia, mas queria mais.

Além de tratar da saúde dos pacientes, Reis queria "cuidar" deles. E é nesse contexto que entra em cena a medicina paliativa, cujo foco é cuidar do doente e não da doença. É cuidar da "qualidade da morte", para que ela aconteça de maneira menos dolorosa para o paciente e para a família.

As aulas da residência em medicina paliativa no Hospital do Servidor começaram em março, no 12.º andar, na ala para onde só vão os pacientes graves, com doenças praticamente sem chances de cura. São dez leitos em quartos individuais, com direito a acompanhante permanente. É nesse cenário que Reis passa o dia inteiro em contato com os pacientes e seus familiares.

Em menos de dois meses, ele já se deparou com a morte de 11 pacientes. Ainda chora por todos. Mas nada o faz desanimar. "É isso que eu vim buscar aqui, a prática. Ainda estou aprendendo a lidar com a morte, pois sou humano. Mas é muito bom poder fazer algo mais por essas famílias."

Dor. Promover o alívio, diminuir casos de delírio, de depressão e até indicar cirurgias para os pacientes são algumas das características dos cuidados paliativos. "A gente lida com medicações que se forem mal usadas podem colocar a vida em risco", diz a médica Maria Goretti Charles Maciel, que trabalha na ala de cuidados paliativos.

O pernambucano Severino Inácio da Lima, de 79 anos, por exemplo, está internado para aliviar as dores provocadas por um câncer de próstata e está com metástases no abdome. A solução para amenizar o problema é fazer uma cirurgia para implantar um catéter no rim. "Isso vai melhorar a qualidade de vida dele." É dessa forma que a medicina paliativa tem tentado fazer mais pelos pacientes.

Brasil. O movimento que difundiu os cuidados paliativos para pacientes com doenças avançadas e muitas vezes sem cura surgiu na Inglaterra em 1967, dentro da filosofia de evitar o prolongamento da vida com angústia.

No Brasil, o primeiro relato desse tipo de acompanhamento é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 1989 - 22 anos após o dos ingleses -, mas ainda de forma tímida e superficial.

Nos anos 2000, alguns centros brasileiros começaram a se estruturar e oferecer cuidados paliativos. Hoje, segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), são cerca de 65 serviços cadastrados, mas só 22 são reconhecidos com equipes minimamente estruturadas.

"O Brasil ainda possui poucos serviços e, isolados", diz Luís Fernando Rodrigues, vice-presidente da ANCP. Segundo ele, um consenso mundial estabelece três parâmetros para avaliar como os países fazem o controle da dor e se eles têm cuidados paliativos.

Um deles é a quantidade de doses diárias de opioides (substâncias derivadas do ópio, usadas para controlar a dor), segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos países desenvolvidos, o consumo médio é de 30 mil doses diárias de medicamento por milhão de habitantes. Já nos países da América do Sul, entre eles o Brasil, essa medida é de 200 doses por dia.

Outro parâmetro é um ranking da revista The Economist, feito em 2010, que avaliou a "qualidade de morte" em 40 países - o Brasil aparece em 38.º, atrás de Índia e Uganda.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
Por R7

Adolescente é forçada a engravidar com esperma comprado pela mãe na internet

Reprodução/TheGuardian
Menina de 16 anos foi obrigada a fazer inseminação artificial
desde os 14 anos de idade pela própria mãe
Caso chocou a Inglaterra e mãe foi condenada a cinco anos de prisão
 
Uma mãe forçou a filha adotiva, de 16 anos de idade, a engravidar por meio de uma inseminação artificial com esperma comprado pela internet. A notícia foi publicada no jornal inglês deste domingo (28) The Guardian.
 
De acordo com a publicação, a adolescente aceitou a situação por medo da mãe. Aos 14 anos e virgem, ela já havia abortado, depois de passar pelo mesmo procedimento. O jornal ainda afirma que ao longo destes dois anos a menina havia se inseminado sete vezes "sozinha no quarto usando seringas de sêmen preparadas pela mãe".

Na primeira vez, o sêmen foi oferecido porém com um doador que "havia ido até sua casa. Porém, nas demais  tentativas até a gravidez foram utilizados esperma comprados em um banco internacional.

Quando ela ficou grávida aos 16 anos, os médicos foram informados de que ela tinha passado a noite com um rapaz que abandonou e que havia viajado ao exterior.
 
Ainda segundo a publicação, a verdade só foi descoberta no momento do nascimento da criança por causa do comportamento "agressivo e insensível" da mãe. De acordo com os médicos que fizeram o parto, a mulher tentou impedir que sua filha de amamentar o recém-nascido. Percebendo a relutância da adolescente em entregar o bebê para a mãe, os especialista chamaram responsáveis do governo que protegem as crianças.
 
A mulher tinha quatro filhos. Ela havia adotado três crianças quando ainda eram bebês no exterior, duas vezes quando ela era casada e uma vez como estava solteira. Ela havia optado por não dar à luz por causa de um problema de saúde, além de ter se feito cirurgia para não ter mais filhos por própria vontade.
 
Prisão da mãe
Detalhes deste caso chocante surgiram depois de uma decisão judicial que condenou a mãe a cumprir cinco anos de prisão. O texto da alta corte inglesa colocaram em questionamento as brechas em adoções internacionais e regulação do tráfego global de esperma. O caso tramitou em segredo de justiça. Apesar de a história ter surgido na imprensa, a mulher não pode ser identificada para preservar a filha e o neto.
 
Em sua sentença, o juiz Justice Jackson disse que não conseguia entender como uma mãe "poderia se comportar de uma maneira tão má e egoísta com uma criança vulnerável”.
 
De acordo com o acórdão, a filha "ficou grávida, a pedido de sua mãe, usando esperma de um doador comprado pela mãe, com a finalidade de fornecer uma quarta criança para a mãe para trazer como seus próprios".
 
Fonte R7

Suprema Corte da Irlanda nega a mulher com esclerose direito à eutanásia

BBC
Mulher disse que temia morrer esmagada
Ela não consegue mexer o corpo do pescoço para baixo
 
A Suprema Corte da Irlanda negou nesta segunda-feira (29) a uma mulher com esclerose múltipla em estágio avançado o direito à eutanásia, alegando que a lei no país não permite o suicídio assistido.
 
Marie Fleming, de 59 anos, já tinha perdido o caso em um tribunal da capital da Irlanda, Dublin, em janeiro, mas decidiu apresentar um recurso à mais alta corte do país.
 
Ela não consegue se movimentar do pescoço para baixo e, em um depoimento à justiça, disse que sua vida havia se reduzido a uma agonia e que temia morrer engasgada, já que ela já não consegue engolir.
 
Seus advogados argumentaram que, já que a lei irlandesa não proíbe o suicídio, não autorizar o suicídio assistido de pessoas que não podem fazê-lo sozinhas seria uma discriminação. Além disso, eles sustentaram que a Convenção Europeia de Direitos Humanos garante a todas as pessoas o direito à autonomia pessoal.
 
Mas a juíza da Suprema Corte Susan Denham alegou que as leis da União Europeia permitem aos países-membros estabelecer suas próprias diretrizes quando à eutanásia e que a constituição irlandesa não prevê “um direito explícito ao suicídio ou a determinar o momento da morte da própria pessoa”.
 
Prisão
Ao ler a sentença, a juíza descreveu a história como um "caso muito trágico".
 
Ex-professora universitária, Marie Fleming recebe cuidados de seu marido, Tom Curran, e seus dois filhos adultos.
 
Caso seu marido a ajude a encerrar a própria vida, ele pode vir a ser preso por até 14 anos.
 
Segundo a agência de notícias Associated Press, após ligar para a mulher (que não compareceu ao tribunal) para informá-la do veredicto, Curran disse que o casal ainda estava determinado a seguir em frente com a eutanásia.
 
Fonte BBC Brasil