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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sobe para 18 o número de mortos por dengue no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Com mais duas mortes confirmadas esta semana na capital fluminense, o estado do Rio de Janeiro já registra este ano 18 pessoas mortas por dengue.
 
No mesmo período do ano passado, ocorreram 27 óbitos. De acordo com boletim da Secretaria de Saúde, de 1º de janeiro a 4 de maio, foram notificados 150.866 casos suspeitos de dengue no estado.
 
A cidade do Rio de Janeiro é onde ocorreu o maior número de mortes, oito ao todo. Em Magé, Volta Redonda, Itaocara, Petrópolis, São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti, Pinheiral, Valença e Barra Mansa registraram uma morte cada. Dos 92 municípios fluminenses, 29 estão em epidemia de dengue.
 
A Secretaria de Saúde mantém a campanha 10 Minutos contra a Dengue, com a finalidade de engajar a população no combate ao foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A campanha pede que cada pessoa invista dez minutos por semana para eliminar criadouros do mosquito em suas casas. De acordo com o órgão, o ambiente doméstico concentra 80% dos focos do Aedes aegypti.
 
Fonte Agência Brasil

Realidade virtual ajuda a reduzir transtorno de ansiedade

José Patrício/Estadão
Foto Estadão
No Instituto de Psiquiatria da USP, crises caíram pela metade entre pacientes submetidos à terapia 3D, com simulação de situações desconfortantes
 
Por mais de uma vez, a estudante Patrícia, de 19 anos, deixou de entrar na sala de aula porque estava atrasada e não queria atravessar o auditório e ser "julgada" pelos colegas. Pelo mesmo motivo, ela deixou de frequentar festas e se isolou das pessoas. A estudante tinha medo da exposição e de ser avaliada negativamente. 
 
Diagnosticada com fobia social – transtorno de ansiedade caracterizado pelo sofrimento excessivo em situações de interação social e de desempenho –, Patrícia conseguiu reduzir as crises de ansiedade depois de se submeter a um tratamento por meio de realidade virtual 3D, realizado no Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-HC).
 
Além dela, outros 20 pacientes participaram da pesquisa e os resultados mostram redução média de 55% nas crises de ansiedade. O problema atinge cerca de 8% da população. "Quando estava em situações assim, eu suava frio, ficava vermelha e superansiosa. Como a porta da sala de aula é na frente, eu morria de medo e de vergonha de atravessar a sala toda. Ficava pensando no que as pessoas iam dizer. Isso prejudicava meu desempenho na aula", conta a estudante.
 
O tratamento de Patrícia foi realizado por meio de uma pesquisa que começou no ano passado no IPq-HC e avaliou 21 pacientes (11 homens e 10 mulheres), todos diagnosticados com fobia social. Eles foram submetidos a sessões de realidade virtual, em que um programa de computador traz imagens em três dimensões das situações que mais causam ansiedade e desconforto. A pesquisa previa realizar até 12 sessões de 50 minutos, mas os resultados já foram observados a partir da quinta sessão.
 
Segundo a psicóloga Cristiane Maluhy Gebara, responsável pela pesquisa, o trabalho teve como base a terapia cognitiva comportamental e a técnica de exposição – que é a mais usada no tratamento convencional e a mais eficaz. A diferença é que, em vez de expor os pacientes às situações de desconforto ao vivo, em situações reais ou na imaginação, quando o paciente imagina determinada cena e tenta controlar suas reações a pesquisa simulou as situações por meio da tela do computador.
 
As situações que causavam desconforto e ansiedade eram hierarquizadas e o paciente era exposto a cada uma delas de forma gradual e repetida. Segundo Cristiane, a vantagem da realidade virtual em relação ao tratamento convencional é que a pessoa pode ser exposta à mesma cena inúmeras vezes até se sentir confortável e, além disso, a adesão é maior por acontecer em um ambiente controlado.
 
"Não temos como criar uma reunião de trabalho só para submeter o paciente a essa exposição. É uma limitação que não acontece na exposição virtual", diz Cristiane.
 
As cenas são acompanhadas pelo terapeuta, que orienta o paciente e controla, pelo computador, as respostas dos personagens virtuais. O programa tem seis cenas que vão de uma simples caminhada pela rua em que o paciente se submete aos olhares insistentes dos outros pedestres, passando por um pedido de informação para um desconhecido, até a chegada a uma festa cheia.
 
"Em uma exposição ao vivo, a pessoa demora cerca de 50 minutos para conseguir diminuir e controlar a ansiedade. Nessa pesquisa, constatamos que houve diminuição dos níveis de ansiedade após 20 minutos", diz a psicóloga. "Quando o paciente reduzia a ansiedade para uma escala de menos de 50% em determinada situação, a gente passava para outra cena."
 
Os pacientes estão sendo reavaliados para que a pesquisadora observe se eles estão respondendo ao tratamento e se os resultados se mantiveram. Fora do Brasil, a técnica da realidade virtual com fins terapêuticos já é utilizada. Mas aqui, por enquanto, serão necessários mais estudos antes de ela ser oferecida como tratamento de rotina no HC. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail fobiasocialrv@gmail.com.

Fonte Estadão

Plano de saúde terá de justificar negativa de atendimento por escrito

Entrou em vigor ontem (7) a regra que obriga as operadoras de saúde a informar por escrito o motivo de qualquer negativa de atendimento solicitado pelo segurado.
 
A resolução normativa de número 319 da Agência Nacional de Saúde (ANS) afirma que a justificativa deve ser apresentada ao paciente em linguagem clara e num período máximo de 48 horas. A nova regra foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 6 de março.
 
A resposta será dada em correspondência ou por e-mail - a escolha será do usuário. O texto deve conter a cláusula contratual ou o dispositivo legal que subsidia o motivo da negativa. Mas para obter a justificativa, a regra estabelece que o segurado também a solicite por escrito.
 
Em caso de descumprimento da norma, a operadora fica sujeita ao pagamento de uma multa de R$ 30 mil. Já a penalidade por negativa indevida de cobertura em casos de urgência e emergência é de R$ 100 mil.
 
O Brasil tem hoje 47,9 milhões de usuários de planos de saúde.
 
Fonte Estadão

Dor nas costas persistente pode ser espondilite anquilosante

Dor nas costas persistente pode ser espondilite anquilosante DtKutoo/Divulgação
Foto: DtKutoo / Divulgação
Doença começa na juventude e não tem cura, mas pode ser tratada
 
Na doença crônica, os ossos das vértebras crescem e formam nódulos que podem impedir os movimentos
 
Nesta terça-feira, dia 7, até as 15h, um grupo de pacientes artríticos fez um plantão de esclarecimento e distribuição de panfletos informativos sobre a espondilite anquilosante na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Além disso, durante todo este mês, reumatologistas das cidades da região Sul do país estarão empenhados em conscientizar a população sobre os sinais e sintomas da doença crônica, que pode começar com uma dor persistente e insidiosa nas costas. Com o passar do tempo, os ossos das vértebras crescem e formam nódulos, fundindo-se uns com outros, causando rigidez e dificuldade de movimentos: o paciente pode ficar tão curvado que fica impossibilitado de olhar para frente (somente para baixo). Ao contrário do que se pode pensar, a doença começa na juventude.
 
Dor intensa, persistente, insidiosa nas costas por mais de três semanas, que piora quando o paciente está em repouso e melhora durante o dia e com exercícios físicos pode ser um sintoma de espondilite anquilosante, doença inflamatória, autoimune, que se origina nas articulações sacrilíacas e que geralmente surge no final da infância mas se manifesta mais tarde. A causa é ainda desconhecida — pode haver predisposição genética — e não há cura, mas há tratamento.
 
Em caso de dúvida sobre os sintomas deve-se procurar um especialista: quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento. Para isso, durante o mês, serão distribuídas cartilhas informativas nos principais centros e clínicas da cidade, com informações sobre a doença.
 
Sintomas, Diagnóstico, Tratamento
A espondilite anquilosante é um tipo de artrite que é basicamente caracterizada pela inflamação da espinha e das juntas da espinha. Anquilosante significa “fusão”; "espondilite” significa “inflamação da espinha”. Os primeiros sintomas geralmente incluem dor e rigidez na parte inferior das costas e nádegas, se manifestando de forma gradual. Outros sintomas podem também surgir, tais como perda do apetite, febre moderada e cansaço. À medida que a doença progride, a espinha pode se tornar cronicamente inflamada ou rígida, limitando a motilidade do paciente. A doença em estágio avançado pode levar à formação de um novo osso nas juntas da espinha, deixando-a numa posição fixa.
 
Apesar de a gravidade da doença variar de pessoa para pessoa, alguns pacientes apresentam incapacidade funcional e os pacientes com a doença em gravidade progressiva, podem desenvolver algumas deformidades.
 
Geralmente, o diagnóstico é feito com base no exame clínico, histórico do paciente e teste de imagem por Raio-X – entretanto, acredita-se que quando o diagnóstico é confirmado por teste de raios-X, a doença já pode ter surgido há cerca de 7 a 10 anos. Não há recuperação da articulação danificada. O tratamento pode incluir anticorpos monoclonais (“medicamentos biológicos”) para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente e cirurgia nos casos mais graves, para reposição do quadril.
 
Para informação sobre especialistas na região, os interessados podem acessar o site. 
 
Fonte Zero Hora

Consumo de carboidrato pode influenciar diretamente no seu bom humor

Consumo de carboidrato pode influenciar diretamente no seu bom humor Divulgação/Divulgação
Foto Divulgação
O carboidrato fornece energia e níveis de glicose necessários
para ativar o impulso nervoso de bem-estar
A falta desse nutriente pode causar sensação de fraqueza e indisposição no organismo
 
Mudanças aparentemente inexplicáveis no humor, como a falta de ânimo ou disposição para realizar atividades corriqueiras, podem estar relacionadas a uma alimentação desequilibrada. Investir em uma alimentação correta ajuda a manter a saúde física e emocional. O macarrão pode auxiliar a garantir a quantidade necessária de carboidrato. Segundo a nutricionista Tereza Cibella, consultora da Massas Isabela, cada substância gerada pelo organismo possui uma função diferente.

Os neurotransmissores, substâncias químicas produzidas pelas células nervosas, por exemplo, são os responsáveis por transmitir impulsos nervosos ao cérebro que influenciam diretamente na sensação de bem-estar e felicidade. Essa produção de neurotransmissores está ligada diretamente aos alimentos consumidos no dia a dia.

— Alguns alimentos, incluindo as massas, possuem nutrientes que induzem a formação de serotonina, dopamina e noradrenalina, principais neurotransmissores — explica.

Uma alimentação deficiente de nutrientes pode causar falta de disposição, por isso é preciso incluir uma grande variedade de ingredientes nas refeições. O carboidrato fornece energia e níveis de glicose necessários para ativar o impulso nervoso de bem-estar. Quando associado a outras vitaminas e minerais seu efeito é potencializado. Segundo Tereza, cada neurotransmissor também afeta o corpo de maneira diferente. A serotonina provoca uma sensação de bem-estar. Já a dopamina e noradrenalina proporcionam energia e disposição.

— O carboidrato presente nas massas afeta diretamente o humor, pois ele é transformado em glicogênio quando ingerido. É o próprio glicogênio que possui papel importante na produção de serotonina — diz.

Para garantir uma sensação prolongada de bom humor, Tereza lista outros nutrientes que não podem faltar na alimentação: ácido fólico, ômega 3, vitamina B6, vitamina C e magnésio. Espinafre, brócolis, peixes, frutos do mar e sementes oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas, são ótimas fontes desses nutrientes. A combinação destes ingredientes com as massas ajuda também a espantar a TPM das mulheres. A dica é preparar uma refeição completa, como na receita abaixo. O espaguete com salmão fornece uma boa quantidade de carboidrato e ômega 3.

Espaguete ao molho de erva doce com salmão defumado
Ingredientes:
• 1 embalagem de espaguete com ovos (500 g).

• 400 g de salmão defumado cortado em tirinhas.

• 1 xícara (chá) de erva doce, em tirinhas.

• 3 dentes de alho picados.

• Cebolinha picada a gosto.

• Sal a gosto.

• 500 ml de creme de leite fresco.

• 1 cebola picada.

• 4 colheres (sopa) de azeite.

Modo de preparo:

•
Comece preparando o molho de erva doce com salmão defumado.

• Numa panela média, aqueça o azeite, refogue o alho e a cebola.

• Junte a erva doce, o creme de leite e o salmão defumado.

• Acerte o sal, deixe cozinhar por 10 minutos e reserve.

• Numa panela grande ferva 5 litros de água com sal e cozinhe a massa.

• Para isso, coloque a massa e mexa de vez em quando, até que a água volte a ferver.

• Deixe cozinhar de acordo com o tempo indicado na embalagem ou até que fique 'al dente', ou seja, macia, porém resistente à mordida.

• Escorra a massa, acomode num refratário grande, acrescente o molho de erva doce com salmão defumado e envolva bem com a ajuda de dois garfos grandes. Salpique a cebolinha e sirva a seguir.

Rendimento: 6 porções.

Grau de dificuldade: Fácil.

Tempo de preparo: 20 minutos.

Calorias: 760 kcal.
 
Fonte Diário Catarinense