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terça-feira, 14 de maio de 2013

Suplementação com ômega 3 não é tão eficiente em prevenir doenças cardiovasculares

Açúcar - Foto: Getty Images
Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar
tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular
Para quem está nos grupos de risco, manter uma dieta saudável traz melhores resultados, diz estudo
 
O ômega-3 se tornou o item queridinho de quem quer ser saudável, e uma espécie de panaceia para a saúde. Mas um novo estudo publicado dia 9 de maio no The New England Journal of Medicine demostrou que a suplementação do nutriente não é um diferencial na hora de prevenir doenças cardiovasculares, como derrame, em pessoas que já se encontram no grupo de risco.

O estudo acompanhou durante cinco ano mais de 12 mil pessoas com condições que aumentavam as chances de doenças cardiovasculares, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo e obesidade, entre outras. Por isso mesmo, eles já seguiam tratamentos para esses fatores de risco. Entre elas, 6.244 consumiam 1 grama de óleo de peixe fonte de ômega-3 diariamente, enquanto 6.269 receberam placebos, para ser o grupo de controle. No fim desse período, 1.400 pessoas morreram de doença cardíaca ou tiveram um infarto ou derrame. Porém, elas estavam igualmente distribuídas entre os dois grupos. Representavam cerca de 11,7% do primeiro grupo e 11,9% do segundo.

Para os pesquisadores, isso demonstra que aliar a suplementação de ômega-3 a outras formas de tratamento pode não ser um diferencial, até porque normalmente quem confia apenas nos suplementos acaba não seguindo uma dieta saudável, que inclua frutas, vegetais e alimentos pobres em açúcar e gorduras saturadas. Essa, por sinal, se mostrou uma das formas de tratamento mais eficiente para evitar doenças cardiovasculares e deve incluir alimentos fonte de ômega-3, como os peixes de águas profundas, como salmão e atum.

Aposte em outros hábitos também!
Como não dá para contar cegamente com a suplementação de ômega-3, o ideal é prevenir e adotar outras medidas que garantem um coração saudável e blindado contra esse tipo de risco.
 
Veja quais hábitos ajudam a evitar que as doenças cardiovasculares se manifestem: 
 
Sono - Foto: Getty ImagesSono reparador
Estudos recentes apontam que cerca de 40% dos indivíduos hipertensos sofrem também de apneia obstrutiva do sono, alertando para uma relação entre as doenças. A apneia atinge aproximadamente sete em cada 100 pessoas e a incidência é maior no sexo masculino. Estima-se que 24% dos homens de meia-idade e 9% das mulheres são afetados pela apneia. A doença caracteriza-se pelo ronco que segue em um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. Neste momento, a pessoa fica totalmente sem respiração, mas, logo o ronco volta ao ritmo inicial. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Artur Beltrame Ribeiro, quem sofre de apneia do sono apresenta mais variabilidade da pressão e o aumento está ligado à lesão dos órgãos-alvo, como coração, cérebro e rins. Além disso, uma noite bem dormida tem a ver com viver mais, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Federico II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Com a qualidade do sono prejudicado, crescem os ricos de acidentes, por conta da sonolência, e de ataques cardíacos em função do estresse.
 
Estresse - Foto Getty ImagesCombata o estresse
O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. A ansiedade aumenta a liberação de cortisol no organismo, hormônio que faz crescer a concentração de glicose no sangue, desencadeando problemas como diabetes, altos níveis de triglicérides e descontrole de colesterol. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos. Isso porque eles interagem com o colesterol em excesso no organismo, formando placas nas paredes dos vasos sanguíneos, além de piorar certas doenças inflamatórias e causar envelhecimento.
 
Oléo - Foto: Getty ImagesPrefira os óleos vegetais
Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos tradicionais vilões do coração (como as gorduras saturadas), você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Segundo a nutricionista Roberta Stella, as gorduras monoinsaturadas presentes nos dois tipos de óleos vegetais ajudam a reduzir as taxas de LDL, o mal colesterol. Já os óleos vegetais ricos em gorduras poliinsaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol. A dica da especialista, portanto, é, além de ficar de olho na quantidade de gorduras saturadas e trans, dar preferência aos alimentos com maior quantidade de gorduras mono e poli-insaturadas.
 
Carne - Foto: Getty ImagesManeire nas carnes
Principalmente a carne vermelha apresenta uma quantidade maior de colesterol. Ainda mais se conter capas generosas de gordura. Porém, isso não significa que elas devem ser totalmente excluídas do seu cardápio. "Controlando a ingestão dos outros alimentos fontes de colesterol, é possível ingerir carne vermelha até três vezes por semana", diz a nutricionista Roberta Stella. O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. De acordo com Roberta, as carnes brancas e magras também possuem colesterol e, por isso, devem ser dosadas. "Os alimentos que contêm colesterol devem ser monitorados de uma forma geral. Leve em conta que o total da gordura obtido em um dia deve ser menor que 300 mg", completa. Uma dica: 100 gramas de contra-filé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg.
 
Açúcar - Foto: Getty ImagesAté o açúcar?
Isso mesmo. Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar os níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Para a realização do estudo, foram analisados os níveis de lipídios no sangue em mais de seis mil homens e mulheres adultos. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular. Os cientistas não sabem ao certo que processo está envolvido nessa ligação do açúcar com o colesterol, pois até hoje, o que se sabia era a associação entre o consumo de açúcar e o diabetes. No estudo, o grupo de maior consumo ingeria uma média de 46 colheres de chá de açúcares "escondidos" nos alimentos por dia. O grupo de menor consumo ingeria uma média de apenas cerca de três colheres de chá por dia.
 
Vegetais - Foto: Getty ImagesVegetais - sempre!
Um importante estudo científico divulgado no periódico americano Circulation demonstrou que o consumo de proteínas de origem vegetal está associado à redução da pressão arterial, ao mesmo tempo em que confirmou estudos anteriores de que o consumo total de proteínas não aumenta os níveis de pressão sanguínea. O ácido glutâmico, principal aminoácido encontrado nas proteínas vegetais, é um dos micronutrientes que ajudam a controlar a pressão arterial. Essa é uma das formas de se explicar a razão pela qual os vegetarianos têm menor tendência a desenvolver hipertensão arterial.
 
Sol - Foto: Getty ImagesVitamina D
Um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. Este nutriente pode ser encontrado em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Portanto, 15 minutinhos de exposição ao sol são mais do que recomendados. O nutriente também é importante no processo de absorção de cálcio e fósforo no intestino e na mineralização, ou seja, crescimento e reparo dos ossos.
 
Vinho - Foto: Getty ImagesVinho sim!
Um estudo publicado no "Public Library of Science One", mostra que pequenas doses de resveratrol, um tipo de substância antioxidante presente nas uvas, em especial as tintas, protegem o coração contra o envelhecimento e reduzem os níveis de colesterol ruim, o LDL. No entanto, não vale exagerar: uma taça de vinho por dia é suficiente para dar proteger o coração sem maltratar o fígado, por conta do teor alcoólico.
 
Música - Foto: Getty ImagesOuça a música do coração
Um estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente constatou que quando eles ouviam por 30 minutos suas músicas preferidas ocorria a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara a reação de uma gargalhada, ao fazer atividades físicas ou quando tomavam medicações para o sangue. O diretor da cardiologia da instituição, Michael Miller, explica que ocorreu um aumento de 26% no diâmetro dos vasos, enquanto ao ouvirem uma música que não agradava ocorria uma redução de 6%. Dessa forma, o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose.
 
Sal - Foto: Getty ImagesManeire no sal
Pesquisas científicas já comprovaram a relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão arterial. De acordo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado seria limitar essa ingestão a 6 gramas. Em geral, a quantidade é alta porque, além do sal contido no alimento industrializado, as pessoas não dispensam apelar para o saleiro durante as refeições. De acordo com a nutricionista Eliane Cristina de Almeida, da Unifesp, o maior perigo do sódio é que ele está escondido nos alimentos. "Alimentos como fast-food, comida congelada, salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, cereal matinal, embutidos, chocolate, carne bovina, leite e derivados contém boa quantidade de sódio que não costumamos perceber", diz a especialista.
 
fio dental - Foto: Getty ImagesUse fio dental
Uma pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da Faseb (do inglês, "The Federation of American Societies for Experimental Biology"), mostra que gengivas infectadas podem ser um fator de risco para desenvolver problemas no coração. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como o controle do colesterol. "Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, pesquisador do estudo.
 
Peixe - Foto: Getty ImagesDieta mediterrânea
A dieta típica da região banhada pelo Mar Mediterrâneo , ela é conhecida por seus benefícios ao coração. Os principais participantes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares , diz a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. Ela aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, além de evitar a obstrução das artérias. Dentre as principais características dessa dieta, estão o baixo consumo de carne vermelha, a ingestão de frutas, cereais e nozes, o alto consumo de peixes, o consumo moderado de vinho e o azeite de oliva como fonte de gordura saudável. Além disso, os peixes contêm ômega 3, reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.
 
Fonte Minha Vida

Qualidade nutricional das redes de fast food não melhorou ao longo dos anos


Restaurantes ainda são pouco saudáveis, apesar das melhorias anunciadas
 
Hoje em dia é possível encontrar nas redes de fast food opções mais saudáveis, como saladas, sucos e até frutas. No entanto, pesquisadores da St. Catherine University (EUA) afirmam que os restaurantes não avançaram tanto quanto aparentam, e que seus cardápios possuem a mesma qualidade nutricional deficiente que a de anos passados. Os resultados foram publicados em maio no American Journal of Preventive Medicine.

No estudo, os pesquisadores examinaram as tendências de menu em oito restaurantes de fast food, utilizando dados de 1997 a 2010. As redes escolhidas foram Wendy's, Arby's, McDonald's, Jack in the Box, Dairy Queen, Burger King, Taco Bell e Kentucky Fried Chicken, todas muito famosas nos Estados Unidos e algumas aqui no Brasil. A equipe de pesquisa avaliou os dados usando o Healthy Eating Index (HEI)-2005, uma métrica utilizada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para quantificar a qualidade da dieta da população dos EUA.

Os autores imaginaram encontrar menus bem abaixo da pontuação no início, mas previam um aumento na pontuação para os restaurantes ao longo dos 14 anos. No entanto, o que eles descobriram foi que, em uma escala de zero a 100, todos os restaurantes obtiveram em torno de 45 pontos em 1997 - resultado abaixo do sub-ótimo, que seria 55 - e não sofreram grandes alterações nessa escala mesmo após 14 anos. Segundo os resultados, seis dos oito restaurantes não apresentaram evolução significativa nos menus, subindo de 45 para 48 na escala durante o período analisado.

Os dois restaurantes que tiveram as melhorias mais importantes foram o Kentucky Fried Chicken (KFC), com um aumento de nove pontos, e o Jack in the Box, que fez um salto de sete pontos em seu placar. As melhoras foram atribuídas ao aumento das ofertas de vegetais e grãos totais, além da redução das gorduras saturadas, gorduras sólidas e açúca em seus itens do menu.

Os cientistas afirmam que as melhorias mais modestas na qualidade nutricional dos menus é consequência de esforços legislativos, como a proibição de gorduras trans. Os pesquisadores não observaram melhorias na qualidade nutricional dos lanches na grande maioria das redes. Ainda que alguns menus apresentem opções mais saudáveis, como saladas, elas ainda são uma minoria no cardápio frente à vasta oferta de lanches pouco saudáveis. A análise é que ao longo dos anos as opções não reduziram suas quantidades de açúcar, sódio e gordura saturada, que são prejudiciais ao organismo.

Coma fora e permaneça saudável
Quando se faz reeducação alimentar para manter o corpo saudável, o ideal é evitar ao máximo o fast food e outros cardápios ricos em gordura, sódio e açúcares. No entanto, é impossível resistir pra sempre ? uma hora ou outra caímos na tentação e nos rendemos ao menu menos saudável.. "Conhecendo os alimentos oferecidos por essas redes de fast food, basta ter disciplina para optar pelas refeições mais saudáveis e não passar vontade", garante a nutricionista-chefe do programa de emagrecimento Dieta e Saúde, Roberta Stella.
 
salada - Foto Getty ImagesLanchonetes
Nas lanchonetes de sanduíches já é possível encontrar opções saudáveis. Saladas com grelhados e um suco é uma ótima opção. Fuja da batata frita, nuggets e sanduíches, carnes e crispy.

Optar pelas saladas faz a quantidade de calorias da refeição despencar, se comparada com a da combinação sanduíche e batata frita.
                    
pizza de mozzarela - Foto Getty ImagesNas pizzarias
Opte por recheios magros, evitando queijos, calabresa, bacon. Opte pelas massas fina e descarte a massa grossa.
 
Com borda recheada, então, é melhor ficar distante. 
 
mulher bebendo suco no restaurante - Foto Getty ImagesPara beber?
A melhor opção em qualquer restaurante é sempre o suco natural, e o ideal é passar longe dos refrigerantes.
 
Se estiver comendo massas ou refrigerantes e não resistir à bebida alcoólica, opte por uma taça de vinho tinto.
 
 
mulher comendo salada no restaurante - Foto Getty ImagesAcompanhamentos
Escolha sempre pela menor porção, evitando as porções grandes e cheias de acompanhamentos.  
 
 
 
mulher tomando café em uma cafeteria - Foto Getty ImagesNas cafeterias
Evite os pãezinhos de queijos. Se for irresistível, fique com uma unidade de pão de queijo médio.
 
Outra opção são os salgados assados. Croissant, empadas, massa folhada devem ser evitados. Para economizar mais calorias, o tradicional café expresso com adoçante ou, se preferir, um suco natural. 

 
salada de frutas com iogurte - Foto Getty ImagesPara a sobremesa
Evite os sorvetes, tortas ou bolos.
 
A salada de fruta, além de ser docinha, dá muitos nutrientes ao corpo como vitaminas e minerais. E quase nada de gorduras. 
 
família comendo pizza - Foto Getty ImagesEvite ao máximo os rodízios
Eles te levam ao exagero alimentar, além de ser mais fácil cair na tentação com tantas opções disponíveis.
 
Prefira sempre os restaurantes a la carte. 
 
Fonte Minha Vida

Oito passos para almoçar no restaurante a quilo sem sair da dieta

Prato com muitas opções - Foto: Getty ImagesVariedade de opções pode ser armadilha para quem não sabe o que escolher
 
Quem trabalha fora de casa e não tem tempo ou disciplina para cozinhar e congelar refeições e não tem como fugir dos clássicos restaurantes a quilo, os self-services, o que, para muitos, é a grande razão do gradual ganho de peso.

Mas, na verdade, esse tipo de restaurante pode oferecer vantagens para quem sabe o que escolher e para quem está de dieta.
 
"É difícil termos tantas variedades de saladas e carnes em uma refeição caseira", aponta a nutricionista Karina Valentim, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo.
 
Assim, basta saber o que pegar para não extrapolar nas calorias e se manter firme na dieta.
 
Confira, então, um guia de como comer bem em um desses restaurantes do tipo buffet:
 
Prato com muitas opções - Foto: Getty ImagesAnalise as opções
Antes de entrar na fila do self-service, analise as opções e monte uma combinação dos alimentos na sua cabeça. "Isso evita que você deixe passar algo que queria ou pegue algum alimento que não faz um bom casamento com as demais opções", explica a nutricionista Ana Paula Souza, da Clínica de Nutrição Santé e Consultoria, em Maringá. 
 
Disposição no Self Service - Foto: Getty ImagesObedeça a disposição dos alimentos
Os restaurantes a quilo costumam disponibilizar os alimentos começando pelas saladas e é seguindo este fluxo que os visitantes devem montar o prato. "Por estarmos com bastante fome nas refeições principais, já que poucos fazem lanches intermediários, o ideal é começar pelos alimentos menos calóricos, que são as saladas", aponta a nutricionista Karina. Começando pelos carboidratos ou proteínas, há maior risco de exagerar na seleção desses alimentos e, assim, consumir mais calorias.
 
Prato equilibrado - Foto: Getty ImagesSaiba dividir o prato
"Metade do prato deve ser reservado para legumes e verduras crus ou cozidos e com a maior variedade de cor possível", explica a nutricionista Karina. A outra metade deve ser dividida em duas partes: uma para alimentos fonte de carboidratos e outra para as opções com proteína. Entre os carboidratos, é comum encontrar arroz, grão de bico, batata e macarrão. Já as proteínas incluem carne, frango, peixe, ovo e soja.
 
Várias opções de comida - Foto: Getty ImagesNão caia na tentação de experimentar tudo
Embora comer bem seja comer de forma variada, isso não significa que você precisa pegar um pouquinho de tudo no por quilo para sair bem alimentado. "Fazendo isso há um risco maior de extrapolar nas calorias do que respeitando as divisões e elegendo apenas alguns alimentos para preencher cada divisão do prato", aponta a nutricionista Ana Paula. No caso dos legumes, escolha pelo menos quatro opções. Carboidratos e proteínas devem se restringir a duas variedades apenas.
 
Preparo da comida - Foto: Getty ImagesFique atento ao preparo
Cuidado para não cair nas pegadinhas do buffet. Couve flor no vapor, por exemplo, não é o mesmo que a couve flor à milanesa. Carne assada não é igual bife à parmegiana. Enquanto as opções mais elaboradas ganham calorias pelo processo de fritura e graças à adição de farinha, ovo e queijo no preparo, as mais simples são menos calóricas. Por isso, não basta preencher cada pedaço do prato com os alimentos certos. É necessário escolher o melhor preparo dentro das opções oferecidas. "Grelhados, assados e cozidos devem estar no topo da lista, enquanto que frituras e alimentos à milanesa ou à parmegiana devem ser evitados", aponta a nutricionista Ana Paula. Do contrário, seu prato será enriquecido com calorias e gorduras, o que irá favorecer o ganho de peso. 
 
Molhos e temperos - Foto: Getty ImagesIdentifique as calorias disfarçadas
Mesmo seguindo todas as regras anteriores para montar um prato saudável no self-service, você ainda corre o risco de cair em mais uma armadilha: molhos e temperos. Eles parecem inofensivos, já que são apenas um complemento, mas podem camuflar muitas calorias. Segundo a nutricionista Ana Paula, os mais calóricos são os que contêm maionese, leite, creme de leite e queijo. "Alguns também são ricos em sódio que, em excesso, pode favorecer a retenção de líquido e a hipertensão", alerta. Por isso, prefira dar sabor à comida com alimentos naturais, como limão, alecrim e outras frutas e ervas. 
 
Água com limão - Foto: Getty ImagesPeça água ou suco
"Vários estudos mostram que consumir líquidos nas principais refeições pode atrapalhar a digestão e a absorção dos nutrientes", afirma a nutricionista Karina. Isso acontece porque os líquidos aumentam o volume do estômago, fazendo com que ele leve mais tempo para esvaziar, o que pode causar mal estar. Pior ainda quando a bebida é gaseificada, pois o gás potencializa o efeito dilatador. Se for muito difícil comer sem beber nada, a profissional recomenda limitar a ingestão até 200 ml e escolher sucos naturais ou água para acompanhar o prato.
 
SobremesasResista às sobremesas
Bolo, pudim, brigadeiro e mais uma enorme lista de opções de sobremesa costumam estar disponíveis nos restaurantes aquilo, mas é preciso ter disciplina e resistir a essas opções extremamente calóricas. Gelatinas, comuns nesses estabelecimentos também não são uma boa opção, pois, apesar de parecerem saudáveis e leves, contêm muito açúcar e corante. A melhor alternativa é apostar em frutas que, em casos como o abacaxi, até facilitam o processo de digestão. De acordo com a nutricionista Ana Paula, a sensação de que faltou algo doce após a refeição é típica de quem nunca pula a sobremesa, mas sentir-se satisfeito somente com o almoço também é algo que pode ser aprendido. 
 
Fonte Minha Vida

Nove dicas para conseguir acordar mais cedo e com disposição

Nada de enrolar na cama - Foto: Getty ImagesManter uma rotina de sono e diminuir o ritmo antes de dormir ajudam a despertar na hora certa
 
Pular da cama ou dormir mais um pouco? Para muita gente, o dilema é diário. Para o nosso corpo, muitas vezes a segunda opção é a escolhida, mesmo quando nosso cérebro sabe que temos que acordar cedo para trabalhar ou cumprir outras atividades. E quando finalmente o despertador é escutado, muitas pessoas começam o dia sem disposição, só pegando no tranco no fim da manhã ou começo da tarde.

Na maioria das vezes, a dificuldade para acordar bem disposto tem um grande culpado: a privação de sono. "Antes, no começo do século XX, dormíamos cerca de nove horas por noite, hoje a média é menor do que sete horas", compara o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, coordenador da Residência Médica em Medicina do Sono do Incor e médico do Laboratório do Sono do Hospital Santa Cruz, em São Paulo.

Mas é claro que outros fatores também podem influenciar nisso. "Também existem aspectos genéticos, pessoas que têm tendência a acordar e dormir muito tarde ou muito cedo. Só que essa é uma porcentagem muito pequena da população", frisa a pneumologista Sonia Togerio, pesquisadora do Instituto do Sono, da Unifesp, em São Paulo.

De qualquer forma, acordar com dívidas na conta de sono pode ser prejudicial ao rendimento e à saúde. "Isso causa problemas de memória, humor, falta de atenção e, é claro, sonolência", ensina Sônia. Por isso pedimos aos especialistas algumas dicas para tornar essa tarefa muito mais fácil.
 
A seguir, você confere as estratégias para conseguir acordar mais cedo e com o pique em alta:
 
Hora para acordar - Foto: Getty ImagesTenha horários constantes
O corpo pode não ser exato, mas ele é regido por um ciclo chamado circadiano, expressão que significa "cerca de um dia". Isso porque o organismo organiza suas funções para que ocorram sempre em 24 horas mais ou menos, obedecendo a duração do dia. Esse é o tal do relógio biológico. Manter uma hora certa para dormir e acordar ajuda a regular um pouco mais esse nosso cronograma interno. "Ficar mexendo no nosso ciclo circadiano o desregula. Ao dormir mais tarde, você atrasa o relógio e volta a não conseguir acordar cedo", esclarece o médico do sono Geraldo Lorenzi. É claro que não é preciso exagerar e ser sempre pontual, mas manter uma rotina faz parte da higiene do sono e ensina o corpo a ter uma frequência.
 
Luz logo cedo - Foto: Getty ImagesUse e abuse da luz
 Um dos reguladores do ciclo circadiano é a luz, já que o corpo tem funções diferentes à noite e durante o dia. Portanto, o sol é um excelente indicador para o corpo que está na hora de acordar. "Abrir a janela de manhã como as avós ou seus pais faziam é uma excelente maneira de dizer para o organismo que já é dia", pontua o médico do sono Lorenzi. E em dias nublados, mesmo a luz artificial pode ter esse efeito. "Depende, é claro, de sua intensidade", reitera a pneumologista Sônia Togerio. Em vez de dormir com cortinas ou persianas, que bloqueiam totalmente a passagem da luz matutina, experimente deixar a janela do quarto liberada para a entrada do Sol antes mesmo de ir para a cama.
 
Relaxar antes de dormir - Foto: Getty ImagesRelaxe antes de dormir
As vovós também viviam dizendo aos netos para pararem um pouco de brincar na hora de dormir. E, mais uma vez, elas estavam certas! "O mais indicado é não fazer atividades estimulantes, principalmente no caso dos adultos. Trabalhar, por exemplo, excita a mente, ainda mais ficar pensando no que precisa ser feito no dia seguinte", argumenta a pneumologista Sônia. Ver televisão, navegar na internet, jogar videogame, tudo isso entra na lista de proibições. Mas não precisa parar de cumprir tudo isso assim que o sol se por. Basta separar uma hora para relaxar e ficar longe de tudo isso quando estiver próximo de dormir. Nessas horas, um livro ou uma música relaxante são ótimas pedidas. 
 
Nada de enrolar na cama - Foto: Getty ImagesNão fique enrolando na cama
"Cama é um lugar para dormir e fazer sexo, mais nada!", sublinha o médico do sono Lorenzi. No máximo, fazer uma leitura, que é algo relaxante. Portanto, ao enrolar na cama, você tira a sensação que lá é um local de sono, o que pode dificultar a chegada do sono à noite. Seu organismo deve reconhecer que a cama é um local de repouso e relaxamento, portanto praticar atividades estimulantes como assistir televisão ou jogar videogame na cama também não são recomendadas. "Para quem tem insônia, por exemplo, ficar muito tempo na cama gera mais ansiedade", lembra a pneumologista Sônia. A melhor forma de dizer para seu corpo que está na hora de acordar, é levantar logo, sem enrolações. Existem despertadores programados inclusive para que a pessoa seja obrigada a levantar, como o que solta três peças de quebra cabeça e só para de tocar quando todas são colocadas de volta ao lugar.
 
Despertador - Foto: Getty ImagesResista ao botão soneca
Você pode achar que está enganando o despertador, mas é o seu corpo que é feito de bobo ao apertar o botão "soneca" do relógio. "Pode fazer mal, porque se tem um sono fracionado, que é de segunda qualidade, e acaba-se dizendo ao corpo que ele pode dormir assim, o que não é certo", ensina Lorenzi. O ideal é acordar assim que o despertador toca, e não ficar barganhando mais uns minutinhos. 
 
Atividade física - Foto: Getty ImagesTome cuidado com a atividade física
A atividade faz muito bem à saúde, e quando feita logo cedo, colabora para a disposição. "O nosso ciclo cicardiano está muito relacionado à temperatura do corpo, quando ele está frio, temos sono. A atividade física eleva o calor corporal, ajudando a despertar melhor", explica Lorenzi. Por outro lado, fazer exercícios muito perto da hora de dormir tem o mesmo efeito, atrapalhando o sono. "O indicado é sempre fazer exercício três horas antes de dormir", ensina Sônia.
 
Café da manhã - Foto: Getty ImagesMantenha o olho vivo no cardápio
Os alimentos também influenciam no sono e sábio foi quem percebeu que o café ajuda a espantar a sonolência. A bebida é rica em cafeína, substância que é estimulante. "Alguns alimentos fontes desse micronutriente devem ser evitados à noite, como café, chá preto, chá verde e chocolate, que são estimulantes", considera Lorenzi. Mas você pode consumi-los pela manhã, a cafeína melhora a memória, por exemplo. Só que o efeito pode não ser imediato. Um estudo feito no Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, verificou que pessoas que consumiam bebidas com o micronutriente tinham mais atenção e eficiência logo após a ingestão, além de um aumento no metabolismo. Além disso, pesquisas indicam que proteínas pela manhã podem aumentar características como atenção e memória logo cedo. 
 
Relógio biológico - Foto: Getty ImagesDê mais atenção ao seu corpo
As pessoas têm uma determinação genética também sobre seus horários de dormir e acordar, são os cronotipos, que dividem as pessoas entre matutinos e vespertinos, além dos intermediários. Os primeiros tem uma tendência maior a dormir e acordar cedo, enquanto os últimos despertam e se deitam mais tarde. "A maior parte das pessoas é flexível, pode se habituar a acordar cedo", ensina Lorenzi. Mas saber qual é sua tendência com certeza ajuda a conhecer melhor o próprio corpo. A dica do especialista é aproveitar as férias ou qualquer período sem obrigações de horários e perceber a que horas, sem a privação de sono, o corpo sente necessidade de dormir e acordar, e assim observar como o organismo se comporta. Ou faça o teste e descubra em qual período do dia a sua disposição é maior.

Além disso, existem os curto e longo dormidores, que precisam de menos ou mais tempo para dormir respectivamente. "Isso é muito individual, e pode variar também com a idade", salienta Sônia. Mas, muitas vezes, a dificuldade em acordar cedo está justamente no fato da pessoa precisar dormir um pouco mais que a média. Nesses casos, oito horas não são suficientes e o saldo de sono sempre fica negativo.  
 
Consulta com especialistaConsulte um especialista
Se mesmo com todas essas dicas, está difícil conseguir acordar cedo e com disposição, talvez esteja na hora de buscar ajuda profissional. "Se isso atrapalha a vida da pessoa é importante orientação, até para tomar medicação, como suplementos de melatonina, hormônio ligado ao sono", acredita Sônia. 
 
Fonte Minha Vida

Lavar bem as mãos no hospital ajuda a evitar infecção por superbactérias

Médicos alertam ainda que antibiótico deve ser tomado até o fim da receita. No entanto, remédios não servem para inflamação, dor, gripes e resfriados.
 
As superbactérias surgem quando alguns microorganismos - já existentes - desenvolvem um certo tipo de mutação e acabam se tornando resistentes à maioria dos antibióticos.
 
Geralmente, elas surgem dentro dos hospitais e, por isso, são perigosas para quem está internado ou debilitado, como idosos, pessoas doentes ou até mesmo recém-nascidos, que ainda têm o sistema imunológico fraco.
 
No Bem Estar desta segunda-feira (13), os infectologistas Caio Rosenthal e Renato Grinbaum alertaram, portanto, que os cuidados de higiene dentro dos hospitais, principalmente com as mãos, são extremamente importantes para evitar o contágio já que as superbactérias podem ser transmitidas através do contato direto, como o toque ou manuseio de objetos do paciente.
 
Bem Estar - Infográfico mostra como lavar as mãos (Foto: Arte/G1)

Esse cuidado com a higienização no ambiente hospitalar é a medida que estão tomando as autoridades de saúde de Porto Alegre, onde foi encontrada a NDM, uma superbactéria que já matou uma pessoa.
 
Segundo o Ministério da Saúde, as campanhas de higienização para funcionários e visitantes foram reforçadas e o álcool gel está disponível em vários lugares. Além disso, as quatro UTIs do hospital vão passar por uma limpeza minuciosa até que os exames mostrem que não há mais a presença da superbactéria.
 
Segundo o infectologista Renato Cassol, as doenças que essa superbactéria podem causar são as mesmas que as outras bactérias causam, como pneumonia, infecção de corrente sanguínea e infecção de pele, porém, apenas dois ou três antibióticos podem ser usados para combatê-la
 
O uso dos antibióticos, inclusive, também deve ser bem administrado para evitar esse problema. A dica dos médicos é respeitar sempre a prescrição médica e nunca abandonar a medicação caso os sintomas desapareçam.
 
Fora isso, é importante saber que os antibióticos não servem para inflamações, dores, gripes e resfriados e não podem ser misturados com bebida alcoólica porque isso pode sobrecarregar o fígado e prejudicar a absorção do medicamento, como explica o infectologista Caio Rosenthal no vídeo ao lado.
 
Em relação aos pacientes infectados pela NDM em Porto Alegre, eles estão isolados dos outros, recebendo tratamento. Essa medida é fundamental e o hospital deve ainda colocar avisos no leito informando o risco de contaminação para que os funcionários de saúde tomem os devidos cuidados.
 
Fonte G1