Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Bebês praticam choro dentro do útero, diz estudo

Bebês aprendem a se comunicar ainda na gravidez (Foto: Durham University/BBC)
Foto: Durham University/BBC
Bebês aprendem a se comunicar ainda na gravidez
Pesquisa britânica diz que ao ensaiar expressões de dor e sorrisos, fetos vão aprendendo formas de se comunicar após o parto.
 
Pesquisadores britânicos afirmam que bebês fazem caretas, praticam choro e expressões faciais de dor ainda quando estão dentro do útero.
 
Os especialistas, das Universidades de Durham e Lancaster, acreditam que, ao fazer isso, eles vão aprendendo como devem se comunicar após o parto.
 
"É essencial para os bebês poderem demonstrar expressões de dor ou desconforto assim que nascem para que possam se comunicar com a mãe", afirmou a pesquisadora Nadja Reissland.
 
Os cientistas analisaram ultrassonografias em 4D de oito fetos femininos e sete masculinos e observaram que durante o crescimento intrauterino, eles desenvolvem desde expressões simples, como um sorriso, a movimentos mais complexos, como o franzir das sobrancelhas e do nariz.
 
Sentimentos
Nadja Reissland diz que poder entender melhor o desenvolvimento normal dos bebês durante a gravidez pode ajudar os médicos a identificar problemas. "Não está claro se os fetos podem de fato sentir dor e também não sabemos se as expressões faciais estão ligadas aos seus sentimentos", disse Reissland.
 
O estudo indica que os movimentos faciais podem estar mais ligados à maturidade do cérebro do que aos sentimentos, acrescentou a pesquisadora. O trabalho se segue a uma pesquisa anterior que sugere que expressões faciais de fetos saudáveis se desenvolvem e se tornam mais complexas durante a gravidez.
 
Fonte G1

'Metade da população' da Grã-Bretanha deve ter câncer em 2020

A entidade descobriu que mais pessoas estão sobrevivendo
 à doença do que há 20 anos atrás
Segundo ONG de apoio a pacientes de câncer, até 47% da população britânica deve sofrer da doença; taxa de sobrevivência também deve crescer.
 
Números levantados por uma organização não-governamental britânica sugerem que quase metade da população da Grã-Bretanha deve desenvolver algum tipo de câncer entre 2020 e 2030.
 
Segundo a entidade beneficente Macmillan Cancer Support, que realiza pesquisas e oferece apoio a pacientes com câncer, a doença deve atingir até 47% da população britânica no final desta década e na próxima.
 
O levantamento ressalva, no entanto, que as chances de que pessoas com câncer fiquem curadas também aumentarão. Em 1992, a proporção de pessoas que desenvolveram câncer no país foi de 32%. Este índice aumentou para 44% em 2010, um incremento de quase um terço.
 
Para produzir os números, a Macmillan analisou dados sobre incidência, mortalidade por câncer e por outras causas na Grã-Bretanha.
 
A entidade descobriu que mais pessoas estão sobrevivendo à doença do que há 20 anos atrás. Em 1992, 45 mil pessoas, ou 21% dos que desenvolveram tumores ficaram curadas.
 
Este número aumentou para cerca de 90 mil (35%) em 2010 e estima-se que, em 2020, o índice de sobreviventes de câncer e de outras causas de morte seja de quatro em cada dez pessoas (38%).
 
Entre outras causas de morte consideradas pela pesquisa estão problemas cardiovasculares, doenças respiratórias e infarto.
 
Esforço hercúleo
A Macmillan avalia que o aumento nas chances de sobrevivência de câncer está associado ao diagnóstico precoce e avanços no tratamento.
 
Ainda segundo a associação, o aumento na incidência de câncer pode ser explicado pelo fato de que a expectativa de vida está aumentando e, com ela, os casos da doença.
 
Segundo a pesquisa, apesar de os índices de sobrevivência serem animadores, há evidências de que muitos pacientes não retornam a um bom estado de saúde após uma série de tratamentos invasivos e seus efeitos colaterais.
 
Ciaran Devane, presidente da Macmillan Cancer Support, disse que as estimativas levantadas pela entidade impõem 'um esforço hercúleo' para o serviço de saúde público britânico (NHS) e para a sociedade.
 
'O NHS não vai conseguir arcar com o grande aumento na demanda por tratamentos de câncer sem um foco especial no acompanhamento pós-tratamentos, sem mais serviços junto às comunidades e sem envolver pacientes nos cuidados com sua própria saúde.'
 
Sean Duffy, Diretor do departamento de Câncer do NHS na Inglaterra, afirma que o NHS tem a meta de salvar ao menos mais cinco mil vidas de pacientes com câncer entre 2014 e 2015.
 
Fonte G1

Meninas nos EUA poderão comprar pílula do dia seguinte, decide tribunal

Tribunal vetou vendas irrestritas do 'Plan B One-Step'
até que o apelo do governo seja julgado
Governo americano recorre de medida judicial que autoriza as vendas. Duas versões genéricas, sem receita, devem estar disponíveis em um mês.
 
Um tribunal federal de apelações em Manhattan, Nova York, determinou na quarta-feira (5) que meninas americanas de qualquer idade poderão comprar pílulas do dia seguinte em duas versões genéricas (mais baratas) sem receita médica, enquanto o governo do país recorre de um regulamento judicial que autoriza as vendas. Se tudo der certo, os produtos devem estar disponíveis nas farmácias, sem restrição, dentro de um mês.
 
A decisão é a mais recente de uma série de medidas já tomadas nos EUA a favor e contra o acesso aos contraceptivos de emergência. A nova determinação foi recebida com elogios por advogados que defendem os direitos das mulheres e com críticas por conservadores e opositores, que argumentam que a disponibilidade do medicamento tira o direito dos pais de autorizar as filhas a usar a pílula do dia seguinte ou não.
 
Apesar de o tribunal ter permitido a venda irrestrita de duas versões do medicamento, foi recusada a venda irrestrita do produto "Plan B One-Step" – uma versão mais moderna, em um único comprimido – até que o mérito do apelo governamental seja decidido.
 
A corte não especificou por que duas versões genéricas da pílula estão sendo permitidas agora, mas informou que o governo não cumpriu os requisitos necessários para bloquear a decisão em primeira instância.
 
Para a presidente do Centro de Direitos Reprodutivos, Nancy Northup, a decisão do tribunal representa um "dia histórico para a saúde da mulher".
 
"Finalmente, depois de mais de uma década de atrasos por motivos políticos, as mulheres já não têm que suportar restrições invasivas, onerosas e medicamente desnecessárias para obter a contracepção de emergência", disse em comunicado.
 
Farmacêutica segura versão genérica de pílula do dia seguinte em Boston (Foto: Elise Amendola/AP)
Foto: Elise Amendola/AP
Farmacêutica mostra versão genérica de pílula do dia
seguinte em Boston, EUA
Composição da pílula
A pílula do dia seguinte contém uma dose mais elevada do hormônio feminino progesterona, em relação aos anticoncepcionais tradicionais, e funciona melhor nas primeiras 24 horas após a relação sexual.
 
Se for tomada dentro de 72 horas após um estupro, sexo sem camisinha/se o preservativo falhar ou esquecimento da pílula normal, o medicamento é capaz de reduzir o risco de gravidez em até 89%. Se a menina ou a mulher já estiver grávida, a pílula não tem nenhum efeito, pois apenas impede a ovulação ou a fertilização do óvulo.
 
Apelo do governo
Segundo o porta-voz do Departamento de Justiça americano, Allison Price, o governo está revisando a ordem do tribunal. O governo terá duas semanas para decidir se recorre da decisão de Manhattan ou se vai à Suprema Corte.
 
O governo americano já recorreu da decisão do juiz Edward Korman, tomada no dia 5 de abril, que autorizava a venda de contraceptivos de emergência com base no hormônio levonorgestrel, sem receita médica nem restrição de pontos-de-venda ou idade.
 
Depois disso, o governo pediu ao juiz para suspender a medida até que o tribunal de apelação decidisse o caso, mas Korman se recusou, alegando que a solicitação do governo era "politicamente motivada e cientificamente injustificada".
 
Decisão da FDA
Em 2011, a agência Food and Drug Administration, que regula alimentos e remédios nos EUA, estava se preparando para permitir as vendas sem receita médica da pílula do dia seguinte, quando a então secretária de Saúde e Serviços Humanos do órgão, Kathleen Sebelius, afastou do cargo seus próprios cientistas, em uma ação sem precedentes.
 
Em maio deste ano, a FDA anunciou que o Plan B One-Step pode ser vendido sem receita médica para meninas com 15 anos ou mais. A fabricante do produto, Teva Women's Health, planeja começar as vendas em breve. Anteriormente, as vendas haviam sido limitadas a meninas com pelo menos 17 anos.
 
Segundo o juiz Korman, as regras da FDA são "absurdas", favorecem as vendas do Plan B One-Step e tentam suavizar o apelo do governo. Para o magistrado, a medida também coloca um fardo a mais sobre as mulheres negras e pobres, ao exigir receita médica de versões genéricas para meninas com menos de 17 anos e ao pedir identidade àquelas com mais de 17.
 
Fonte G1

Música acalma, estimula a memória, alivia dores e ajuda no exercício físico

Ouvir música pode trazer muitos benefícios para a saúde, corpo e mente. Ela tem sido usada, inclusive, por médicos e terapeutas como tratamento.
 
Ouvir música não é só um entretenimento e uma medida para acalmar e relaxar – ela pode trazer diversos benefícios para a saúde, como alívio de dores, melhora da memória e até mesmo um estímulo para a prática de atividade física.
 
Além disso, funciona como um “remédio” para vários problemas, como mostraram a pediatra Ana Escobar e a musicoterapeuta Marly Chagas no Bem Estar desta quinta-feira (6).
 
Isso acontece porque a música ativa o centro de prazer do cérebro, assim como o sexo e o chocolate, por exemplo. Ela libera dopamina e causa uma sensação de bem-estar e, por isso, tem sido usada por médicos, terapeutas e preparados físicos como tratamento de diversos problemas – e tem trazido ótimos resultados.
 
Bem Estar - Infográfico sobre música x saúde (Foto: Arte/G1)
 
Em relação à atividade física, a música pode ajudar a embalar o exercício e torná-lo mais fácil e mais prazeroso.
 
Segundo o músico e empresário Alexandre Casa Nova, a música é um estímulo importante para quem se exercita porque disfarça a sensação de fadiga, dor e cansaço e, no lugar, traz um sentimento bom de alegria e motivação, deixando a pessoa mais confortável.
 
O mesmo acontece com a música para dormir ou acordar. Sons mais graves e lentos, por exemplo, ajudam a pessoa a se desligar das preocupações e, comprovadamente, facilitam o sono e combatem a insônia. Por outro lado, sons animados, energéticos e acelerados são bons durante a manhã para despertar e ajudar a acordar.
 
Há ainda o benefício da música durante o período de gestação – ela é capaz de acalmar os recém-nascidos e reduzir, por exemplo, em até dez dias a permanência deles na UTI neonatal.
 
Essa identificação dos pequenos com a música começa, no entanto, depois da 21ª semana de gestação, como explicou a pediatra Ana Escobar.
 
Isso porque, na 20ª semana, o aparelho auditivo do bebê, apesar de já estar pronto para receber vibrações sonoras, ainda tem o conduto auditivo externo bloqueado por um tecido de células que protege o desenvolvimento do tímpano. A partir da 21ª semana, essa parede se rompe, o tímpano entra em contato com o líquido amniótico e começa a receber e processar vibrações, fazendo com o que o bebê comece a ouvir.
 
Fonte G1

Agência dos EUA vai reavaliar efeito de remédio da GSK contra diabetes

Avandia não trazia riscos cardíacos maiores do que qualquer
outro remédio contra diabetes
FDA diz que Avandia pode ter relação com risco de ataque cardíaco. Painel com 28 especialistas vai decidir sobre nova análise.
 
Especialistas estão revisando um teste clínico do medicamento contra diabetes Avandia, da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline, de uso restrito nos Estados Unidos e proibido no Brasil e na Europa, por temor de que aumente o risco de ataque cardíaco, afirmaram entidades reguladoras nesta quarta-feira (5). A proposta é decidir se as restrições devem ser retificadas.
 
A agência americana que regula alimentos e medicamentos (FDA) informou que um painel de 28 membros deve decidir sobre uma nova análise dos resultados de um teste da GSK denominado Record, que confirmou as descobertas iniciais da companhia -- de que o Avandia não trazia riscos cardíacos maiores do que qualquer outro remédio contra diabetes.
 
Recentemente, a GSK pagou pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, para fazer esta nova análise de dados. Especialistas da FDA anunciaram esta semana no site da agência que "de modo geral, parece que os procedimentos de readjudicação e execução da Duke foram rigorosos". Uma readjudicação é uma revisão independente.
 
"De modo geral, a readjudicação apoia a observação anterior de que, neste teste, a rosiglitazona (substância ativa do Avandia) não estava associada com mortalidade crescente por causas gerais ou uma mortalidade cardiovascular aumentada", afirmaram.
 
Os especialistas, assim, endossaram a reavaliação feita na Duke e, de fato, a conclusão expressa pela GSK. Em 2010, a FDA estabeleceu duras restrições ao uso do Avandia, que se seguiram a recomendações de especialistas independentes que tinham concluído que a droga aumentava significativamente o risco de ataques cardíacos.
 
Fonte G1