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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cantar sem orientação pode prejudicar músculos e articulações

As cantoras estão num grupo que mais apresenta a DTM, doença
 que ataca os músculos e articulações da face e pescoço
Distúrbios da Articulação Temporomandibular atingem músculos e articulações da face e do pescoço
 
Quem canta nem sempre espanta seus males. Pelo menos é o que diz estudo realizado pela USP, em Ribeirão Preto, com 60 cantoras profissionais. A pesquisa revelou que o prazer de cantar pode não durar muito tempo se não for bem conduzido. A falta de orientação para o canto ou para falar em público, sem os cuidados com a voz ou as estruturas da face e pescoço (sistema estomatognático), pode comprometer a execução de atividades do dia-a-dia e até mesmo do próprio trabalho. E, ainda, após uma noite mal dormida, nem mesmo a voz escapa e o resultado pode ser a rouquidão.
 
O resultado dessa falta de cuidado e de orientação pode levar aos Distúrbios da Articulação Temporomandibular (DTM) e as cantoras estão num grupo que mais apresenta a DTM, doença que ataca os músculos e articulações da face e pescoço. Além de sofrer dores e desconfortos nessa região, elas dormem mal e, consequentemente, perdem qualidade de vida no exercício da profissão.
 
A professora Andréa Cândido dos Reis, do Departamento de Materiais Dentários e Prótese da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, que é coordenadora do trabalho, explica que a DTM é “uma patologia que pode ser desencadeada por hábitos repetitivos, estresses e pela má qualidade de sono. Estes, por sua vez, interferem na harmonia do sistema estomatognático (estrutura que possibilita a sucção, respiração, deglutição, mastigação e fala), gerando outras complicações”.
 
São conhecidos da literatura médica os fatos de que essas disfunções da articulação temporomandibular (ATM) prejudicam a qualidade de vida. Os trabalhos desenvolvidos em Ribeirão Preto mostram que esses distúrbios acometem também as pessoas que usam a voz profissionalmente, como os professores, os oradores e os cantores, além de identificar a relação entre o mau funcionamento da ATM e os distúrbios do sono, que causam ainda alterações da voz.
 
Tratamento precoce e multidisciplinar
A professora adianta que o diagnóstico e tratamento desses problemas devem ser precoces e realizados de forma multidisciplinar, principalmente quando se referem à profissão do cantor. Sabendo que as mulheres são as mais afetadas e para contribuir para a questão, a equipe coordenada pela professora Andrea decidiu avaliar o nível de qualidade de vida dessas profissionais, tendo como base os distúrbios do sono e as DTMs.
 
Auxiliada pelo professor Abel Rocha, do Departamento de Música da Unesp da Capital, e pela doutoranda da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Snijhana Dragham, a pesquisadora reuniu 60 cantoras de Ribeirão Preto e região. Com idade entre 16 e 76 anos, cantavam em média de duas a 30 horas semanais e exerciam a profissão de dois a 35 anos.
 
Os resultados mostraram que a maioria delas apresenta dores e alteração da voz. O estudo apontou que 53% sofrem com algum tipo de mau funcionamento das estruturas da face e mandíbula, o que pode levar a alterações da ATM, com deslocamento do disco articular e dor miofascial (músculos do ombro, pescoço e face). Segundo Andréa, esse último sintoma é o mais prejudicial para os cantores, que “relatam constante ingestão de medicamentos analgésicos para a continuidade de seu trabalho”. Ela alerta que o uso indiscriminado de remédio para dor nessas circunstâncias pode “mascarar os sintomas e piorar as lesões”.
 
A maioria dessas cantoras (86,6%) sentem dificuldades em abrir a boca, e 90% relatam problemas com os movimentos mandibulares. Elas referem ainda episódios de rouquidão, alterações na ressonância da voz, além de muitas queixas de dores. Com relação ao sono, a maioria diz não sofrer de insônia, porém relata alterações na voz ao acordar. Algumas dizem que precisam de mais horas de sono para que “a falta dele não interfira no desempenho em outras atividades do dia”.
 
Fonte Agência USP de Notícias

Glaucoma atinge pelos menos um milhão de brasileiros

Pacientes só percebem a doença quando começam a perder a visão
Doença degenerativa hereditária deve ser diagnosticada antes que apareçam os sintomas
 
Neste domingo, dia 26, é celebrado o Dia de Combate ao Glaucoma, uma doença ocular hereditária, degenerativa, causada pelo aumento da pressão intraocular, que leva à cegueira. O glaucoma não tem sintomas, não provoca dores nos olhos, é silencioso e mais prevalente em negros, devido à predisposição genética. De acordo com o oftalmologista da Santa Casa de São Paulo, Maurício Della Paulera, ele é lento, progressivo e irreversível.
 
— Nós orientamos as pessoas a passarem por uma consulta anual com o oftalmologista. Nessa consulta está incluída a medida da pressão intraocular e o exame de fundo de olho. Com isso, pode-se prevenir ou iniciar o tratamento precocemente. A campanha é um choque que estamos dando na população para mostrar como é difícil viver sem a visão, quando se pode prevenir uma doença que leva à cegueira.
 
Ele ressaltou que, por não apresentar sintomas, a pessoa só percebe que está com a doença quando começa a perder a visão — surgem "pontos cegos" no campo de visão — momento em que não há nada mais a fazer para reverter a situação. Entretanto, se o oftalmologista perceber sinais do glaucoma durante uma consulta, pedirá exames complementares para se certificar.
 
— Se o diagnóstico for feito mais cedo, há possibilidade de fazer um tratamento com três fases: primeiro com colírio, depois laser. Se nada disso funcionar parte-se para a cirurgia.
 
A exceção acontece quando há uma crise de glaucoma agudo.
 
— Nesses casos a pressão intraocular atinge níveis muito elevados e os principais sintomas são fortes dores de cabeça, enjôo, dor ocular intensa, turvação da visão e vermelhidão ocular — explica Cristiano Caixeta Umbelino, membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma.
 
Segundo Maurício Paulera, o glaucoma atinge 2% dos brasileiros acima dos 40 anos e 6% acima dos 70 anos. De acordo com as estimativas, pelo menos 1 milhão de brasileiros têm glaucoma.
 
Fonte Zero Hora

Fadiga pode ser resultado de doenças inflamatórias do intestino

Fadiga pode ser resultado de doenças inflamatórias do intestino Divulgação/Stock Photo
Foto: Divulgação / Stock Photo
Fadiga crônica pode levar ao mau desempenho no trabalho
 e na escola, à condução sonolenta e à depressão
Efeitos colaterais dos medicamentos, distúrbios do sono e anemia podem ser responsáveis pelo cansaço excessivo
 
A fadiga é um sintoma não específico de várias doenças e distúrbios. Sentir-se cansado simplesmente pode ser o resultado de não dormir o suficiente ou não dormir com qualidade. A fadiga crônica pode levar a uma série de outros problemas, inclusive ao mau desempenho no trabalho e na escola, à condução sonolenta e à depressão. Descobrir que ela é um sintoma de algo errado não é tão difícil, mas determinar o porquê de o paciente estar cansado — e o que fazer sobre isso — não é tarefa fácil.
 
— A fadiga é um sintoma muitas vezes associado com as doenças inflamatórias do intestino (DII). As razões para os pacientes com DII se sentirem cansados incluem efeitos colaterais dos medicamentos, distúrbios do sono e outras condições relacionadas, tais como a anemia — afirma o gastroenterologista Silvio Gabor.
 
Sobre os remédios que podem causar o problema, o médico explica:
 
— Os corticosteroides deixam as pessoas com a sensação de estarem 'ligadas', o que torna difícil o descanso. Outros medicamentos podem causar sonolência. Quando estes efeitos secundários ocorrem, devem sempre ser discutidos com o médico que acompanha o paciente.
 
Quando uma pessoa está cansada, o esperado é que ela seja capaz de adormecer rapidamente e dormir pelo maior tempo possível.
 
— No entanto, quando o paciente tem uma doença inflamatória intestinal, seu sono pode ser interrompido por outros sinais e sintomas, tais como idas constantes ao banheiro, dores ou suores noturnos. A melhor maneira de evitar estes sintomas é tratar as crises adequadamente — diz Gabor.
 
Enquanto isso, o paciente pode tentar adotar hábitos que facilitem o repouso.
 
— Para evitar acordar para ir ao banheiro, o paciente pode agendar sua última refeição várias horas antes de deitar. Suores noturnos são mais difíceis de evitar, mas o paciente pode dormir com uma toalha (ou duas) e manter uma muda de roupa (ou outro travesseiro) perto de sua cabeceira. Dessa forma, ele pode enxugar o suor, se trocar ou trocar o travesseiro e voltar a dormir, sem sair da cama ou acender a luz — sugere o gastroenterologista.
 
As doenças inflamatórias do intestino causam inflamação no trato digestivo, mais geralmente no intestino delgado e no cólon. O corpo tenta combater esta inflamação de várias formas, o que pode, muitas vezes, causar cansaço.
 
— O objetivo do tratamento, a longo prazo, é controlar a doença e seus sintomas, mantendo-a sob controle, porque isso acabará por eliminar a fadiga. Seguindo cuidadosamente o plano de tratamento, o paciente pode conseguir melhorar a qualidade de seu sono.
 
A dor também é um sintoma comum das crises das doenças inflamatórias intestinais — e que pode gerar cansaço ou sono interrompido.
 
Uma razão comum para a fadiga é a anemia. Pessoas com DII podem ser anêmicas, quer devido à perda de sangue a partir do intestino (mais comum em casos de colite ulcerativa do que na Doença de Crohn), quer por uma deficiência de ferro decorrente de má absorção de nutrientes.
 
— A má absorção de vitaminas e minerais é comum em pacientes com DII. Sem uma quantidade suficiente de ferro, ácido fólico e vitamina B12, o corpo não consegue produzir as células vermelhas do sangue. Tratar a causa da anemia, parando o sangramento e fazendo a suplementação com ferro e vitaminas do complexo B, é o melhor curso de ação para o tratamento da anemia associada a essas doenças — observa Gabor.
 
— Para combater a fadiga também é útil incluir a atividade física na rotina diária e comer alimentos saudáveis. Procurar terapia psicológica e nutricional também ajuda no processo. O paciente deve gerenciar os fatores psicológicos que geram fadiga, estresse, ansiedade e depressão — afirma o médico.

Fonte Zero Hora

Pesquisa comprova: obesidade faz pessoas desacelerarem ritmo de atividade

Pesquisa comprova: obesidade faz pessoas desacelerarem ritmo de atividade Barcroft/Reprodução
Foto: Barcroft / Reprodução
Estudo reflete o que já sabemos: é preciso se exercitar e manter hábitos
 saudáveis para conseguir emagrecer e manter o peso
Entre as obesas, a atividade caiu 8% do total de horas praticadas, ao longo do período de estudo
 
As mulheres que lutam contra obesidade crônica se envolvem em menos atividade física rotineira, mostra uma nova pesquisa, confirmando o que pode parecer óbvio para alguns. O endocrinologista Fabiano Sandrini comenta que, apesar de rumores, este é o primeiro estudo a estabelecer com rigor o que a maioria dos cientistas há muito tempo já presume: que a obesidade de fato tem um impacto negativo sobre hábitos de atividade de um indivíduo.

— Este estudo, relatado na revista Obesity, investigou os fatores que aumentam o risco de obesidade, como as doenças crônicas. No entanto, a inatividade física também está associada, de forma independente, com muitas destas enfermidades. Por isso também foram pesquisados os fatores que influenciam os níveis de atividade — explica.

A pesquisa mostra que a inatividade física e a obesidade podem estar envolvidas em um ciclo, em que os níveis mais baixos de atividade levam ao ganho de peso e, consequentemente, a graus ainda mais baixos de exercícios. Sandrini destaca que, para explorar como a obesidade pode diminuir os níveis de atividade entre as mulheres, os autores fizeram testes em 250 pessoas do sexo feminino de meia-idade.

— Cerca de metade das participantes foram diagnosticadas como obesas. A equipe anexou acelerômetros amarrados a todas as participantes do estudo e deu orientações a serem seguidas. Isto permitiu com que os pesquisadores pudessem avaliar o tempo total gasto com atividade física moderada ou vigorosa — diz.

Entre as participantes obesas, a atividade física caiu 8% do total de horas praticadas, ao longo do período de estudo de 20 meses. Isso equivale a uma perda de 28 minutos ativos por semana, segundo os pesquisadores. Já nas mulheres não obesas, não foi apontada uma diminuição nas rotinas de atividade física. Esta descoberta aponta que, por mais simples que pareça, é de extrema importância manter um estilo de vida ativo e um peso saudável.

— Parece óbvio, mas não é. Sabemos que a obesidade está claramente relacionada a um comportamento mais sedentário. Certamente, quando você se torna obeso, é mais difícil de mover o corpo. Por isso, este estudo reflete o que no fundo já sabemos: que é preciso se exercitar e manter hábitos saudáveis para conseguir emagrecer e manter o peso — afirma.
 
Fonte Diário Catarinense

Esporão calcâneo pode ser a causa de dores nos pés

Calçado inadequado, prática de esporte e sobrepeso
 podem ocasionar o problema
Doença degenerativa que atinge a parte anterior do osso do calcanhar costuma se manifestar em mulheres entre 40 e 50 anos
 
Considerado um problema ósseo, o esporão calcâneo é uma doença degenerativa que atinge a parte anterior do osso do calcanhar. Existem dois tipos de esporão: o inferior, que compromete a fáscia plantar e o posterior, da bolsa retrocalcânea, localizada na parte inferior dos pés.
 
— O osso do calcâneo é o maior de toda a estrutura óssea do pé e suporta todo o peso do corpo, podendo sofrer impactos constantes e intensos. O esforço excessivo nessas regiões pode causar inflamações e fissuras. Tendão de Aquiles e pés com curvaturas incorretas podem causar o problema — esclarece o ortopedista Laércio Ricco.
 
O esporão calcâneo tem como principais vítimas mulheres na faixa etária de 40 a 50 anos, que passam muitas horas de pé ou praticantes de corridas e caminhadas. Apesar de atingir mais as mulheres, homens também podem sofrer com esse problema.
 
— A anatomia do pé é composta por estruturas de musculo (elásticas) e a fáscias (rígidas). Essa combinação proporciona o impulso necessário quando o calcanhar se locomove do chão. A sobrecarga provoca inflamações. Com o tempo, o incômodo do pé pode passar para joelhos, pernas, quadris e coluna — explica o ortopedista.
 
A dor é o principal sintoma do esporão do calcâneo. Normalmente, ela é sentida de maneira pulsante na zona plantar do calcanhar. O incômodo normalmente surge ao colocar o sapato, após a prática de esportes. Nem todas as dores no calcanhar, no entanto, são sinais de esporão. Por isso é necessário realizar exames físicos ou radiografia para diagnosticar o problema.
 
De acordo com a gravidade do caso do paciente, o tratamento pode ser bem simples. Em alguns casos, é indicado o uso de palmilhas de silicone para o calcanhar. Além disso, os pacientes são orientados a fazer alongamento do tendão de Aquiles e da fáscia plantar. Na maioria dos casos, os problemas são resolvidos simplesmente com o uso desses recursos.
 
Em casos mais graves são sugeridos outras formas de tratamento, como o uso da tala noturna (Night Splint), que imobiliza o tornozelo e alonga a fáscia plantar, injeções de corticóide na região ou, em casos extremos, cirurgia.
 
Dicas de como evitar o esporão calcâneo:
 
- Evite ficar em pé por muitas horas
 
- Use sapatos e tênis fechados e protegidos
 
- Dê preferência para sapatos com amortecedores e salto de no mínimo 2,5 cm de altura
 
- Controle o excesso de peso
 
Fonte Zero Hora