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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Entenda o que é o colesterol

Entenda o que é o colesterol Guto Kuerten/Agencia RBS
Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS
Praticar exercícios físicos ajuda a evitar o alto colesterol,
altamente prejudicial a saúde
Especialista explica quando o colesterol passa a fazer mal e o que fazer para evitar que essa substância seja maléfica
 
Embora muitas pessoas achem o colesterol uma substância maléfica, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Chamado de gordura do sangue, ele é o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Nosso corpo usa esse colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Boa parte, cerca de 70%, é fabricada pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.
 
Para fazer bem, no entanto, os níveis do colesterol devem estar sempre controlados. A Dra. Suzete Motta, médica com formação em medicina esportiva, explica que, quando em excesso, o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose.
 
— O colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina, que é a dor no peito, e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral, o popular derrame — explica a médica.
 
A especialista Suzete Motta indica abaixo as 7 coisas que você precisa saber sobre o colesterol. Confira:
 
1. Existem dois tipos de colesterol
O HDL é chamado de “colesterol bom”, pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro das artérias e transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta o colesterol de células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. Ele é considerado ruim pela relação existente do alto índice de LDL com doenças cardíacas.
 
— No entanto, é preciso ficar atento ao nível do HDL também. Embora o bom colesterol forneça proteção contra a arteriosclerose, se o seu nível está baixo, o risco de doença cardiovascular aumenta — alerta a médica.
 
2. Substância vital para os seres humanos
O colesterol é usado para produzir os hormônios esteroides necessários para o desenvolvimento e o funcionamento normal do organismo. Entre eles estão: os hormônios sexuais estrógeno e progesterona nas mulheres e a testosterona nos homens; o cortisol, que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e a defender o corpo de infecções; e a aldosterona, importante para reter sal e água no organismo.
 
— O corpo ainda utiliza o colesterol para produzir uma quantidade significativa de vitamina D, responsável por ossos e dentes fortes, fabricada quando a pele é exposta à luz do sol — explica Suzete.
 
3. Vida saudável é melhor estratégia
Praticar exercícios físicos e evitar comer alimentos gordurosos ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também é uma atitude que ajuda a neste controle. A escolha dos alimentos, segundo Suzete, é essencial no controle das taxas de colesterol, mas nada se compara à capacidade das atividades físicas, praticadas regularmente, de elevar o HDL no sangue.
 
— Antes de apelar para remédios, a melhor estratégia para combater as altas taxas de colesterol continua sendo a velha e boa mudança no estilo de vida, que inclui uma dieta saudável e uma rotina repleta de exercícios físicos — garante.
 
4. Conheça fontes não saudáveis de gordura
Gema de ovo, bacon ou toucinho, carne de frango com pele, torresmo, manteiga, creme de leite e nata, frituras, salsicha, salame e linguiça e carnes de animais são os principais alimentos que contém uma significativa quantidade de colesterol. Mas também existem as gorduras boas, as gorduras insaturadas, que ajudam a diminuir o colesterol sanguíneo, mas por serem muito calóricas e engordar devem ser consumidas com cuidado. Estão presentes nos óleos vegetais (oliva, canola, soja, milho, girassol), nozes, avelãs, abacate e margarinas.
 
— A gordura poli-insaturada auxilia na redução do colesterol total e do LDL, o colesterol ruim. Porém, se consumida em grande quantidade poderá reduzir também o HDL, colesterol bom. A sua ingestão deve representar até 10% das calorias totais da dieta e os monoinsaturados até 20% — afirma a médica.
 
5. Fique de olho na sua taxa
O aumento no nível de colesterol no sangue não costuma ter sintomas. Em casos excepcionais, aparecem os chamados xantomas, que são sinais decorrentes do acúmulo do colesterol na pele. Quando o aumento do colesterol atinge níveis muito altos, pode haver um aumento no fígado, no baço e sintomas de pancreatite.
 
— Muitas vezes o primeiro sinal pode ser um problema cardíaco . A única forma de saber se o seu colesterol está alto é através de exame de sangue. Por isso, todos os adultos acima de 20 anos e qualquer pessoa com antecedentes familiares ou que já apresentou alguma manifestação de arteriosclerose devem fazer a dosagem — aconselha a médica.
 
6. Alguns fatores você não pode controlar
Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, quando o indivíduo possui genes que determinam essa alteração; a segunda é a alimentação, pois quem ingere alimentos gordurosos, com alto índice de colesterol, têm mais chances de sofrer com taxas altas, a última possível causa são doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins.
 
— Ainda existe o sexo, já que os homens têm maior risco de apresentar colesterol elevado que as mulheres, e a idade, porque o colesterol se eleva conforme ela avança. Nos homens isso ocorre a partir dos 45 anos e nas mulheres a partir dos 55 anos— adverte.
 
7. A doença é crônica
O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado. A Dra. Suzete Motta sugere que, para fazer uma dieta visando o controle do colesterol, o paciente prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, "cottage", queijos "light”, peixes, aves sem pele, carnes magras, inhame, macarrão, pães, bolachas de água e de água e sal, evitando sempre gordura em excesso.

Fonte Zero Hora

Excesso de atividades físicas pode prejudicar desempenho escolar, aponta estudo

Excesso de atividades físicas pode prejudicar desempenho escolar, aponta estudo Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Pesquisa acompanha 4,3 mil jovens pelotenses desde
que nasceram, em 1993, e o resultado foi publicado em
 revista científica americana
Mais de 16,7 horas de atividades físicas semanais seria prejudicial aos estudos
 
Divulgada ontem no norte-americano Journal of Adolescent Health, uma das publicações mais importantes de saúde mundial, a pesquisa com adolescentes nascidos em 1993 em Pelotas, no sul do Estado, alerta para o lado negativo do excesso de tempo destinado às práticas esportivas.
 
Segundo os pesquisadores do Centro de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), estudantes entre 11 e 15 anos que dedicaram mais de duas horas e meia por dia ao esporte tiveram índice maior de repetência escolar.
 
Em 2008, ao entrevistar mais de 4,3 mil jovens então com 15 anos, os cientistas depararam com uma estatística alarmante. Quase metade (47,5%) dos alunos já havia repetido de ano ou abandonado a escola ao menos uma vez entre os 11 e os 15 anos de idade. Destes, 64% que rodaram ou abandonaram a escola confirmaram praticar atividades físicas por mais de mil minutos por semana (equivalente a 16,7 horas semanais), considerado excessivo pela medicina esportiva.
 
A conclusão: adolescentes que exageram na atividade física têm 30% mais chances de ter um mau desempenho escolar. A explicação, segundo um dos coordenadores da pesquisa, Aírton Rombaldi, é simples: adolescentes que se dedicam excessivamente às práticas esportivas não têm tempo para estudar.
 
— Essa pesquisa tem que deixar claro que não é a atividade física que faz mal. Pelo contrário, temos várias pesquisas que comprovam que o exercício aumenta a capacidade cognitiva. O que prejudica o desempenho escolar, na verdade, é a falta de estudo. Em alguns casos, motivado por excesso de tempo destinado às atividades físicas — explica o pesquisador.
 
Para Pedro Curi Hallal, também pesquisador da Coorte — estudos que se baseiam na identificação de um grupo de indivíduos e no seu acompanhamento por um período de tempo —, a conclusão principal é que as atividades físicas devem ser praticadas com equilíbrio. Além disso, as conclusões do material deverão discutir a educação física escolar, que não entra como tempo destinado às práticas esportivas.
 
— Temos que reforçar a importância da participação das pessoas pesquisadas. É graças a elas que conseguimos os resultados e ajudamos a montar políticas para melhorar a situação — diz.
 
Para Charles Irwin, editor da publicação e pesquisador da Universidade da Califórnia, autoridades devem prestar atenção nos resultados e partir para as práticas de redução dos problemas:
— Os dados estão em mãos. É hora de trabalhar.
 
Além da pesquisa sobre desempenho escolar, a publicação traz outras análises do estudo de Coorte 1993, como a relação da atividade física com o desempenho respiratório, inclusive premiada na Sociedade Europeia Respiratória, e índices de auto-medicação (veja no quadro ao lado). Os números mostram, por exemplo, que as meninas pesquisadas utilizam remédio sem prescrição médica com 30% mais frequência do que os meninos.
 
Fonte Zero Hora

Teste cardiopulmonar garante segurança de atletas amadores e profissionais

Teste cardiopulmonar garante segurança de atletas amadores e profissionais Laura Schuch/Agência RBS
Foto: Laura Schuch / Agência RBS
O teste permite avaliar as condições cardiológicas e
ventilatórias do paciente ao mesmo tempo
Exame preventivo é fundamental para quem quer iniciar as atividades físicas
 
A prática de exercícios é fundamental para quem quer manter uma vida saudável. Entretanto, alguns cuidados são necessários para quem quer deixar o sedentarismo e mesmo para aquelas pessoas que já se exercitam regularmente.
 
A avaliação cardiológica é uma das mais importantes para evitar um esforço maior que seu organismo pode suportar e garantir a segurança e saúde de quem está se exercitando. De acordo com o preparador físico Marcio Soares, é fundamental que os atletas, amadores ou profissionais, sejam alertados e orientados sobre os benefícios que um exame de eletrocardiograma de esforço pode trazer.
 
— A ajuda e a avaliação de um profissional garantem a segurança e o ganho na prática das atividades físicas para a saúde. O ideal é que esses exames sejam feitos anualmente — afirma Soares.
 
Entre os exames importantes para conhecer o condicionamento físico dos atletas está o teste cardiopulmonar, mais completo que a ergonometria tradicional. De acordo com a cardiologista Gicela Rocha, ele é capaz de avaliar as condições cardiológicas e ventilatórias do paciente, permitindo uma análise mais adequada da intensidade e qualidade do exercício que será praticado.
 
— Na ergometria tradicional não temos a avaliação da parte ventilatória, então, a prescrição do exercício é feita por meio de estimativa do desempenho de cada pessoa. Com o teste cardiopulmorar conseguimos personalizar a prescrição dos exercícios e garantir que esta prática traga segurança e saúde ao atleta — avalia a médica.

Soares também reforça que o exame proporciona uma resposta fisiológica em repouso e durante o trabalho, tanto no submáximo como o máximo do esforço.
 
— O teste cardiopulmonar proporciona uma base para a programação de exercício físico e determina ou não a existência de doença cardíaca, acompanhado do diagnóstico médico — afirma o preparador.
 
Em vídeo, saiba como o teste cardiopulmonar é realizado e os seus benefícios para os atletas:



Fonte Zero Hora

Saúde reforça recomendação para facilitar acesso de pacientes ao Tamiflu

Brasília – O Ministério da Saúde reforçou  a recomendação aos estados e municípios para que facilitem o acesso ao remédio oseltamivir (conhecido pelo nome comercial Tamiflu).
 
A orientação é que a rede pública de saúde disponibilize o medicamento, usado para combater a gripe A (H1N1), a todos os pacientes com receita médica, independentemente se do serviço público ou privado.
 
A caixa do medicamento, com dez cápsulas, chega a custar quase R$ 200 em algumas farmácias. O Ministério da Saúde indica o uso do Tamiflu nas primeiras 48 horas após o início da gripe. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período, o Tamiflu continua sendo indicado.
 
De acordo com dados do Ministério da Saúde computados de 1º de janeiro até o dia 25 de junho deste ano, em todo o país, 339 pessoas morreram em consequência da gripe A.
 
Fonte Agência Brasil

Alerta! Anvisa determina recolhimento de lotes de medicamento

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da distribuição, do comércio, do uso, e o recolhimento de cinco lotes do medicamento Mylicon por problemas no sistema de gotejamento do frasco. A determinação está em resolução publicada na edição de ontem (4) do Diário Oficial da União.
 
Os lotes do Mylicon com problemas são o PNL045, PNL046, PNL111, PNL132 e PPL001, de embalagem com 75 miligramas. Esses medicamentos foram fabricados em novembro de 2011 e têm validade até novembro de 2013.
 
O Mylicon é indicado para o alívio dos sintomas do excesso de gases no trato digestivo.

Em comunicado recente, o fabricante do medicamento, o Laboratório Janssen-Cilag, recomendou que o produto não seja administrado diretamente na boca do paciente e informou que essa recomendação irá constar na nova versão da bula.

O fabricante disponibiliza o Serviço de Atendimento ao Consumidor pelo 0800-7011851 para tirar dúvidas.
 
Fonte Agência Brasil