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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ministério da Saúde e secretaria do Rio vão investigar morte de três transplantados

Rio de Janeiro – A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde vão investigar a morte de três pessoas que receberam órgãos de uma mesma doadora na cidade do Rio. Elas foram vítimas de uma bactéria resistente a antibióticos.
 
Os procedimentos, feitos por meio do Programa Estadual de Transplantes (PET), ocorreram em três hospitais diferentes no início de junho deste ano, depois que o fígado e dois rins foram retirados de uma doadora que morreu no Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade.
 
Os transplantados morreram dias depois das cirurgias vítimas da bactéria Klebsiella pneumoniae. Como os três pacientes morreram vítimas da mesma superbactéria, a suspeita recai sobre a doadora.
 
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, que opera o PET, os exames feitos na doadora antes e no dia da captação dos órgãos não detectaram a presença de qualquer bactéria. Por isso, considerou-se que o fígado e os rins estavam aptos para o transplante.
 
Apesar disso, uma avaliação do cirurgião que fez a retirada do órgão apontou a existência de pus na paciente, o que poderia indicar a existência de alguma infecção. A Secretaria de Saúde diz que, logo após descrever a existência do pus, o médico escreve um ponto de interrogação no laudo, o que mostra que ele poderia não ter certeza se havia ou não infecção.
 
Além disso, segundo a secretaria, o responsável pela retirada dos órgãos foi o próprio cirurgião encarregado de transplantar o fígado em um paciente do Hospital Adventista Silvestre. Por isso, ele sabia exatamente em que estado se encontrava o órgão no momento do transplante.
 
Já as equipes dos hospitais Federal de Bonsucesso e Universitário Clementino Fraga Filho, que receberam os rins, também tiveram acesso, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a todos os documentos referentes aos órgãos da doadora, inclusive o laudo do médico captador que descrevia a possibilidade da existência de pus.
 
A assessoria de imprensa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, negou que tenha recebido o laudo descrevendo o pus. O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Hospital Federal de Bonsucesso também não recebeu o laudo.
 
Já o Hospital Adventista Silvestre informou, por meio de nota, que os exames encaminhados junto com o fígado para o hospital atestavam que o órgão estava em “perfeitas condições, gerando excelentes perspectivas para a cirurgia e para o paciente indicado para recebê-lo”. A nota informa ainda que foram seguidos todos os protocolos previstos em padrões internacionais.
 
A Secretaria Estadual de Saúde está investigando o caso. Segundo o Ministério da Saúde, uma equipe do Sistema Nacional de Transplantes e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi enviada ao Rio de Janeiro e deve se reunir com representantes da Secretaria fluminense ainda na tarde de ontem (8).
 
Fonte Agência Brasil

Médicos que forem para regiões carentes vão receber auxílio-deslocamento

Brasília – Além de salário de R$ 10 mil, os médicos que forem atuar no interior do país e nas regiões metropolitanas vão receber auxílio para deslocamento, conforme prevê o Programa Mais Médicos, lançado ontem (8) pelo governo federal. A jornada de trabalho será 40 horas semanais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), sob a supervisão de instituições públicas de ensino.
 
Na Região Norte, os profissionais vão receber o auxílio deslocamento equivalente a R$ 30 mil. Os médicos que forem para a Região Nordeste receberão R$ 20 mil, e para as regiões metropolitanas, será R$ 10 mil. Tanto o salário quanto os auxílios serão pagos governo federal. O auxílio não é contínuo.
 
De acordo com o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, os últimos terão preferência dentro deste grupo. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é a abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os municípios ainda vão se inscrever no programa.
 
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faltam médicos no país e a população não pode esperar pelo maior quantidade de profissionais que irão ingressar no mercado com a ampliação dos cursos e residências. Padilha argumenta que há uma má distribuição dos médicos no país. Segundo ele, 700 municípios não têm profissionais; em cinco estados, há menos de um médico por mil habitantes; e em 22 estados, a média de médicos é inferior à taxa nacional, 1,8 profissionais por grupo de mil habitantes.
 
No lançamento do programa, a presidenta Dilma Rousseff disse que o objetivo do Mais Médicos não é trazer profissionais estrangeiros, e sim levar médicos às cidades com carência.
 
Quanto aos médicos estrangeiros, serão contratados os egressos de faculdades com tempo de formação equivalente ao das brasileiras, que tenham conhecimento da língua portuguesa e diploma registrado no país de origem. Esses profissionais vão passar por três semanas de avaliação e capacitação, com supervisão de instituições públicas de ensino.
 
O governo vai lançar três editais: um para atração de médicos, um para adesão dos municípios que desejam receber os profissionais e outro para instituições supervisoras. A quantidade de vagas será estabelecida após a adesão das cidades. Todas as prefeituras podem se inscrever, porém a prioridade é para 1.582 áreas prioritárias com alta vulnerabilidade social, carência de profissionais, população indígena e baixa renda.
 
Fonte Agência Brasil

Primeiros profissionais do Mais Médicos devem começar a atuar em setembro

Conforme o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os editais ficarão abertos em fluxo contínuo
 
Os primeiros profissionais do Programa Mais Médicos, lançado nesta segunda-feira pelo governo federal, devem começar a atuar nas regiões carentes a partir de setembro. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os editais ficarão abertos em fluxo contínuo:
 
— Cada mês vamos fechando a lista dos médicos que preencherão as vagas.
 
Nesta terça-feira, serão publicados os três editais do programa. Os médicos com diploma brasileiro poderão trabalhar fora do programa, desde que cumpram a carga horária de 40 horas semanais para o qual foram contratados. Os profissionais com diploma estrangeiro sem revalidação atuarão exclusivamente na unidade de saúde pública para onde for designado.
 
— O cumprimento da carga horária vai ser fortemente fiscalizado — garantiu Padilha.
 
Com a medida provisória que cria o Mais Médicos, o governo vai conceder registros temporários para o exercício da medicina por estrangeiros. As condições para a atuação dos estrangeiros é ser egresso de faculdade de medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, ter conhecimentos em língua portuguesa e ter autorização para livre exercício da medicina em seu país de origem.
 
Os profissionais estrangeiros só podem vir de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para cada mil habitantes. Inicialmente os contratos serão assinados com os profissionais e não com o governo de outros países. Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em atenção básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino.
 
Fonte Agência Brasil

Mulheres que trabalham à noite correm mais risco de desenvolver câncer de mama, aponta estudo

Mulheres que trabalham à noite correm mais risco de desenvolver câncer de mama, aponta estudo Denise M./Deposit Photos
O mecanismo não é claro, mas se especula que exista uma
modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo
natural do sono que pode levar ao crescimento celular desordenado
Modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo natural do sono pode ser fator determinante
 
Mulheres que tiveram trabalho noturno por mais de 30 anos têm mais risco de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo publicado online na revista Occupational and Environmental Medicine neste mês. Pesquisadores avaliaram 1134 mulheres com diagnóstico e compararam com outras 1179 sem câncer, mas com a mesma faixa etária, e identificaram o dobro do risco entre as mulheres que atuavam em turno à noite por mais de 30 anos.
 
O mecanismo não é claro, mas se especula que exista uma modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo natural do sono que pode levar ao crescimento celular desordenado, conforme um dos autores, professor Kristan Aronson, da Queen's Cancer Research Institute, em Ontario (Canada).
 
De acordo com o oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani, existem muitos fatores que são potenciais confundidores que devem ser considerados neste tipo de análise como, por exemplo, acesso à mamografia e quantidade de filhos, ambos fatores que podem interferir na estatística. O fato é que a supressão de melatonina tem sido descrita como envolvida no sistema imunológico que, por sua vez, tem sido cada vez mais identificada nos mecanimos de carcinogênese.
 
— É importe identificar o quanto modificações ambientais podem modificar o risco para a doença, mas classificar trabalhadoras noturnas como fator e risco para câncer de mama ainda é controverso no meio acadêmico — conclui Stefani.
 
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) esperam-se, para o Brasil, mais de 50 mil casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres do Sul (65 para cada 100 mil pessoas).
 
Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer da mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A sobrevida média após cinco anos na população de países desenvolvidos tem apresentado um discreto aumento, cerca de 85%. Nos países em desenvolvimento, a sobrevida fica em torno de 60%.
 
Fonte Zero Hora

Saiba como evitar as calorias e se aquecer com as bebidas quentes no inverno

Saiba como evitar as calorias e se aquecer com as bebidas quentes no inverno Fritz e Frida/Agencia RBS
Foto: Fritz e Frida / Agencia RBS
Nutricionista dá dica de como preparar um chocolate
quente menos calórico
Nutricionista dá dicas e receitas
 
Com a chegada das baixas temperaturas, algumas pessoas optam por uma bebida bem quentinha para combater o frio. No inverno há uma grande procura por alimentos mais calóricos, que ajudam a manter o corpo aquecido. Por outro lado, as opções com menos calorias são uma alternativa para evitar o ganho de peso.
 
A bebida mais famosa da estação é o chocolate quente, mas existem outras opções para se aquecer, como é o caso dos cafés, chás e até mesmo o quentão, feito de vinho quente. Segundo a nutricionista Leopoldina Takahashi, o quentão ou as bebidas alcoólicas aumentam num primeiro instante a temperatura do corpo, pois estimulam a circulação do sangue, mas, por serem vasodilatadores, o frio volta rapidamente.
 
— A função vasodilatadora faz com que haja perda do calor interior para que ocorra uma regulação de temperatura com o meio exterior — explica Leopoldina.
 
O café, por sua vez, tem cafeína, que conta com ação vasoconstritora.
 
— O consumo do café possibilita a redução da perda de calor para o meio exterior. Por isso, o ideal é utilizar leite desnatado e adoçar o mínimo possível para não deixar a bebida calórica — aconselha a nutricionista.
 
Quanto aos chocolates quentes, Leopoldina dá a dica para não deixar a bebida super calórica:
 
— Minha dica para preparar um chocolate quente é utilizar cacau em pó, pois além de ser rico em vitaminas e minerais, é uma ótima fonte antioxidante. Como no café, aqui também é melhor optar por leite desnatado e, para deixar a preparação ainda mais saborosa, acrescente especiarias como canela, cravo, noz-moscada e casca de laranja.
 
Outra opção para aquecer são os chás, bebidas menos calóricas que podem trazer inúmeros benefícios de acordo com a planta utilizada para o preparo.
 
— É importante lembrar que, para preparar chás de ervas, a água não pode ser servida, pois o chá deve ser preparado sobre infusão. Já os chás de especiarias devem ser fervidos junto com a água para acentuar o sabor — afirma a especialista.
 
Fonte Zero Hora