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sábado, 20 de julho de 2013

Dormir demais no final de semana pode fazer mal à saúde

Um padrão irregular de sono faz com que a pessoa sinta sono
 nos momentos em que deveria estar alerta, afirma especialista
Endocrinologistas alertam para o padrão irregular de sono, que pode levar a doenças como diabetes, síndrome da fadiga crônica e obesidade
 
Para muitos, a correria do dia a dia só permite desfrutar de algumas boas horas de sono por dia. Por causa disso, o final de semana é esperado ansiosamente justamente para colocar o sono em dia. No entanto, essa prática, mais conhecida por jet lag social, não é saudável, como revela a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
 
“Quando uma pessoa apresenta este padrão desorganizado de sono, ocorre um ‘desalinhamento’ no relógio biológico e o corpo passa a perder o ritmo. O sono passa a ocorrer em horas em que deveríamos estar alertas, como no trânsito, por exemplo e a fome aparece em horários diversos e sem relação com o fato de estar alimentado ou não”, explica Andressa.
 
“Existem alguns hormônios que precisam de alguns ciclos de um determinado número de horas para serem liberados – e de uma rotina”, explica a endocrinologista, que cita como exemplo o cortisol.
 
“É o hormônio do despertar, que prepara o organismo para a reação de lutar ou correr, típica do estresse. Ele é liberado meia hora antes do horário em que a pessoa acorda. Se a pessoa dorme até as 6h da manhã de segunda à sexta-feira, o hormônio será liberado às 5h30. Se ela, porém, dorme até às 10h no final de semana, o hormônio continuará sendo liberado às 5h30, porque ele está acostumado que a pessoa acorde às 6h”, explica, ressaltando que o cortisol cronicamente elevado aumenta os níveis de glicose do sangue, que leva ao risco de desenvolver diabetes, perda muscular e redução da imunidade.
 
Um estudo publicado no periódico Science Translational Medicine e apresentado no Encontro e Exposição Anual da Sociedade Americana de Endocrinologia revelou que essa prática pode ocasionar não só o diabetes, mas fadiga crônica e obesidade.
           
Por muitas vezes, porém, a vontade de dormir regularmente existe, mas, pela quantidade compromissos, ela é impossível de ser realizada. Para essas pessoas, Andressa recomenda que a pessoa tente dormir meia hora a mais durante a semana e, nos finais de semana, dormir meia hora a menos.
 
Para o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a qualidade do sono é muito importante.
 
“Não adianta dormir no metrô, no ônibus ou tirar algum cochilo rápido durante o dia. Isso ajuda para o cansaço imediato, mas não contribui para a questão metabólica. A fase profunda do sono, conhecida por R.E.M (Rapid Eye Movement), não é atingida em poucos minutos. Não importa muito a quantidade de horas, mas sim a qualidade do sono”, explica.
 
A endocrinologista Andressa acrescenta que o hormônio do crescimento é liberado no período noturno, de duas a três horas no início da noite. “Se a pessoa dorme picado, esse hormônio também não é liberado”, explica.
 
Os endocrinologistas ressaltam que quem dorme pouco tende a engordar. Andressa explica que quem desregula o relógio biológico acaba sentindo fome nos horários errados. “O organismo jamais liberaria o hormônio da fome no meio da noite, mas, quando os horários estão desregulados, às vezes sente fome de madrugada, quando não deveria sentir”, explica.
 
Síndrome da fadiga crônica
A síndrome da fadiga crônica pode ser causada por outros fatores, porém o sono está entre um deles.
 
“Muitas vezes a fadiga é confundida com depressão. A pessoa tem sonolência diurna, dorme no semáforo, tem sono assistindo à TV, sofre de dores musculares, articulares e cansaço”, explica Andressa, explicando que, com uma boa qualidade de sono é possível melhorar os sintomas.
 
“Não existe poupança de sono. Mas a gente sabe que boas noites de sono em sequência melhoram a sensação de fadiga”, explica. “Agora sabemos que um bom sono não se faz apenas com quantidade e qualidade. Ele se faz também com regularidade”.
 
Claro e escuro
Os hormônios dependem da luz e da ausência dela. “O corpo da gente precisa da divisão do claro e escuro, acordado e dormindo”, explica a endocrinologista.
 
A constância do sono é a questão mais importante. Para aqueles que são vespertinos, por exemplo, o organismo já está adaptado e se regula para atender às necessidades da pessoa. A endocrinologista Andressa recomenda, porém, que as pessoas que costumam dormir até mais tarde e só vão para a cama altas horas da madrugada simulem ambientes claros e escuros.
 
“Se a pessoa está num ambiente com luz clara, o organismo entende que isso é dia, mesmo que seja noite. E, pela manhã, para aqueles que são regulados para acordar mais tarde, é bom que o quarto seja totalmente escuro, assim o organismo entende que é noite, e a questão hormonal é compensada”, recomenda a especialista.
 
Para as pessoas que moram no hemisfério norte, e que o inverno é composto por muitas e muitas horas de escuridão, Andressa explica que o corpo vai se habituando lentamente, desde o verão, chegando ao inverno já regulado.
 
Dicas para um sono de qualidade
- Tente dormir ao menos meia hora a mais durante a semana e retire 30 minutos dos finais de semana
 
- Evite cafeína até três horas antes de dormir
 
- Evite chocolate, chá preto e alimentos de difícil digestão, gordurosos ou condimentados
 
- Durma num ambiente bem escuro, sem ruído e com temperatura agradável
 
Fonte iG 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Hospital Bandeirant​es adota Lean Healthcare em Centro Cirúrgico

Além dos quesitos de segurança, qualidade e melhoria contínua que são reconhecidos pelo programa de Organização Nacional de Acreditação (ONA), nível excelência, o Hospital Bandeirantes, do Grupo Saúde Bandeirantes, trouxe também a metodologia Lean Healthcare – na qual a gestão é focada na redução de excessos e desperdícios - como aliado à eficiência de seus processos.
 
Dividido em 12 tópicos, os projetos visam otimização, agilidade e resolutividade nos principais fluxos do hospital: Agendamento Cirúrgico, Recepção e Gerenciamento de Leitos, Admissão e Assistência ao Paciente na Unidade de Internação, Centro Cirúrgico e Recuperação Pós-Anestésica (RPA), Alta Hospitalar, Transporte de Pacientes, Suprimentos, Materiais Especiais (OPME), Informação de Prontuário, Gestão Visual, Manutenção Produtiva Total e Farmácia. No último dia 26, o hospital realizou a primeira cirurgia no modelo Lean “Centro Cirúrgico”. Seguindo a metodologia, duas ações foram implantadas: a disposição de um armário de medicamentos e materiais na própria sala cirúrgica e a demarcação dos equipamentos no sítio cirúrgico.
 
A eficiência do armário como “gôndola de supermercado” e a disposição da sala foram avaliados durante uma colecistectomia videolaparoscópica (retirada da vesícula) realizada pela equipe do Dr. Dário José Del Carlo Romani. “Foi importante fazer parte deste projeto e perceber como a rotina cirúrgica ficou mais dinâmica. O armário contribuiu para a rotina da circulante de sala, que não precisa sair durante o procedimento para retirar os itens na farmácia”, destaca o cirurgião geral.
 
Para a enfermeira Renata Ariano, Coordenadora do projeto no Centro Cirúrgico, os resultados foram muito positivos. “Com a nova metodologia, o tempo cirúrgico, a limpeza e o preparo da sala se tornaram mais eficientes.
 
O armário possibilita que os itens fiquem à disposição e quando escolhidos, são computados antes de sua utilização, por meio da leitura do código de barras e, automaticamente, lançados na conta do paciente”, explica.
 
A Consultora de Projetos do Grupo Saúde Bandeirantes, que está implementando a metodologia Lean no hospital, Eliana Oliveira, completa dizendo que a busca pela excelência é contínua e que este é apenas o começo da transformação do Hospital Bandeirantes em uma organização de referência em Lean. “Nosso compromisso é oferecer estrutura diferenciada aos nossos médicos. A otimização do mapa cirúrgico é fundamental neste processo”, reforça.
 
Divulgação: Rojas Comunicação
(11) 3675-4940 / 3873-6261

Enxaqueca: saiba o que fazer durante uma crise

Saiba o que fazer em uma crise de enxaquecaTer o medicamento em mãos e preferir ambientes escuros ajuda a sair do problema
 
Caracterizada como uma dor de cabeça recorrente, que pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade aos sons e à luz forte, a enxaqueca afeta cerca de 20% das mulheres e de 5 a 10% da população masculina, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia.
 
Entre os mais de 200 tipos de cefaleia, a enxaqueca é a mais rica em sintomas - por isso cabe ao médico fazer o diagnóstico adequado.
 
Pelo fato de existir tantos tipos de dor de cabeça, muitas vezes a enxaqueca pode não ser encarada com a relevância que deveria e não procura o tratamento adequado.
 
No entanto, é de extrema importância que a doença seja acompanhada por um profissional e tomar alguns cuidados durante as crises, para não agravar a dor.
 
Confira as dicas dos especialistas e veja o que fazer durante um episódio de enxaqueca: 
 
mulher tomando remédio - Foto Getty ImagesTenha o medicamento sempre à mão
Os pacientes com enxaquecas frequentes e crise de dor forte devem sempre andar com seus medicamentos. "Isso porque algum tempo após a dor de cabeça se iniciar ocorre um processo de sensibilização central, que mantém a dor e a torna mais rebelde aos analgésicos, diminuindo sua eficácia", diz o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ou seja, quanto mais tempo você esperar para tratar a crise de enxaqueca, mais resistente a dor estará à medicação. Além disso, é importante que o remédio tenha sido prescrito pelo seu médico, pois cada tipo de enxaqueca e cada pessoa melhora com um tipo de analgésico. "Dessa forma, o paciente evita o abuso de analgésicos simples, que podem não ser suficientes para a sua enxaqueca e até mesmo torná-la crônica", completa a neurologista Valéria Bahia, do Hospital Samaritano de São Paulo.  
 
homem com dor de cabeça - Foto Getty ImagesPreveja uma crise
 Quando o paciente apresenta sintomas visuais ou sensitivos antes da dor ele tem a chamada enxaqueca com aura. Essas sensações podem durar de poucos minutos até uma hora, seguidos de dor de cabeça muito forte. "Entre os sinais mais comuns de enxaqueca com aura estão pontos brilhantes ou manchas escuras em forma de mosaico na visão e dormências ou formigamentos em apenas um lado do corpo", diz a neurologista Celia Roesler, da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Mas, de acordo com a especialista, mesmo as enxaquecas sem aura podem ser premeditadas, pois o paciente pode ficar inquieto, sonolento, irritado ou eufórico, com desejo de comer comidas específicas, principalmente doces. "Alguns pacientes apresentam sintomas até um dia antes da crise como bocejos e aumento de apetite", ressalta o neurologista Antonio. Nesses casos, você já pode se preparar melhor para a crise, cancelando compromissos e até mesmo iniciando o uso da medicação.  
 
mulher deitada com uma compressa na cabeça - Foto Getty ImagesEntenda o que desencadeia sua enxaqueca
Antes de sair seguindo os conselhos de parentes ou amigos que também sofrem de enxaqueca, saiba que os gatilhos para uma crise são diferentes em cada pessoa, bem como os fatores que ajudam a amenizar os sintomas. "Os desencadeantes de uma crise podem ser alimentos, estresse, alterações do sono, jejum, estado climático, alterações hormonais e muitos outros", alerta o neurologista Antonio. Inclusive, algumas pessoas não possuem qualquer desencadeante específico. Por isso, o que melhora a crise para uma pessoa pode não ajudar em outra, cabendo a cada um prestar atenção em seus próprios agentes desencadeantes e o que pode ser feito para evitar ou amenizar a dor quando ela vier. Alguns dos tratamentos não medicamentosos mais comuns incluem compressas quentes ou frias, massagens, terapia de biofeedback, homeopatia e acupuntura.  
 
homem enjoado no banheiro - Foto Getty ImagesTrate os sintomas separadamente
De todos os tipos de dores de cabeça, a enxaqueca é a mais rica de sintomas. Náuseas, vômitos, diarreia, sensibilidade à luz, cheiros, barulhos e movimentos, irritabilidade, sonolência e depressão são apenas alguns dos incômodos que podem acompanhar uma crise. "Como o analgésico trata apenas a dor da enxaqueca, o paciente que tiver esses outros sintomas muito acentuadamente deve tratá-los de forma tópica", explica a neurologista Celia. Esse cuidado é redobrado com aqueles que sofrem com vômitos, pois ele pode perder os analgésicos, precisando ir ao pronto socorro para receber drogas injetáveis. "Quando o paciente relata vômitos intensos é conveniente medicá-lo com um antiemético conjuntamente com os medicamentos analgésicos - e alguns antieméticos parecem ter até um efeito sobre a dor", completa o neurologista Antonio.  
 
homem com dor de cabeça - Foto Getty ImagesDescanse em um local escuro e silencioso
Durante uma crise o paciente não suporta ambientes barulhentos e com muita luz, podendo esses fatores serem até mesmo desencadeantes do quadro." A pessoa com enxaqueca possui anomalias neuroquímicas que tornam o seu cérebro mais ?irritável? do que os outros, respondendo de forma exagerada a estímulos como luz e barulho", explica o neurologista Antonio. Assim, durante uma crise, o ideal é se sentar o deitar ? o que for mais confortável - em um local com pouca luz e sem barulhos, evitando ao máximo conversas e atividades que o tirem do repouso. "Aqueles que possuem enxaquecas mais fracas podem melhorar completamente com o repouso, dispensando o uso de analgésicos", diz a neurologista Valéria.  
 
mulher comendo salada - Foto Getty ImagesFaça refeições leves e hidrate-se
Ainda que o desencadeante da sua crise não seja a alimentação, uma dieta leve rica em líquidos no momento da crise pode ser muito útil. Nos casos em que não há vômito, o jejum prolongado pode inclusive agravar a enxaqueca. Beba muito líquido para se manter hidratado, tanto água quanto soluções hidratantes disponíveis no mercado. "Porém, se o paciente estiver vomitando, o melhor é não ingerir alimentos sólidos e, em casos graves, procurar um pronto atendimento para receber medicações injetáveis mais potentes", explica a neurologista Celia. 
 
homem com dor de cabeça - Foto Getty ImagesSe prepare nos dias de estresse
"Apesar de existirem vários fatores desencadeantes de uma enxaqueca, o gatilho mais importante é, sem dúvida, o estresse emocional", afirma Celia Roesler. Situações como muitas horas no trânsito, cobranças no trabalho, excesso de horas trabalhadas e discussões familiares contribuem para que o cérebro do paciente produza mais noradrenalina, uma substância vasoconstritora que agravará ainda mais a dor de cabeça. Como é impossível fugir completamente do estresse e nem sempre é fácil evitá-lo, é importante que o paciente já esteja preparado para uma crise em dias que ele sabe que serão mais difíceis. Manter as medicações à mão, já fazer uma dieta mais leve e considerar sair mais cedo do trabalho, quando possível, são algumas alternativas.
 
Fonte Minha Vida

Oito hábitos que evitam enjoos na gravidez

Oito hábitos que evitam enjoos na gravidezComer de três em três horas e praticar exercícios pode evitar náuseas
 
O período gestacional é um momento de muita expectativa, mas nem sempre tão glamoroso quanto esperado.
 
Mal estar, indisposição e cansaço são apenas alguns dos sintomas típicos dessa fase. Além desses, outro bastante comum é a náusea que geralmente ocorre entre a quinta e a 18ª semana da gravidez, explica a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, membro da Sociedade Paulista de Ginecologia Obstetrícia.
 
"Quase todas as mulheres sentem enjoo durante a gestação, mas a gravidade do sintoma varia de uma para outra", afirma.
 
As causas também são variadas e vão desde fatores psicológicos, passando por alterações hormonais até a motilidade gástrica anormal, quando o estômago não trabalha de maneira adequada retardando seu esvaziamento.
 
Confira abaixo os principais hábitos que podem evitar enjoos durante a gestação:
 
Comer de três em três horas - Foto Getty ImagesComa de três em três horas
Cultivar o hábito de comer de três em três horas não é apenas saudável pelo fato de acostumar o organismo a receber alimentos em horários pré-estabelecidos, mas também evita exageros nas principais refeições. Assim, quanto menos comida precisamos digerir, mais rápido é o processo de esvaziamento do estômago, explica o ginecologista obstetra Domingos Mantelli, especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas. "Quando a comida fica retida por muito tempo no estômago, maior a chance de a gestante ter refluxo, gastrite e náusea", complementa.
 
Repouso - Foto Getty ImagesFaça repousos
"Levando em conta fatores psicológicos que podem desencadear enjoos, como estresse e ansiedade, a melhor maneira de evitar o problema é fazendo repousos periódicos", aponta Bárbara Murayama. Além disso, quando estamos em repouso, nosso corpo consegue direcionar o fluxo sanguíneo para funções específicas do corpo, como a digestão, acelerando o processo.
 
Exercícios - Foto Getty ImagesPratique exercícios
Atividades leves, como a caminhada, favorecem a digestão, proporcionam a sensação de bem-estar e aliviam o estresse emocional. "Quando fazemos uma atividade prazerosa, nosso corpo libera endorfinas, substâncias que melhoram nossa disposição física e mental e até aliviam dores", afirma Domingos.
 
Motorista - Foto Getty ImagesSeja a motorista
A recomendação de dirigir ao invés de ser o passageiro em passeios de carro é dada não apenas a gestantes, mas a todas as pessoas que costumam sentir enjoo quando estão em movimento. Afinal, quem controla o veículo não é pego de surpresa em curvas, desvios e brecadas, o que poderia causar mal estar. Entretanto, como alerta a ginecologista Bárbara Murayama, o estado geral de saúde da gestante deve ser avaliado. Se a gravidez for caracterizada por desmaios frequentes, por exemplo, ela deve ser impedida de dirigir, pois pode causar acidentes.
 
Movimentos bruscos - Foto Getty ImagesEvite movimentos bruscos
Quando estamos em repouso, deitados ou sentados, nosso sangue alcança uma distribuição uniforme pelo corpo. Por isso, quando realizamos movimentos bruscos, como levantar rapidamente, há uma queda repentina da pressão arterial, o que pode causar mal estar, enjoo e até desmaio. "Tais reações são mecanismos de defesa do corpo, pois nos impedem de prosseguir uma atividade até que o fluxo sanguíneo seja restabelecido", esclarece Domingos.
 
Líquido - Foto Getty ImagesEvite líquidos durante as refeições
"A dieta para quem quer evitar enjoos e vômitos deve ser seca e fracionada", aponta Bárbara. Assim, ela recomenda que molhos, caldos e condimentos sejam evitados nesta fase. Além disso, levando em conta a teoria de que o estômago da gestante leva mais tempo para esvaziar, ao ingerirmos líquido durante as refeições, criamos um bolo alimentar ainda maior, dificultando a digestão.
 
Café - Foto Getty ImagesDiminua a ingestão de café
Segundo o ginecologista Domingos Mantelli, todo alimento de gosto ou odor acentuado pode piorar enjoos e náuseas, portanto, o consumo de café deve ser diminuído ou cortado da dieta. Fique atento ainda ao fato de o excesso de café é um estimulante, aumentando, assim, a frequência cardíaca da mãe e do bebê.
 
Odores - Foto Getty ImagesAfaste-se de odores fortes
Algumas gestantes têm seus enjoos desencadeados por odores fortes e variados. Por isso, assim que o cheiro responsável pela náusea for identificado aconselha-se ficar longe dele e evitar consumir o alimento até o momento em que ele não incomodar mais.
 
Fonte Minha Vida

Depilação íntima: cuidados evitam dor, queimaduras e pelos encravados

Hidratação - Getty Images
 Independentemente do método utilizado, hidrate
sempre a pele do corpo todo, em especial a
área que será depilada
Preparação da pele e tipo de cera garantem pele lisinha sem machucados e irritações
 
Você já fez depilação íntima com cera alguma vez? O método pode ser bastante doloroso, mas a maioria das mulheres aprova os resultados. Tanto que a chamada brazilian wax (em português, depilação brasileira) já ultrapassou as fronteiras do país e virou febre internacional. Esse tipo de depilação é caracterizada pela remoção quase que total dos pelos da região íntima feminina, sendo preservado apenas um fino filete de pelos na região frontal, mas há quem prefira a remoção total. São removidos os pelos localizados nos grandes lábios, na parte externa e interna.

A dermatologista Angélica Pimenta, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que a pele da região íntima é mais delicada em comparação com as demais partes do corpo e, por isso, os cuidados vão além daqueles que você tem quando remove os pelos de outras regiões, como a perna, por exemplo.
 
Portanto, quem abre mão de realizar a depilação íntima com uma profissional para tentar o método em casa precisa de muita atenção para não se machucar.

 Seja sua opção fazer a depilação íntima caseira ou no centro de estética, siga os dez cuidados que listamos a seguir, minimize os riscos e otimize os resultados.
 
Cólicas - foto: Getty ImagesEscolha o melhor período do mês
O ideal é evitar realizar a depilação próxima ao período menstrual, pois a sensibilidade à dor fica mais intensa nessa época. "A fase da menstruação potencializa a dor devido à liberação de uma substância inflamatória chamada prostaglandina", explica Angélica Pimenta. Além disso, as mulheres tendem a reter líquidos nesse período, e como o inchaço comprime as terminações nervosas, a sensibilidade à dor aumenta.
 
Esfoliante - foto: Getty ImagesEsfolie dias antes
Para garantir a pele lisinha e sem pelos encravados em qualquer método de depilação, a pele deve estar sempre bem tratada.
 
"O ideal é, de dois a três dias antes da depilação, massagear delicadamente a pele da região íntima com um esfoliante suave", recomenda a dermatologista Angélica Pimenta. Assim, os pelos obstruídos desencravam e a remoção fica mais fácil.
 
Hidratação - Getty ImagesHidrate sempre
O ritual da depilação começa bem antes da retirada dos pelos. Independentemente do método utilizado, hidrate sempre a pele do corpo todo, em especial a área que será depilada.
 
Os cuidados com a pele antes garantem a eficácia da depilação e evitam o surgimento dos pelos encravados.
 
Banho - foto: Getty ImagesTome um banho com o melhor sabonete
Durante o banho, optar por um sabonete íntimo pode garantir maior limpeza da área.
 
"Além de promover a higienização da região íntima feminina, os sabonetes íntimos possuem em suas fórmulas substâncias que diminuem a irritação causada pelo uso de cera e lâminas para remoção dos pelos", explica Angélica Pimenta.
 
Cera de depilação - foto: Getty ImagesEscolha o tipo de cera
"As vantagens da cera quente estão na dilatação dos poros causada pelo calor, permitindo a saída mais fácil dos pelos, e na aderência maior, mesmo a pelos mais curtos", explica a dermatologista Angélica Pimenta. "Já a cera fria oferece o diferencial de ser, obrigatoriamente, descartável, evitando a proliferação de bactérias e outros micro-organismos que podem surgir em consequência do reaproveitamento da cera". Independente do tipo escolhido, certifique-se de que a cera utilizada é descartável.

Para aliviar a dor: "existe uma substância conhecida como óleo de cravo - ou eugenol - que vem sendo cada vez mais introduzido nas ceras de depilação tradicionais por aliviar a sensação de dor dos puxões", explica Angélica Pimenta. O eugenol atua como antisséptico e anestésico. As ceras depilatórias com uma mistura dos anestésicos lidocaína e prilocaína garantem que a dor da técnica diminua até 70%, além de conter anti-inflamatório e hidratante.

Para evitar irritações: para garantir que não vá causar nenhum tipo de irritação na pele é importante que a pessoa que for usá-la faça um teste de alergia antes de dar início ao procedimento.
 
Pomada anestésica - foto: Getty ImagesPrecaução ao usar anestésicos locais
Antes da depilação com cera podem ser usados cremes anestésicos, mas lembre-se de passar em pequenas áreas, já que o medicamento em grandes quantidades pode ser absorvido pelo organismo e provocar efeitos colaterais, como tontura e hipotensão. "Além disso, o creme anestésico tem um pH diferente da região íntima e pode causar dermatites, coceiras e irritações", explica o dermatologista Claudio Mutti. Use sempre com cuidado: "deixe na pele por no máximo 30 minutos e não use sozinho, já que a sensação de dor pode ser alterada e você pode se ferir sem perceber".

A lidocaína é o analgésico tópico mais usado, não é necessária receita médica para comprá-lo, porém o ideal é sempre pedir orientação a um dermatologista.
 
Depilação - foto: Getty ImagesSe for fazer em casa
Os especialistas são unânimes: é preferível sempre submeter-se à depilação íntima com profissionais especializados. "A falta de experiência pode fazer com que as tentativas caseiras resultem em queimaduras na pele", conta a dermatologista Angélica Pimenta. Mas se você for se arriscar a fazer sozinha, tome os seguintes cuidados:

- Se for usar cera quente, teste a temperatura da cera antes de aplica-la na pele;

- O ideal é pedir ajuda de outra pessoa. "Esta se trata de uma área de dobra em que a pessoa não tem acesso visual completo", explica Claudio Mutti. Lembrando que é fundamental ter agilidade na puxada para remover os pelos, do contrário o resultado pode ser uma grande quantidade de cera grudada ou ainda feridas na pele em decorrência do excesso de puxadas:

- Sempre aplique a cera no sentido do crescimento dos pelos e puxe a cera no sentido contrário.
 
Depilação em casa - foto: Getty ImagesQuanto remover?
A dermatologista Angélica Pimenta explica que os pelos genitais oferecem maior proteção à mulher, funcionando como uma barreira para entrada de impurezas na vagina, o que pode ajudar na proteção contra infecções. A remoção completa de pelos na região frontal torna essa área mais suscetível a irritações, coceira e pelo encravado. Entretanto, quando há pelos em excesso, resíduos se acumulam e a higiene não é completa, o que ajuda na proliferação de micro-organismos. Portanto, os pelos podem ser retirados parcialmente se o procedimento for realizado de forma correta e segura, deixando o suficiente para proteger a vagina.
 
Kit depilação - foto: Getty ImagesPara aplicar depois
"Após o procedimento, o ideal é aplicar produtos que acalmem a pele - à base de alatopina, alantoína, bisabolol ou aloe vera -, além de evitar exposição ao sol em seguida, para não provocar manchas", explica Angélica Pimenta.
 
"A esfoliação semanal também está indicada para afinar a camada de queratina e ajudar a saída do pelo".
 
Roupas leves - foto: Getty ImagesPrefira roupas leves
Vale ressaltar que a depilação íntima pode provocar traumas na região por conta do contato e atrito direto da pele com a roupa, absorvente e até desodorante íntimo.
 
Evite roupas apertadas e opte por tecidos naturais, como o algodão.
 
Fonte Minha Vida