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sábado, 27 de julho de 2013

Mais Médicos: 45% dos inscritos têm registros inválidos em CRMs

Dado pode estar relacionado à suspeita de sabotagem ao programa, organizada por médicos nas redes sociais
 
Das 18.450 inscrições registradas pelo Programa Mais Médicos, 8.307 apresentaram números inválidos de registros em conselhos regionais de medicina, o equivalente a mais de 45% do total.
 
Perguntado se o dado está relacionado à suspeita de sabotagem ao programa, organizada por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que entre as inconsistências pode haver casos de erros de digitação e inscrição de profissionais recém-formados, que ainda não têm o registro atualizado nos conselhos regionais de Medicina (CRMs) e podem corrigir os dados até domingo (28).
          
Os médicos brasileiros tem até a meia-noite de domingo (28) para finalizar o cadastro, corrigir dados e concluir a entrega dos documentos. Os estrangeiros terão até 8 de agosto para entregar os documentos.
 
"O Ministério da Saúde criou filtros para impedir que uma pessoa que não queira atender a população na perifeira e municípios do interior possa atrasar a chegada de médicos para essa população. Esse filtro identificou que tem 8 mil CRMs inconsistentes, e eles têm até o dia 28 para corrigir e confirmar os dados. Têm médicos que o CRM foi emitido esta semana. Esse filtro é para proteger o médico que quer ir trabalhar na periferia das grandes cidades e no interior, para que não tenha a vaga ocupada por outro que não queira de fato trabalhar nessa região, e sobretudo proteger a população que está esperando esse médico o mais rápido possível", disse Padilha.
 
"Temos que esperar até domingo para ver que médicos realmente têm interesse em atender. Temos que ver também outros vínculos dos profissionais com hospitais e ver quais realmente querem atender nas periferias e interior do país", acrescentou.

Suspeita de Sabotagem
Após receber denúncias de que grupos estariam se mobilizando nas redes sociais para inviabilizar o programa, o ministro pediu que a Polícia Federal (PF) acompanhasse o processo de inscrições. O ministério também alterou regras do programa e passou a exigir que os candidatos apresentem documento em que declarem que vão deixar vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no Mais Médicos. A declaração deve ser apresentada no ato da inscrição.
 
Dos inscritos, há 1.270 que são médicos residentes que terão de formalizar o desligamento de programas de especialização para homologar a participação no Mais Médicos.
 
"A PF vai acompanhar todo o processo, a finalização da inscrição, a finalização da escolha de municípios para ter evidências do que de fato está acontecendo ou não", informou o ministro.
 
Fonte iG

SP deve voltar a ter protestos de policiais e médicos na semana que vem

Foto: Paula Pacheco/iG
Em São Paulo, o protesto dos médicos aconteceu na avenida
Paulista e reuniu 5 mil pessoas, de acordo com a PM
Enquanto no Rio de Janeiro as manifestações não cessaram, na capital paulista as últimas semanas foram de relativa tranquilidade no que diz respeito aos protestos. No entanto, para a semana que vem já há pelo menos dois atos programados
 
Na segunda-feira (29), a Polícia Civil de São Paulo promete deflagrar a Operação Blecaute, que prevê a interrupção das atividades por duas horas, das 10h às 12h. De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADESP), o ato visa protestar "contra as péssimas condições de trabalho impostas pelo governo".

Médicos              
Na próxima quarta-feira (31) será a vez de médicos, estudantes e residentes do Estado de São Paulo realizarem um protesto. A categoria, organizada por meio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, é contra o programa Mais Médicos, criado pelo governo federal no início do mês, por meio da Medida Provisória 621.

A expectativa é de que os manifestantes se reúnam, a partir das 16h, no estacionamento da sede da Associação Paulista de Medicina, no centro da capital, e façam passeatas pelas avenidas Brigadeiro Luiz Antônio e Paulista até a sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, na rua da Consolação.
 
Fonte iG

sexta-feira, 26 de julho de 2013

10 minutos para dormir bem

Técnica promete garantir sono profundo
Estudo norte-americano preconiza relaxamento e respiração profunda para cair no sono
 
Um novo estudo sugere que uma técnica simples, de apenas 10 minutos, pode reduzir a tensão e tornar mais fácil o momento de dormir.            
 
A abordagem, projetada para ser feita pouco antes de ir para a cama, envolve técnicas de relaxamento. Os pesquisadores recomendam manter o foco em um lugar sereno e convidativo – por exemplo, ondas de uma praia ou de um lago tranquilo, rodeado por árvores altas - e respiração lenta e profunda. Tudo isso por, no mínimo, 10 minutos antes de deitar.
 
"A técnica baseia-se em um estudo prévio, que mostra quanto o estresse afeta negativamente o sono", disse Arn Eliasson, consultor de pesquisa do Projeto Saúde Integrativa Cardíaca, do Walter Reed Militar Nacional Medical Center, dos Estados Unidos. 
 
O estudo, apresentado em outubro, durante a reunião anual do American College of Chest Physicians, em Atlanta (EUA), sugere que a técnica reduz o tempo para cair no sono, além de melhorar a qualidade do descanso e reduzir a fadiga.            
                          
A pesquisa mostrou que o déficit de sono está associado a risco aumentado de diabetes, doença cardiovascular , depressão , acidentes rodoviários e outros problemas. De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa de Distúrbios do Sono, dos EUA, de 30% a 40% dos adultos têm algum sintoma de insônia - a incapacidade de adormecer ou continuar dormindo - e cerca de 10% a 15% dos adultos têm insônia crônica.
 
Insônia
A pesquisa envolveu 135 homens e 199 mulheres com idade média de 56 anos. Todos os participantes tinham servido o exército ou eram dependentes de militares. Uma minoria tinha transtorno pós-traumático, um grave transtorno de ansiedade que pode se desenvolver após exposição a evento que resulte em trauma psicológico.
 
Os participantes completaram um questionário de 14 itens. Entre outras questões, eles responderam quanto tempo levavam para cair no sono, a freqüência de distúrbios do sono, qual o uso de medicamentos para dormir e quantas vezes ao longo do mês o cansaço afetou as atividades durante o dia.
Na sequência, os participantes seguiram o programa chamado "Tensão Tamer", que incluiu um workshop de 30 minutos iniciais seguidos de uma série de quatro visitas de 30 minutos com um especialista em gestão de estresse para praticar a técnica.            
           
O estudo mostrou que 65% dos participantes melhoraram a percepção do estresse, mas 34% pioraram seus níveis de estresse. Aqueles que reduziram o estresse mostraram diferenças significativas na qualidade do sono, com menor tempo para adormecer e diminuição da fadiga.
            
Críticas
No entanto, um especialista em sono pediu cautela na interpretação do estudo. "Esta não é uma técnica nova. Tem um nome luxuoso, Tensão Tamer, mas a redução do estresse sempre foi importante para ajudar as pessoas a dormir," disse Aparajitha Verma, diretor médico do Hospital Disorders, em Houston (EUA).
 
Para Verma, a redução do estresse vai ajudar de qualquer maneira, mas é imprescindível saber por que as pessoas estão tendo dificuldade para dormir.
 
"Minha filosofia é que, a não ser que você chegue ao fundo da causa, você não será eficaz. Há sempre uma razão para que a insônia: pode ser depressão, transtornos de humor, problemas digestivos, dores, medicamentos e outros fatores", Verma explicou. "Às vezes, você tem que ser um detetive para encontrar a fonte do problema."
 
Embora a redução do estresse seja útil, a técnica não deve ir longe. "Isso vai ajudar a dormir, mas não vai garantir boa qualidade do sono, ou resolver um problema na apneia do sono, por exemplo."
 
Verma recomenda que as pessoas se comprometam a ter um tempo antes de deitar para relaxar e se desligar das questões e estímulos do dia. "Você precisa fazer do ato de dormir uma prioridade", aconselhou.
 
Fonte iG

Como lidar com a fissura do cigarro

Cigarro: parar de fumar exige vontade e disciplina
Identifique os gatilhos que levam ao fumo, jogue fora maços de cigarro e cinzeiros e consulte um médico são alguns dos conselhos
 
"Vontade é uma coisa que dá e passa.” A frase, utilizada desde os tempos da vovó, pode ser um alento para quem está tentando parar de fumar. Resistir ao ímpeto de levar um cigarro à boca, no entanto, não é tarefa fácil. “A pessoa precisa saber o que vai enfrentar: as crises de abstinência. Vai ter desejo, perder concentração, ficar mais irritada, pode acontecer de engordar. Mas é importante entender que essa fase passa e que a primeira semana é a mais difícil. Mas essa vontade vai diminuindo”, afirma Ciro Kirchenchtejn, pneumologista coordenador do centro de tratamentos para dependentes da nicotina HelpFumo.

Em geral, afirmam os especialistas, a abstinência dura 40 dias. A intensidade e frequências dos sintomas vão depender do grau de dependência da nicotina de cada individuo. Para avaliar o paciente, os médicos aplicam um questionário com perguntas simples como qual a quantidade de cigarros consumidas por dia, se fuma logo nos primeiros minutos depois que acorda, se sente necessidade de fumar após a refeição e se tem dificuldades de ficar sem fumar mesmo quando está doente.
 
“Se o grau de dependência é grande, é muito difícil parar sozinho. Para isso existem os tratamentos, vale a pena procurar um profissional”, aconselha Jaqueline Ota, pneumologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
 
Com esse resultado em mãos, o especialista pode indicar ou não um tratamento medicamentoso ou um adesivo de nicotina, ou ainda um acompanhamento psicológico. De acordo com pesquisas norte-americanas, os índices de sucesso são maiores quando o paciente alia duas terapias. (link) Adesivos, gomas de mascar e outros suportes podem ajudar a evitar a fissura. “Quem usa medicação tem suporte maior para parar na primeira tentativa. Além disso, tem menos tendência a ganhar peso”, diz Ciro. “É preciso entender o fumante como alguém doente que precisa de remédios para conseguir largar do vício”, completa.

Além disso, o suporte psicológico e familiar é importante para saber vencer os momentos de crise. “A vontade vai existir, por isso é importante ter apoio. Se ninguém fuma em casa, se os amigos respeitam e não oferecem cigarro, se ninguém fuma no mesmo ambiente, fica menos difícil”, alerta Jaqueline Ota.
 
Além dessas dicas, os especialistas mostram o caminho para superar essa fase:
 
- se já tentou parar de fumar outras vezes, avalie atitudes positivas e negativas da época

- fique atento aos gatilhos que levam ao cigarro e tente eliminá-los provisoriamente. Para algumas pessoas, é o álcool, para outras a comida ou o cafezinho, fique alerta

- avise os amigos e familiares da sua decisão para que eles evitem fumar na sua frente

- quando sentir vontade de fumar, beba água. Para isso, ande sempre com uma garrafinha a seu lado

- se você tem vontade de fumar logo após as refeições, escove os dentes imediatamente após que comer. A vontade diminui

- jogue fora tudo o que remeta ao fumo como maços de cigarro e cinzeiros

- não compre maços de cigarro

- tenha palitos de cenoura à mão. Quando sentir vontade de levar um cigarro à boca, coma um deles

 - tenha chicletes na bolsa. Eles substituem o prazer oral do cigarro

- pratique atividades físicas, com o tempo elas reduzem a vontade de fumar

- se foram indicadas pelo seu médico, as pastilhas ou chicletes de nicotina são suas aliadas no combate ao fumo

- se tiver uma recaída, não abandone a decisão de parar de fumar. Encare como um lapso e volte ao início

Fonte iG

Parabenos, chumbo e formol: ingredientes de cosméticos podem fazer mal à saúde

Glosses e batons podem ter chumbo em suas fórmulas até uma
quantidade considerada segura. Para não ter problemas com
 cosméticos, cheque se o produto tem autorização da ANVISA
Saiba mais sobre os ingredientes tóxicos presentes nas fórmulas dos produtos de beleza do dia a dia e os cuidados que devem ser tomados para não correr riscos ao se embelezar
 
Do xampu ao hidratante, passando pelo esmalte e pelo rímel, muitos produtos que fazem parte de uma rotina de cuidados com a beleza apresentam em sua composição substâncias que podem fazer mal à saúde. Conservantes, como os parabenos, presentes em cosméticos variados, e o formaldeído, famoso pelos alisamentos de cabelos, são alguns dos mais comuns.
 
Os parabenos, segundo Neto, já foram ligados a casos de câncer, mas não há comprovação científica de que realmente sejam cancerígenos. “Eles aparecem em quase todos os cosméticos, pois evitam contaminação bacteriana”, afirma Leonardo Abrucio Neto, dermatologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
 
Raquel Toyota, dermatologista da Clínica Carla Albuquerque de Dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, complementa: “Alguns estudos apontaram os parabenos como potencialmente cancerígenos por apresentarem propriedades estrogênicas, comportando-se como hormônio feminino, mas existem controvérsias a esse respeito e ainda não há dados suficientes que comprovem que essas substâncias sejam realmente prejudiciais. O que é certo que os parabenos podem fazer é causar quadros de alergia”.
 
Para Neto, o primeiro cuidado que uma pessoa deve ter antes de comprar um produto é descobrir se tem a pele sensível a algum ingrediente específico – e o melhor profissional para investigar isso é um dermatologista. “Aí, caso tenha, o melhor é optar por produtos hipoalergênicos, que são formulados com menos substâncias, justamente para evitar reações alérgicas”, diz. “É preciso observar, na rotulagem do produto, a composição da fórmula e não utilizar aqueles que contenham ingredientes aos quais a pessoa seja alérgica”, destaca Raquel.
 
Dermatologista do Núcleo Avançado de Câncer de Pele do Hospital Sírio-Libanês, Cristina Abdalla recomenda sempre checar se o cosmético a ser comprado tem o reconhecimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) . “Às vezes é um produto importado, que a pessoa não sabe nem como entrou no Brasil, então, é preciso ver se ele foi aprovado, se está regulamentado, além de ver suas condições de armazenamento e se está lacrado”, alerta a médica.
 
Existem outras substâncias que são encontradas com frequência em cosméticos e merecem atenção especial. Uma delas é o amônio, que aparece em tinturas de cabelos e descolorantes e causa irritação em quem tem a pele sensível. Outro ingrediente tóxico é o formaldeído, ou formol.
 
Rosanna Nocito, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, explica que o excesso de formol, que é altamente alergênico, pode até induzir quadros de intoxicação respiratória. “Os quadros mais graves chegam a resultar em edema ou sufocamento, sendo necessária a intervenção com medicamentos intravenosos, em um pronto-socorro.”
 
Raquel Toyota cita também o lauril sulfato de sódio, produto químico utilizado em diversos cosméticos, como xampus, removedores de maquiagem e pasta de dentes. “É um componente que pode causar irritação nos olhos, pele e mucosas, mas isso depende da concentração a que as pessoas se expõem. Seu efeito irritante é semelhante à ação de qualquer outro detergente e não está associado ao câncer”, alerta.
 
O óleo mineral, derivado do petróleo, já foi apontado como vilão. Comum em produtos de cabelo, hidratantes e maquiagem, tem propriedades emolientes e lubrificantes. Raquel afirma que, raramente, ele provoca alergias e que, atualmente, não há nenhuma evidência de que o óleo mineral em cosméticos cause doenças mais graves.
 
Uma substância bastante polêmica é o chumbo, presente em muitos batons. Neto aponta que, em excesso, há a chance de resultar em uma lesão neurológica. “Por isso, sempre é melhor olhar o rótulo, evitando os que o tenham na fórmula”, defende o dermatologista da Beneficência Portuguesa.
 
Os médicos, porém, são unânimes ao dizer que, quando o cosmético é aprovado pela Anvisa, é porque apresenta uma quantidade segura dessas substâncias chamadas tóxicas. “No caso das consideradas cancerígenas, se o produto estiver liberado pela agência, não oferece esse risco. Já a questão de alergia é muito individual, por isso é preciso saber exatamente a substância a que se é alérgico, para, no rótulo, procurá-la”, avisa Cristina.
 
Raquel chama a atenção para o fato de que ainda faltam estudos que realmente comprovem o perigo das substâncias presentes nos cosméticos para a saúde. “As informações que temos são ainda controversas e carecem de mais estudos. Até agora, ao que tudo indica, as concentrações utilizadas em cosméticos são consideradas seguras”, fala.
 
Para Rosana, a melhor maneira de não errar na hora de escolher os produtos que vão fazer parte da sua rotina de beleza é mesmo procurar um médico. “Seguindo a indicação de um dermatologista, a pessoa encontra cosméticos adequados ao seu tipo de pele, preservando-se. E, na suspeita de alergia, consulte-se com um especialista, pois existem testes alérgicos que comprovam quais são as substâncias a que a pele é sensível”, encerra.

Fonte Delas