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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Saiba reconhecer os tipos de tosse

Sintoma é comum no inverno, temporada de resfriados e gripes
 
Com a chegada do inverno, as pessoas ficam mais suscetíveis a infecções respiratórias, gerando desconfortos como tosse, febre, dor de garganta e nariz congestionado. Quando se trata de sintomas de gripes e resfriados, existem dois tipos de tosse: a produtiva e a não produtiva.
 
A tosse costuma ser associada ao uso de xaropes para eliminar este incômodo, buscando, além do alívio, a resolução do problema. Entretanto, antes de optar por um tratamento é preciso entender que ela possui características diferentes e, consequentemente, os medicamentos possuem formulações distintas para cada uma delas.
 
— Por isso é muito importante saber identificar as diferenças que irão ajudá-lo a escolher os corretos — explica o médico Hélio Osmo.
 
Tosse produtiva (presença de secreção)
Neste tipo de sintoma, normalmente o tratamento mais indicado é o uso de expectorantes, que fluidificam as secreções, permitindo que o corpo a expulse de forma mais fácil. O mais importante é limpar o pulmão e as vias aéreas que estão repletas de secreção, geralmente originadas por um processo infeccioso (gripes e resfriados).
 
Tosse seca (ausência de secreção)
Muitas são as origens da tosse seca (processo alérgico, irritativo, inflamação causada por gripes e resfriados, entre outros). A ausência de secreção indica que um estímulo nervoso reflexo é desencadeado por um fator mecânico periférico (agressor químico, físico ou biológico). O centro neurológico da tosse desencadeia uma resposta complexa que envolve dezenas de músculos localizados nas vias áreas que executam a expulsão do agente agressor. O tratamento indicado para este tipo de tosse é a adoção do uso de antitussígenos, que agem inibindo o reflexo da tosse desencadeado pelo centro da tosse.
 
Muitos xaropes podem ser comprados sem receita, mas é importante buscar a informação de um profissional da saúde sobre a utilização destes medicamentos e, principalmente identificar a origem da tosse.
 
— É uma manifestação de defesa do corpo indicando que existe algum agente agressor — completa o médico.
 
Fonte Zero Hora

Bula de Tylenol nos EUA vai incluir risco de doenças graves na pele

Analgésicos à venda nos EUA que contenham o princípio ativo acetaminofeno (paracetamol), como o Tylenol, deverão incluir na bula um aviso de que os remédios podem causar problemas graves de pele, como a síndrome de Stevens-Johnson.
 
A síndrome ataca a pele e as mucosas, causando bolhas e urticária. Além de cicatrizes, o problema pode levar a mudanças na pigmentação da pele, cegueira e danos a órgãos internos. A doença, no entanto, é muito rara. A incidência é de 7,1 casos por milhão de pessoas.
 
"Essa informação nova não tem o objetivo de preocupar os consumidores e os profissionais de saúde nem de encorajá-los a mudar de medicação", informou em comunicado a médica Sharon Hertz, vice-diretora da divisão de anestesia, analgesia e dependência da FDA (agência reguladora de medicamentos nos EUA).
"No entanto, é importante que as pessoas reconheçam e reajam rapidamente aos sintomas iniciais dessas doenças raras mas graves, potencialmente fatais."
 
De acordo com o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP, pessoas com histórico de alergias devem ficar especialmente atentas a sintomas após usar remédios que possam desencadear esses problemas de pele.
 
"Se a pessoa ficar com alguma lesão na boca ou bolhas na pele, deve parar com o remédio imediatamente e procurar um médico."
 
Wong afirma que o problema acontece especialmente em pessoas com predisposição genética. O problema é que não dá para saber de antemão quem vai ter a reação.
 
Outros analgésicos, como a dipirona, e anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, já trazem na bula a advertência sobre o risco da síndrome de Stevens-Johnson. Antibióticos e antipsicóticos também desencadeiam o problema.
 
Procurada, a Janssen-Cilag, que fabrica o Tylenol no Brasil, não se pronunciou até a conclusão desta edição.
 
Fonte Folhaonline

Instituto de reabilitação de São Paulo cria modelo de cadeira de rodas mais leve

O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas
A Rede de Reabilitação Lucy Montoro criou um modelo mais leve de cadeira de rodas nacional para atender os pacientes da rede pública.
 
O produto, batizado de M Leve, foi lançado nesta semana pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Fórum Reabilitação, que traz novidades em acessibilidade.
 
Foram produzidas 30 cadeiras. Elas serão testadas por seis meses e depois entrarão em produção regular.
 
"As cadeiras disponíveis hoje no SUS são inviáveis para a vida social e profissional", afirma o dentista José Roberto Mendes, 45.
 
Ele foi o primeiro a testar a M Leve e já sugeriu ajustes no apoio de pé, rodas e encosto.
 
"Talvez dê para ficar mais leve", diz. A M Leve pesa 7 kg, abaixo da média do mercado.
 
A cadeira será fornecida aos pacientes da Rede Lucy Montoro.

O governo pagará a diferença ente o valor coberto pelo SUS e os custos de produção, já que o preço do novo modelo ainda é alto.
 
"Mas a manutenção e as peças são nacionais. É importante fomentar a indústria a pensar nas necessidades dos pacientes", diz o fisiatra André Sugawara.
 
Fonte Folhaonline

Como sobreviver a fenômenos extremos?

BBC
Corpo humano libera hormônios para amenizar ferimentos graves
Corpo humano conta com vários mecanismos para lidar com situações como terremotos e acidentes de trânsito
 
As possibilidades são remotas, mas podem acontecer. Uma pessoa é capaz de sobreviver à queda de um edifício de 15 andares ou à intensidade de um raio.
 
Em junho deste ano, o inglês Tom Stilwel caiu da varanda de um edifício de 15 andares em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia. Um mês depois, a americana Kendra Villanueva foi atingida por um raio no Estado do Novo México, nos Estados Unidos. Ela estava grávida e deu à luz um bebê saudável logo depois do acidente.
 
São eventos pouco comuns que podem causar no corpo ferimentos similares aos causados por incidentes mais frequentes, como atropelamentos, explosões ou terremotos.
 
Os cientistas explicam que se uma pessoa é atingida por um raio, a descarga elétrica que ela recebe passa pelo coração, causando uma imediata parada cardíaca, o que leva normalmente à morte da vítima. Caso ela sobreviva, pode ficar com lesões internas graves, além de queimaduras que vão desde o ponto de entrada ao de saída do relâmpago.
 
No caso de uma queda de uma grande altura ou de um terremoto, os ferimentos costumam estar relacionados à fratura dos ossos ou à falta de circulação sanguínea.
           
Por exemplo, pessoas que ficam presas debaixo de escombros têm problemas com o sistema circulatório. O peso das estruturas pressiona o corpo da vítima e, por essa razão, pode produzir um coágulo nas artérias, o que no pior dos casos leva à amputação da extremidade afetada.
 
As lesões podem variar dependendo do tipo de acidente que o indivíduo tenha sofrido, mas a reação do organismo costuma ser a mesma.
 
Ativação do instinto
Quando o corpo está submetido a uma situação de stress, o sistema nervoso simpático é acionado. Através de uma série de mecanismos biológicos e fisiológicos, como o aumento das pulsações ou da respiração superficial, o corpo humano começa a tentar preservar o funcionamento de órgãos vitais, como o coração e o cérebro.
 
"É um instinto de sobrevivência e de preservação que, dependendo da gravidade dos ferimentos, pode ter resultados positivos", explicou à BBC o médico Juan González Armengol, presidente da Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências.             
Segundo Octavio Ávila, médico e vice-diretor da Cruz Vermelha no México, a liberação de hormônios em uma situação de tensão, seja psicológica ou física, é fundamental para o organismo porque o prepara para lidar com essa circunstância.
 
"O primeiro hormônio a ser liberado é a adrenalina que, entre outras coisas, fortalece os músculos, o que ajuda a diminuir a sensação de dor. Há casos nos quais uma pessoa pode correr mesmo tendo uma fratura na perna".
 
Ávila também diz que os processos metabólicos de resposta ao trauma acontecem em cadeia no corpo.
 
"Em linhas muito gerais, poderíamos dizer que a primeira etapa é hormonal, certas glândulas secretam substâncias como o cortisol ou os hormônios da tireóide. A segunda etapa é celular ─ ali se ativam os glóbulos brancos e os leucócitos, entre outros. Neste cenário, as substâncias pró-inflamatórias e as contra-inflamatórias também têm um papel importante. Deste equilíbrio, depende muito a evolução do paciente".
 
Entre a vida e a morte
Ambos os especialistas concordam que a quantidade visível de sangue não é um indicativo da gravidade dos ferimentos. Isso porque alguém pode chegar à sala de emergência de um hospital absolutamente coberto de sangue, mas com feridas superficiais. Por outro lado, outra vítima chega caminhando, aparentemente bem, e seu baço poderia estar a pronto de se romper.
 
Um exemplo desse último caso poderia ser de uma pessoa que caiu de uma varanda de um edifício, como o inglês Tom Stilwel.
 
Neste sentido, é importante estar preparado para possibilidade de que haja complicações. Desta maneira, diminui-se o risco de morte e o desenvolvimento de lesões posteriores.
 
"No caso de poli traumatismos severos, deve-se seguir o protocolo Programa Avançado de Apoio Vital em Trauma (ATLS, na sigla em inglês)", diz o médico espanhol.
 
Este programa de atenção traumatológica, utilizado em vários países, é composto por cinco fases que devem ser repetidas constantemente:
 
· O primeiro passo é observar se há alguma obstrução que impeça o paciente de respirar.
 
· O segundo é auscultar o tórax para determinar se há feridas internas que possam dificultar a respiração.
 
· Em seguida, se analisa a circulação para prevenir hemorragias.
 
· Depois disso se descartam possíveis problemas neurológicos.
 
· E, finalmente, deve-se manter o ferido sem roupa, mas com cobertas, para evitar que sofra de hipotermia.
 
Hora H
Para González Amengol, as circunstâncias que originaram as lesões são fundamentais na possibilidade de sobrevivência de alguém que tenha sofrido um acidente muito grave.
 
Em um acidente de automóvel, por exemplo, tem influência se a colisão foi por trás ou pelo lado do carro ou se alguém perdeu a vida.
 
Ávila acrescentou que a evolução do paciente depende de muitos fatores. "Alguns deles são a condição de saúde do paciente antes do acidente ─ uma pessoa com diabetes ou alguma doença degenerativa tem um quadro mais complicado─ ,a resistência dos órgãos e a gravidade do trauma".
 
Outro elemento fundamental, na opinião do vice-diretor da Cruz Vermelha no México, é que o paciente seja transferido para uma unidade especializada em traumas. Em alguns casos, segundo ele, a vítima é encaminhada a uma maternidade ou a um centro de outra especialidade, o que diminui as possibilidades de estabilizar sua condição.
 
A rapidez com que essa transferência é realizada também tem um peso muito importante na possibilidade de recuperação de uma pessoa com ferimentos internos graves.
 
"Há uma 'hora H' justamente depois do acidente e já está comprovado que se a equipe médica atua neste momento, o paciente pode sobreviver. Claro, isso não vale para situações extremas, como o rompimento da aorta (a maior artéria do corpo humano, que leva sangue do coração para o restante do corpo) ou a perda de massa encefálica. Neste cenário, é muito provável que o paciente morra em mais ou menos 15 minutos", afirmou Amengol.

Fonte iG

Água limpa e sabão ajudam crianças a crescer, aponta estudo

Menina carrega balde com água potável na periferia do Cairo, Egito
OMS calcula que 165 milhões de crianças no mundo todo crescem menos do que deveriam
 
Uma pesquisa realizada em dez países sugere que o acesso a água potável e sabão pode contribuir para o crescimento das crianças.
 
A análise de dados coletados encontrou evidências de um pequeno aumento, de cerca de meio centímetro, na altura de crianças com menos de cinco anos de idade que vivem em casas com um bom sistema de saneamento.
Os dados foram coletados em Bangladesh, Etiópia, Nigéria, Chile, Guatemala, Paquistão, Nepal, África do Sul, Quênia e Camboja.
 
As informações reunidos a partir de 14 estudos envolvendo cerca de 10 mil crianças foram publicadas em um relatório conhecido como Análise Cochrane, liderado pela London School of Hygiene & Tropical Medicine (LSHTM) junto com a organização de caridade internacional especializada em água potável WaterAid.
           
Alan Dangour, nutricionista especializado em saúde pública da LSHTM, que liderou a elaboração do relatório, destaca que o fornecimento de água potável, saneamento e higiene é uma forma eficaz de reduzir mortes de crianças por problemas como diarreia.
 
Segundo Dangour, a análise sugeriu pela primeira vez que mais acesso a estes serviços também pode ter um impacto pequeno, porém importante, no crescimento de crianças.
 
Dia Mundial da Água: “Não há solução única e mágica"
 
"O que descobrimos ao juntar todas as provas pela primeira vez é que existe uma sugestão de que estas intervenções melhoram o crescimento de crianças, e isso é muito importante", disse o nutricionista à BBC.
           
Doenças repetidas
 Dangour acrescenta que há uma ligação clara entre uma criança bebendo água suja, a ocorrência de diarreia e o crescimento abaixo do normal, pois doenças que ocorrem várias vezes no começo da infância podem prejudicar o crescimento.
 
"Faz todo o sentido existir uma ligação entre a água contaminada, diarreia e crescimento, mas o interessante é que isso (a ligação) nunca tinha sido mostrado antes", afirmou.
 
"Meio centímetro não parece ser muito, mas nossa estimativa é de que o aumento no crescimento é equivalente a uma redução de cerca de 15% na baixa estatura, o que é bem importante", acrescentou.
 
"A análise mostra que uma abordagem múltipla (do problema) é o jeito certo, unindo ações para melhorar a qualidade dos alimentos e a segurança, e também a alimentação e cuidados com as crianças, com outras (medidas) para evitar e tratar infecções e melhorar o ambiente em casa e conseguir tratar o flagelo da desnutrição", afirmou Francesco Branca, diretor de nutrição para saúde e desenvolvimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Segundo a OMS, o crescimento abaixo do esperado afeta 165 milhões de crianças no mundo todo, aumentando o risco de morte e reduzindo a produtividade quando as crianças chegam à idade adulta.
 
A desnutrição é a causa de 3,1 milhões de mortes por ano, cerca de metade destas mortes atingem crianças com menos de cinco anos.

Fonte iG