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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lançamento de filme coloca supremacia da cesárea em xeque

Documentário “O Renascimento do Parto” traz à tona discussão sobre o alto índice de cesarianas no Brasil. No país, partos normais são minoria, contrariando orientações da OMS
 
É comum referir-se ao nascimento de um bebê como “um milagre da vida”. Mas alguns números relacionados a esse acontecimento no Brasil não são tão mágicos. No Sistema Único de Saúde (SUS), 36,8% dos partos realizados em 2011 foram cesáreas – o número é mais que o dobro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera adequado um país ter no máximo 15% de partos feitos por intervenção cirúrgica.
 
Na rede privada, a realidade é bem mais alarmante: 80% dos bebês brasileiros nascidos em hospitais particulares chegam ao mundo por cesarianas. Além disso, de acordo com um levantamento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, 70% das gestantes querem, no início da gravidez, ter seus filhos por parto normal; ao chegar ao último trimestre, apenas 30% mantêm esse desejo.
 
Diante de dados como esses e com vivência de psicóloga e doula (profissional responsável pelo bem-estar físico e emocional da mulher em trabalho de parto), Érica de Paula conversou com o marido, o diretor audiovisual Eduardo Chauvet, sobre a possibilidade de fazerem uma produção sobre o assunto. Ela assumiria o papel de produtora e roteirista e ele, o de diretor. O resultado é “O Renascimento do Parto”, longa independente com estreias marcadas para os dias 9/8 (São Paulo, Campinas, Rio e Brasília), 16/8 (Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis) e 23/8 (Belo Horizonte, João Pessoa e Salvador).

>> Assista ao trailer do filme "O Renascimento do Parto":
 



“No começo, pensávamos em um programa de TV, mas o projeto foi crescendo. Não imaginávamos que viraria um filme que entraria em circuito”, diz Érica. Trabalhando com gestantes desde 2009, ela conta que percebia “um alto grau de desinformação por parte das mulheres, que deixavam nas mãos dos médicos as decisões sobre os partos e acabavam submetidas a cesarianas desnecessárias”. A produção mostra que existem outras opções para dar à luz e foca especialmente no parto humanizado – aquele que respeita a fisiologia da mãe e o tempo do bebê, sem impor posições ou medicamentos para indução do nascimento.
 
Envolver-se com o assunto não foi difícil para Chauvet, embora ele confesse que, de início, tenha achado o tema bastante denso. “Todos parimos ou fomos paridos, o que torna fácil se sentir tocado. À medida que o documentário ganhou forma, abracei a causa. Eu me tornei ativista do parto humanizado”, afirma.            
                          
O plano do casal é lançar o longa em DVD até novembro e, depois, fazer uma continuação em dez episódios para a TV. “Será para aprofundarmos melhor alguns aspectos que não couberam na edição final do filme”, justifica ele. Érica complementa: “Queremos desmitificar o parto humanizado. É preciso alertar sobre a quantidade de cesáreas desnecessárias e deixar claro para as mulheres que elas podem ser as protagonistas de seus partos”.
 
Além D'olhar
Informação e conscientização são fatores fundamentais para
que os números relacionados aos partos feitos no Brasil mudem
Questão cultural
Informação e conscientização são fatores fundamentais para que os números relacionados aos partos feitos no Brasil mudem e o país consiga atender os parâmetros da OMS. Segundo o obstetra Sérgio Hecker Luz, diretor acadêmico do Programa de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia (Proago), desenvolvido em parceria com a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a grande quantidade de cesáreas está relacionada a uma questão cultural enraizada em boa parte de todos os agentes envolvidos no nascimento de uma criança – da mãe e sua família ao médico e sua equipe.
 
“Dos anos 1960 em diante, os obstetras começaram a agendar os partos que teriam ligadura de trompas na sequência e notaram que era possível se programar nesses casos, não precisavam ficar horas e horas por conta de uma gestante, como acontece nos partos normais”, explica. A prática, ele diz, foi se estendendo a casos de partos simples até chegar ao ponto em que mães e médicos determinam dia e hora do nascimento do bebê de acordo com suas agendas, sem sequer esperar o início do trabalho de parto. “As pessoas estão cada vez menos tolerantes e mais controladoras.”
 
Foram muitas as mudanças ocorridas ao longo desse processo, e não é possível apontar um único responsável pelo quadro atual. A obstetriz e professora-assistente do curso de obstetrícia da USP Mariane Menezes detalha: “Por conta do alto número de procedimentos, a cesárea passou a ser vista como uma cirurgia simples, embora seja de médio a grande porte. Ao mesmo tempo, houve uma desnaturalização do corpo da mulher, que passou a não ser entendida mais como um ser capaz de parir. Some-se a isso a formação dos médicos, que hoje aprendem pouco sobre partos normais ou naturais na faculdade, e a parte financeira, já que um parto de 12 horas de duração paga pouco mais que uma cesárea resolvida em uma hora” o renascimento do parto.
 
Dinheiro
Envolver dinheiro na problemática é um tabu. Como imaginar que o médico a quem a mãe confia um dos momentos mais preciosos de sua vida pode pensar mais em cifras do que no bem-estar dos pacientes? Sérgio Luz reconhece que isso acontece, e lamenta. “O obstetra que entra nessa roda-viva de fazer cesáreas para ganhar mais não tem amor pela profissão e pelo ser humano. Infelizmente, chega a haver até uma pressão social em algumas rodas, e os médicos embarcam nisso. Estamos diante de um problema cultural generalizado que, com muitas ações entre a classe médica e a população, levará de 30 a 40 anos para mudar”, prevê.
 
Mariane é um pouco mais otimista e diminui esse prazo para no máximo dez anos. “O caminho do parto humanizado tem se aberto muito. Tenho visto gestantes de todas as classes sociais e crenças buscarem informações e mudarem a mentalidade. A cesárea por pedido vai perdendo espaço”, acredita. O custo ainda assusta um pouco: fazer um parto humanizado pode custar de R$ 3 mil a R$ 10 mil, dependendo do lugar e do tamanho da equipe envolvida. “As famílias se organizam, parcelam. É uma experiência única e para a vida toda”, defende.
 
Para tentar oferecer condições iguais para todas as mulheres, independentemente da renda, o governo federal lançou em 2011 a estratégia Rede Cegonha, que incentiva o parto normal humanizado na rede pública por meio de ações como o custeio dos Centros de Parto Normal. Inspirados em modelos utilizados na Holanda, França e Inglaterra, eles oferecem um ambiente mais livre para a mãe dar à luz com o auxílio de enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. Atualmente, a Rede Cegonha está presente em quase cinco mil municípios em todos os Estados do país e já recebeu o investimento de mais de R$ 3,6 bilhões.
 
Quando a cesárea é necessária
O incentivo ao parto normal é prioridade no Brasil, mas há que se considerar que, em alguns casos, a cesárea é necessária e salva vidas. Sérgio Luz esclarece que as indicações médicas são, nas ocorrências mais comuns, se a mãe apresenta pré-eclâmpsia (hipertensão a partir do segundo ou terceiro trimestre da gestação) e alta miopia (mais de 30 graus em pelo menos uma das vistas – há o risco de descolamento da retina no parto normal) ou se o feto tem crescimento retardado intra-uterino. “São uma minoria. Quase toda mulher pode e deve tentar um parto por via vaginal”, finaliza.
 
Fonte Delas

20 alimentos que diminuem o colesterol

Aveia: Consumir 3g dessa fibra pode reduzir em até 20% o colesterol total
Colocá-los na dieta ajuda a reduzir, sem o uso de remédios, as taxas dessa gordura prejudicial ao coração e aos vasos sanguíneos
 
Quem está com as taxas de colesterol altas no sangue pode se beneficiar de algumas escolhas alimentares que ajudam a combater esse problema muito comum entre a população mundial – e um dos grandes responsáveis por doenças cardiovasculares como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) .
 
As comidas que reduzem o colesterol fazem isso de diferentes maneiras. Algumas contêm fibras solúveis, que retiram o colesterol do corpo antes mesmo que ele entre na circulação . Outras são ricas em substâncias químicas que bloqueiam a absorção dessa gordura na parede dos vasos sanguíneos.
           
Reduzir o colesterol na corrente sanguínea por meio da alimentação requer uma dupla estratégia, ensinam os especialistas da Associação Americana do Coração: assim como o poupador não deve aplicar todo dinheiro em apenas um investimento, não adianta nada consumir apenas um alimento. É preciso cortar ou reduzir drasticamente os produtos que aumentam o colesterol e passar a consumir, de forma equilibrada, o maior número possível de alimentos que ajudam a reduzir as taxas dessa gordura no sangue.        
           
Manter um peso saudável e praticar exercícios regularmente são fundamentais – quilos em excesso aumentam o LDL, enquanto o sedentarismo reduz as quantidades de HDL, que atua como um protetor do coração .
 
Conheça 20 alimentos que ajudam a reduzir o colesterol no sangue: 


- Abacate: rico em ácido oleico, substância que protege contra o acúmulo de LDL (o colesterol ruim) e ajuda a manter as taxas de HDL no sangue.

- Alho: rico em uma substância chamada saponina, que reduz o colesterol ruim (LDL).

- Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Consumir 3g dessa fibra pode reduzir em até 20% o colesterol total.

 - Berinjela: ela contém (principalmente na casca) antocianinas, substâncias que reduzem colesterol total, frações e ainda os triglicérides.

- Cebola: além de reduzir o colesterol, ela tem ação anti-inflamatória, o que impede a formação de coágulos nos vasos sanguíneos.

- Cevada e outros grãos integrais: eles contêm bons níveis de fibras, selênio e beta-glucano, uma substância que ajuda a baixar o colesterol LDL, o mau colesterol.

- Chia: rica em fibras e ômega 3, uma dobradinha poderosa contra o colesterol.

- Feijão: rico em fibras solúveis, adicioná-lo à dieta proporciona reduções significativas do colesterol total e do LDL.

- Laranja, limão e outras frutas cítricas: são ricas em fibras solúveis e ainda contêm altas doses de vitamina C, uma dupla poderosa contra o colesterol alto.

- Linhaça: fonte de ômega 3 e ácido linoleico, reduz o colesterol e a glicose no sangue.

- Maçã: ela é rica em fibras solúveis e contém altas doses de flavonoides e antioxidantes que reduzem o colesterol no sangue

- Morango e frutas vermelhas: lotados de antioxidantes, que inibem a oxidação das partículas LDL (o colesterol ruim).

- Nozes em geral: ajudam na redução do colesterol porque são ricas em gorduras poli-insaturadas. Na circulação sanguínea, elas reduzem o LDL.

- Óleos vegetais de canola e girassol: são ricos em fitoesteróis, substâncias que barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol.

- Peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum, bacalhau, etc): essa substância auxilia no controle e na redução do colesterol e dos triglicérides.

- Quiabo: aqui, é a grande quantidade de fibras solúveis que ajuda a reduzir o colesterol no sangue.

- Quinua: além de alto teor de fibras, contém saponina, uma substância que reduz o colesterol produzido no fígado.

 - Soja e derivados: rica em vitamina E, ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol.

- Tomate: o licopeno presente nesta fruta não se limita a ajudar a prevenir o câncer de próstata, mas também reduz o colesterol na corrente sanguínea.

- Uva e suco de uva: aqui o dono do “milagre” se chama resveratrol, presente tanto na fruta quanto no suco integral dela.

Fonte iG

Município do Rio ganha primeiro centro 24 horas para atendimento a dependentes químicos

Rio de Janeiro – O primeiro Centro de Atenção Psicossocial para atendimento a usuários de álcool, crack e outras drogas (Caps-AD), com funcionamento 24 horas, foi inaugurado ontem (8) na capital fluminense. O local é preparado para receber pacientes em momentos de crise e dispõe de oito leitos para tratamento de desintoxicação com até 15 dias de duração.
 
Ao lado do Caps-AD, foi inaugurada uma Unidade de Acolhimento Adulto (UAA), com 30 leitos, para tratamentos mais longos, até três meses. Os dois imóveis ficam no bairro de Jacarepaguá, dentro da área da antiga Colônia Juliano Moreira, onde eram segregadas pessoas com problemas mentais ou usuárias de drogas e álcool.
 
A coordenadora de Saúde Mental do município, Karen Aquino, disse que as internações são voluntárias e os pacientes não são obrigados a permanecer no local. Mesmo após o período de alta, eles podem continuar frequentando o centro para prosseguir com o tratamento.
 
“O Caps-AD é dirigido a pacientes em crise, com intoxicações de leve a moderada, que precisam de um acolhimento pontual de até 15 dias para se restabelecer e voltar a fazer o tratamento. Na UAA, já é uma situação na qual o paciente precisa de um afastamento do local onde ele está ou do local do uso de droga, para um período maior, a fim de restabelecer os laços sociais e de parentescos”, explicou.
O tratamento é individualizado, caso a caso, e envolve diversos profissionais, incluindo médicos clínicos, psiquiatras, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, musicoterapeutas e terapeutas ocupacionais. Segundo Karen, a maior parte do atendimento no sistema municipal dedicado à área é de usuários de álcool, sendo que o uso de crack responde por uma parte menor, de 20%.
 
O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, participou da inauguração e ressaltou a necessidade de se construir mais unidades voltadas ao tratamento de usuários de álcool e drogas. “É um modelo novo para a cidade, dentro da política do Ministério da Saúde, e que é um passo dentro do grande esforço que a prefeitura vai fazer nos próximos anos, para avançar na atenção psicossocial. Nosso planejamento é termos um equipamento deste em cada área programática da cidade, para dar conta das necessidades de cada região”, disse.
 
De acordo com o secretário, o Ministério da Saúde preconiza um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) para cada 200 mil habitantes. Até 2014, ele prevê a inauguração de mais duas unidades semelhantes na cidade. A preferência de atendimento será para as pessoas que residam dentro da área abrangida pelo centro, mas qualquer um pode procurar a unidade para obter informações sobre locais de atendimento. Os telefones de contato são: (21) 3412-8356 e 2293-4192.

Fonte Agência Brasil

Médicos pedem no Senado carreira de estado e derrubada dos vetos à Lei do Ato Médico

Brasília – Os presidentes do Conselho Federal de Medicina, Roberto d’Ávila, e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Gilberto Ferreira, conversaram ontem (8) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a Medida Provisória (MP) 621, que cria o Programa Mais Médicos, e pediram apoio do parlamentar para a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei do Ato Médico.
 
D'Ávila e Ferreira insistiram que os médicos estrangeiros que venham a ser contratados pelo programa passem pelo exame Revalida, para ter seus diplomas aceitos no Brasil, e pediram que seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 434, que cria carreira de Estado para médicos. Ambos afirmaram que o governo está “boicotando” os médicos brasileiros que se inscrevem no programa.
 
“Sempre se diz que os médicos não querem ir para o interior, e isso é mentira. Eles querem ir para o interior, se houver estrutura e carreira, como vão promotores, militares e juízes. Queremos ir para o interior, não aceitamos essa acusação", disse d'Ávila. O médico destacou que, recentemente, surgiu a informação de que não havia brasileiros inscritos no Programa Mais Médicos.
 
"Nós inscrevemos 18 mil médicos e 8 mil foram impedidos, sob o argumento de que o [registro no] CRM [Conselho Regional de Medicina] era inválido. Tudo para privilegiar médicos formados no exterior, para que entrem no país sem revalidação do diploma e até, como foi dito ontem [7], que brigadas sanitárias cubanas venham para catequizar o povo mais carente e vulnerável do Brasil. É contra isso que estamos lutando”, afirmou d’Ávila.
 
Para o presidente da Fenam, Gilberto Ferreira, a MP 621 pode ser um “instrumento útil” apenas se estiver atrelada à garantia de direitos trabalhistas e condições de trabalho. Ele ressaltou a importância de transformar os médicos em funcionários públicos federais, de modo a garantir que a União arque com os custos de manter esses profissionais em lugares remotos ou municípios do interior. “Algumas prefeituras não têm condição de remunerar esses profissionais. Por isso, defendemos um concurso federal e que o governo federal disponibilize os médicos para as prefeituras”, disse Ferreira, após o encontro.
 
Ele ressaltou que a falta de estrutura para atendimento também é um problema grave, que precisa ser corrigido para proporcionar a ida dos médicos para os locais onde há carência. Segundo Ferreira, não é mais possível contar com o “curanderismo” na hora de atender à população. “Hoje não se faz mais medicina dessa forma. Não precisamos de médicos heróis, precisamos de médicos voltados para critérios científicos."
 
D'Ávila e Ferreira disseram que os médicos vão buscar apoio dos pacientes para uma campanha contra o programa e a favor da derrubada do veto à Lei do Ato Médico. Segundo d’Ávila, os médicos estão agindo politicamente e tendem a mostrar mais força dessa maneira. “Não queremos peitar o Congresso, queremos vencer pela força do argumento. A nossa força é a possibilidade de colaborar, é cada paciente que atendemos e que será prejudicado com essa medida. Se o Congresso não ouvir o apelo da população, aí não podemos fazer nada. Mas vamos continuar orientando os pacientes para que, na hora do voto, saibam exatamente quem os respeita. Todo ser humano é um ser político, e o médico também é”, disse o presidente do d'Ávila.
 
A comissão especial que vai analisar e votar emendas à MP 621 deveria ter sido instalada quarta-feira (7), mas a reunião foi adiada para a próxima semana. É provável que a presidência fique com o senador João Alberto (PMDB-MA) e a relatoria com o deputado Rogério Carvalho (PT-SE).

Fonte Agência Brasil

Médicos e estudantes de medicina protestam na Câmara contra MP 621

Brasília – Dezenas de médicos e estudantes de medicina de vários estados promoveram ontem  (8), na Câmara do Deputados, ato contra a Medida Provisória (MP) 621, que cria o Programa Mais Médicos, e os vetos à Lei do Ato Médico. Deputados e representantes da categoria criticaram a edição de uma MP para discutir o problema da saúde no Brasil e a possibilidade de contratação de médicos estrangeiros.
 
"Este é o ato de afirmação do Parlamento. Por isso, somos contra o vetos à Lei do Ato Médico e a MP 621", disse o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda.
 
O ato de protesto foi organizado pelo CFM, pela Associação Médica Brasileira (AMB), pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e pela Federação Nacional Nacional dos Médicos (Fenam).
 
Lançado no início de junho pelo governo, o Programa Mais Médicos prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Além da MP, foi publicada portaria conjunta do ministérios da Educação e da Saúde que fixa as diretrizes do programa.
 
Fonte Agência Brasil