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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Santas Casas querem mais benefícios para financiar dívidas

Em debate com a Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, entidades do setor dizem que projetos em tramitação precisam atingir mais instituições
 
Deputados e representantes de hospitais filantrópicos reivindicaram nesta quarta-feira (7) a flexibilização das regras para refinanciamento de dívidas dessas instituições, que atuam de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). Um projeto de lei do Executivo (5813/13) tramita na Casa com o objetivo de permitir o refinanciamento, em até 180 meses, das dívidas tributárias e previdenciárias das santas casas e demais entidades filantrópicas da área da saúde e da assistência social. As entidades do setor pedem o aumento dos benefícios previstos no projeto de lei.
 
O projeto, que será analisado pelo Plenário e tramita em regime de urgência, cria um programa de fortalecimento dessas entidades, o chamado Prosus. Pelo programa, poderão refinanciar suas dívidas as instituições que tinham, até o final do ano passado, débito igual ou superior a 20% da receita bruta da entidade no mesmo ano. Outro grupo beneficiado será o de entidades cujo montante das dívidas tributárias e previdenciárias, somadas aos débitos com bancos, somem 50% da sua receita bruta na data.
 
“Isso não atinge nem a metade do setor”, reclamou o vice-presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Maurício Dias. O coordenador da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área de Saúde, deputado Antonio Brito (PTB-BA), também alertou que o grupo “vive hoje sem capital, em função de empréstimos bancários”.
 
O alto endividamento do setor, de acordo com eles, é resultado do baixo repasse de recursos feito pelo próprio SUS. Segundo Dias, o projeto de lei deveria aumentar o grupo de entidades beneficiadas ou garantir uma alternativa para o refinanciamento das dívidas das instituições que ficaram de fora.
 
Emendas
Antônio Brito já afirmou que a frente parlamentar das santas casas deverá defender emendas ao projeto durante sua tramitação na Câmara. Além da ampliação do grupo de entidades beneficiadas pelo refinanciamento, os deputados devem também tentar inserir na proposta emendas que alteram a Lei da Filantropia (Lei 12.101/09).
 
O objetivo do grupo, segundo ele, é flexibilizar as regras para obtenção do certificado exigido para que as entidades tenham acesso a convênios com o SUS. Uma das medidas lembradas é a permissão para que os hospitais que tenham perdido o prazo previsto na lei para a certificação tenham uma nova chance para o cadastramento. “Queremos somente uma adequação das regras para que os serviços prestados pelas entidades filantrópicas não sejam descontinuados e continuem garantindo benefícios para a população”, disse.
 
Segundo o vice-presidente da CMB, as entidades filantrópicas foram responsáveis, no ano passado, por mais da metade dos atendimentos do SUS. “Assim, simplesmente deixamos de ser a rede complementar e hoje nós somos a própria rede SUS. Já a rede de hospitais públicos passa a ser complementar ao setor filantrópico”, alertou.
 
Fonte SaudeWeb

'Viajo 20 h, se precisar', diz formado na Espanha inscrito no Mais Médicos

Cristobal Andres Parada quando ainda era estudante de medicina (Foto: Arquivo Pessoal)
(Foto: Arquivo Pessoal)
Cristobal Andres Parada, quando ainda era estudante de medicina
Cristobal Parada se inscreveu no Revalida duas vezes, mas não passou. Ele é boliviano, casado com uma brasileira e mora em Mato Grosso
 
Morador de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, o médico Cristobal Andres Parada, de 34 anos, boliviano que também tem nacionalidade espanhola, se inscreveu nas vagas no Mais Médicos e aguarda o resultado da seleção de estrangeiros, que deve ser fechado internamente pelo Ministério da Saúde nesta sexta (9), e divulgado no sábado (10).
 
Ele disse estar disposto a viajar até 20 horas se for necessário, para atuar pelo SUS em um município distante ou área isolada. "Não tenho problema", ressaltou.
 
Parada nasceu em Santiago do Chile, mas tem mãe americana e pai boliviano. Morou boa parte da vida em La Paz, mas também em cidades da Espanha, pois tem a cidadania do país - ele se formou em medicina pela Universidade de Zaragoza, em 2010. Desde então, vive no Brasil. Ele se inscreveu para revalidar o diploma duas vezes, em 2011 e 2012, mas não foi aprovado.
 
O candidato foi à Espanha, nesta semana, retirar os últimos documentos e resolver trâmites burocráticos de sua inscrição no Mais Médicos. Este passo já foi concluído, diz sua mulher, Muna Abdallah. Como não pode atuar com medicina no Brasil, Parada trabalha como administrador de empresas.
 
"Falam que não tem infraestrutura, que [os estrangeiros] estão acostumados a trabalhar com equipamentos modernos", diz ele, sobre a situação de algumas cidades atendidas pelo Mais Médicos. "Mas, mesmo assim, a presença de um médico formado em uma região [pobre] vai ser uma ajuda muito grande."
 
O médico diz não ver problema em trabalhar num município distante ou isolado do Brasil - ele torce para ser escolhido em algum de Mato Grosso. "Mesmo se tiver que viajar 15 ou 20 horas, se for até uma comunidade indígena, eu vou. Não tenho problema", ressalta.
 
Não é o ideal
Parada diz não achar o Mais Médicos o "mecanismo ideal", mas o avalia como necessário diante da ausência de profissionais no interior do país. "Mesmo em Várzea Grande tem bairros que precisam de médicos. E não é uma cidade afastada de Cuiabá. Existe pronto-socorro que não tem", afirma.
 
O candidato diz conhecer médicos brasileiros que estudaram em boas universidades espanholas, mas que não conseguem trabalhar no Brasil por não terem passado no Revalida. Ele se graduou como clínico-geral, e espera no futuro conseguir fazer uma especialização.
 
O candidato considera o Mais Médicos uma "excelente opção" e diz esperar que o programa dê certo. "Percebo que faltam médicos em certas áreas e só a presença deles já vai ajudar. Vi que tem vagas em comunidades indígenas e outros locais", afirma.
 
Num primeiro momento, o candidato afirma ter pensado que havia vagas apenas em municípios isolados ou nas periferias. "Mas não é. Tem em São Paulo, tem em outros lugares", afirma.
 
Parada conheceu sua mulher na Espanha - ela fazia medicina na mesma universidade, mas deixou o curso após três anos.
 
Muna passou a estudar comércio exterior, após deixar medicina. "Me graduei e vim para o Brasil, casei com uma brasileira. Tenho um filho que nasceu aqui", diz Parada.
 
Adaptação
Questionado sobre o risco de médicos espanhóis não se darem bem com o idioma, o clima e a presença de doenças tropicais em certas regiões, Parada considerou ser tudo uma questão de adaptação.
 
"As universidades da Espanha têm um nível muito avançado", disse. "Você estuda doenças tropicais. Os medicamentos são os mesmos", afirmou. O que é preciso, na opinião dele, é haver um treinamento prévio, "o básico do aprendizado sobre o sistema de saúde [SUS]".
 
"Os [estrangeiros] que vêm não são especialistas. Eles vão cobrir uma área de atendimento primário. Na Espanha, o atendimento [nesse setor] é simples", diz.
 
Sobre a língua portuguesa, o médico lembra de intercambistas brasileiros que chegavam na Universidade de Zaragoza. "No começo eles ficavam um pouco perdidos, mas em um mês estavam se comunicando. O português tem muita similaridade com o idioma espanhol", considera.
 
Parada diz que os médicos espanhóis não optam pela carreira esperando ganhos muito altos. "Quase não existe médico no setor privado", diz. Um profissional de 50 anos, experiente e que faça transplantes, por exemplo, ganha cerca de 4 mil euros, não muito mais, na avaliação do candidato. "É uma sociedade menos focada no dinheiro e mais no social", afirma. O Mais Médicos prevê pagar R$ 10 mil por mês a brasileiros e estrangeiros que forem selecionados.
 
"Existem médicos no Brasil, estrangeiros, que vieram para cá mas não conseguiram revalidar o diploma. Eles estão trabalhando em outras áreas porque não podem atuar [com medicina]", diz Parada, apontando o próprio caso. Ele disse que vai tentar o Revalida no futuro, caso venha a ser selecionado no programa.
 
Fonte G1

Dente deve ser escovado durante 2 minutos e, no mínimo, 3 vezes ao dia

Manter os dentes limpos é importante para evitar cárie, gengivite e tártaro. Médicos alertam ainda que é ideal usar o fio dental, ao menos, 1 vez ao dia
 
Cuidar dos dentes é um hábito que deve ser incentivado desde a infância – tão importante quanto tomar banho, passar cremes ou ter uma alimentação saudável, a escovação deve ser um momento de bem-estar e saúde.
 
Além de trazer benefícios para si mesmo, a higiene bucal pode também fazer bem para os outros já que previne o mau hálito, assim como dores de dentes e problemas como cáries, gengivite e tártaro, como explicaram o dentista Gustavo Bastos e a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta quinta-feira (8).
 
A recomendação é que os dentes sejam escovados, no mínimo, 3 vezes ao dia durante 2 minutos.

Em relação à escolha da escova, o dentista explicou que todas funcionam, desde que sejam confortáveis e usadas do jeito correto - a dica é observar as cerdas que, se estiverem muito gastas, indicam que a pessoa está colocando muita força na escovação. Além disso, é importante trocar as escovas, pelo menos, a cada 3 meses.

Para finalizar a higienização da boca, os especialistas lembraram da importância do uso do fio dental que deve ser passado, ao menos, uma vez ao dia, acompanhado do enxaguante bucal.
 
 
Cáries (Foto: Arte/G1)

No Brasil, apesar da saúde bucal da população ter melhorado, ainda é ruim, como mostrou o dentista Gustavo Bastos.
 
De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2010, crianças de 12 anos têm cerca de 2 dentes comprometidos; aos 19 anos, esse número sobe para 4 dentes; aos 35 anos, a média de dentes com problemas entre os brasileiros aumenta para 17 e, em alguns casos, ocorre até a perda de dentes; aos 70 anos, o comprometimento pode chegar a 27 dentes - números que refletem a má higiene bucal e a falta de informação sobre o assunto no país, como acredita o dentista.
 
Esse descaso com a higiene dos dentes trouxe consequências, por exemplo, para o jovem Filipe, mostrado na reportagem da Marina Araújo. Em um exame detalhado feito pelo dentista, foi possível encontrar restos de comida nos dentes, uma placa de sujeira e até mesmo um princípio de cárie.
 
Segundo a mãe, a administradora Daniella Giusti Andrezzo, nunca foi fácil fazer o filho cuidar dos dentes - o garoto costumava escová-los rapidamente.
 
Segundo os especialistas, esses restos de comida encontrados na boca de Filipe podem favorecer o surgimento de bactérias que causam tártaro, uma placa endurecida nos dentes. 
 
Se não tratado, o tártaro pode causar gengivite, uma inflamação na gengiva, ou até mesmo uma doença periodontal, que é uma formação de bolsas de infecção na gengiva. Para identificar se há problemas na gengiva, a primeira dica é observar a cor, como recomenda o dentista Giuseppe Romito – se estiver muito vermelha, é sinal de inflamação e pode até sangrar. Por isso, a gengiva saudável, ao contrário do que muita gente pensa, é rosa clara.
 
Para evitar todos esses problemas, o dentista Gustavo Bastos alertou para o jeito correto de escovar os dentes - durante os dois minutos recomendados de escovação, é importante se certificar de que a técnica esteja correta.
 
A primeira coisa a se fazer é escovar as superfícies voltadas para a bochecha dos dentes superiores e, depois, dos inferiores; depois, deve-se escovar as superfícies internas dos dentes superiores e, depois, dos inferiores; em seguida, as superfícies de mastigação; e por último, a língua.
 
Fonte G1

Estudo fornece evidências mais fortes da transmissão do H7N9 entre humanos

Cientista manipula vírus H7N9 em laboratório para fins de pesquisa. Estudo não indica que o vírus está a caminho de desenvolver uma transmissão sustentada
Foto: James Gathany/CDC
Cientista manipula vírus H7N9 em laboratório para fins de
 pesquisa. Estudo não indica que o vírus está a caminho de
desenvolver uma transmissão sustentada
Cientistas afirmam que o vírus é uma ameaça a se considerada, mas que ainda não tem potencial para causar pandemias
 
Novo estudo fornece evidências mais fortes da transmissão do vírus H7N9 entre humanos, mas os pesquisadores afirmam que os resultados do trabalho não indicam necessariamente que o vírus está a caminho de desenvolver uma transmissão sustentada.

A pesquisa teve como base um homem de 60 anos que poderia ter sido infectado em um mercado de aves, desenvolvendo doença respiratória grave que o levou à morte. Sua filha de 32 anos de idade, que cuidou dele, também morreu em decorrência do vírus. Como os cientistas não encontraram indicações de que a filha também teria sido exposta às aves vivas e pela similaridade genética de quase 100% entre os vírus isolados de cada paciente, as evidências apontam para a transmissão de pai para filha.

Por outro lado, os 43 contatos próximos desses dois pacientes, incluindo um genro, que também ajudou a cuidar do pai, tiveram exames negativos para a infecção. Além disso, as áreas de ligação do receptor do vírus a partir dos dois pacientes não estão mais adaptadas para os seres humanos do que outras amostras isoladas. Desta forma, os pesquisadores confirmaram a conclusão que, apesar de possível, a possibilidade de transmissão do H7N9 entre humanos é baixa.

Segundo os responsáveis pelo estudo, James Rudge e Richard Coker, existem características do H7N9 que são de particular preocupação. Estudos anteriores demonstraram transmissibilidade pelo ar entre modelos de mamíferos em laboratório. Outro destaque é que o vírus pode se espalhar sem ser detectado através de populações de aves, pois não é letal para estes animais.

Dados da vigilância chinesa sugerem que o número de casos humanos pode ser muito maior do que os atualmente reportados, já que muitos casos mais brandos podem não são registrados. Isto significa que a taxa de letalidade do vírus é susceptível de ser substancialmente mais baixa do que nos casos confirmados. "No entanto, a incidência de infecções em humanos dá H7N9 oportunidade muito maior do que outros vírus da gripe aviária de se adaptar aos seres humanos," completa Rudge.

Os pesquisadores concluíram que, embora o estudo não possa sugerir que o H7N9 esteja em condições de causar uma pandemia, "ele nos dá um alerta da necessidade de permanecer extremamente vigilantes."
 
Fonte isaude.net

Envelope antibacteriano reduz infecções em cirurgias de implantes cardíacos

Envelope antibacteriano AIGISRx foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA)
Foto: Buniness Wire
Envelope antibacteriano AIGISRx foi aprovado pelo Food
 and Drug Administration (FDA)
O envelope é totalmente reabsorvível, antibacteriana bolsa-like malha que mantém os dispositivos do ritmo cardíaco
 
Um envelope totalmente reabsorvível pelo organismo envolve dispositivos cardíacos implantáveis, como marca-passos e desfibriladores internos (CDI), ajudando a prevenir infecções durante as cirurgias.
 
O envelope antibacteriano AIGISRx foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) em maio e agora começa a ser usado no Vanderbilt Heart and Vascular Institute. O material contém os agentes antimicrobianos rifampina e minociclina, que são liberados localmente, no tecido, para ajudar a reduzir as infecções associadas com dispositivos eletrônicos cardíacos implantáveis (Cieds).
 
O CIED é colocado abaixo da clavícula em uma espécie de bolso que o médico cria debaixo da pele. Uma vez que o dispositivo é inserido dentro da malha e implantado no bolso, os agentes antimicrobianos são libertados e o material se dissolve inteiramente dentro de nove semanas.
 
Uma pesquisa feita pelo cardiologista Christopher Ellis, do Vanderbilt Institute, mostrou que o envelope antibacteriano AIGISRx reduziu significativamente as infecções de dispositivos em cerca de 90% dos pacientes de alto risco, em comparação com pacientes que não utilizaram a novidade.
 
Nos EUA, os pacientes com infecções ocasionadas após procedimentos CIED gastam mais tempo no hospital e passam por repetidos procedimentos cirúrgicos para tratar a infecção.
 
Estes pacientes apresentam aumentos significativos nas taxas de mortalidade, que podem chegar a 50% no período de uma ano e a 25% no período de três anos, dependendo do tipo de dispositivo.
 
"Como os CIEDS precisam ser substituídos num período de 5 a 8 anos, devido ao desgaste, cada vez que o procedimento é realizado, a taxa de infecção aumenta exponencialmente. Além disso, há alguns pacientes que estão em maior risco de infecção devido ao diabetes, doenças do rim, etc, afirma o cardiologista.
 
Fonte isaude.net