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domingo, 18 de agosto de 2013

Coca-Cola defende segurança do aspartame em novo anúncio

Getty Images
Em novo anúncio, Coca-Cola tenta assegurar eficiência do
 aspartame em refrigerantes diet
Empresa tenta recuperar vendas de refrigerantes diet com publicidade que garante que bebidas de baixa caloria não fazem mal à saúde
 
A Coca-Cola planeja veicular nesta quarta-feira nos Estados Unidos seu primeiro anúncio defendendo a segurança de adoçantes artificiais, numa ação com a qual a companhia pretende deter a queda das vendas de seus refrigerantes diets.
 
O anúncio impresso está pronto para sair no USA Today na área de Atlanta, em seguida deve sair no Atlanta Journal Constitution na quinta-feira e no Chicago Tribune na próxima semana. Ele diz que bebidas diet podem ajudar as pessoas a controlar o peso e enfatiza as evidências científicas sobre a segurança do aspartame, também conhecido pelo nome NutraSweet.
 
A anúncio representa uma nova fase de uma campanha que a Coca-Cola Co. lançou em janeiro para rebater os críticos que culpam as bebidas adoçadas por aumentar as taxas de obesidade. A primeira onda de anúncios destacava o comprometimento da companhia em lutar contra a obesidade e mostrava as várias opções diet que oferece. Agora, a Coca-Cola tenta garantir às pessoas que as bebidas de baixa caloria não fazem mal à saúde.
 
“A Coca está tentando sair na frente e pro ativamente defender esses adoçantes sintéticos”, afirmou John Sicher, editor da Beverage Digest, que cobre a indústria de bebidas.
 
O declínio de popularidade dos refrigerantes nos Estados Unidos é uma tendência antiga, devido a preocupações de que eles fazem as pessoas engordar. Mas, recentemente, as pessoas começaram a evitar também os refrigerantes diet, o que demonstra que o problema com o consumo vai além do simples ganho de peso.
 
Na verdade, nos Estados Unidos as vendas de refrigerantes diet estão mais acentuadas do que a dos regulares, segundo a Beverage Digest. No ano passado, por exemplo, o volume de vendas da Coca caiu 1%, enquanto o da Coca Diet caiu 3%. As vendas da Pepsi diminuíram 3,4%, e da Diet Pepsi, 6,2%.
 
A queda ocorreu apesar de a agência FDA (reguladora de alimentos e remédios no país) ter declarado que o aspartame pode ser usado com segurança para adoçar alimentos. A Sociedade Americana de Câncer também divulgou que a maioria dos estudos com humanos não encontraram ligações entre o uso de aspartame e o aumento de risco de câncer.
 
Em resposta às preocupações com os adoçantes artificiais, tanto a Coca-Cola quanto sua rival PespiCo estão trabalhando para desenvolver bebidas que usem adoçantes naturais de baixa caloria. No meio do ano, a Coca lançou uma versão adoçada com stevia na Argentina, um mercado menor, onde é possível avaliar o desempenho da bebida. Stevia vem de uma planta de mesmo nome.
 
No anúncio, no entanto, a Coca-Cola não diz diretamente que se trata de adoçantes artificiais, um sinal de que a companhia está cautelosa com a delicadeza do tópico. A peça mostra duas mulheres sob o slogan “Produtos de qualidade que sempre fazem você se sentir bem” e mais alguns parágrafos de texto. “Esses adoçantes de zero ou baixa caloria se mostraram seguros e uma alternativa de alta qualidade ao açúcar”, afirma o anúncio.
 
Caren Pasquale Seckler, vice-presidente de compromisso social da Coca-Cola, diz que o objetivo é acabar com a confusão que existe em relação a adoçantes diet. Ela diz que a companhia vai avaliar a resposta em Atlanta e Chicago antes de expandir a ação.
 
AP/iG

Consumo elevado de refrigerantes torna crianças mais agressivas

Meninos e meninas de até cinco anos que consomem bebidas açucaradas são mais distraídos, propensos a brigar e a atacar os outros
 
Bebidas gaseificadas tornam as crianças de até cinco anos mais violentas e distraídas, de acordo com pesquisa realizada na Columbia University, nos EUA.
 
Os resultados mostraram que meninos e meninas que bebem quatro refrigerantes por dia têm duas vezes mais probabilidade de entrar em brigas, destruir os bens dos outros e atacar fisicamente as pessoas, em comparação com aqueles que consomem outras bebidas.
 
As bebidas com excesso de açúcar foram relacionadas a mau humor e dificuldade de concentração. As meninas se saíram tão mal quanto os meninos e quanto mais bebidas consumia, pior o comportamento.
 
Embora os potenciais perigos das bebidas mais populares têm sido muito pesquisados, este estudo é um dos primeiros a olhar para as crianças.
 
Os pesquisadores disseram que limitar o número de refrigerantes dados as criança pode melhorar o comportamento.
 
A equipe de pesquisa analisou mães de crianças com cinco anos de idade, para saber a frequência com que seus filhos bebiam refrigerantes.
 
As mulheres também preencheram um questionário sobre como a criança se comportou nos dois meses anteriores.
 
Quase metade dos 3 mil meninos e meninas tomaram pelo menos um refrigerante por dia. Um em cada 25 bebia quatro ou mais.
 
De acordo com os pesquisadores, não é possível provar que os refrigerantes tornam as crianças violentas. No entanto, eles afirmam que a redução de consumo, ou o não consumo, pode melhorar o comportamento.
 
Se refrigerantes são os culpados, o problema pode estar no seu teor de açúcar. A cafeína, encontrada em muitos refrigerantes, também pode afetar o comportamento das crianças.
 
"Este estudo contribui para o corpo de evidências que sugere que bebidas açucaradas causam danos à saúde das crianças, contribuindo para doenças dentárias, obesidade e mau comportamento", concluem os pesquisadores.
 
isaude.net

Nanopartículas reprogramam células imunes para combater o câncer

Shanta Dhar (a dir.) e Sean Marrache trabalham no Dhar's NanoTherapeutics Research Laboratory da UGA
        Foto: UGA
Shanta Dhar (a dir.) e Sean Marrache trabalham no Dhar's Nano
Therapeutics Research Laboratory da UGA
Tratamento com laser desencadeia estimulação imunológica mais forte e é voltado para o câncer de mama
 
Pesquisadores da Universidade da Geórgia estão desenvolvendo uma nova técnica de tratamento que utiliza nanopartículas para reprogramar células do sistema imunológico para que elas sejam capazes de reconhecer e atacar o câncer.
 
Os resultados foram publicados na revista ACS Nano.
 
O corpo humano funciona sob um constante estado de lei marcial. O 'chefe' entre os encarregados de manter a ordem é o sistema imunológico, uma complexa rede que procura e destrói as bactérias e vírus invasores que ameaçam a sociedade orgânica.
 
O sistema imunológico é bom em seu trabalho, mas não é perfeito. A maioria das células cancerosas, por exemplo, é capaz de evitar a detecção pelo sistema imunológico, porque se assemelham a células normais, deixando as células cancerígenas livres para se multiplicarem e crescerem em tumores, enquanto os protetores do corpo permanecem sem saber.
 
A pesquisadora Shanta Dhar e seus colegas estão dando um impulso no sistema imunológico por meio de suas pesquisas.
 
"O que estamos trabalhando é especificamente voltado para o câncer de mama. Nossos relatórios mostram, pela primeira vez, que podemos estimular o sistema imunológico contra as células do câncer de mama, usando nanopartículas eu atacam as mitocôndrias e luz, utilizando um caminho novo", afirma Dhar.
 
Em seus experimentos, Dhar e seus colegas expuseram as células cancerosas em uma placa de Petri às nanopartículas 1 mil vezes mais finas do que a largura de um cabelo humano. As nanopartículas invadiram a célula e penetraram na mitocôndria, as organelas responsáveis pela produção de energia que a célula necessita para crescer e se reproduzir.
 
Em seguida, as nanopartículas se ativaram no interior das células do câncer, expondo-as a uma luz laser que penetrou no tecido. Uma vez ativadas, as nanopartículas interromperam os processos normais da célula do câncer, o que levou à sua morte.
 
As células mortas foram recolhidas e expostas a células dendríticas, um dos principais componentes do sistema imune humano. O que os pesquisadores viram foi notável.
 
As células dendríticas produziram uma elevada concentração de sinais químicos que normalmente não produzem, e estes sinais são tradicionalmente essenciais para desencadear uma estimulação imunológica eficaz.
 
De acordo com Dhar, as células dendríticas reconheceram o câncer como algo estranho e começaram a produzir altos níveis de interferon-gama, que alerta o resto do sistema imunitário a uma presença externa e sinaliza isto para atacar. Basicamente utilizamos o câncer contra si mesmo.
 
Ela adverte que os resultados são preliminares e a abordagem só funciona com certas formas de câncer de mama. Mas se os pesquisadores puderem refinar o processo, esta tecnologia pode um dia servir como base para uma nova vacina contra o câncer usado para prevenir e tratar a doença.
 
A equipe espera que a técnica possa ajudar os pacientes com doença metastática avançada, que se espalhou para outras partes do corpo.
 
isaude.net

Técnica desenvolvida na França detecta possível problema renal em fetos

O método possibilitará a intervenção precoce, evitando o comprometimento de órgãos do bebê antes mesmo do nascimento
 
Prever se uma criança vai nascer com problemas de saúde ainda é um desafio para a medicina. Embora os especialistas tenham à disposição técnicas avançadas de imagem para a detecção precoce de doenças, há as mais complexas, que demanda análises ainda mais aprofundadas. É o caso da válvula de uretra posterior (VUP).

Rara, a patologia tem origem desconhecida pela ciência, o que dificulta a identificação. Mas pesquisadores do Instituto de Doenças Cardiovasculares e Metabólicas de Toulouse, na França, desenvolveram uma técnica que pode facilitar o diagnóstico da enfermidade.
 
O método possibilitará a intervenção precoce, evitando o comprometimento de órgãos do bebê antes mesmo do nascimento.

“A VUP é uma doença que não permite ao bebê urinar dentro da barriga da mãe — necessidade importante, já que a substância excretada é eficaz para o líquido amniótico.
 
A patologia bloqueia o fluxo urinário normal a partir da bexiga. Assim, a urina acumula, fazendo com que a bexiga e os rins inchem como balões e parem de funcionar” explica Joost Schanstra, um dos participantes do estudo, divulgado nesta semana, na Science Translational Medicine.
 
O grupo de estudiosos conseguiu identificar marcadores na urina fetal que sinaliza a existência do problema.
 
Correio Braziliense

Adolescentes representam 80% dos casos de escoliose

Adolescentes representam 80% dos casos de escoliose Carlinhos Rodrigues/Agencia RBS
Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS
Em até 85% dos casos, a doença é idiopática, ou seja, com causa
 desconhecida
Problema é mais comum em mulheres do que em homens e, muitas vezes, os sintomas são percebidos desde a infância
 
Ombros ou quadris que parecem assimétricos, coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado, fadiga na coluna após longa permanência de pé ou sentado.

Os sinais da escoliose, um dos mais conhecidos desvios da coluna vertebral, são muitos, e o diagnóstico da doença é mais comum do que se imagina — chega a estar presente em até 3% da população em geral.

A escoliose é um desvio anormal da coluna vertebral e pode ser avaliado pelo médico em exame clínico, observando a curvatura ao olhar o paciente de frente ou de costas. O neurocirurgião Paulo Porto de Melo afirma que a doença não causa necessariamente dor ou incapacidade, mas também não melhora com a idade.

— É uma doença progressiva e somente um diagnóstico e intervenção precoces podem minimizar a curvatura e impedir a sua progressão — explica.

Existem várias causas diferentes para o aparecimento da escoliose. A doença pode ser congênita, quando a pessoa nasce com a má formação, sindrômica, em que é associada a outras doenças, neuromusculares, que provém de doenças neurológicas ou musculares, e idiopática, com causa desconhecida. Em até 85% dos casos, a doença é idiopática, ou seja, não se pode encontrar a causa.

Curvatura pode ser estigmatizante
Entre as idiopáticas, a mais comum é a escoliose do adolescente, que corresponde a aproximadamente a 80% dos casos. Nessa fase, o risco de progressão da curva é maior, porque a taxa de crescimento do corpo é mais rápida e muitas vezes não tem nenhum sintoma visível, até que tenha progredido significativamente.

É mais prevalente em meninas do que em meninos e, geralmente, elas são oito vezes mais propensas a precisar de tratamento. O neurocirurgião alerta que, após o diagnóstico da doença, o paciente deve ser observado periodicamente.

No caso em que a escoliose é progressiva, o uso de colete ortopédico pode ser o primeiro tratamento para impedir a sua progressão. Mas, se observadas numa fase mais avançada, as deformidades não respondem mais a esse tipo de tratamento, passando então a ter indicação cirúrgica.

Além dos sintomas clínicos, sintomas psíquicos também podem estar presentes e, eventualmente, originar a principal indicação cirúrgica. Isto se deve ao fato da curvatura ser estigmatizante, levando usualmente o paciente à retração social que, em casos extremos, pode até atrapalhar o desempenho no trabalho.

Melo explica que, se diagnosticada ainda criança ou adolescente, a escoliose usualmente leva a situações de brincadeiras constrangedoras para o paciente.

— A avaliação psicológica no momento do diagnóstico e o seguimento do paciente por profissional habilitado é importante, pois garantirá não somente um desenvolvimento psíquico adequado, como também a eventualidade da deformidade se tornar insuportável para o paciente do ponto de vista psíquico.

Quando é necessária a cirurgia?
A cirurgia de escoliose é um dos procedimentos mais complexos e pode durar de cinco a 10 horas. Em alguns casos, ela necessita ser realizada em duas etapas, dependendo da gravidade.

A opção pela operação, no entanto começa a ser recomendada quando as curvas são maiores do que 40 a 45 graus e continuam a progredir, ou para pacientes com curvas maiores que 50 graus.

Pessoas que possuem curvaturas inferiores a 25 graus são usualmente acompanhados em consultas trimestrais, monitorados e tratados com fisioterapia e RPG. Já os pacientes com potencial de crescimento e curvaturas entre 25 e 50 graus são tratados com coletes específicos, no intuito de direcionar o crescimento da coluna em um ângulo adequado, minimizando a possibilidade de cirurgia futura.

— No caso de adolescentes, ás vezes é preciso aguardar até que os ossos parem de crescer. Entretanto, pode ser que se necessite de cirurgia antes disso, se a curva na coluna for grave ou estiver se agravando rapidamente — esclarece o médico.
 
Zero Hora