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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Trabalho voluntário pode proporcionar vida mais longa e feliz

Trabalho voluntário pode proporcionar vida mais longa e feliz Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Voluntariado está associado a melhorias na saúde mental
Pesquisa aponta que voluntários apresentam níveis mais altos de bem-estar
 
Tornar-se um voluntário pode ajudar não só outras pessoas a se sentirem bem, como pode melhorar a sua saúde mental e te proporcionar uma vida mais longa. É o que afirma um novo estudo publicado hoje no periódico BMC Public Health.
 
Em uma análise de 40 trabalhos acadêmicos reunidos pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, os pesquisadores descobriram que os voluntários experimentam níveis mais baixos de depressão e altos níveis de bem-estar e satisfação com a vida, de acordo com os relatórios de suas auto avaliações, mas os resultados finais ainda precisam ser confirmados por testes. Os voluntários eram 20% menos propensos a morrer nos próximos quatro a sete anos, se comparados à média.
 
O voluntariado é tido como algo especialmente bom para a saúde física dos idosos, incentivando-os a permanecer ativos e a passar mais tempo fora de casa. Mas os jovens também experimentam benefícios vindos dessa atividade. Um estudo à parte realizado nos EUA, e publicado este ano no periódico JAMA Pediatrics, associou o voluntariado com a melhoria da saúde cardiovascular de alunos do ensino médio.
 
Os motivos por trás do voluntariado incluem querer "dar algo de volta" para a comunidade, mas quando os voluntários sentiram que não estavam "recebendo algo em troca", em retorno, o impacto positivo se mostrou mais limitado, explicaram os pesquisadores.
 
Estima-se que 22,5% das pessoas na Europa dedicam um pouco do seu tempo livre ao voluntariado, em comparação a 27% nos Estados Unidos e 36% na Austrália.
 
A pesquisadora chefe Suzanne Richards afirmou:
 
— Nossa revisão sistemática mostra que o voluntariado está associado a melhorias na saúde mental, porém é necessário mais trabalho para determinar se o voluntariado é realmente a causa. Ainda não está claro se os fatores biológicos e culturais e os recursos sociais, que são frequentemente associados a melhores condições de saúde e sobrevivência, também estão ligados a uma vontade de se voluntariar em primeiro lugar.
 
Um estudo separado da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, anunciado em junho, constatou que o voluntariado pode melhorar a saúde do coração, reduzindo a pressão arterial.
 
Zero Hora

Cigarro é responsável por mais de 200 mil mortes por ano no Brasil

Cigarro é responsável por mais de 200 mil mortes por ano no Brasil Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
No Brasil, 23 pessoas morrem vítimas de doenças associadas ao
cigarro a cada hora
Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima, o tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo, sendo 25 milhões no Brasil, o que representa mais de 15 bilhões de cigarros consumidos diariamente.

No Brasil, 23 pessoas morrem vítimas de doenças associadas ao cigarro a cada hora. São mais de 200 mil mortes por ano. Em escala global, esse número salta para 6 milhões. E o pior é que as estimativas não são nada positivas. A projeção é que os índices dobrem até 2030.

Quando se trata do uso do tabaco, as estimativas podem ser assustadoras: fumar causa, pelo menos, 14 tipos diferentes de câncer; 90% dos casos de neoplasias malignas do pulmão estão diretamente relacionados ao cigarro; quem fuma tem de 15 a 30 vezes maior risco de desenvolver um tumor pulmonar.

E não é à toa, já que, a cada tragada de um cigarro, um indivíduo inspira mais de quatro mil substâncias, entre elas a nicotina, o alcatrão, o monóxido de carbono, e mais outras 60 que são comprovadamente cancerígenas. E os problemas não param por aí.

Além do câncer, mais de 50 outras doenças podem ser desencadeadas pelo consumo de cigarro, entre elas asma, bronquite, enfisema pulmonar, trombose, doença coronariana e até mesmo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Sono e cigarro não combinam
Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina Charité Berlin, da Alemanha, mostrou que os fumantes têm mais distúrbios do sono e dormem menos do que os não fumantes.

A pesquisa foi feita com cerca de 1.100 usuários de cigarro. Desses, 17% dormiam menos de seis horas e 28% manifestavam dificuldades neste período. Os dados foram comparados ao padrão de sono de 1.200 não fumantes. Nesse grupo foram registrados, respectivamente, 7% e 19% para os mesmos quesitos.

Segundo a Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi, ao contrário do que se imagina, os usuários de cigarro não se sentem relaxados e não conseguem alcançar o estágio mais profundo do sono, uma vez que a fase mais leve é constantemente interrompida devido aos efeitos da nicotina.

— A substância causa no organismo um resultado parecido com o álcool, podendo ocasionar problemas como ronco, apneia e insônia crônica. Por isso, deve ser evitada por quem deseja um sono reparador e de qualidade — explica.

A consultora ressalta ainda que as noites mal dormidas podem causar inúmeros problemas à saúde. Entre os mais perigosos estão as doenças do coração e o diabetes, que podem ser adquiridas ao longo do tempo.

Quem não fuma também não escapa das estatísticas
O oncologista do Serviço de Tórax do Hospital Erasto Gaertner, Vinícius Basso Preti, faz um alerta para aqueles que convivem com tabagistas. Os chamados fumantes passivos têm risco 30% superior de desenvolver um câncer de pulmão quando comparados com os que ficam longe da fumaça.

Se considerarmos as crianças que convivem com fumantes, o cenário também não é nada positivo. Elas têm três vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios, diz o especialista.

— Crianças que vivem com fumantes em casa apresentaram maior incidência de pneumonia, bronquite, exacerbação de asma, infecções do ouvido médio, além de elevada probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta — acrescenta Preti.  

Vício em cigarro impacta negativamente no bolso
Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor de diversos livros sobre o assunto, a conta é simples. Com o valor do cigarro em R$5,00, um fumante que consome dois maços por dia gastará, por mês, R$300,00 e por ano R$3.600,00. E isso sem contar os gastos que ele terá nesse período com problemas de saúde.

O ato de fumar não faz só com que o viciado perca dinheiro, mas impacta em todo um desperdício de recursos.

Isso porque este valor é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

Idosos x Fumo
Pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, em 2012, indica que a prevalência do hábito de fumar entre idosos é de 12,2%, número que aumenta com o envelhecimento da população.

Para a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) é preciso investir em políticas públicas de combate ao tabagismo também para os idosos, assim como há campanhas educativas de combate ao fumo às outras faixas etárias da população.

A estratégia de prevenção primária, ou seja, de evitar o início do fumo, é fundamental, mas a prevenção secundária, que promove interrupção do vício também.

Os idosos que fumam, normalmente são tabagistas há anos, o que os deixa mais suscetíveis aos impactos negativos do cigarro, como demência, depressão e osteoporose. O tabagismo está ligado a vários tipos de doenças como câncer de pulmão, estômago, esôfago e bexiga, além de ser fator de risco de infartos e derrames.

Afeta também a pele, que adoece mais e precocemente, ou seja, o aspecto envelhecido é antecipado. Os dentes são igualmente prejudicados, com grande chance de perdê-los.

Paladar e olfato são comprometidos, já que a fumaça literalmente os queima, além da possibilidade de amputações, principalmente dos membros inferiores, por consequência de complicações vasculares provocadas pela toxicidade que eles contêm.   

Como largar o cigarro?
Os tratamentos contra o tabagismo envolvem, além do combate químico contra a nicotina, componentes psicológicos e de condicionamento.

Por conta disso, é essencial haver uma mudança de hábito, além do entendimento de que a abstinência provoca reações como irritabilidade, ansiedade, sonolência, inquietação e bradicardia, para assim aprender a lidar com os sintomas.

A adoção de práticas saudáveis como atividades físicas regulares, alimentação balanceada, rotina regular do sono, postura correta ao dormir, uso de travesseiros adequados ao gosto pessoal e ao biótipo, entre outras, são fundamentais neste processo.

— Deixar o cigarro pode ser uma tarefa difícil, mas os benefícios que esta medida traz são muito vantajosos — finaliza Renata Federighi.
 
Zero Hora

Confira estratégias para espantar a preguiça e motivar a volta aos treinos

Confira estratégias para espantar a preguiça e motivar a volta aos treinos Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS
Ficar sem malhar por mais de um mês acarreta perdas no
condicionamento físico e aeróbico
Exercícios mais rápidos e dinâmicos podem ser uma alternativa para quem não tem tempo para treinar
 
Férias, feriados prolongados, viagens de negócios. Muitos imprevistos podem atrapalhar a rotina de treinamento, além da preguiça e do tempo frio, que fazem com que algumas pessoas se afastem dos exercícios.
 
Não são raros os casos de homens e mulheres que ficam meses sem pisar na academia, por conta da falta de tempo e de outras atividades que são prioridade no dia a dia.

Por mais regrada que a pessoa seja, ficar sem malhar por mais de um mês faz com que o condicionamento físico e aeróbico comece a ter perdas, por isso, é importante retomar as atividades o quanto antes. Quanto maior o tempo sem treinar, mais complicado será o retorno e, dependendo do intervalo, talvez seja preciso começar do zero.

Como incentivo, a personal trainer Regina Bento, da academia Contours, apresenta algumas dicas e motivos para pegar firme na malhação.

— Faça reavaliações físicas periódicas, pois assim você saberá o resultado alcançado até agora e ainda pode reprogramar a meta, o que motiva a não abandonar os exercícios

— Arranje uma companhia

— Fixe horários para seu treino na agenda. A rotina evita que desculpas surjam

—  Busque acompanhamento nutricional. Tanto para quem quer perder peso como para quem quer ganhar massa, buscar acompanhamento nutricional vai acelerar os resultados e motivar a não desistir

— Se a falta de tempo é uma desculpa para fugir dos treinos, busque como opção exercícios mais rápidos e dinâmicos, como o circuito. Ele trabalha o corpo todo e dá resultados tanto de perda peso quanto de ganho de massa.
 
Zero Hora

Entenda o que é a fadiga crônica

Entenda o que é a fadiga crônica Stock Images/Stock Images
Na maioria das vezes, o diagnóstico da fadiga crônica é feito por
 exclusão e sabe-se também que acomete mais mulheres
Estudos mostram que os sintomas na maioria das vezes são prolongados e podem durar de 37 a 56 meses
 
A síndrome da fadiga crônica (SFC) é uma doença complexa que já recebeu nos dois últimos séculos várias denominações: neurastenia, síndrome da fadiga pós viral, encefalomielite miálgica e mononucleose crônica. Alguns autores classificam o problema como uma enfermidade da mesma família que a fibromialgia, a síndrome do intestino irritável e o distúrbio do estresse pós-traumático.
 
Atualmente, a fadiga crônica tem sido entendida como uma doença bastante incapacitante, pouco conhecida, com incidência de 1% na população, mas com estimativas superiores quando se usam modelos diagnósticos menos rígido , em geral com bom prognóstico e sobretudo sub-diagnosticada ( 80% dos pacientes não tem diagnóstico). Ela se caracteriza por fadiga em período igual ou superior a seis meses acompanhando pelo menos quatro dos seguintes sintomas abaixo segundo a orientação da International Chronic Fatique Syndrome Study Group (ICFSSG):
 
— Sono não reparador
 
— Dores musculares
 
— Dores em várias articulações, mas sem sinais inflamatórios (reumáticos)
 
— Dor de cabeça
 
— Dor de garganta
 
— Gânglios dolorosos e inflamados
 
— Alteração da memória recente
 
— Alteração da concentração
 
— Fraqueza intensa que persiste por 24 horas após atividade física.
 
— Cefaleia recorrente
 
— Febre baixa
 
— Alterações do sono (Hipersonia ou insônia)
 
Na maioria das vezes, seu diagnóstico é feito por exclusão e sabe-se também que acomete mais mulheres (sobretudo brancas e jovens) que homens e alguns estudos mostram que os sintomas na maioria das vezes são prolongados, podendo durar de 37 a 56 meses.
 
Infelizmente esta moléstia é pouco diagnosticada na maioria das vezes, sendo atribuído a vida agitada, estresse, dietas inadequadas e sedentarismo como raiz do problema, o que apenas retarda o diagnóstico e inicio do tratamento.
 
Os tratamentos até o momento propostos seguem as recomendações da ICFSSG e se baseiam na redução e se possível na eliminação dos sintomas. Atividade física leve e suportável é desejável e mudança no estilo de vida evitando tarefas exaustivas (mentais e físicas) parece bastante razoável, além de medidas antiestresse.
 
Os resultados irão depender das respostas individuais, levando em conta que existe um tempo de restabelecimento normal das glândulas suprarrenais, sensíveis aos diversos níveis de estresse, capaz de reduzir a capacidade funcional do sistema imunológico por aumento ou por diminuição da liberação do cortisol, agudo ou crônico.
 
A fadiga crônica parece estar bastante relacionada a estas duas formas de estresse sendo que na fase aguda existe óbvia ação mais intensa do cortisol e o indivíduo está mais suscetível a infecções enquanto nas formas mais crônicas, surgem fenômenos inflamatórios e auto imunológicos onde a síntese do glicocorticoides pela suprarrenal já está pouco comprometida.
 
O assunto ainda é bastante controverso e carece de maiores investigações para se transformar em um tratamento padrão, sendo, atualmente, individualizado e personalizado, atendendo às necessidades peculiares de cada paciente, onde, o correto diagnóstico e o início precoce do tratamento oferece melhora na qualidade devida das pessoas, desde a fase inicial de tratamento.

Zero Hora

Bebida "antienergética" chega ao Brasil e promete ajudar a relaxar

Bebida Slow Cow, que começa a ser vendida em setembro no país
Marlene Bergamo/Folhapress
Bebida Slow Cow, que começa a ser vendida em setembro no país
Uma nova bebida à base de substâncias calmantes chegará ao Brasil em setembro com a promessa de ajudar as pessoas a relaxar.
 
O produto é uma espécie de "antienergético": sua embalagem e até o sabor são semelhantes aos das bebidas estimulantes à base de cafeína, mas o objetivo é provocar o efeito oposto. O público-alvo da bebida, que tem a cor azul, também é jovem.
 
A bebida foi batizada de Slow Cow e é feita com substâncias conhecidas por suas propriedades relaxantes: camomila, maracujá, melissa, capim-limão, valeriana, tília, lúpulo e chá-verde.
 
 
Esse último, aliás, também pode ser estimulante. Mas, segundo a médica Marcella Garcez Duarte, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia, o chá-verde tem um aminoácido chamado teanina, cujo efeito é calmante. Ela afirma que, para obter quantidades maiores dessa substância, é possível selecionar folhas mais jovens do chá, que têm menos cafeína.
 
"As concentrações dessas substâncias costumam ser pequenas em produtos de venda livre, mas é possível que, somadas, tenham um efeito relaxante. Isso vai depender da sensibilidade de cada um", diz Duarte, que diz que a eficácia da novidade pode se assemelhar à dos tradicionais chás.
 
A bebida é canadense e já foi lançada em outros países. No Brasil, ela chegará primeiro em São Paulo e será vendida em supermercados, padarias, lojas de conveniência e outros pontos de venda. Cada unidade custará R$ 9,90.
 
Folhaonline