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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"Buscapé" de remédios fatura R$ 1,6 milhões por ano

Cliquefarma oferece serviço gratuito de comparação de preços de medicamentos em 40 redes de farmácias.
 
Após pesquisar remédios na internet como consumidores, Ângelo Alves e Cezar Machado perceberam que a grande variação de valores entre as lojas poderia se tornar uma oportunidade de negócio. Em 2010 criaram o comparador de preços Cliquefarma (www.cliquefarma.com.br) para medicamentos, cosméticos e outros itens comercializados em drogarias. E desde então têm obtido resultados animadores.
 
A ferramenta é gratuita para o internauta. Ao digitar o nome do produto, o site traz instantaneamente os preços encontrados em 40 drogarias on-line, que entregam em todo o Brasil. Compras entre R$ 20 e R$ 100 são isentas de frete, conforme a política da loja.
 
Para o futuro, o site oferecerá uma cesta de compras virtual que fará alertas de preços mensalmente para o consumidor, além de um aplicativo para smartphone.
 
As receitas do Cliquefarma são oriundas de publicidade: os varejistas pagam por clique para constar na lista de pesquisa. O site gera R$ 15 milhões de oportunidades por mês para seus anunciantes. Segundo Alves e Machado, a taxa de conversão de clique em venda neste tipo de busca é de 5 a 8%. A startup deve fechar o ano com 3 milhões de páginas visitadas por mês, cerca de R$ 1,6 milhões de faturamento, e 20% de crescimento sobre o ano anterior. O investimento inicial foi totalmente bancado pelos sócios.
 
As perspectivas para este segmento são promissoras. Segundo o e-Bit, a categoria Saúde, Beleza e Medicamentos é a 3ª categoria mais importante para o e-commerce brasileiro com 12,2% do total de pedidos, atrás apenas de Moda e Eletrodomésticos.
 
Nossa proposta é ajudar o brasileiro a economizar no orçamento doméstico. Quem compara preços de medicamentos e cosméticos pela internet encontra diferenças de até 155% entre as farmácias. Um mesmo varejista vende em média um produto 15% mais barato no seu canal on-line do que em lojas físicas. Comprar na farmácia equivale a pagar por uma taxa de urgência para dispor do produto na hora? concluem Alves e Machado.
 
Cliquefarma
É um site gratuito para comparação de preços de produtos de saúde que visa ajudar o consumidor a poupar tempo, dinheiro, e encontrar os melhores produtos de saúde. O Cliquefarma não faz vendas de medicamentos. Foi fundado no ano de 2010 e recebe cerca de 3 milhões de pageviews mensalmente. (www.cliquefarma.com.br).
 
Fator Brasil

Programa Mais Médicos vira arma na disputa política do PT

Agência Brasil
Para a direção do PT em São Paulo, o Mais Médicos deu a
visibilidade necessária a Padilha
Integrantes da direção nacional do partido defendem que Alexandre Padilha adie a saída do ministério para capitalizar eleitoralmente os possíveis bônus do programa
 
Ainda em fase de implantação, o programa Mais Médicos do Ministério da Saúde virou arma na disputa política do PT. Integrantes da direção nacional petista comemoram a reação positiva da maioria da população à chegada de médicos estrangeiros e contabilizam o programa na conta dos sucessos do governo Dilma Rousseff.             

O sucesso momentâneo, no entanto, virou argumento para que o ministro Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo, continue no ministério até o ano que vem, contrariando a estratégia da direção estadual do PT, que prevê a saída do ministro em novembro. "Estamos ganhando o Mais Médicos", comemorou um dirigente nacional do PT. "Isso virou um dilema para o Padilha. Será que ele vai querer sair do ministério para disputar a eleição e deixar de colher os louros do projeto?", completou.
 
Integrantes da direção nacional defendem que Padilha adie a saída do ministério para capitalizar eleitoralmente os possíveis bônus do Mais Médicos.
 
Por trás da sugestão, está a disputa com o presidente estadual do PT, Edinho Silva, que defende a desvinculação do ministro em novembro, depois de aprovada a Medida Provisória que regulamenta o Mais Médicos, conforme acordado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presidente Dilma Rousseff.
 
Dirigentes petistas acreditam que com o adiamento poderão tirar Edinho da coordenação da campanha de Padilha, geralmente entregue ao presidente do partido, já que o mandato dele termina em dezembro. O nome mais cotado para ocupar a presidência estadual do PT de São Paulo é o do ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza.
 
O PT ainda não tem pesquisas sobre a aceitação do programa. Nas próximas semanas deve ser realizada uma série de sondagens qualitativas. Mas diante das reações nas redes sociais e na imprensa o partido comemora o sucesso da iniciativa.
 
Para integrantes da direção nacional, o Mais Médicos já é, ao lado da PEC das Domésticas, um dos principais trunfos de Dilma para a campanha do ano que vem. "Além do impacto direto junto à população, o programa pode ajudar a politizar a campanha mostrando quem defende a manutenção de privilégios e quem é a favor de melhorar a vida do povo", disse um cardeal petista.
 
No âmbito estadual, o impacto inicial do programa também é motivo de comemorações. Para a direção do PT em São Paulo, o Mais Médicos deu a visibilidade necessária a Padilha - ainda desconhecido pela maioria do eleitorado - e agrega um elemento positivo à imagem do pré-candidato em uma das áreas que têm sido o ponto fraco do PT, a saúde.
 
"Pode ser o 'genérico' do Padilha", disse um dirigente, comparando o Mais Médicos à criação dos medicamentos genéricos, uma das maiores realizações de José Serra no Ministério da Saúde.
 
Enquanto os cardeais petistas divergem sobre a data de desvinculação de Padilha, o partido prepara uma longa agenda de compromissos para os próximos meses que inclui eventos internos do PT, reuniões com parlamentares, movimentos sociais e a base do partido, além de avançar nas negociações com possíveis partidos aliados.
 
Último Segundo

As doenças mais comuns da gravidez

Pré-natal: consulta é imprescindível para prevenir as principais
 doenças da gravidez
Conheça sintomas e saiba como tratar os problemas mais frequentes que podem surgir nos nove meses de gestação
 
As doenças mais frequentes durante a gravidez – respondendo por 80% dos casos – são as infecciosas, principalmente aquelas que atingem o trato urinário. Elas podem causar complicações graves como um aumento no risco de aborto, antecipação do trabalho de parto e até septicemia.

No entanto, as que mais preocupam os obstetras são as síndromes metabólicas, como a pré-eclâmpsia e a diabetes gestacional, que são mais fatais tanto para as mães quanto para os bebês.
 
“A gestação predispõe a alguns desses problemas. Por mais simples que pareçam, sempre é preciso tratar”, alerta Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo.
 
“Uma boa nutrição, atividade física e consulta pré-natal regular minimizam, e muito, o risco da mulher apresentar qualquer um desses problemas”, ressalta Luiz Fernando Leite, ginecologista e obstetra do hospital e maternidade Santa Joana.
 
Conheça as principais condições que podem afetar a gravidez: 
         
Pré-eclâmpsia
Entre os problemas mais graves de uma gestação, sem dúvida a doença hipertensiva específica da gravidez (como é hoje chamada a pré-eclâmpsia) é a que mais preocupa os médicos. No Brasil, por dia, três mulheres são vítimas da doença. Em geral, ela acomete as futuras mamães no terceiro trimestre e é mais comum na primeira gravidez.
 
“O problema acontece devido a uma alteração vascular da placenta, que eleva a pressão arterial”, explica Luiz Fernando Leite, do Santa Joana. A doença pode causar o envelhecimento da placenta, o parto prematuro ou evoluir para eclampsia ou ainda para a Hellp Síndrome.
 
“Os sintomas são inchaço, dor de cabeça e de estômago, espuma na urina (pelo aumento de proteínas na urina), convulsões, dores abdominais e vista embaralhada”, explica Rosa Maria Neme, ginecologista e obstetra do Centro de Endometriose de São Paulo.
 
Se confirmado o diagnóstico, as consultas com o médico devem ser mais frequentes, assim como os exames clínicos. A mulher deverá adotar uma dieta com pouco sal e controlar a pressão. Em alguns casos, ela pode ser internada para tratamento.
 
Diabetes gestacional
É a segunda doença mais frequente da gestação e costuma aparecer ao redor da 26ª ou 27ª semana. “A placenta tem hormônios diabetogênicos, com potencial para desenvolver o diabetes. Aquela mulher cujo pâncreas produz insulina de forma normal passa tranquilamente pela gestação. Mas aquela com alguma deficiência na produção de insulina pode desenvolver a doença”, explica Edilson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano, em São Paulo.
 
O diabetes gestacional é mais frequente em mulheres com histórico familiar da doença na família ou naquelas que engordam muito nesse período, alerta Luiz Fernando Leite. O ideal, lembra o médico, é ganhar no máximo 12kg. No entanto, o especialista ressalva que o diabetes pode não estar ligado somente ao ganho de peso.
 
“Posso ter uma mulher magra com diabetes gestacional . Por isso um pré-natal adequado é tão importante”, diz ele.
 
O diagnóstico deve ser feito por meio da medição das taxas de açúcar no sangue. A sede e o aumento na vontade de urinar, sintomas clássicos da doença, são frequentes na gestação e, por isso, podem passar despercebidos.
           
Infecções urinárias
As infecções mais frequentes do trato urinário durante a gravidez são a cistite e a candidíase. Os sintomas mais frequentes são desejo frequente de urinar, sensação de ardência na vagina, dor no baixo-ventre, corrimento e coceira.
 
“A progesterona (hormônio predominante na gravidez) provoca uma dilatação das vias urinárias que impede a bexiga de esvaziar completamente, favorecendo a cistite. Além disso, devido à queda na imunidade da gestante, a cândida, que habitualmente vive no intestino e faz parte da flora vaginal normal, prolifera e passa para a vagina provocando a candidíase”, explica Rosa Maria Neme.
        
A infecção representa um risco maior no primeiro e no último trimestre da gravidez, podendo causar um parto prematuro. O tratamento é basicamente medicamentoso e vai depender da indicação médica.
 
Anemia
Essa é uma condição bem comum às gestantes e, em geral, transitória. “Na gravidez, há um aumento de 20% no volume de sangue sem haver um acréscimo de glóbulos vermelhos. É como colocar mais água em suco em pó, ele vai ficar menos denso. Por isso, é importante uma dieta adequada ”, ressalta Luiz Fernando Leite, do Santa Joana.
 
Para evitar o problema as grávidas devem apostar em agrião, espinafre, lentilha, feijão branco, frutas secas, fígado, escarola e abacate, indica a ginecologista Rosa Maria Neme. Em alguns casos, o médico pode prescrever vitaminas a fim de minimizar os efeitos da falta de ferro, que pode levar a um crescimento menor do bebê.
 
Distúrbios da Tireoide
As alterações hormonais típicas da gravidez podem descompensar o funcionamento da tireoide, causando o hipertireoidismo ou o hipotireoidismo, esse último mais comum nesse período.
 
“O funcionamento deficiente dessa glândula é muito simples de ser tratado, por meio de medicamento, e não deve afetar a saúde da mãe ou do bebê”, afirma Edilson Ogeda, do Samaritano.
 
O obstetra Luiz Fernando recomenda um exame completo dessa glândula logo no início da gestação, a fim de verificar se o problema é decorrente da gravidez ou anterior a ela.
 
iG

Câmara aprova projeto que obriga planos de saúde a custear quimioterapia oral

Atualmente cerca de 40% dos tratamentos oncológicos indicam medicamentos orais de uso domiciliar em substituição à internação 
 
A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (27) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a pagar quimioterapia oral domiciliar para pacientes que estão em tratamento contra o câncer. O projeto, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), recebeu pequenas alterações e retornará ao Senado antes de ser enviado para sanção.
 
Independentemente do projeto de lei, a partir de janeiro de 2014 as operadoras de saúde já terão de fornecer aos pacientes 36 tipos de medicamentos orais que são indicados para 56 tipos de câncer, entre eles de próstata, mama, colo retal, leucemia, linfoma, pulmão, rim e estômago por conta da resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que incluiu essas drogas no rol de coberturas obrigatórias dos planos.
 
“A aprovação desse projeto é um grande avanço, pois essa era uma luta antiga das entidades médicas e de pacientes com câncer”, diz a advogada Antonieta Barbosa, autora do livro Câncer: Direito e Cidadania.

Na opinião de Antonieta, mesmo já existindo uma norma da ANS que determina a inclusão das drogas orais no rol de procedimentos obrigatórios a partir do ano que vem, uma lei teria muito mais força.
 
Cada caixa de capecitabina (Xeloda), indicada para o tratamento de câncer de mama metastático, por exemplo, custa em média R$ 2,5 mil. Já a caixa de acetato de abiraterona (Zytiga), usado para câncer de próstata, custa R$ 11 mil. O gefitinibe (Iressa), para câncer de pulmão, custa cerca de R$ 4 mil.

“Nem sempre as normas da ANS são cumpridas pelas operadoras de saúde. Além disso, a resolução tem algumas limitações, pois obriga a cobertura só para alguns tipos de câncer e algumas drogas orais. Se o projeto se tornar lei, os pacientes terão mais uma garantia e mais segurança”, avalia Antonieta.

Ideia. A ideia do projeto de lei surgiu em 2011 em uma audiência pública realizada no Senado que discutia os direitos dos pacientes com câncer. De acordo com a senadora, hoje em dia cerca de 40% dos tratamentos oncológicos indicam medicamentos orais de uso domiciliar em substituição à internação hospitalar ou ambulatorial. Segundo ela, em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar ( Fenasaúde) informou que defende que qualquer iniciativa no sentido de incorporação de coberturas obrigatórias pelos planos de saúde seja feita por meio do rol de procedimentos da ANS em vez de ser por projeto de lei, pois o rol é atualizado a cada dois anos com participação das operadoras e entidades.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) diz que a iniciativa é um avanço na área de saúde suplementar. As duas afirmam, entretanto, que as alterações nas coberturas mínimas obrigatórias acarretam crescimento das despesas das operadoras.
 
Estadão

O que a mulher precisa saber para engravidar depois dos 35 anos

O que você precisa saber para engravidar depois dos 35 anos
Se a gravidez for tranquila, o pré-natal é igual ao das mulheres mais novas. Ginecologistas explicam como se preparar para a gestação
 
Você resolveu adiar a maternidade e agora, aos 35 anos ou mais, decidiu se tornar mãe, mas não sabe ainda por onde começar. Segundo ginecologistas ouvidos pelo iG, é necessário fazer um acompanhamento antes de engravidar, para mapear problemas de saúde prévios que possam prejudicar sua fertilidade, atrapalhar a gestação ou prejudicar o bebê.
 
O ginecologista Augusto Bussab, especialista em infertilidade conjugal do Centro de Fertilização Augusto Bussab, explica que os exames de rotina são importantes.
 
“A mulher deve avisar o médico que pretende ser mãe”, explica. “Assim pediremos exames de sorologia, para ver se ela tem alguma doença que pode ser transmitida para o bebê, hemograma completo, dosagem de glicose e tireoide, porque os hormônios desregulados podem causar um aborto. Também vamos receitar ácido fólico precocemente, porque a carência dele pode levar a alguns tipos de má-formação”.
 
Até os 35 anos, é normal esperar até um ano para engravidar. Depois dos 35, os ginecologistas aconselham que, se depois de seis meses de tentativas a mulher não engravidar, que procure um especialista.
           
A ginecologista Silvia Herrera, coordenadora da Medicina Fetal do laboratório Salomão Zoppi explica que manter uma vida saudável é importante para engravidar. “Esse papo de alimentação saudável, de estar dentro do peso não é balela, porque uma coisa vai levando à outra. Se a mulher estiver obesa, corre maior risco de desenvolver diabetes, que, por sua vez, eleva o risco de má-formação fetal”.
 
O aconselhamento genético só é recomendado para aquelas mulheres que têm um histórico familiar de má formação ou de problemas hereditários.
 
“Todo mundo tem a possibilidade de ter um filho portador da Síndrome de Down. Mas se a mulher tem uma prima, uma tia, ou o marido tem parentes com Down, a probabilidade aumenta”, explica Bussab. “Para esses casos o aconselhamento genético é recomendado e, se tiver problemas, o médico vai orientar para fazer fertilização in vitro, porque se faz a seleção genética”.
           
Riscos
Os riscos de uma gestação com possíveis complicações aumenta com o passar dos anos. O perigo de adiar a maternidade é uma preocupação que Sílvia transmite às pacientes. “Cada vez mais se vê mulheres que postergam a gravidez por motivos que às vezes nem são importantes, como querer comprar um carro ou viajar. Elas não sabem do aumento do risco, da diferença que faz estar engravidar um ano mais jovem”, alerta.
 
Segundo a ginecologista, a mulher com mais de 35 anos tem um risco mais elevado de desenvolver pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e ter um bebê com síndromes. “Por causa do risco aumentado da síndrome, as mulheres têm maior risco de sofrer aborto”, explica. “O risco sobe exponencialmente depois dessa idade”.
 
Se a gravidez for tranquila, o pré-natal é igual ao das mulheres mais novas. “Se houver alguma intercorrência, as consultas serão personalizadas de acordo com a necessidade da paciente”, conta Sílvia.
            
A chance de engravidar depois dos 35 anos, no entanto, reduz a cada ano. As taxas de fertilidade diminuem e é preciso correr contra o tempo.
 
“Fazemos essa recomendação de não esperar mais que seis meses tentando engravidar antes de procurar um especialistas, porque a cada mês que vai passando, a dificuldade de engravidar vai aumenta. Isso se acentua mais aos 38 anos e ainda mais depois dos 40”, explica Bussab.

iG