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sábado, 31 de agosto de 2013

Gota

Foto: ADAM
Cristais de ácido úrico
Definição
A gota é um tipo de artrite que ocorre quando o ácido úrico se acumula nas articulações.

- A gota aguda é uma doença que causa muita dor e normalmente afeta uma articulação

- A gota crônica consiste em episódios repetidos de dor e inflamação que podem envolver mais de uma articulação
 
Causas, incidência e fatores de risco
A gota é causada pela presença de níveis mais altos do que o normal de ácido úrico no corpo. O corpo pode ter ácido úrico em excesso ou ter dificuldade de eliminar ácido úrico.
 
Quando o ácido úrico se acumula em excesso no líquido ao redor das articulações (líquido sinovial), são formados cristais de ácido úrico. Esses cristais causam inchaço e inflamação da articulação.
 
Nem todas as pessoas com altos níveis de ácido úrico no sangue têm gota.
 
A causa exata é desconhecida. A gota pode ser genética. É mais comum em homens, em mulheres pós-menopáusicas e em pessoas que bebem álcool. As pessoas que tomam determinados medicamentos como a hidroclorotiazida e outros diuréticos podem ter níveis mais altos de ácido úrico no sangue.
 
A doença também pode se desenvolver em pessoas com:
- Diabetes
 
- Doença renal
 
- Obesidade
 
- Anemia falciforme e outras anemias hemolíticas
 
- Leucemia e tipos semelhantes de distúrbios

A doença pode ocorrer depois de tomar medicamentos que interfiram com a eliminação de ácido úrico pelo organismo.
 
Sintomas
 
Sintomas de ataques gotosos agudos:
- Os sintomas aparecem subitamente e, em geral, envolvem uma ou mais articulações. As articulações do dedão do pé, do joelho e do tornozelo são as mais frequentemente afetadas
 
- Muitas vezes, a dor começa durante a noite e, em geral, é descrita como latejante, arrasadora e lancinante
 
- A articulação se torna quente e vermelha. Em geral, ela fica muito delicada (dói cobrir com um lençol ou cobertor)
 
- Pode haver febre
 
- O ataque pode desaparecer após vários dias, mas voltar periodicamente. Normalmente, os ataques subsequentes têm maior duração
 
Depois do primeiro ataque de gota, as pessoas não apresentam sintomas. Algumas delas terão intervalos de meses ou até de anos entre os ataques gotosos.
 
Algumas pessoas podem desenvolver artrite gotosa crônica, enquanto outras podem não ter mais ataques. Aqueles que sofrem de gota crônica desenvolvem deformações e perda de movimento das articulações. Eles têm dor nas articulações e outros sintomas a maior parte do tempo.
 
Os tofos são caroços sob a pele ao redor das articulações ou em outros lugares. Eles podem drenar material calcáreo. Geralmente, os tofos se desenvolvem somente depois que um paciente conviver por muitos anos com a doença.
 
Depois de um ataque gotoso, mais da metade das pessoas sofrerá outro ataque.
 
Exames e testes
 
Os testes que podem ser feitos abrangem:
- Análise de líquido sinovial (revela cristais de ácido úrico)
 
- Ácido úrico — sangue
 
- Radiografias da articulação (pode ser normal)
 
- Biópsia sinovial
 
- Ácido úrico — urina
 
Tratamento
 
Tratamentos para um ataque súbito ou recrudescimento de gota:
- O médico recomendará a ingestão de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou indometacina, assim que aparecerem os sintomas. Você precisará tomar medicamentos tarjados durante 4 a 10 dias
 
- Em algumas ocasiões, o médico poderá prescrever analgésicos fortes, como codeína, hidrocodeína e oxicodona
 
- Um medicamento tarjado chamado colchicina ajuda a reduzir a dor, o inchaço e a inflamação
 
- Os corticoides também podem ser muito eficazes. O médico pode injetar esteroides na articulação inflamada para aliviar a dor
 
- Em geral, a dor diminui dentro de 12 horas após o início do tratamento e desaparece completamente em 48 horas
 
 
O uso diário de alopurinol e probenecida diminuem os níveis de ácido úrico no seu sangue.
 
O médico poderá prescrever esses medicamentos se:
- Você tiver vários ataques durante o mesmo ano
 
- Você tiver sinais de artrite gotosa
 
- Você tiver cálculos renais de ácido úrico

Algumas dietas e mudanças no estilo de vida ajudam a evitar ataques gotosos:
 - Evite álcool, anchovas, sardinhas, óleos, arenque, vísceras (fígado, rim e molejas), leguminosas (feijões e ervilha), caldos de carne, cogumelos, espinafre, aspargos, couve-flor, consomê e fermento ou levedura de cerveja
 
- Limite a quantidade de carne ingerida em cada refeição
 
- Evite comidas gordurosas, como molhos de saladas, sorvete e fritura
 
- Coma uma quantidade suficiente de carboidratos
 
- Se estiver emagrecendo, emagreça lentamente. A perda rápida de peso pode provocar a formação de cálculos renais de ácido úrico
 
Evolução (prognóstico)
O tratamento adequado dos ataques agudos permite que as pessoas tenham uma vida normal. Entretanto, a forma aguda da doença pode progredir para gota crônica.
 
Complicações
- Artrite gotosa crônica
 
- Cálculos renais
 
- Depósitos nos rins, levando à insuficiência renal crônica
 
Ligando para o médico
Marque uma consulta com o médico se você apresentar sintomas de artrite gotosa aguda.
 
Prevenção
O distúrbio em si pode não ser prevenido, mas você pode evitar itens que desencadeiam os sintomas. Limite o consumo de álcool e siga uma dieta pobre em purinas.
 
Referências
Keith MP, Gilliland WR. Updates in the management of gout. Am J Med. 2007;120:221-224.
 
Cameron MA, Sakhaee K. Uric acid nephrolithiasis. Urol Clin North Am. 2007;34:335-346.
 
Atualizado em 28/6/2011, por: Ariel D. Teitel, M.D., M.B.A., Chief, Division of Rheumatology, St. Vincent’s Hospital, New York, NY. Review provided by VeriMed Healthcare Network. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.
 
iG

O essencial da consulta médica masculina

É fundamental verificar a pressão arterial em consultas médicas
Veja o que não pode faltar no atendimento médico para garantir a boa saúde do homem
 
O ginecologista não cuida apenas do órgão sexual feminino. Ele também é importante na saúde da mulher como um todo. As consultas podem detectar inúmeros problemas que vão além da libido e isso é possível, especialmente, pelo fato das visitas ao médico serem constantes. Já com os homens, o mesmo não acontece.
 
Não existe uma especialidade médica para o homem equivalente ao ginecologista para a mulher. O urologista, por exemplo, costuma ser mais procurado quando existem problemas pontuais, em vez das consultas periódicas de caráter preventivo. Outros especialistas também são mais requisitados desta maneira. Mas mesmo nestas consultas com reclamações pontuais, o médico pode fazer uma avaliação mais ampla e, assim, detectar com antecedência diversos problemas.
 
O primeiro passo é ter uma boa conversa com o médico. “A primeira avaliação clínica deve ser cuidadosa e verificar questões como vacinação, histórico de procedimentos cirúrgicos, doenças prévias, alimentação e qualidade do sono”, afirma André Negrão, clínico geral do Hospital São Luiz.
 
O histórico familiar de doença é outra peça fundamental. “Em pé de jaca, dá jaca”, brinca o médico. Inúmeras doenças têm o risco aumentado quando há histórico entre familiares, especialmente em parentes de primeiro grau. “Hipertensão e câncer são dois problemas que requerem atenção”, exemplifica.
 
Circunferência abdominal
O simples ato de medir a circunferência abdominal do homem já é uma forma de identificar o risco de várias doenças. Quando ela é igual ou superior a 102 centímetros, o paciente fica mais sujeito a desenvolver síndrome metabólica, que pode se manifestar com diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, entre outras complicações.
 
Excesso de peso e obesidade atingem 60% dos brasileiros adultos, segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e isso é tido como gatilho para problemas fatais como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso pode desencadear ou agravar apneia do sono, o que pode levar a problemas sexuais.
 
“Além de medir a circunferência abdominal, o médico deve ainda verificar a frequência cardíaca, escutar coração e pulmões para completar o exame”, afirma Negrão. As chamadas medidas antropométricas – como peso, altura e índice de massa corporal – não podem faltar, como a medida da pressão arterial.
 
Avaliação do metabolismo
Um exame de sangue simples é suficiente para verificar como está o metabolismo masculino. “Ácido úrico, colesterol, triglicérides e glicemia são fundamentais e precisam ser avaliados”, aponta Eduardo Berger, coordenador do centro de check-up do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
 
Alterações nestes indicadores podem acender o sinal de alerta para problemas como má alimentação ou disfunção da glândula tireóide. Neste último caso, a doença pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e ainda acelerar o ganho de peso.
 
Próstata
O urologista Rodrigo Rodrigues da Costa, do Hospital Beneficência Portuguesa, afirma que é fundamental para o homem fazer um acompanhamento da próstata a partir dos 40 anos. O câncer de próstata é um dos principais tumores masculinos e registrou em 2010 mais de 50 mil novos casos, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
 
“O exame de toque é o mais eficiente para detectá-lo”, afirma Rodrigues da Costa. Pelo toque, o médico consegue detectar pequenas alterações na anatomia da próstata que podem indicar o surgimento de um tumor. Existem outros indicadores, como o PSA, mas eles podem não ser tão precisos ou tão rápidos na indicação da doença.
 
A velocidade no diagnóstico é fundamental para que o tratamento comece a ser realizado antes do tumor se tornar muito grande. Caso ele avance, o risco da cirurgia para retirá-lo passa a ser maior. Disfunção erétil e incontinência urinária estão entre as possíveis sequelas do procedimento cirúrgico.
 
Doenças sexuais e libido
Caso o paciente tenha menos de 40 anos, também é importante uma avaliação urológica. “O médico deve avaliar questões relativas à libido e alertar para doenças sexualmente transmissíveis”, afirma o urologista. “Dúvidas sobre sexo são frequentes em jovens”, aponta.
 
A própria limpeza correta do pênis é um tema a ser abordado, visto que a higiene inadequada é um dos principais motivos para tumores no órgão sexual. O Inca estima que os tumores de pênis representem 2% dos casos de câncer em homens.
 
iG

Dieta para reduzir o ácido úrico

Dieta equilibrada: controlar os níveis de ácido úrico no sangue exige
reeducação alimentar
Alimentação é uma das principais armas contra os altos níveis de ácido úrico no sangue, condição que pode levar ao desenvolvimento de gota
 
Dor articular intensa com calor e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, é uma das principais manifestações da gota, doença que provoca inflamação nas articulações pela deposição de cristais de ácido úrico nelas. Mas você sabia que é possível controlar e até prevenir essa doença por meio da alimentação?
           
Produto final do metabolismo das purinas – elas são o resultado da quebra de aminoácidos presentes nas proteínas do organismo e nos alimentos – o ácido úrico circula no sangue, está presente nas articulações e é eliminado predominantemente pelos rins.
 
Quando há um aumento na ingestão, na produção ou na diminuição da excreção do ácido úrico que circula no sangue, ocorre a hiperuricemia – o nível limite de ácido úrico que dá início à deposição dos cristais nos tecidos é de 6,8 mg/dl.
                          
A principal consequência da hiperuricemia é a gota, mas nem todas as pessoas desenvolvem a doença, apesar de terem o ácido úrico aumentado. O clínico e cardiologista Antônio Carlos Till, do Vita Check-Up Center, do Rio de Janeiro, explica que algumas condições que favorecem o aparecimento da doença são a idade, a presença de hipertensão arterial , a obesidade, o colesterol aumentado e o consumo de álcool.
 
“Além das articulações, outro órgão acometido pelo aumento do ácido úrico é o rim, que sofrerá com a formação de cálculos (a famosa pedra no rim) e com uma possível disfunção renal”, complementa Till.
“Trabalhos recentes têm mostrado também que o aumento do ácido úrico no sangue pode aumentar a resistência à insulina, determinando um maior risco de desenvolvimento de diabetes.”
 
As causas para a hiperuricemia podem ser de origem genética ou vir do consumo aumentado de proteínas na dieta. Alimentos como carne vermelha, peixes e crustáceos em geral, além de cerveja e bebidas ricas em frutose, contribuem para elevar os níveis de ácido úrico. Já o vinho parece ter um menor efeito nesta elevação.
 
Como a hiperuricemia, isoladamente, não produz sinais ou sintomas, manter uma dieta balanceada permanentemente é fundamental na prevenção do aparecimento da gota.
 
“Nossa dieta colabora com cerca de um terço da produção do ácido úrico, sendo o restante advindo de forma endógena hepática, ou seja, o fígado é o responsável pelos dois terços restantes”, explica a nutricionista Eliane Nardon.
 
“Uma dieta muito rica em proteína, sobretudo as de origem animal, pode levar à hiperuricemia e à gota. Bebidas gaseificadas, inclusive água, e jejuns prolongados (mais que três horas sem se alimentar) também devem ser evitados”, orienta ela.
 
Em linhas gerais, o que se recomenda é uma alimentação equilibrada, com restrição de bebidas alcoólicas e sem proteínas em excesso. Alguns alimentos são especialmente ricos em purinas, como alguns peixes e frutos do mar, miúdos, algumas aves e determinados tipos de carne, que devem ser evitados por quem apresentar elevação nos níveis de ácido úrico no sangue.
 
Alimentos com teor de purinas moderado, como leguminosas, carnes, peixes e algumas verduras, só não devem ser ingeridos na fase aguda de crise de gota. Já os com baixo teor de purinas são permitidos, O consumo de mais de dois litros de água por dia é extremamente recomendado, pois contribui para uma maior excreção do ácido úrico.
 
“Alimentos que parecem estar relacionados a uma redução dos níveis de ácido úrico são café, vitamina C e produtos lácteos com conteúdo baixo em gordura”, acrescenta Till.
 
iG

20 alimentos que diminuem o colesterol

Colocá-los na dieta ajuda a reduzir, sem o uso de remédios, as taxas dessa gordura prejudicial ao coração e aos vasos sanguíneos

Quem está com as taxas de colesterol altas no sangue pode se beneficiar de algumas escolhas alimentares que ajudam a combater esse problema muito comum entre a população mundial – e um dos grandes responsáveis por doenças cardiovasculares como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) .

Conheça 20 alimentos que ajudam a reduzir o colesterol no sangue:
 
Abacate: rico em ácido oleico, substância que protege contra o acúmulo de LDL (o colesterol ruim) e ajuda a manter as taxas de HDL no sangue
 
Alho: rico em uma substância chamada saponina, que reduz o colesterol ruim (LDL)
 
Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Consumir 3g dessa fibra pode reduzir em até 20% o colesterol total
 
Berinjela: ela contém (principalmente na casca) antocianinas, substâncias que reduzem colesterol total, frações e ainda os triglicérides
 
Cebola: além de reduzir o colesterol, ela tem ação anti-inflamatória, o que impede a formação de coágulos nos vasos sanguíneos
 
Cevada e outros grãos integrais: eles contêm bons níveis de fibras, selênio e beta-glucano, uma substância que ajuda a baixar o colesterol LDL, o mau colesterol
 
Chia: rica em fibras e ômega 3, uma dobradinha poderosa contra o colesterol
 
Feijão: rico em fibras solúveis, adicioná-lo à dieta proporciona reduções significativas do colesterol total e do LDL
 
Laranja, limão e outras frutas cítricas: são ricas em fibras solúveis e ainda contêm altas doses de vitamina C, uma dupla poderosa contra o colesterol alto
 
Linhaça: fonte de ômega 3 e ácido linoleico, reduz o colesterol e a glicose no sangue
 
Maçã: ela é rica em fibras solúveis e contém altas doses de flavonoides e antioxidantes que reduzem o colesterol no sangue
 
Morango e frutas vermelhas: lotados de antioxidantes, que inibem a oxidação das partículas LDL (o colesterol ruim)
 
Nozes em geral: ajudam na redução do colesterol porque são ricas em gorduras poli-insaturadas. Na circulação sanguínea, elas reduzem o LDL
 
Óleos vegetais de canola e girassol: são ricos em fitoesteróis, substâncias que barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol
 
Peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum, bacalhau, etc): essa substância auxilia no controle e na redução do colesterol e dos triglicérides
 
Quiabo: aqui, é a grande quantidade de fibras solúveis que ajuda a reduzir o colesterol no sangue
 
Quinua: além de alto teor de fibras, contém saponina, uma substância que reduz o colesterol produzido no fígado
 
Soja e derivados: rica em vitamina E, ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol
 
Tomate: o licopeno presente nesta fruta não se limita a ajudar a prevenir o câncer de próstata, mas também reduz o colesterol na corrente sanguínea
 
Uva e suco de uva: aqui o dono do “milagre” se chama resveratrol, presente tanto na fruta quanto no suco integral dela.
 
As comidas que reduzem o colesterol fazem isso de diferentes maneiras. Algumas contêm fibras solúveis, que retiram o colesterol do corpo antes mesmo que ele entre na circulação. Outras são ricas em substâncias químicas que bloqueiam a absorção dessa gordura na parede dos vasos sanguíneos.
           
Reduzir o colesterol na corrente sanguínea por meio da alimentação requer uma dupla estratégia, ensinam os especialistas da Associação Americana do Coração: assim como o poupador não deve aplicar todo dinheiro em apenas um investimento, não adianta nada consumir apenas um alimento. É preciso cortar ou reduzir drasticamente os produtos que aumentam o colesterol e passar a consumir, de forma equilibrada, o maior número possível de alimentos que ajudam a reduzir as taxas dessa gordura no sangue.            
           
Manter um peso saudável e praticar exercícios regularmente são fundamentais – quilos em excesso aumentam o LDL, enquanto o sedentarismo reduz as quantidades de HDL, que atua como um protetor do coração.
 
iG

Ioga: uma arma contra a ansiedade

Concentração e respiração ajudam a relaxar a mente e combater
 a ansiedade
Posições simples e fáceis de fazer, para respirar fundo e dar adeus a este mal!
 
Não parar um minuto mesmo quando o corpo não está em movimento é um quadro de ansiedade. A mente não desacelera e os pensamentos e preocupações vão tomando conta sem dar descanso algum. Para enfrentar esse problema comum da modernidade não é incomum os médicos sugerem um remédio bem longe da alopatia: a ioga.
 
O psiquiatra do Instituto Sinapse, de Campinas, Frederico Augusto Marcondes Facchini, ressalta que a técnica indiana é capaz de melhorar o quadro de ansiedade por ser uma oportunidade de desacelerar a mente.
 
“A ansiedade gera sintomas de sofrimento, como a dificuldade para lidar com a espera, irritabilidade, tremores, angústia, pensamentos distorcidos e constantes sensações de que nada dará certo”, enumera o especialista. Daí a explicação para as famosas dores de cabeça, nas costas, a gastrite e outros tantos outros males provenientes da agitação sem fim.
 
De acordo com a professora Angela Roberta Grizzo, de Jaú, a mente tende a ter pensamentos que oscilam entre o passado e o futuro, favorecendo o desgaste energético e cansaço do corpo. “Por meio da prática da ioga a pessoa é estimulada a modificar a respiração e a se concentrar somente no corpo e no presente, fazendo com que as preocupações sejam esquecidas”, afirma a profissional, formada pelo Instituto de Yoga Narayana e com especialização na Índia.
 
E é justamente no aprendizado de controlar a respiração com a ioga que está o segredo para combater a ansiedade. “No processo respiratório há uma questão física que é a parte do movimento dos músculos e uma questão bioquímica, que é a oxigenação do sangue dos tecidos. Com a ioga você consegue trabalhar e equilibrar as duas partes” revela o professor da academia A! Body Tech, no Rio de Janeiro, Ricardo Raposo. Ele complementa: “O excesso de pensamentos e preocupações pode travar o corpo”.
 
Além da teoria
A paulistana Silene Maria da Silva de Medeiros, 48 anos, confessa que seu ritmo de vida só entrou em ordem depois que ela se rendeu às técnicas da ioga. “O melhor é perceber que as minhas atribuições e funções continuam as mesmas e meu dia segue agitado. Entretanto, eu tenho mais controle de tudo e não sofro por causa da ansiedade”, explica a aluna que há nove anos é adepta da modalidade.
 
“Depois de um tempo de trabalho conseguimos fazer com que a mente economize energia e evite a ansiedade”, garante o professor Ricardo Raposo.
 
Falta de tempo e de horário na agenda não devem ser um empecilho para as frequência nas aulas. Na verdade, as tarefas até começam a fluir depois que a prática se torna um hábito. E, todo ansioso sabe disso, missões cumpridas são um ponto a mais para exterminar a ansiedade.
 
Um exemplo de que a afirmação é verdadeira é o empresário Daniel Damma, 30 anos, que gerencia três empresas e tem como características profissionais a responsabilidade e perfeccionismo. Como o tempo parecia sempre ser o inimigo número um e a ansiedade sua companheira, o paulistano resolveu fazer ioga para conter o estresse da rotina. “A ioga me ensinou, entre inúmeras coisas, a respirar. Com isso tive muito mais equilíbrio na hora de tomar decisões importantes. O resultado não poderia ter sido melhor”, revela.
 
Em qualquer lugar
Boa notícia para quem teme que a correria diária seja um empecilho para a prática: é possível levar a ioga para o ambiente de trabalho ou para situações do dia a dia e, assim, lidar melhor com o estresse. O professor Isaias Lemes Vieira Junior, da academia Bio Ritmo, de São Paulo, explica: com técnicas da Yoga Nidra (uma modalidade da prática), é possível trabalhar o relaxamento induzido, que tem como objetivo manter a pessoa concentrada, calma e presente.
 
“É possível utilizá-las em algum momento do dia onde se tenha um ambiente tranquilo, que permita a mentalização de paisagens, cores, sons ou cheiros, levando a mente a concentrar-se em algo diferente de um ambiente hostil”, ensina.
 
iG