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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Crianças e pessoas com pele oleosa são mais suscetíveis ao terçol

Crianças e pessoas com pele oleosa são mais suscetíveis ao terçol Divulgação/MorgueFile
Foto: Divulgação / MorgueFile
Mulheres devem tomar cuidado com o uso de maquiagens que
podem causar irritações
Cuidados com a higiene dos olhos ajudam na prevenção da doença
 
O terçol é uma obstrução na glândula da pálpebra próxima aos cílios, este pode levar à inflamação e formação de um abscesso. É mais comum em crianças e em pessoas com a pele oleosa. Nas crianças, a falta de higienização nas áreas dos olhos aliada ao contato da mão suja podem favorecer o surgimento da doença. Já entre os adultos, o problema em geral está relacionado à pele oleosa, ao clima seco, além do uso continuo e incorreto de maquiagem.
 
Apesar de comum durante o ano todo, a doença pode ter um aumento significativo no inverno, época em que os olhos ficam mais secos, favorecendo o entupimento e a inflamação na glândula.
 
De acordo com a oftalmologista Erika Silvino Rodrigues, a higiene frequente nas áreas do cílios e pálpebras podem ajudar a reduzir os riscos do surgimento do nódulo, contudo não existe uma forma de prevenção totalmente efetiva.
 
— Durante o sono, produzimos uma quantidade menor da parte aquosa da lágrima isso aumenta a oleosidade local que pode favorecer o surgimento do terçol, devido a isso, realizar a limpeza dos olhos logo pela manhã reduz a possibilidade de inflamação — esclarece a médica.
 
Segundo a especialista, a oleosidade da pele também pode provocar acumulo de gordura e bloquear a glândula, promovendo uma elevação semelhante à uma espinha, próxima a região dos cílios.
 
— O uso de maquiagem ao redor dos olhos sem limpeza adequada, bem como produtos vencidos são outros fatores que podem levar a obstrução dos poros desencadeando o terçol — alerta.
 
O terçol geralmente se manifesta como um pequeno ponto amarelado localizado na pálpebra podendo evoluir para um inchaço na região acompanhado de dor e nodulação, que não oferece nenhum risco de transmissão para outras pessoas ou de um olho para outro.
 
Na maioria dos casos, o nódulo drena sozinho sem que seja necessário tratamento. Porém, não é descartada a possibilidade do uso de uma medicação como colírio ou pomada de antibiótico com corticoide caso o terçol não suma em uma ou duas semanas, ou esteja associado a dor.
 
— Compressas mornas e massagem local ajudam na drenagem do nódulo, mas existem casos que podem evoluir sendo necessário cirurgia local — explica Erika.
 
Confira algumas dicas importantes sobre como evitar a doença:
 
— Mesmo com todo incômodo, em nenhuma hipótese perfure ou esprema o terçol;
 
— Sempre que possível lave as mãos e os olhos. No caso das crianças, os pais devem ajudar na higienização.
 
— Evite coçar e esfregar os olhos;
 
— Mulheres devem tomar cuidado com o uso de maquiagens que podem causar irritações;
 
— Dormir cerca de oito horas por dia ajuda a manter a lubrificação correta dos olhos;
 
— Lave os olhos pelo menos duas vezes ao dia;
 
— Inclua na alimentação ingredientes ricos em ferro, magnésio, cálcio e outras vitaminas essenciais para nosso organismo.
 
Zero Hora

Consumidor corre risco ao alimentar-se fora de casa, constata PROTESTE

Consumidor corre risco ao alimentar-se fora de casa, constata PROTESTE  Hermínio Nunes/Agencia RBS
Foto: Hermínio Nunes / Agencia RBS
Queijo coalho vendido na praia foi um dos alimentos analisado
Foram avaliados alimentos vendidos nas ruas, praias e restaurantes
 
A PROTESTE Associação de Consumidores fez análises microbiológicas em 150 alimentos prontos para consumo vendidos em restaurantes e por ambulantes em nove cidades brasileiras.

Segundo o órgão, quando o assunto é comer fora de casa, o consumidor está correndo risco. Isso porque o teste constatou que 57% dos alimentos tinham higiene insatisfatória e 11% estavam impróprios para o consumo, enquanto apenas 32% apresentaram índices bons de higiene.

As amostras dos alimentos vendidos nas praias foram as que apresentaram pior cenário: 17% foram impróprias para o consumo humano e 31% insatisfatórias. Dos alimentos de ambulantes vendidos na rua, 9% foram considerados impróprios e 41% insatisfatórios.

O segmento que apresentou o maior número de amostras insatisfatórias foram os restaurantes: 89% das saladas analisadas apresentaram um ou mais indicadores de higiene acima do limite estabelecido na pesquisa. Além disso, em 9% (cinco amostras) foram detectados microrganismos patogênicos acima do limite legal.

Foram avaliadas 150 amostras de comidas adquiridas nas ruas, praias e shoppings das cidades de Belo Horizonte (MG); Florianópolis (SC); Porto Alegre (RS); Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); Vitória (ES), Guarujá e São Paulo (SP).      

Perigos encontrados
Foram encontrados coliformes fecais em 10 alimentos, o que representa 7%. Entre eles, estão o queijo coalho, sanduíche natural, pastel, salada de alface e cachorro quente, comprados em Recife, Guarujá, Salvador e São Paulo.

Foram detectados estafilococos coagulase em seis amostras (4%), sendo que destas, três (2%) estavam acima do limite previsto em lei. Os alimentos eram quibe, queijo coalho e coxinha, das cidades de Florianópolis, Recife e Rio de Janeiro.

A toxina da bactéria Bacillus Cereus, que pode causar diarreia ou vômito, estava presente em 13 amostras (9%), sendo que destas, cinco (38%) estavam acima do limite previsto em lei. Os alimentos, impróprios para o consumo eram camarão, pastel, salada de alface e cachorro-quente, do Recife, Guarujá, Porto Alegre e São Paulo.

Na análise de clostridios sulfito redutores, bactérias que podem ser encontradas em alimentos à base de algum tipo de carne, dos 65 analisados, foram encontrados os micro-organismos em dois deles, sendo um em quantidade acima do limite previsto em lei.

Os alimentos foram comprados, acondicionados em sacos plásticos estéreis, armazenados em caixas isotérmicas (contendo gelo) e levados para o laboratório para realização das análises.

Os resultados do estudo foram enviados às Vigilâncias Sanitárias municipais de cada cidade em que foi feita a pesquisa.
 
Zero Hora

Exercícios físicos podem ser aliados no combate à depressão

Exercícios físicos podem ser aliados no combate à depressão Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução
Exercício físico atua como antidepressivo
Especialista explica que o exercício age no cérebro da mesma forma que os antidepressivos
 
A depressão é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Entre as principais características estão a perda de peso, o sentimento de culpa, a hipocondria, a queixa frequente de dores e, eventualmente, a psicose. Esses sintomas são mais acentuados nos idosos do que nos jovens, o que pode contribuir para uma diminuição do condicionamento cardiorrespiratório.
 
De acordo com a personal trainer e mestre em fisiologia Carla Britto, em um estudo longitudinal realizado com idosos evidenciou-se que a depressão está relacionada com baixos níveis de condicionamento físico. Isso poderia indicar, portanto, que o distúrbio seria uma das causas da diminuição do estado geral de aptidão física.
 
— A afirmação de que a prática de exercícios físicos é capaz de atenuar os sintomas da depressão ainda não está bem clara, mas é provável que seja uma explicação multifatorial — completa Carla.
 
A especialista explica que o exercício age no cérebro da mesma forma que os antidepressivos. A hipótese para explicar essa relação é o aumento das monoaminas, neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina.
 
— Durante os exercícios aeróbios, os níveis de prolactina estão elevados, refletindo um aumento central da serotonina. Dessa forma, a serotonina pode atenuar a formação de memórias relacionadas ao medo e diminuir as respostas a eventos ameaçadores relacionados aos sintomas da depressão.
 
Outra droga também associada ao exercício físico é a síntese de dopamina que está ligada com o desempenho motor, a motivação locomotora e a modulação emocional — afirma a personal trainer.
 
As atividades físicas mais indicadas para a depressão são os exercícios aeróbios, que ativam de 60% a 80% da frequência cardíaca máxima do indivíduo, segundo a pesquisa Meyer & Boocks, de 2000.
 
A recomendação, segundo Carla, é que o paciente pratique de três a cinco vezes por semana, em sessões de 45 a 60 minutos. As atividades longas e menos intensas são preferíveis, pois interrompem com maior eficácia os pensamentos negativos.
 
O exercício físico, portanto, pode ser um aliado no combate aos problemas gerados pela depressão, indo muito além de um simples ganho de massa muscular e emagrecimento.
 
Zero Hora

Em estudo, videogame aprimora funções mentais de idosos

Idoso com touca que registra atividade cerebral durante com teste de jogo de corrida
Nature
Idoso com touca que registra atividade cerebral durante com teste
 de jogo de corrida
A afirmação dos pesquisadores da Universidade da Califórnia feita na edição de hoje da "Nature" parece saída de um dos vários sites que anunciam "jogos para melhorar seu cérebro".

Mas agora, dizem eles, a coisa é séria: pela primeira vez, demonstra-se que um treino com um videogame customizado melhorou o desempenho não só na tarefa treinada pelo jogo mas em outras funções, como a memória de curto prazo.

O jogo, batizado de Neuroracer, tinha duas missões. Uma era clicar rapidamente quando um círculo verde surgia na tela, mas não quando outros símbolos apareciam.

A segunda era manter um carro com jeito de fusquinha no centro da pista, enfrentando curvas e altos e baixos.

Para começar o estudo, foram avaliadas 174 pessoas de 20 a 79 anos. Eles jogaram uma versão só com os símbolos e outra que exigia controlar o carro e responder aos símbolos. Com isso, foi possível medir a queda de performance ao realizar as duas tarefas ao mesmo tempo.

Como esperado, os jovens de 20 anos tinham uma queda menor (27%) no desempenho do que os idosos (64%).

Depois, 46 adultos de 60 a 85 anos foram divididos em três grupos: um usou o jogo em sua forma completa, com carrinho e símbolos; o segundo usou só um ou outro e o terceiro não jogou.

Ao comparar os resultados de testes cognitivos feitos antes e depois das quatro semanas de treinamento, os cientistas perceberam que os idosos tiveram desempenho até melhor do que o dos jovens que usaram o jogo só uma vez. Mas o melhor foi a constatação de que outras habilidades, como a capacidade de alternar a atenção, também melhoraram.

Em entrevista coletiva por telefone, Adam Gazzaley, um dos autores do estudo, destacou que as mudanças, observadas também no padrão de atividade cerebral medido por eletroencefalograma, foram mantidas seis meses após o período de treino.

Edson Amaro Jr., neurorradiologista do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da Faculdade de Medicina da USP, lembra que estudos anteriores já mostraram que as multitarefas como as que enfrentamos no nosso dia a dia podem piorar funções cognitivas, mas que o treino proposto pelo grupo da Califórnia é diferente, já que a atenção dos voluntários estava concentrada sempre na mesma tela e a reação motora era sempre a mesma.


Editoria de arte/Folhapress
"O mais interessante foi a melhora nessa memória de curto prazo, que usamos ao ler um livro e lembrar do que estava no início da página. É uma das primeiras a se deteriorar no alzheimer."
 
Para o neurologista Paulo Caramelli, professor da Faculdade de Medicina da UFMG, o estudo demonstra a importância de dar fundamento científico aos jogos de treino cognitivo que já estão no mercado. "Isso abre a possibilidade de uso dos jogos para promoção da saúde e em pessoas que já tenham problemas de memória."
 
Segundo Gazzaley, a ideia no futuro é desenvolver mais o jogo e até submetê-lo à FDA (agência reguladora de remédios nos EUA) como tratamento.
 
Folhaonline

Top 10 das dietas saudáveis

Top 10 das dietas saudáveisSaiba quais são as melhores opções, entre os regimes de emagrecimento mais populares no Brasil, para perder peso sem prejudicar a saúde
 
Perder quatro quilos em uma semana, diminuir dois números no manequim em um mês, dizer adeus às gordurinhas extras antes daquela festa especial. Muitas são as promessas das dietas de emagrecimento que aparecem a todo momento pelas mãos de colegas de trabalho, amigos ou familiares, mas quase nenhuma delas explica os prós e (principalmente) os contras das restrições alimentares que sugerem.         
 
Ficar atento ao equilíbrio nutricional das refeições ao longo de um regime é essencial “para evitar problemas como anemia, osteoporose e outras deficiências de vitaminas e minerais que podem ocasionar unhas fracas e queda de cabelos”, afirma a nutricionista Juliana Dragone, especializada em nutrição clínica e funcional pelo Grupo de Apoio à Nutrição Enteral e Parenteral (Ganep).            
           
Dieta boa é aquela que não provoca a privação completa de um ou mais grupos alimentares - proteínas, gorduras ou carboidratos, por exemplo -, promove a reeducação alimentar e garante a perda de peso sem perda de saúde. Se for individualizada, mesmo seguindo um modelo conhecido (como os listados abaixo), melhor. O médico nutrólogo Cláudio Barbosa, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), explica: “A moderação, a proporcionalidade e a adequação são os conceitos básicos que devem estar presentes em qualquer dieta. É por meio deles que a pessoa e seu momento são respeitados”.            
           
Trocando em miúdos, o ideal é diminuir a quantidade de comida mantendo o equilíbrio entre os tipos de alimentos que irão ao prato e dando a devida importância aos limites do corpo. “As generalizações são perigosas. Nem todo mundo suporta a quantidade de feijão ou de repolho indicada em uma receita pré-moldada”, exemplifica o nutrólogo.            
           
Os especialistas indicam as 10 melhores dietas, entre as mais populares no Brasil, para quem quer emagrecer sem abrir mão de ser saudável. “São opções equilibradas, que proporcionam prazer e bem estar”, diz Juliana.
 
Confira o top 10:                  
 
1. Dieta mediterrânea                           
Inspirada nos hábitos alimentares da região do Mar Mediterrâneo, na Europa. Privilegia alimentos frescos, saladas cruas, massas integrais, azeite, vinho e suco de uva. Dispensa os industrializados. É a melhor das dietas por estimular a reeducação alimentar, trazer benefícios cardiovasculares e manter um elevado consumo de vitaminas, fibras e gorduras boas.
 
2. Dieta ortomolecular
Os desequilíbrios nutricionais são detectados e os hábitos alimentares, analisados. A partir daí, as substâncias do organismo são equilibradas por meio da reeducação alimentar e de suplementos (vitaminas e aminoácidos, entre outros) indicados pelo médico, levando à perda de peso. É a dieta que mais respeita a individualidade de quem quer emagrecer.
 
3. Dieta ovolactovegetariana
Exclui as carnes vermelha e branca das refeições, mas mantém o consumo de proteínas por meio de ovos, leite e queijos. Alimentos integrais (arroz, massas e pão), cereais, leguminosas, verduras, frutas e derivados da soja (leite e carne) compõem a maior parte dos pratos. É muito equilibrada e promove uma reeducação alimentar intensa.
 
4. Dieta dos pontos
Seguindo uma tabela que associa calorias a pontos, a pessoa tem que somar, ao longo do dia, a pontuação de tudo que come – e não ultrapassar o limite determinado para o seu caso. Não exclui nenhum grupo alimentar e é facilmente encaixável em rotinas agitadas (não é difícil seguir a dieta em restaurantes por quilo, por exemplo). Praticamente qualquer pessoa pode fazê-la.
 
5. Dieta detox
As refeições são compostas por alimentos naturais e integrais acompanhados por água e sucos naturais. Industrializados e com alto potencial alergênico, como laticínios, açúcar refinado, refrigerantes, adoçantes, corantes, conservantes, café e álcool, ficam de fora. A dieta elimina as toxinas do organismo e promove a perda de peso.
 
6. Dieta VLCD (Very Low Calorie Diet)                          
Diminui a ingestão de calorias para 800 por dia. Pode-se comer de tudo – carboidratos, gorduras, o que a pessoa quiser –, desde que esse limite não seja ultrapassado. Não deve ser seguida por muito tempo: ela é boa para perder uma quantidade considerável de quilos rapidamente e estimular a reeducação alimentar logo em seguida.
 
7. Dieta sem glúten
As fontes de carboidratos são frutas, verduras, legumes e raízes (mandioca, inhame, cará). Farinha de trigo, centeio, cevada, malte e aveia, ricos em glúten , estão vetados. A dieta acerta o ritmo do metabolismo e diminui a retenção de líquidos, promovendo uma perda de peso quase imediata. De quebra, traz benefícios cardiovasculares.
 
8. Dieta do baixo índice glicêmico
Os carboidratos com baixo índice glicêmico, que liberam pouco açúcar no sangue, são o ponto central dessa dieta. Entram aveia, soja, farinha de trigo integral, legumes, frutas e verduras; saem açúcar refinado, arroz, refrigerantes, farinha branca e batata. Promove a reeducação alimentar, mas a perda de peso é lenta.
 
9. Dieta antienvelhecimento
Os astros das refeições são os antioxidantes naturais, ricos em vitamina A (vegetais amarelos e leite), vitamina C (frutas cítricas, folhas escuras), vitamina E (azeitonas, azeite extra virgem, óleos de sementes), selênio (frutos do mar e grãos), magnésio (nozes, castanhas) e zinco (cereais, leguminosas). Açúcar refinado, farinha de trigo – e quaisquer alimentos que os tenham na receita, naturalmente – e frituras são vetados. Promove a reeducação alimentar e melhora a disposição para as tarefas do dia a dia.
 
10. Dieta da combinação (Dieta Hay)
Criada na década de 1930 pelo médico norte-americano William Hay, defensor de que o emagrecimento é fruto da combinação adequada dos alimentos. Uma refeição com proteínas e frutas ácidas não pode ter amidos e açúcares (eles ficam para a próxima, quatro horas depois), e saladas preenchem a maior parte dos pratos. Além disso, farinha branca, açúcar refinado, margarina, corantes e adoçantes são evitados.

iG