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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Índia testa novas formas de manejo de especiarias para evitar contaminações

Loja de especiarias em Kochi, na Índia
Graham Crouch/The New York Times
Loja de especiarias em Kochi, na Índia
As especiarias cultivadas na cordilheira dos Gates Ocidentais, na Índia, já deram origem a guerras, a fortunas e até ao descobrimento de continentes. Durante milhares de anos, os produtores as colheram da mesma maneira. Até agora.
 
A ciência revelou que, em lugar de promover a saúde, as especiarias às vezes deixam as pessoas muito doentes. Por essa razão, as autoridades indianas estão promovendo mudanças no modo como os produtores colhem, secam e debulham seus temperos.
 
A autoridade americana para alimentos e drogas (FDA) vai lançar, em breve, uma análise que identifica condimentos importados, encontrados em praticamente todas as cozinhas do mundo ocidental, como fonte importante de intoxicação por salmonela.
 
Num estudo conduzido em mais de 20 mil cargas de alimentos, a agência constatou que quase 7% dos lotes de especiarias estavam contaminados por salmonela, o dobro da média de todos os outros alimentos importados.
 
Estavam contaminados 15% dos carregamentos de coentro e 12% dos de orégano e manjericão. Também foram encontrados altos níveis de contaminação em sementes de gergelim, curry em pó e cominho. Também 4% da pimenta-do-reino estava contaminada.
 
Todo ano, 1,2 milhão de pessoas nos EUA são infectadas por salmonela. Mais de 23 mil são hospitalizadas e 450 morrem.
 
México e Índia tiveram as maiores parcelas de especiarias contaminadas. Cerca de 14% das amostras mexicanas continham salmonela, segundo o estudo. A Índia ficou em segundo lugar, com 9% de suas especiarias exportadas contaminadas. Mas a Índia exporta quase quatro vezes mais especiarias aos EUA que o México, de modo que seu problema de contaminação é especialmente preocupante.
 
Os ocidentais são particularmente vulneráveis a especiarias contaminadas, porque a pimenta e outros temperos são acrescentados à mesa, em alimentos já prontos.
 
As bactérias não sobrevivem a temperaturas altas. Logo, especiarias contaminadas provocam menos problemas quando são acrescentadas aos alimentos durante o cozimento, como é o comum na cozinha da Índia e da maioria dos outros países asiáticos.
 
O chefe de fiscalização de segurança alimentar do México disse que os temperos mexicanos são verificados diariamente e são seguros. "Temos um esquema constante e diário de verificação", disse Álvaro Pérez Vega, da Comissão Federal mexicana para a Proteção contra Riscos Sanitários.
 
Na Índia, maior produtor, consumidor e exportador de especiarias no mundo, as autoridades estão levando muito a sério as preocupações de Washington. "O mundo quer condimentos que não tragam riscos à saúde. Estamos comprometidos com isso", disse A. Jayathilak, presidente do Conselho de Especiarias da Índia.
 
Os EUA é um dos maiores importadores mundiais de especiarias. De acordo com o Departamento de Agricultura, em 2012 o país importou 236 toneladas métricas, no valor de US$ 1,1 bilhão. Dessas importações, que respondem por mais de 80% das especiarias consumidas no país, 19% vieram da Índia e 5% do México.
 
Novas regras permitem que a agência limite a entrada de alimentos importados, bastando a simples suspeita que eles não sejam seguros para o consumo.
 
Durante um giro por uma paisagem repleta de plantações de pimenta e cardamomo, autoridades indianas do setor das especiarias mostraram algumas modificações voluntárias empreendidas.
 
A primeira parada foi feita na fazenda de pimenta de Noble Joseph, com quatro hectares, a várias horas do porto de Kochi, no Estado de Kerala. Situada numa encosta de montanha, a fazenda é dominada por carvalhos e eritrinas, plantadas a intervalos de 2,4 metros. Cada árvore é envolta por quatro ou cinco trepadeiras de pimenta.
 
Na colheita, lavradores usam escadas de bambu para colher os grãos de pimenta das trepadeiras, em alturas de até 12 metros.
 
No passado, os produtores de pimenta secavam as sementes sobre esteiras de bambu ou no chão de terra e depois as recolhiam para fazer a debulha manual. Sujeira, estrume e salmonela simplesmente faziam parte, tanto que, em 1987, a FDA bloqueou a entrada de carregamentos de pimenta-do-reino da Índia. A proibição foi suspensa dois anos mais tarde, depois de o governo indiano iniciar um programa de testes.
 
Agora os Joseph fervem a pimenta colhida em água para limpar as sementes, acelerar a secagem e promover uma cor uniforme. A seguir, as sementes são espalhadas sobre lonas dispostas sobre uma laje de concreto, sendo uma rede estendida ao alto para impedir a passagem e a contaminação por fezes de aves.
 
Em outra fazenda de especiarias, esta no vilarejo de Chemmanar, Bipin Sebastian está fazendo a transição para a produção orgânica, na esperança de obter preços mais altos pelas especiarias que produz. Ele comentou: "Estou vendendo por um preço melhor. Está sendo ótimo."
 
The New York Times/Folhaonline

Idade biológica pode ser diferente da cronológica

Com que rapidez você está envelhecendo? Não procure a resposta em fatores de risco de doenças. Eles pouco dizem sobre o processo misterioso que transforma crianças em idosos. Os candidatos aparentemente óbvios também não servem. As rugas, por exemplo, muitas vezes têm mais a ver com a exposição ao sol do que com a idade.
 
Pesquisadores identificaram recentemente alguns bons indicadores da passagem do tempo e da velocidade com que ela ocorre. Desenvolver uma "maneira fácil de medir a idade biológica terá um amplo leque de aplicações na previsão e na prevenção de doenças relacionadas à idade, na descoberta de drogas e na medicina legal", disse o doutor Kang Zhang, do Instituto de Medicina Genômica da Universidade da Califórnia em San Diego.
 
Enquanto novas tecnologias capazes de detectar milhares de mudanças moleculares associadas à idade em células ganharam destaque recentemente, o doutor Zhang e seus colegas relataram que uma espécie de relógio do envelhecimento molecular está embutido em nossos genomas, cuja velocidade pode ser medida por meio de exames de sangue.
 
Os especialistas geralmente concordam que biomarcadores aceitáveis do envelhecimento deveriam prever o período de vida restante de uma pessoa de meia idade com maior precisão que a idade cronológica. Eles também deveriam oferecer uma imagem coerente da idade biológica, disse o doutor Richard A. Miller, gerontologista na Universidade de Michigan.
 
Em 2010, o doutor Miller e seus colegas analisaram registros médicos de 4.097 mulheres, coletados ao longo de duas décadas desde que elas tinham 60 anos, para peneirar 13 fatores que davam uma melhor previsão da mortalidade por diferentes causas. Estranhamente, a sensibilidade ao contraste --medida por um teste da capacidade do olho de identificar imagens levemente sombreadas sobre fundos brancos-- estava entre o mais revelador dos 377 fatores avaliados.
 
Juntos, os 13 fatores "caracterizam a apresentação clínica do envelhecimento saudável", concluiu o estudo.
 
Recentemente, o doutor Zhang e colegas disseram que as partes móveis do relógio do envelhecimento molecular consistem em etiquetas químicas de moléculas de DNA que controlam se os genes estão ativos nas células. Eles descobriram que os padrões das etiquetas, chamadas de marcadores epigenéticos, mudam previsivelmente com a idade. Em um estudo publicado em janeiro em "Molecular Cell", os cientistas analisaram 485 mil dessas etiquetas em células sanguíneas de 656 pessoas e encontraram 70.387 etiquetas que davam previsões de idade cronológica.
 
O relógio já produziu conclusões interessantes. Os homens parecem envelhecer em média 4% mais depressa que as mulheres, o que pode explicar por que a expectativa de vida das mulheres supera a dos homens em cerca de 6%. A pesquisa também indicou que as células de tumor envelheceram em média 40% mais que as células normais dos mesmos pacientes.
 
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill implantaram recentemente um gene de vagalume em ratos, produzindo animais cujas células se acendem conforme envelhecem e se tornam "senescentes", perdendo a habilidade de se dividir e renovar os tecidos danificados. Essa perda está ligada a doenças relacionadas ao envelhecimento em muitas espécies. De modo surpreendente, os níveis de luminosidade não estavam intimamente associados à longevidade, sugerindo que a senescência celular é apenas uma parte do quebra-cabeça do envelhecimento. Os pesquisadores também descobriram que células não cancerosas perto de tumores incipientes emitiam um brilho forte: os cânceres em fase inicial aparentemente provocavam pontos de envelhecimento celular acelerado. Isso significa que "podemos ver os primeiros estágios moleculares do câncer" se desenvolverem em ratos, disse o doutor Norman E. Sharpless, que chefiou o estudo.
 
Os testes de ritmo de envelhecimento poderão um dia oferecer visões de riscos para a saúde e revelar como fatores, tais como a exposição a substâncias tóxicas, aceleram o envelhecimento.
 
Folhaonline

Nível de metais em batom é maior do que se pensava

Um rosa suave, um vermelho vivo e até um roxo cianótico --milhões de mulheres e meninas usam batom todos os dias. E não é só uma vez: aquelas mais preocupadas com o estilo retocam a cor dos lábios mais de 20 vezes por dia, segundo estudo recente. Mas será que elas não estão expostas também a metais tóxicos?
 
É sabido que a maioria dos batons contém traços de chumbo. Mas um novo estudo mostra que muitas marcas contêm outros metais, do cádmio ao alumínio. Agora, os especialistas questionam o que pode acontecer se esses metais forem absorvidos de forma diária.
 
"Isso importa porque há uma exposição de longo prazo", disse Katharine Hammond, da Universidade da Califórnia, principal autora da nova análise. "Não estamos tentando criar pânico. Estamos dizendo para não sermos complacentes, já que esses metais sabidamente afetam a saúde."
 
A questão chamou a atenção do público pela primeira vez em 2007, com um relatório da Campanha por Cosméticos Seguros a respeito da contaminação por chumbo em batons. A FDA (órgão federal dos EUA que regulamenta alimentos e drogas) publicou um segundo estudo em 2011, apontando traços de chumbo em 400 batons.
 
A FDA e as indústrias de cosméticos insistem que o nível médio de chumbo encontrado nas amostras, um pouco acima de uma parte por bilhão, não constitui um risco real ou excepcional para a saúde. "Os metais são onipresentes", disse Linda Loretz, toxicologista-chefe do Conselho de Produtos dos Cuidados Pessoais, uma associação setorial. "Essa é uma quantidade muito pequena, pequena demais para ser uma preocupação."
 
Mas o chumbo tende a se acumular no organismo, observou Sean Palfrey, diretor médico do programa de prevenção do envenenamento por chumbo do Centro Médico da Universidade de Boston. Ele também observou que o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA "admitiu no ano passado que nenhum nível de chumbo é realmente seguro".
 
Além do chumbo, o estudo de Hammond, publicado em maio na revista "Environmental Health Perspectives", detectou traços de cádmio, cobalto, alumínio, titânio, manganês, crômio, cobre e níquel em 24 marcas de brilho labial e em oito marcas de batom.
 
A concentração média de alumínio nos produtos labiais, por exemplo, chegou a 5.000 partes por milhão. O alumínio é acrescido aos batons como estabilizador, disse Loretz. "Ele impede que o batom escorra para fora do contorno da boca." O óxido de titânio é usado como alvejante, atenuando os vermelhos para que virem rosa. Ambos os usos são autorizados pela FDA. Mas todos os outros metais observados por Hammond são provavelmente contaminantes indesejados, segundo Loretz.
 
Por exemplo, os fabricantes usam glitter, microscópicos flocos de mica, uma formação mineral natural, para conferir brilho ao gloss labial. A mica geralmente contém metais como chumbo, manganês, crômio e alumínio. Há indicações de que batons de cores mais intensas possam conter uma carga metálica maior, por causa da contaminação nos pigmentos.
 
Alguns metais sem dúvida são absorvidos pelas mucosas, segundo Palfrey. Hammond recomenda que os consumidores usem o bom senso: para começar, não deixe as crianças brincarem com batons.
 
"Trate isso como algo perigoso, porque se elas comerem o batom estamos falando de um nível comparativamente grande de metais em um organismo pequeno."
 
Folhaonline

Saiba alguns mitos e verdades sobre o vegetarianismo

Saiba alguns mitos e verdades sobre o vegetarianismo Stock.xchng/Reprodução
Segundo o IBOPE, 8% da população brasileira se declara vegetariana
Veja como é possível substituir a carne e o cálcio na dieta e porque os vegetarianos são, normalmente, mais saudáveis
 
Segundo o IBOPE, 8% da população brasileira se declara vegetariana — ou seja, são quase 16 milhões de pessoas que não comem carne no país.

Mas muitas incertezas ainda cercam o vegetarianismo, e muitos interessados têm dúvidas sobre essa opção de dieta e o seu reflexo na saúde.

Veja alguns mitos e verdades sobre o vegetarianismo.

Vegetarianos têm falta de cálcio
Mito. Como a população, de forma geral, tem no leite a principal fonte desse nutriente, ao retirar os laticínios da dieta é fundamental manter os vegetais mais ricos em cálcio.

— Essa busca por cálcio em alimentos diferentes dos laticínios é comum, já que há uma quantidade considerável de indivíduos intolerantes à lactose no Brasil. Além disso, há no comércio opções de leites vegetais enriquecidos com este nutriente — explica Dr. Eric Slywitch, médico especialista em nutrologia.

Do ponto de vista nutricional, não é possível substituir a carne na dieta
Mito. Os nutrientes presentes na carne são encontrados em vários alimentos de origem vegetal. Mas é o grupo das leguminosas — feijões, lentilhas, ervilha, grão-de-bico, fava, soja e derivados — que vai fornecer os nutrientes principais, como proteínas, ferro e zinco, explica a nutricionista Ana Ceregatti.

A proteína vegetal é diferente da animal
Verdade. A qualidade depende da fonte da proteína vegetal ou da sua combinação. Alguns alimentos podem apresentar teor baixo de um ou mais aminoácidos específicos, mas a combinação de alimentos de grupos diferentes fornece todos eles em boa quantidade.

Vegetarianos são mais saudáveis
Verdade. Avaliando estudos recentes, percebem-se menor risco e incidência de doenças crônicas não transmissíveis — diabetes, hipertensão arterial, obesidade, síndrome metabólica —, doenças cardiovasculares e câncer em indivíduos que mantém dieta vegetariana.

Resultados preliminares de estudo coordenado pelo Dr. Julio César Acosta Navarro, cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo, apontam a relação entre o consumo de carne e a maior prevalência de tabagismo, excesso de peso e doenças crônicas.

Ser onívoro (alimentação de origem animal e vegetal) foi associado com hipertensão arterial, independentemente do sexo e idade, e com dislipidemias (presença anormal de lipídios no sangue), independentemente do índice de massa corporal, tabagismo, sexo e idade.

Vegetarianos são sempre mais magros
Mito. Estudos populacionais mostram que os vegetarianos tendem a ser menos gordos do que os onívoros. No entanto, isso não significa que o vegetariano não possa ficar obeso.

Entretanto, o consumo de vegetais é um fator facilitador para o controle de peso. Os alimentos de origem vegetal, na sua grande maioria, são mais volumosos e com menos calorias. Isso, por si só, auxilia muito na manutenção do peso, mas o tipo de preparo também influencia a ingestão calórica e de gordura.

Por isso, as recomendações são reduzir consumo de doces, evitar alimentos gordurosos ou fritos e priorizar o consumo de alimentos integrais.

Vegetarianos sempre precisam tomar vitaminas
Mito. A vitamina B12 é o único nutriente que pode estar ausente na dieta vegetariana estrita e precisa de suplementação. Segundo a nutricionista Paula Gandin, todos os produtos de origem animal são substituíveis, exceto a vitamina B12.

Assim, é necessário fazer suplementação — via oral, de preferência. É importante ressaltar que não se deve fazer por conta própria, mas com acompanhamento especializado.

Crianças não podem ser vegetarianas
Mito. As crianças devem receber exclusivamente leite materno até os seis meses. A partir daí, a introdução da alimentação complementar pode ser feita sem o uso de proteínas animais.

Para garantir o crescimento adequado, a dieta deve conter alimentos de todos os grupos, ser variada e em quantidade adequada à idade.

Vegetarianos não podem fazer esportes de alto rendimento
Mito. A história do esporte está repleta de atletas campeões vegetarianos, inclusive fisiculturistas. Dependendo da intensidade do esporte, o nutricionista indicará a melhor dieta.

Segundo a nutricionista especializada em nutrição funcional e esportiva, Paula Gandin, para o esportista, a alimentação deve ser variada, com cereais integrais, leguminosas, verduras, legumes, sementes e oleaginosas. O consumo deve ser equilibrado e é importante o acompanhamento profissional.

Vegetariano é quem não come carne
Em partes. O vegetarianismo diz respeito à alimentação e, essencialmente, o vegetariano é quem não come carne e nenhum alimento de origem animal (incluindo ovos e leite).

— Como há um número significativo de indivíduos que decidiram não comer carne, mas ainda consomem ovos e laticínios, convencionou-se chamar de vegetariano estrito quem não come nada de origem animal, sendo que os demais são categorizados por sua dieta: ovolactovegetariano, ovovegetariano ou lactovegetariano — explica Ricardo Laurino, coordenador da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) — Grupo Curitiba.

Já os veganos são aqueles que também optam por não utilizar nada que contenha componentes de origem animal ou que tenha sido testado em animais, como roupas, cosméticos, produtos de higiene e limpeza.
 
Zero Hora

Conheça algumas dicas para aliviar as olheiras

Mesmo pessoas que mantêm um estilo de vida saudável, podem
ter propensão ao desenvolvimento das olheiras
Hábitos simples e saudáveis podem ajudar na prevenção
 
As olheiras podem deixar o rosto com um aspecto cansado. Essas manchas arroxeadas ou acastanhadas que surgem nas áreas dos olhos podem ser ocasionais ou permanentes e são visíveis por apresentar tonalidades diferentes das pálpebras inferiores e do resto do rosto. Truques de maquiagem e o uso dos corretivos estão entre as opções para ajudar no disfarce das olheiras, mas existem tratamentos eficazes e cremes potentes que combatem esse incômodo.
 
Segundo a médica pós-graduada em dermatologia Silvia Takakuwa, o segredo é atingir o que provoca as olheiras: o excesso de pigmentação nas áreas dos olhos e a má circulação na região.
 
— Se a circulação local não funcionar corretamente, os pigmentos do sangue não passam no interior dos vasos, acumulando-se no tecido conjuntivo e dando à pele uma cor particular, que varia entre o amarelo e o negro. E assim surgem as olheiras — explica a médica.
 
Dicas de como evitar e tratar as olheiras
— Coloque fatias de pepino frio sobre os olhos fechados por 15 minutos. Não há necessidade de tal rotina todos os dias, bastam duas vezes por semana
 
— Beba bastante água. Ela é fundamental para a saúde da pele. Beba pelo menos dois litros por dia e verá que a pele ao redor dos seus olhos ficará muito mais hidratada e menos translúcida, logo atenuará o quadro
 
— Use protetor solar com um fator mínimo de 30 para evitar o enfraquecimento causado pelo sol
— Descanse bastante. Durma pelo menos 8 horas por dia
 
— Consuma alimentos ou suplementos ricos em vitamina C. Eles ajudam a fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos
 
— Opte pelo uso de cremes a base de vitamina A, C, K e de ácido mandélico. Eles aumentam a tonalidade da pele e evitam problemas na vascularização
 
— Aplicar compressas com água gelada ao redor dos olhos pelo menos três vezes ao dia. As compressas podem ser feitas com substâncias calmantes ou derivados de camomila. Esse procedimento feito diariamente atenua o problema e melhora o aspecto da pele
 
Truques para disfarçar
Mesmo pessoas que mantêm um estilo de vida saudável, podem ter propensão ao desenvolvimento das olheiras. Entre suas causas, estão a hereditariedade, a vasodilatação local mais intensa, a tensão pré-menstrual, desidratação da pele, doenças em geral, medicamentos, bebidas alcoólicas, fumo, café e o próprio cansaço.
 
Para disfarçar as olheiras você pode usar um corretivo do mesmo tom da pele. Com a ajuda de um pincel, você deve passar o produto nas pálpebras superior e inferior, no canto dos olhos, canto do nariz e abrindo levemente para as maçãs do rosto para uniformização com o restante da pele do rosto. A base e o pó também devem ser usados para amenizar as imperfeições.
 
— O corretivo deve ser aplicado após a base, para melhorar o acabamento. Em relação aos olhos fundos, é importante aplicar a base, pó e o corretivo nas duas pálpebras — aconselha a especialista em dermatologia.
 
Zero Hora