Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Carpinteiro usa impressão 3D para fazer próteses a pessoas amputadas

Garoto Dylan Laas mostra como sua mão robótica funciona em Joanesburgo (Foto: Denis Farrell/AP)
Foto: Denis Farrell/AP
Garoto Dylan Laas mostra como funciona sua mão robótica
em Johannesburgo
Sul-africano teve ideia após perder quatro dedos da mão, há dois anos. Até agora, Richard Van As atendeu já 170 pessoas, com ajuda de doações
 
O carpinteiro sul-africano Richard Van As criou uma forma caseira de produzir próteses robóticas para pessoas que perderam as mãos ou dedos. A "Robohand" é feita de plástico, cabos, parafusos e impressão 3D. Até agora, Richard já atendeu 170 pessoas de várias idades, e cada peça foi comprada com a ajuda de R$ 22 mil recebidos em doações.
 
O membro mecânico se parece com os usados em filmes de ficção científica, custa cerca de R$ 1.100 e permite que o indivíduo agarre objetos, como bolas.
 
O inventor teve a ideia após perder quatro dedos da mão, há dois anos, quando usava uma serra. Ele não tinha dinheiro para comprar uma mão robótica tradicional – que custa mais de R$ 30 mil e é capaz de detectar os impulsos elétricos dos músculos, que ativam o membro artificial –, e suas dores constantes o ajudaram a pensar em uma alternativa.
 
O jovem Flippie Engelbrecht com suas mãos robóticas na Cidade do Cabo (Foto: Schalk van Zuydam/AP)
Foto: Schalk van Zuydam/AP
O jovem Flippie Engelbrecht levanta suas mãos robóticas na Cidade do Cabo
Richard, então, resolveu construir a própria mão, em uma oficina montada em casa, perto de Joanesburgo, após ver um vídeo online sobre uma mão mecânica fabricada para uma peça de teatro. Ele conseguiu entrar em contato com o designer do objeto, Ivan Owen, em Seattle, nos EUA – que acabou virando seu parceiro. Atualmente, Ivan se concentra em projetos de educação, para ensinar estudantes a usar impressoras 3D.
 
Carpinteiro inventor Richard van As exibe as mãos que ele fabrica na oficina de sua casa (Foto: Denis Farrell/AP)
Foto: Denis Farrell/AP
Carpinteiro inventor Richard van As exibe as mãos que fabrica na oficina de sua casa
Com a ajuda do americano, o que levaria até duas semanas para ser montado se tornou possível em 20 horas. O sul-africano diz que gostaria de ver suas "Robohands" sendo vendidas em lojas e quer patentear a invenção. Richard também revela que já há voluntários na Austrália e em outros países imprimindo as próteses por meio dessa técnica.
 
Testada e aprovada
O sul-africano Dylan Laas, de 12 anos, ganhou sua "Robohand" em março. Ele não tem a mão direita por causa de uma anomalia rara congênita, e agora já consegue agarrar bolas e participar de atividades com mais interesse.
 
"Ficou legal. Ela me faz parecer o Darth Vader. É divertido de usar", disse Dylan, acrescentando que está ansioso para nadar com a nova mão.
 
G1

Nove sinais que indicam baixa testosterona em homens

Cansaço e perda de libido podem estar relacionados ao hormônio
 
O efeito dos hormônios na personalidade das mulheres é bem conhecido, principalmente na fase da TPM. Mas, e os homens? Eles também são afetados pela produção hormonal? Sim, a testosterona, principal hormônio presente no organismo masculino, influencia o comportamento, o desempenho sexual e também algumas características físicas.
 
A endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que os níveis de testosterona no sangue do homem caem naturalmente com o passar da idade, aproximadamente 1% ao ano a partir dos 40. "Dessa forma, é importante incluir a dosagem de testosterona em seus exames de rotina a partir dessa idade, pois uma baixa dosagem nesse período pode ser um sinal de alerta para problemas com a deficiência desse hormônio no futuro", diz. No geral, os níveis adequados de testosterona variam entre 300 a 900 nanogramas por decilitro de sangue.

Entretanto, alguns homens podem sofrer com taxas reduzidas desse hormônio mais cedo do que o esperado, causando uma série de alterações e sintomas pelo corpo todo, sendo necessária a reposição hormonal. "Obesidade e doenças crônicas, como bronquite e problemas cardíacos, são fatores que podem acarretar na alteração do hormônio", explica a endocrinologista.
 
Entenda como a deficiência de testosterona pode afetar seu organismo e, na dúvida, converse com seu médico:
 
homem na cama com uma mulher - Foto: Getty ImagesBaixo interesse sexual
Esse é o sintoma mais específico para desconfiar de baixos níveis de testosterona no organismo. "Inclusive, pode ser possível perceber uma perda da potência sexual, ou mesmo uma disfunção erétil", explica a endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Um sinal mais claro para a deficiência desse hormônio pode ser a falta de ereções matinais - aquelas ereções "involuntárias", que se tem ao acordar. O endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que homens com essa característica também têm maiores chances de sofrer com infertilidade. Entretanto, os baixos níveis de testosterona por si só raramente são a única razão para ereções mais fracas - outros problemas como doenças cardíacas e diabetes, também podem estar associados.  
 
homem cansado - Foto: Getty ImagesCansaço excessivo
A fadiga também é um efeito comum de baixos níveis de testosterona. "Isso acontece porque o hormônio também está relacionado com a produção de energia, e taxas reduzidas refletem na forma de cansaço", afirma a endocrinologista Ruth. Lembrando que o cansaço e a falta de disposição precisam aparecer em conjunto com os outros sintomas associados à testosterona, pois sozinho pode ser um indicativo para vários outros problemas.
 
homem no escritório - Foto: Getty ImagesPensamento confuso e problemas de memória
"A testosterona também atua diretamente no sistema nervoso, incluindo áreas responsáveis pela cognição e concentração", afirma a endocrinologista Ruth. Dessa forma, baixos níveis do hormônio também se traduzem como uma dificuldade para manter a concentração em atividades ou mesmo assimilar conceitos. "Uma consequência dessa falta de atenção pode ser a dificuldade de memorização", completa Ruth.  
 
homem triste - Foto: Getty ImagesMudanças de humor
De acordo com a endocrinologista Vânia dos Santos, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), os baixos níveis desses hormônios estão relacionados com o aumento dos casos de depressão masculina na terceira idade. "Como a testosterona também age no sistema nervoso, uma mudança em sua produção afeta o bem-estar e o humor dos homens", explica. O resultado é um sentimento maior de tristeza, que pode evoluir para uma doença. 
 
halteres - Foto: Getty ImagesDificuldade para construir músculos
É fácil perceber a influência da testosterona nos músculos dos homens. "Por volta dos 12 anos, quando os testículos começam a produzir a testosterona, os meninos ficam mais fortes", explica Pedro Saddi. De acordo com o especialista, essa diferença aumenta no período entre 20 e 30 anos, quando os homens têm um pico nos níveis de testosterona no sangue. No entanto, se as taxas estão reduzidas, o homem pode ter dificuldade para criar massa muscular, principalmente na região do abdômen. "Inclusive, em alguns casos, o homem pode até perder massa muscular por conta das taxas alteradas de testosterona", completa a endocrinologista Ruth.
 
homem com acúmulo de gordura na barriga - Foto: Getty ImagesAcúmulo de gordura corporal
O homem não só perde massa muscular quando a testosterona não está adequada, como também ganha gordura na região do abdômen. "Isso porque os músculos que ele perde irão se transformar em gordura, e essa mudança se dá principalmente na cintura", explica a endocrinologista Ruth. Além disso, se você não está em construção muscular adequada, o seu corpo deixa de usar os alimentos que você ingeriu para este fim, transformando tudo em gordura.  
 
médico olhando um raio-x - Foto: Getty ImagesPerda de massa óssea
 O homem tem uma diminuição também da massa óssea relacionada à testosterona. "Isso inclusive é uma das causas mais importantes de osteoporose masculina", afirma a endocrinologista Ruth. Uma pesquisa da University of Western Australia, que acompanhou 3.600 homens com mais de 70 anos, mostra que os baixos níveis de testosterona podem estar relacionados a problemas de mobilidade e a fragilidade de ossos em idosos. Isso acontece porque o hormônio atua na densidade óssea, e sua deficiência pode fragilizar o órgão. 
 
homem olhando no espelho - Foto: Getty ImagesBaixo crescimento de pelos
O crescimento de pelos em algumas áreas está diretamente ligado à produção de testosterona, tanto nos homens quanto nas mulheres. É a partir do momento que esse hormônio começa a ser produzido, por volta dos 12 anos de idade, que os pelos no rosto, tronco, nádegas, virilha e região púbica começam a crescer nos homens. Dessa forma, níveis mais baixos de testosterona podem levar a um crescimento mais baixo de pelos faciais, pubianos e pelos nos braços e pernas. Mas não é a baixa de testosterona a responsável por queda de cabelo ou calvície, por exemplo. Nesse caso, o endocrinologista Pedro Saddi explica que o hormônio relacionado com a queda de cabelos é a diidrotestosterona, que é uma transformação da testosterona. "As pessoas calvas têm enzimas no couro cabeludo com uma capacidade maior de transformar a testosterona do sangue em diidrotestosterona para agir no folículo capilar", confirma. Dessa forma, um homem com calvície poderá tê-la por conta de uma alteração nas enzimas do couro cabeludo, e não por conta da testosterona circulante no sangue.  
 
homem com insônia - Foto: Getty ImagesProblemas para dormir
"A deficiência em testosterona pode deixar o sono prejudicado, no sentido de que ele fica menos relaxante, menos restaurador", explica a endocrinologista Ruth. Em alguns casos, a baixa testosterona pode causar agitação durante a noite e até mesmo episódio de insônia. "Entretanto, é importante lembrar que esses sintomas aparecem em conjunto quando o problema está relacionado com a testosterona - se surgirem separadamente, pode ser sintoma de outro problema", ressalta a especialista. 
 
Minha Vida

'Nariz artificial' identifica ameaça de envenenamento do sangue

Envenenamento do sangue ou septicemia mata mais de 250 mil
pessoas a cada ano apenas nos Estados Unidos
Novo dispositivo pode identificar oito das bactérias mais comuns que causam doenças
 
Um "nariz artificial" capaz de detectar o odor de germes que produzem o envenenamento do sangue e que poderia ajudar a salvar muitas vidas e reduzir custos médicos foi apresentado no domingo em uma conferência nos Estados Unidos.
 
Os cientistas que desenvolveram este nariz afirmam que pode mostrar em 24 horas se o sangue de um paciente tem a bactéria que causa septicemia, e ganhar desta forma dois dias em comparação com outros métodos convencionais. James Carey, pesquisador da Universidade Nacional de Kaohsiung em Taiwan, afirmou que " a atual tecnologia envolve incubar amostras de sangue em recipientes por 24 a 48 horas apenas para ver se a bactéria está presente".
 
— Leva outras 24 horas ou mais para identificar o tipo de bactéria para selecionar o antibiótico adequado para tratar o paciente. Nesse momento, os órgãos do paciente podem estar prejudicados ou (o paciente) pode estar morto por septicemia.
 
Apresentado em uma conferência em Indianápolis da American Chemical Society, o "nariz" é, na realidade, uma garrafa de plástico do tamanho da palma da mão cheia de um líquido nutriente que promove o crescimento da bactéria.
 
Juntos no interior da garrafa se encontram diversos pontos químicos que mudam de cor em reação aos odores que saem da bactéria delatora.
 
O novo dispositivo pode identificar oito das bactérias mais comuns que causam doenças, afirmou Carey em uma nota divulgada pela American Chemical Society.
 
O envenenamento do sangue ou septicemia mata mais de 250 mil pessoas a cada ano apenas nos Estados Unidos e custa em tratamentos mais de 20 bilhões de dólares anualmente, segundo números divulgados na conferência.
 
Segundo Carey, o dispositivo pode "ser utilizado quase em qualquer local do mundo por um custo muito baixo e com formação mínima".

R7

No Recife, médicos cubanos evitam sair dos alojamentos

Médicos Cubanos
Os 96 médicos cubanos que fazem curso de capacitação em Pernambuco e começam a trabalhar no dia 16 em municípios nordestinos e de Minas Gerais, dentro do programa Mais Médicos, cumprem uma rotina rígida e com pouca diversão. Alvo de polêmica, os profissionais são discretos, não se expõem e só podem ser contatados nas unidades do Exército onde estão alojados com autorização do Comando Militar do Nordeste.
 
Alojados no 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, na BR-232, no bairro do Curado, no Recife, os homens só deixam a unidade nos dias de semana para irem, de ônibus, ao município de Vitória de Santo Antão, onde fazem um curso de capacitação que abrange legislação médica brasileira, aspectos sociais, econômicos e políticos do País e língua portuguesa.
 
Segundo os militares que faziam nesse domingo (8), a guarda do Esquadrão, nenhum deles viu algum dos médico sair nos dias de folga. "A única coisa que eles fazem, aqui, é ir à sala de internet, falar com a família", contou um deles pedindo para não ser identificado. No primeiro fim de semana no Recife, um grupo de cinco médicos conheceu a praia de Boa Viagem, levado por um colega brasileiro. E só.
 
A imprensa está proibida de entrar no prédio e até mesmo de chamar um médico cubano que porventura passe na área interna. "Acesso só com autorização do comando, através de ofício", reiterou um militar, ao recomendar procurar a assessoria de comunicação do Comando. "Mas só na terça-feira (10) porque não haveria expediente nesta segunda (9)", porque os militares vão folgar para compensar o trabalho no dia 7.
 
Com as médicas não é diferente. Elas estão no 14º Batalhão Logístico, no bairro de Afogados, e raramente deixam o local. "Às vezes, uma ou duas vão até uma lanchonete pertinho e retornam logo", informou um integrante da guarda.
 
Trancafiados nas dependências dos alojamentos, os cubanos têm alguns momentos de lazer no próprio curso, que é ministrado no município metropolitano de Vitória de Santo Antão, onde eles podem falar com a imprensa. Na sexta-feira (6), depois das atividades, eles assistiram a um grupo de frevo.
 
Estadão

Dramas de vítimas da falta de médico

"Sou uma das vítimas da falta de médico." Assim se identifica a funcionária pública municipal Maria de Fátima Sousa Fernandes, de 56 anos, moradora de Cubati. Há cerca de três anos, ela teve apendicite. Quando ia ao médico, recebia a informação de que se tratava da vesícula. Até que, durante uma crise aguda, foi por conta própria a uma emergência em Campina Grande. "Minha barriga não tinha mais o que inchar, cheguei no limite, teria morrido se não tivesse feito a cirurgia", contou. Retiraram o apêndice e também o ovário.
 
Há cerca de um ano, apareceram miomas no seu útero. São dois, com três centímetros cada. Sente dores e peso "no pé da barriga". Conseguiu consulta com uma ginecologista que atende uma vez por mês na cidade, por meio da ação em consórcio das prefeituras da região. Fez os exames solicitados: os de sangue, no hospital da cidade, e os outros - intravaginal, mamografia, eletrocardiograma e exame de risco cirúrgico - pagou com a ajuda da família. "Para evitar demora." De posse de todos os exames, ela depende, agora, de encaminhamento médico para ser operada em Campina Grande ou em uma cidade do Piauí. Hipertensa, está à espera.
 
Maria de Fátima vê com bons olhos a chegada da nova médica. "Aqui a prefeitura tem de chaleirar (bajular) os médicos para nos atender", observou. A pouca idade e a cara de menina de Andreza Santos não desmerecem a profissional. "O importante é o estudo, o saber", assegurou.
 
"E não importa de onde venha, nós, de baixa renda, precisamos", complementou Josineide Alves, de 43 anos, referindo-se aos médicos estrangeiros. Ela teve gravidez de risco duas vezes, por causa da idade e da pressão alta. Os filhos estão com 1 e 3 anos. Passou por maus bocados, enfrentou períodos sem médico no posto de saúde, mas sempre pôde contar com a enfermeira Egilda Siqueira, funcionária da prefeitura. "Ela fez o meu pré-natal, media, pesava, mandava para a médica, deu apoio e amor", relatou, grata, enquanto esperava sua vez para ser atendida no posto de saúde.
 
Erinaldo Fernandes dos Santos, de 43 anos, tem pressão alta. Sentiu uma "dor no coração" e foi ao hospital de Cubati, na quarta-feira. Não tinha médico e soube que o eletrocardiograma havia quebrado na semana anterior. De moto, tratou de procurar atendimento em outro município da vizinhança.
 
Drama. Edlaine Martins Barbosa, de 29 anos, auxiliar de administração na prefeitura, separada, dois filhos, vive um drama particular. O filho mais velho, Daniel, de 7 anos, começou a ter convulsões aos 3.
 
Teve diagnóstico de epilepsia e a certeza de que ficaria bom. Apesar das dosagens cada vez mais altas dos medicamentos receitados, ele só piorou e chega a ter 30 convulsões por dia. Por isso, abandonou a escola. Tem de ser olhado de perto por alguém porque durante as crises já se machucou.
 
Desesperada, Edlaine chegou a fazer empréstimo para financiar uma ressonância magnética do filho. Já procurou médicos particulares em Campina Grande e em João Pessoa. Os tratamentos não funcionam.
 
Agora, ela tenta, com ajuda da Secretaria de Saúde, que o filho seja atendido no Instituto de Medicina Integrada (Imip), no Recife. Até agora, não conseguiu. "Sei que eles são bons e poderiam investigar e dizer o que o meu filho realmente tem." / A.L.
 
MSN