Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Concurso Prefeitura de Paulista - PB

A Prefeitura de Paulista, no estado da Paraíba, lançou o edital Nº 001/2013 de concurso público para o provimento de 32 vagas em todos os níveis de escolaridade. Os vencimentos são de até R$ 8 mil, por jornada de 40 horas semanais. 
 
As oportunidades são para os cargos de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Vigilância Sanitária, Condutor Socorrista do Samu, Fiscal de Obras, Técnico de Enfermagem, Técnico de Enfermagem Socorrista do SAMU, Técnico em Análise de Laboratório, Técnico em Edificações, Tradutor Intérprete da Língua Brasileira dos Sinais – Libras, Bioquímico, Engenheiro Civil, Médico, Odontólogo, Odontólogo com Especialização em Periodontia, Odontólogo com Especialização em Buco- maxilo-facial e Psicólogo. 
 
As inscrições serão recebidas até 10 de outubro de 2013, na Sede da Secretaria Municipal Educação de Paulista, localizada na rua Cel. José Avelino, 119 - Centro - Paulista –PB, ou via internet, pelo site www.apiceconsultoria.com. As taxas variam de R$ 40 a R$ 80. 
 
De acordo com o edital, a prova objetiva será aplicada na data prevista de 03 de novembro de 2013, e o concurso também constará de prova de títulos. 
 
O prazo de validade do concurso será de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. 

Maioria é contra farmacêutico receitar remédio, diz pesquisa

Seis em cada dez pessoas não aprovam a resolução do Conselho Federal de Farmácia que autoriza o profissional da área a receitar remédios, segundo pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para farmacêuticos).
 
Entre os entrevistados, 61% disseram não concordar com a medida e 39% afirmaram que são favoráveis.
 
Foram ouvidas 2.650 pessoas em 16 capitais.
 
"O resultado revela que o brasileiro desconhece o papel do farmacêutico na saúde. Parte da população não sabe nem sobre a formação do profissional", afirma Marcus Vinicius Andrade, diretor-executivo do instituto.
 
A resolução, aprovada no fim de agosto, vai liberar o farmacêutico para prescrever remédios que não precisem de receita médica ou quando já exista diagnóstico prévio.
 
"É um avanço. O conselho faz bem o papel dele de tentar dar mais força à classe", diz Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (associação das farmácias e drogarias).
 
O Conselho Federal de Farmácia não quis comentar.
 
A entidade informou que o texto da resolução está em fase de ajustes e será publicado no "Diário Oficial da União" até o fim deste mês.
 
Folhaonline

Mapa genético é base para futuro dos diagnósticos

O caso emblemático de diagnóstico de pré-disposição a câncer de mama da atriz americana Angelina Jolie levantou uma polêmica em torno do sequenciamento individual do DNA. Por um lado, a notícia fez quintuplicar a procura por esse tipo de teste genético nos laboratórios especializados. Por outro, levou muitos geneticistas a acender um sinal de alerta.
 
A atriz revelou ao mundo que recorreu à tecnologia e optou pela retirada dos seios ao ver identificada uma mudança genética hereditária, o que foi considerado corajoso por especialistas. O que não foi dito é que 90% dos casos de câncer de mama não são hereditários. "No caso da Angelina Jolie, o histórico familiar era muito forte e foi determinante para a realização do teste. Para a maioria das pessoas, não é recomendável", diz Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo.
 
Já é possível detectar mais de 5 mil doenças genéticas que podem causar mutações em um único gene. Pré-disposição a atrofia muscular, retardo mental, alteração cromo facial, glaucoma, diabete, deficiência mental, hipertensão, câncer são alguns exemplos de anomalias possíveis de serem diagnosticadas a partir do teste genético. Aparelhos de última geração são capazes de sequenciar centenas de genes ao mesmo tempo, mas analisar os resultados exige profissional com alta qualificação. "O Centro de Genoma da USP recebe cerca de mil pessoas por ano, entre o atendimento público e privado", diz Zatz. Em pesquisa, equipamentos e conhecimento genético, o Brasil está 'pari passu' com países desenvolvidos.
 
"Tecnicamente, estamos preparados para fazer o sequenciamento genético, mas a falta de inserção da genética no SUS dificulta o interesse e qualificação dos profissionais e nos distancia de países como a Inglaterra", afirma Lavínia Schuler, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Existem cerca de 200 geneticistas clínicos no país capazes de fazer o aconselhamento genético.
 
O centro de estudos do genoma da Universidade do Rio Grande do Sul também percebeu o efeito Jolie. "Estamos atendendo mais de 100 pacientes por semana que despertaram a atenção para o teste genético. Mas isso representa só 1% da demanda por aqui", afirma Schuler.
 
A medicina personalizada com base no mapa genético de cada pessoa é vista como o futuro na área da saúde. Através do teste molecular é possível saber qual tipo de remédio o organismo metaboliza melhor e qual é o tratamento mais adequado. Outro avanço diz respeito a diagnósticos de doenças genéticas que as pessoas têm propensão a ter. "A medicina personalizada vem como um divisor de águas. Deixamos de ser tratados de forma massificada. Ela traz recursos de diagnóstico e tratamento mais assertivos às pessoas", afirma Lorice Scalise, presidente da Roche Diagnóstica do Brasil, empresa suíça que cresceu muito nos últimos dois anos, com investimentos de 20% de seu faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento de genética médica.
 
Lorice lembra que doenças como osteoporose, eclampsia, melanoma e câncer de colo de útero, quando detectadas com antecedência, permitem "que tenhamos soluções específicas com respostas mais rápidas". Mas hoje, devido ao alto custo, o acesso ao teste e aconselhamento genético ainda é restrito a poucas pessoas. Como ainda não virou política de saúde pública, os preços variam de R$ 500 (testes mais simples) a 2 mil (mais complexos) no Centro de Genoma da USP, ou entre R$ 2 mil a R$ 20 mil nas clínicas particulares.
 
A genética médica teve início com o estudo das doenças relacionadas ao defeito em um único gene. Um exemplo é a fibrose cística. "Da mesma forma, qualquer doença relacionada a um único gene pode ser precisamente diagnosticada. Mas doenças como hipertensão arterial e depressão, que são causadas por múltiplos genes e fatores ambientais, apresentam uma dificuldade maior para serem diagnosticadas geneticamente", diz Martin Whittle, diretor-presidente da Genomic Engenharia Molecular, que faz mil exames por mês entre identificação humana e propensão genética.
 
Existem muitas alterações nos genomas que os aparelhos de nova geração conseguem encontrar, mas que ainda não se sabe interpretar. Para avançar nisso, o Centro de Genoma está criando um banco genômico de pessoas voluntárias e saudáveis com mais de 80 anos, que já possui 1,4 mil participantes. "Só assim, conseguiremos interpretar as alterações no DNA dos mais jovens", diz Zatz.
 
Na carona do avanço da ciência e da tecnologia de segunda geração, o geneticista David Schlesinger, do Hospital Israelense Albert Einstein, abriu em maio deste ano a Mendelics, laboratório especializado no sequenciamento de exoma. "A análise do exoma consiste em 'sequenciar' os mais de 20.000 genes do genoma de uma pessoa para identificar as mutações que causam doenças genéticas.
 
Um único teste resolve milhares de doenças diferentes", afirma Schlesinger. O custo para o sequenciamento completo do exoma na Mendelics está em torno R$ 11, 9 mil. A empresa conta com sete profissionais dedicados a isso, 70% com doutorado e pós-doutorado que trabalham no laboratório e na área de bioinformática.
 
Os exames moleculares mais demandados nos laboratórios Fleury Medicina e Saúde são os de fibrose cística, síndrome de X-Frágil (doença genética causadora de deficiência mental), BRCA 1 e 2 (para câncer de mama e ovário hereditários), ataxia espino-cerebelar e doença de Huntington (doenças neurodegenerativas), além do teste CGH Array, que detecta perdas e ganhos no genoma completo. O preço para detectar câncer de mama hereditário está em U$ 3 mil e o sequenciamento do genoma completo, em US$ 10 mil.
 
Valor Econômico

Cirurgia fica mais precisa e acelera a recuperação

Há uma revolução em pleno andamento na medicina: as cirurgias estão cada vez mais rápidas, precisas, com incisões cada vez menores e os pacientes se recuperando num tempo cada vez mais curto - uma cirurgia cardíaca clássica, com grande incisão no tórax, exigia uma recuperação de no mínimo 40 dias; agora, com técnicas minimamente invasivas, o paciente está recuperado após dez dias. E suas taxas de mortalidade, que nos anos 70 eram da ordem de 40%, estão ao redor de apenas 2%.

As causas da mudança estão nas próprias salas de cirurgia: ali, os médicos já usam ultrassom no lugar do bisturi, adesivos no lugar de linhas e agulhas, robôs para procedimentos de alta precisão e grande risco, e sofisticadíssimos equipamentos de imagem, que os guiam no uso de catéteres e outros instrumentos por dentro de artérias e de outras estruturas do corpo do paciente. Só no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, já foram feitas 1910 cirurgias robóticas em seis diferentes especialidades.
 
O médico Sérgio Arap, coordenador do centro cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explica que a introdução de cada vez mais tecnologia na área cirúrgica, como a ressonância magnética (essencial em neurocirurgia), exigiu mudanças radicais nos projetos e instalações desses ambientes: "No caso da ressonância, que contém um eletroímã, até a mesa cirúrgica tem de ser especial, para não ser atraída pelo equipamento", lembra ele. Salas como essa, chamadas de híbridas, abrigam ao mesmo tempo recursos de cirurgia e diagnóstico, que antes ocupavam espaços distintos. O paciente era transportado de um lado para outro, quando necessário.
 
Numa das salas híbridas do Sírio, conta Arap, funciona a suíte neurocirúrgica, um conjunto formado pela ressonância, por um microscópio que exibe imagens do cérebro do paciente mapeadas com substância fluorescente, e um neuronavegador - equipamento que utiliza imagens da ressonância para guiar o cirurgião, tal como um GPS, já que muitas vezes é impossível distinguir a olho nu tecidos normais daqueles que estão comprometidos. Ali, são feitas cirurgias no cérebro impensáveis algumas décadas atrás, como a correção de aneurismas ou remoção de tumores.
 
Tanta precisão, no entanto, custa caro: perto de R$ 6 milhões pelos três equipamentos. Mas o benefício aparece na rapidez de recuperação dos pacientes e na redução das sequelas. Outros recursos de altíssima tecnologia estão espalhados pelo centro cirúrgico do Sírio, como dois robôs (um apenas para treinamento dos médicos) e o sistema de teleconferência para troca de informações com especialistas de outros lugares durante as cirurgias.
 
"Embora esses equipamentos sejam tentadores para um hospital, devemos ser cautelosos, porque até os artigos científicos que os recomendam podem estar influenciados pela indústria", diz.
 
Empresas como Philips, GE e Siemens fabricam equipamentos para medicina e têm centros de pesquisa espalhados pelo mundo, produzindo inovações para os hospitais, laboratórios e serviços de diagnóstico. Uma das mais recentes, da GE, sequer chegou ao Brasil, conta Rima Alameddine, diretora da divisão Detection & Guidance da empresa: é um sistema de "navegação cirúrgica" chamado IGS 730, que pode ser descrito como o casamento de um robô com um equipamento de raios-X de última geração. Ele se aproxima da mesa de cirurgia ou se afasta quando necessário, captura milhares de imagens em alguns segundos e com elas constrói modelos tridimensionais coloridos, mostrando aos médicos exatamente como e onde estão os instrumentos inseridos no corpo do paciente. Até que chegue ao mercado e possa ser instalado num hospital, um equipamento desses precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores, lembra Rima: "Por isso o ciclo de inovação na área é longo", diz. No Brasil, a aprovação da Anvisa para um equipamento pode durar até 18 esses segundo ela.

No Hospital de Clínicas da Unicamp, duas salas híbridas estão sendo construídas para abrigar equipamentos semelhantes, destinados aos procedimentos de alta complexidade, conta o médico e professor Antônio Gonçalves de Oliveira Filho, chefe do Centro Cirúrgico. Entre esses procedimentos estão cirurgias do sistema nervoso central e os de vídeo endoscopia: "Esse equipamento é extremamente útil, pois melhora a segurança na realização dos procedimentos", afirma ele.
 
Parte da segurança do paciente na cirurgia é garantida com o acompanhamento de dezenas de variáveis, cujos valores aparecem nos diversos monitores espalhados pela sala. "Na tela do monitor é possível agora exibir também muitas outras informações, incluindo imagens de diagnóstico, para consulta instantânea", diz Vitor Rocha, vice-presidente da área de Healthcare da Philips para América Latina, empresa na qual 40% do faturamento provém da área médica. O produto mais recente da empresa, ainda em fase de lançamento, é o Heart Navigator, para "navegação" em cirurgias cardíacas, diz Rocha, e que é capaz de simular toda a operação antes mesmo que ela aconteça. "Nosso objetivo em pesquisas é tornar as cirurgias cada vez menos invasivas", afirma.
 
Foram as pesquisas em biomedicina que colocaram na linha de produtos da Johnson & Johnson itens peculiares como as colas cirúrgicas, recursos que parecem pura ficção - a empresa investiu no ano passado US$ 1,68 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, ou 6,1% do faturamento. "Eu me formei há 25 anos e agora vejo o quanto avançamos", diz Abner Lobão, diretor da divisão Medical da JNJ para América Latina. Por mais complexa que seja, explica ele, qualquer cirurgia se resume a três atos: cortar, fazer parar o sangramento e reparar o corte. Hoje, os cortes mais precisos já são feitos com o ultrassom do equipamento Gen11, que ao mesmo tempo vai selando vasos.

Para selar vasos maiores, ao invés de pinçá-los e amarrar a ponta, pode-se usar o Evicel, que se comporta como um coágulo e sela o vaso. Para fechar cortes, a cola cirúrgica. E para suturas que não podem ser finalizadas com um nó, já existe um fio de sutura com micro farpas, que nunca desliza nem permite a reabertura do ferimento, finaliza Lobão.
 
Unicamp

Conheça a cidade médica baseada em redes e conectividade

De uma visita a Lake Nona, na Flórida (EUA), a reportagem traz exemplo de uma cidade médica, construída para promover uma vida melhor e desenvolver a pesquisa e ensino em saúde
 
Há quanto tempo você ouve falar de internet das coisas, mundo conectado e todos os desafios que acompanham esse tipo de tendência? Tudo aquilo que parecia ficção científica está cada vez mais presente em nosso dia a dia. Aos poucos, o mundo conectado, similar ao que o desenho Os Jetsons nos fazia imaginar quando crianças, se concretiza. A parte boa vem com toda a comodidade de viver em uma sociedade assim. A mobilidade é facilitada, problemas diversos são resolvidos de forma mais simples e mais rapidamente. Mas tudo isso tem um custo e alguém precisará estar preparado para lidar com toda a complexidade que circunda esse mundo moderno e multiconectado.
 
Em recente evento realizado para clientes em Orlando, nos Estados Unidos, ao qual a reportagem de *IW Brasil foi convidada a participar, o presidente da Cisco, John Chambers, ao falar sobre a internet de todas as coisas (IoE), conceito que a empresa trabalha neste momento, calculou que, em breve, chegaremos a 50 bilhões de dispositivos conectados, sendo 40% disso proveniente da comunicação Machine to Machine (M2M). “Hoje a internet está no momento social e na IOE será de pessoas, processos, dados e coisas.
 
Trata-se de uma oportunidade de US$14.4 trilhões e manufatura é a vertical onde reside a maior oportunidade, seguida por varejo, informação e finanças”, explicou, apontando que o mundo conectado não diz respeito apenas às residências, necessitando, portanto, estar na agenda de qualquer CIO. “99% do mundo ainda não está conectado quando se pensa na IoE. E muitas coisas boas podem acontecer quando você conecta o que está desconectado.”
 
Durante o mesmo evento, a reportagem teve a oportunidade de visitar nos arredores de Orlando um projeto que traduz parte da essência do que vem a ser esse mundo multiconectado. Trata-se de Lake Nona, uma comunidade que conta com um condomínio ultramoderno, onde as casas são dotadas de todo o tipo de tecnologia possível, e com o que eles chamam de uma cidade médica, fundada do zero e construída pensando em como essas conexões podem contribuir para uma vida melhor, além de melhorar o ambiente de pesquisa, o ensino em saúde, o tratamento de pacientes e o convívio em sociedade.
 
Localizado no sul do estado norte-americano da Flórida, Lake Nona é um esforço conjunto de líderes da comunidade. A ideia dessas pessoas é transformar a região em uma referência em saúde, a partir do investimento em educação médica e em inovação.
 
“Queríamos criar o espaço ideal para inovação por meio da colaboração, foram aplicados US$ 2 bilhões em construções, criados seis mil empregos diretos. Não medimos o sucesso, mas o impacto que podemos ter como um todo. A inovação no século XXI só vem por meio da tecnologia. E um dos compromissos aqui era fazer da internet de todas as coisas uma realidade para pacientes, estudantes e médicos”, detalha o vice-presidente do Lake Nona, Thad Seymour.
 
Da visita, separamos três exemplos de como eles já aplicam o conceito de IoE e que tipo de resultado é possível extrair.
 
Cidade médica
Inaugurado em outubro de 2012, o Nemours Children’s Hospital de Orlando, unidade de uma rede com história que remonta a 1935, quando foi fundada a Nemours Foundation, é um hospital infantil totalmente diferente daquilo que se costuma encontrar e não apenas pelo ambiente novo, descontraído e com vista para áreas verdes pensada no conforto dos pacientes.
 
A instituição, parte da cidade média que conta com centro de pesquisa, campus universitário e centro hospitalar, está totalmente preparada para o mundo de IoE, como afirma o CIO Bernie Rice. Rede IP, wireless em todos os espaços, PoE e IPTV estão lá desde a inauguração, e tudo tem sido feito por meio de parceiras com empresas de TI, como a própria Cisco. “Para se ter ideia, um time de logística de cuidados monitora por vídeo os quartos, e em qualquer sinal de irregularidade, eles conseguem falar na unidade ou acionar os profissionais adequados para o atendimento.”
 
Os 137 leitos do hospital mostram ainda outros diferencias e como a tecnologia está totalmente integrada à instituição. Já na entrada, um tablet embutido na parede traz todas as informações, como nome, estado do paciente, última visita, medicamentos administrados, entre outros.
 
Dentro o ambiente faz a criança se sentir em casa, seja pelo sistema de controle das cores das luzes ou pelo de entretenimento que traz, além da possibilidade de filmes, um arsenal de jogos eletrônicos e materiais educativos. Uma câmera com qualidade HD monitora tudo o que é feito no quarto. Os médicos, obviamente, precisam estar abertos a essa nova cultura e o hospital já é um dos maiores cases de hospital sem papel no mundo.
 
Residência
Outra demonstração em Lake Nona foi a das residências conectadas, boa parte delas já foram adquiridas e estão habitadas. Os sobrados do condomínio Laureate Park são dotados de softwares, hardwares e equipamentos de rede que permitem, por exemplo, videoconferências, aulas remotas e até reuniões corporativas. No caso da localidade, a casa está conectada ao trabalho, hospital, escolas e comunidade como um todo.
 
Em um dos exemplos, simulou-se uma criança adoentada na casa, mas que não demandava uma internação hospitalar. Com o equipamento cedido pelo hospital, uma espécie de quiosque com tela de videoconferência e alguns aparatos médicos, a mãe e a criança interagiam com o médico. No caso, a responsável pelo menor posicionou o estetoscópio para que, do hospital, o médico ouvisse os batimentos cardíacos e a frequência pulmonar da criança, a fim de avaliar a evolução da paciente. Toda a interação acontecia por meio de videoconferência e as informações coletadas com os dispositivos enviadas diretamente para o prontuário eletrônico do doente.
 
Já na sala, o que parecia um ambiente comum para receber visitas ou mesmo assistir a um filme se converteu em uma sala de reuniões e, em poucos segundos, em uma sala de aula. Obviamente, a banda larga e a própria infraestrutura local é bastante demandante e precisa ter boa qualidade para que tudo ocorra sem qualquer prejuízo.
 
Educação 
O último exemplo extraído vem do Stanford-Burnham Medical Research Institute. Lá eles tem trabalhado para aproveitar o máximo possível a tecnologia na melhoria da educação em saúde. Como frisou Deborah German, da University of Central Florida Medical School, eles querem usar a TI para treinar os médicos do amanhã. “A tecnologia está no DNA da cidade médica e fomos os primeiros a dar laptop e depois um iPad para todos os estudantes. A biblioteca é 99% digital, tendo apenas 800 volumes físicos, e contamos com uma atualização constante e isso é para prover informação a qualquer hora e em qualquer lugar.”
 
Uma das propostas de integrar a TI à educação é tentar usar a tecnologia para fazer coisas que eles ainda não conseguem enquanto profissionais médicos ou mesmo melhorar procedimentos existentes. “Os estudantes podem ir para casa depois de uma aula e acordar às três da manhã com o celular tocando porque o paciente virtual está passando mal e, na frente do computador, ele conseguirá simular um atendimento à distância. Estar numa cidade médica é a melhor coisa para uma universidade. Aqui está o conhecimento por meio de pesquisa, da educação e por meio do cuidar do paciente.”
 
SaudeWeb