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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Falta de 'hormônio feminino' reduz desejo sexual de homem, diz estudo

obesidade (Foto: TV Globo)
Foto: TV Globo
Falta de estrogênio promove o aumento da cintura e a diminuição do desejo
sexual no homem, segundo estudo feito no Hospital Geral de Massachusetts
Baixo nível de estrogênio leva a aumento da cintura e diminuição de libido. Antes, só a falta de testosterona era responsabilizada por falta de desejo
 
Muitos homens de meia idade observam a cintura aumentar e o desejo sexual diminuir, sintomas que um novo estudo publicado nesta quarta-feira (11) sugere que pode ser vinculado à deficiência de um hormônio normalmente relacionado às mulheres.
 
Anteriormente, uma queda na produção de testosterona poderia ter sido considerada culpada, mas cientistas afirmaram na nova pesquisa que um declínio no estrogênio pode ser parte do problema.
 
"Este estudo estabelece níveis de testosterona segundo os quais várias funções fisiológicas começam a ficar prejudicadas, o que pode ajudar a fornecer uma base para determinar quais homens deveriam ser tratados com suplementos de testosterona", disse Joel Finkelstein, do Hospital Geral de Massachusetts.
 
Mas ele disse que "a maior surpresa foi que alguns dos sintomas rotineiramente atribuídos à deficiência de testosterona são na verdade parcialmente ou quase exclusivamente causados pelo declínio do estrogênio", disse Finkelstein.
 
Tradicionalmente, um diagnóstico de hipogonadismo masculino - uma queda nos hormônios reprodutivos aguda o suficiente para provocar efeitos físicos - se baseava exclusivamente em uma medição dos níveis de testosterona.
 
Estes diagnósticos aumentaram dramaticamente nos últimos anos, levando a cinco vezes mais prescrições de testosterona no ano 2000 em comparação com 1993.
 
Os médicos entendem pouco sobre os níveis exatos de testosterona necessários para sustentar o desejo sexual. A produção de testosterona também tem um impacto direto nos níveis de estrogênio nos homens, já que uma parte do hormônio masculino sempre é transformado em estrogênio.
 
Isto torna difícil saber qual o hormônio necessário e em que quantidade para contrabalançar os sintomas que aparecem em homens mais velhos.
 
Experimento
Para descobrir, os cientistas suprimiram toda a produção de hormônio natural entre mais de 300 homens com idades entre os 20 e os 50 anos. A metade dos indivíduos tomou uma dose diária de um gel de testosterona ou um placebo por 16 semanas. A outra metade recebeu este gel além de um remédio que inibe a conversão de testosterona em estrogênio.
 
Os resultados do estudo sugerem que a testosterona regula a massa magra e a força muscular, enquanto o estrogênio influencia o acúmulo de gordura corporal.
 
A função sexual sofreu o efeito dos dois hormônios: a falta de estrogênio reduziu o desejo, enquanto o nível baixo de testosterona impediu a ereção. Segundo Finkelstein, mais estudos são necessários para confirmar se as descobertas deste estudo controlado valem para flutuações hormonais naturais.

G1

Amostras grátis de creme vaginal estão sendo recolhidas por empresa

Lote 28806 medicamento Ovestrion deve ser devolvido. (Foto: Schering-Plough/Divulgação)
Foto: Schering-Plough/Divulgação
Lote 28806 medicamento Ovestrion deve ser devolvido
Consumidores devem devolver lote 28806 do medicamento Ovestrion. Lotes distribuídos em outros países conferiam risco de infecção vaginal
 
A indústria farmacêutica Schering-Plough determinou o recall, em todo o Brasil, das amostras grátis do lote 28806 do medicamento Ovestrion.

O creme vaginal, indicado para tratamento de atrofia do trato urogenital inferior, é produzido no Brasil e distribuído tanto no país quanto na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá e Venezuela.

A suspensão ocorreu porque, em dois lotes do produto distribuídos para o México, foram detectados fungos e leveduras nos testes de importação.
 
Segundo a farmacêutica, caso um produto de um desses lotes fosse utilizado, ele poderia levar a infecção vaginal ou vaginite.

“A Schering-Plough recomenda que o paciente interrompa imediatamente o uso do produto quando pertencente ao lote mencionado acima, consultando seu médico sobre a continuidade do tratamento”, afirmou a farmacêutica, em nota.
 
Pacientes que tiverem o medicamento do lote 28806 devem ligar para o número 0800 701 43 25 para obter mais detalhes sobre o processo de devolução.
 
G1

Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

Perjeta (Foto: Roche/AP)
Perjeta já é aprovado para tratar pacientes com tipo de câncer
 agressivo, com metástase
Agência FDA está analisando Perjeta e tomará decisão em 31 de outubro. Medicamento já é aprovado para tratar subtipo agressivo, com metástase.
 
A agência americana Food and Drug Administration (FDA), que regula medicamentos e alimentos nos EUA, emitiu um comentário favorável sobre uma nova droga contra o câncer de mama produzida pela farmacêutica suíça Roche. Se aprovado, o remédio Perjeta (cujo princípio ativo é o anticorpo pertuzumabe) pode se tornar em breve a primeira opção para tratar a doença ainda em estágio inicial, antes da cirurgia para remoção do tumor, destacou a agência Associated Press (AP) nesta quarta-feira (11).
 
Segundo os cientistas da FDA, que publicaram um parecer na internet, as mulheres analisadas que receberam o Perjeta como tratamento inicial para o câncer de mama se mostraram mais propensas a estar livres da doença no momento da operação, em relação às voluntárias que receberam combinações de drogas mais antigas, como o Herceptin, também da Roche.
 
Embora os resultados venham de testes ainda em estágio intermediário, os cientistas da FDA recomendaram que seu processo de aprovação seja acelerado. Isso porque o produto se enquadra na categoria de medicamento inovador indicado para tratar doenças com risco de vida – como câncer, HIV e outras enfermidades letais.
 
O Perjeta foi aprovado pela primeira vez há cerca de seis meses para tratar pacientes com um subtipo de câncer de mama que tenha sofrido metástase, ou seja, se espalhado para outras partes do corpo. Agora, a empresa de biotecnologia Genentech – comprada pela Roche em 2009 e responsável por desenvolver o medicamento – espera que a droga seja aprovada para uso em fases mais precoces do câncer, logo após o diagnóstico.
 
Atualmente, o uso de remédios contra o câncer antes da cirurgia ainda é experimental, mas muitos médicos acreditam que isso ajude a encolher os nódulos, tornando-os mais fáceis de remover. No caso de um câncer de mama, esse processo poderia permitir que as mulheres mantivessem seus seios, em vez de tê-los totalmente retirados.
 
Câncer de mama (Foto: Reprodução Globo News)
Células de câncer de mama vistas no microscópio
Painel e decisão final
Nesta quinta-feira (12), a FDA pediu a criação de um painel independente de especialistas em câncer para avaliar se os benefícios do Perjeta superam seus riscos no tratamento em estágio inicial. O grupo deverá analisar um estudo com 417 mulheres feito pela Genentech e ver se o medicamento é capaz de aumentar a sobrevida das pacientes.
 
No dia 31 de outubro, a FDA então tomará sua decisão, que não será obrigatoriamente a mesma dos painel, mas muitas vezes segue essa linha, como visto em outros casos. Se a agência aprovar o Perjeta, outros laboratórios poderão estudar drogas contra o câncer para uso em fase inicial.
A FDA reforça, porém, que as pesquisas da Genentech ainda são preliminares e deverão ser confirmadas em trabalhos futuros. Também deverão ser avaliados fatores como reincidência do câncer e sobrevida final das mulheres.
 
Em 2011, a agência retirou do mercado o Avastin, outra droga da Genentech contra o câncer de mama. Isso porque as promessas do medicamento não se confirmaram em pesquisas posteriores, e a FDA concluiu que o remédio não ajudava as mulheres a viver mais tempo, e seus benefícios não compensavam os perigosos efeitos colaterais. Hoje, o Avastin continua aprovado para tratar câncer colorretal e outros tipos de tumores.
 
Câncer de mama no mundo
O câncer de mama é o tipo mais comum e letal entre o sexo feminino no mundo, com cerca de 1 milhão de novos casos por ano. Nos EUA, essa é a segunda forma mais letal de câncer entre as mulheres (atrás apenas do de pulmão), e deve matar mais de 39 mil pacientes este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) do país.
 
No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de mortes de mulheres por tumor. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
 
Em 2012, foram registrados 52,6 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).
 
A sobrevida média das pacientes após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Se detectada precocemente, a doença pode ser tratada e as chances de sobrevivência são grandes.
 
Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública. No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos estimados em 2012.

G1

Bebê nasce com 450 gramas e sobrevive a sangramento nos pulmões

Britânica sofreu de pré-eclampsia, mas desejou dar continuidade à gravidez
 
Com 24 semanas de gestação, Gemma Haskey, de Nottinghamshire, na Inglaterra, deu à luz ao pequeno Finley, que veio ao mundo com apenas 450 gramas e teve um sangramento nos pulmões. Apesar de ter nascido com 10% de chances de sobrevivência, o bebê melhorou e, cinco meses depois, teve alta do hospital. As informações são do site Daily Mail deste domingo (8).
 
Segundo a publicação, durante a gravidez, Gemma sofreu com fortes dores de cabeça, além de pressão alta. Durante uma consulta, ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia (pressão alta durante a gravidez). Na ocasião, os médicos deram a britânica a opção de abortar. Segundo os médicos, se ela continuasse com a gestação, o bebê poderia nascer com uma lesão cerebral.
 
Em um dos exames foi detectado que Finley se encontrava saudável. Com isso, Gemma resolveu dar continuidade com a gravidez. No entanto, um dia depois da notícia, a saúde da mãe havia piorado e os médicos não tiveram outra escolha a não ser adiantar o parto.
 
A  equipe médica avisou que o bebê teria apenas 10% de chances de sobrevivência. Após o nascimento, mãe e filho foram levados imediatamente à UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Neste momento, o pequeno Finley sofreu um sangramento nos pulmões e tinha apenas 24 horas de vida.
 
Para a surpresa de muitos, os médicos conseguiram parar o sangramento. Após 16 dias, o bebê foi transferido para o Centro Médico de Nottingham, na Inglaterra, para continuar o tratamento e receber nutrientes adequados.

Agora, com cinco meses, Finley recebeu alta e e já está em casa com a família.   

— Ser mãe não era uma boa ideia quando tudo aconteceu. Mas agora, posso dizer que ele é um pequeno milagre para nós.
 
R7

Johnson & Johnson faz recall de remédio de esquizofrenia por mofo

Segundo o porta-voz da empresa, o risco para pacientes é considerado baixo
 
A Johnson & Johnson está fazendo o recall voluntário de um lote do medicamento Risperdal Consta, usado contra esquizofrenia, após a descoberta de mofo durante um processo de teste rotineiro, no mais recente de uma sequência de recalls nos últimos dois anos, disse uma porta-voz da empresa.
 
O Risperdal Consta é fabricado pela Janssen Pharmaceuticals, uma unidade da Johnson & Johnson. A empresa está fazendo o recall do medicamento de vendedores, distribuidores, farmácias e provedores de serviços de saúde.
 
A droga é uma versão de ação prolongada do antipsicótico Risperdal da empresa, sendo usado para tratar transtorno bipolar e esquizofrenia. É injetado, diferente do Risperdal comum, que é uma pílula.
 
"Estimamos que menos do que 5 mil doses continuam no mercado considerando nossos níveis de estoque e o uso deste produto", disse a porta-voz da empresa Robyn Reed Frenze em um email à Reuters. Um único lote de Risperdal Consta contém cerca de 70 mil doses.
 
Frenze disse ainda que o risco para pacientes é considerado baixo, e que "não há tendências de efeitos adversos de infecção associadas a este lote".
 
A porta-voz complementou que o medicamento é administrado em pacientes apenas por profissionais da saúde, "e que é importante que os pacientes continuem com seus tratamentos".
 
Nos últimos dois anos a J&J realizou recall de medicamentos, lentes de contato, dispositivos para coração e cartuchos para bombas de insulina.

Reuters