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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A medicina veterinária brasileira tem hospitalistas. Muitos hospitais para humanos que pensam ter, não têm

Guilherme Brauner Barcellos
 
O conceito ainda gera muita confusão. Mas vejam que interessante o que encontrei em experiência [literalmente] no mundo animal…
 
Sempre tive cães. Entre os atuais há uma cadela da raça Golden Retriver chamada Mel. Recentemente, encontrei Mel prostrada e com o abdômen distendido. Entrei em contato com sua médica veterinária, Dra. Marilene, que a atende desde o nascimento (está agora com quase 10 anos de idade). Era domingo, orientou-me a procurar hospital veterinário com o qual tem parceria (na verdade, um hospital da mesma rede para a qual trabalha em consultório). Lá, Mel foi avaliada pela Dra. Adriana, e internada sob sua responsabilidade maior. Recebeu o diagnóstico de piometra (infecção uterina) e fui informado que na manhã seguinte seria operada. Do momento da internação até a alta hospitalar, foi a Dra. Adriana que coordenou o cuidado, embora não tenha participado da cirurgia, realizada por equipe especializada.
 
Na segunda-feira, encontrei Marilene no hospital. Estava nitidamente para uma visita social – e foi muito gratificante tê-la por perto. Comentou que trabalhavam em time (ela e o pessoal do hospital), porque não tinha condições de dar o atendimento que a maioria dos animais que necessitam de hospitalização demanda. De qualquer forma, conversei com a Dra. Adriana, naquele e nos demais dias até a alta.
 
Diariamente eu recebia mensagens inbox via Facebook da Marilene, comentando que já sabia que eu havia conversado com Adriana, e que só queria dividir a felicidade por estar a Mel evoluindo satisfatoriamente aos cuidados da colega. Pequenos atos cheios de significados positivos. No dia da alta, cuja previsão foi dada no anterior para que eu pudesse me organizar, liguei questionando sobre o horário. Informaram que poderia ser qualquer hora, mas que o ideal seria no horário em que a Dra. Adriana estivesse por lá. Ficou evidente que a organização importava-se com esta etapa tão banalizada até mesmo em hospitais para humanos.
 
Dra Adriana, a hospitalista, apresentou-me todas as informações pertinentes ao momento de transição e, ao final, seu telefone pessoal. Enquanto eu silenciosamente pensava que não era necessário, pois eu voltaria com a Mel para a Marilene, ela tratou de interromper e explicar: “sua médica veterinária é a Dra. Marilene. Fica este número para qualquer urgência, dentro do prazo de uma semana. Aqui você tem ainda o número do hospital, que funciona 24hs, mas sentindo necessidade maior e relacionada estritamente à nossa internação, sinta-se a vontade para ligar diretamente para mim e a qualquer hora”. Mande um abraço para a Marilene, disse ela, finalizando.
 
Uma pequena aula prática do que é o modelo com hospitalistas na sua atividade base! Procurei mais detalhes sobre como funcionavam no hospital veterinário, sendo através do que os norte-americanos chamariam de part-time hospitalists + plantonistas tradicionais (para fechar cobertura 24/7). Ainda com muitas quebras de continuidade do processo de cuidado intra-hospitalar, fosse fazer um paralelo com o que eu idealizo para cuidado hospitalar de humanos, mas… enfim… traduzindo um case muito interessante.
 
Sabemos que na maioria dos nossos hospitais o esperado entrelaçamento entre modelos (com “Marilenes” internando parte de seus pacientes e passando outros) aumenta a complexidade das relações e os desafios. Para saber mais sobre hospitalistas, leiam:
 
 
 
 
 
SaudeWeb

Limpeza do umbigo do bebê deve ser feita a cada troca de fraldas, indica pediatra

Processo de limpeza do coto umbilical é indolor para o bebê
Processo pode ser feito com hastes flexíveis e álcool
 
Logo após o nascimento do bebê, uma das principais preocupações das mamães é a limpeza do coto umbilical, uma pequena parte do umbigo. Inicialmente, a região tem um aspecto gelatinoso, esbranquiçado e mole, que com o tempo torna-se mais escuro e ressecado da ponta para a raíz.
 
De acordo com o pediatra do Hospital e Maternidade Brasil, de São Paulo, Rogério Almeida, a higienização do coto deve ser feita, preferencialmente, a cada troca de fraldas.
 
— Recomenda-se a utilização de hastes flexíveis umedecidas em álcool 70% quando houver secreções ou discreta quantidade de sangue, passando pelo coto e a pele até total limpeza da região — indica o especialista.
 
O processo de limpeza é indolor devido não ter terminações nervosas na região. Em média, após sete dias do nascimento, ocorre a queda do umbigo e a assepsia deve ser mantida pelos próximos sete ou dez dias. Durante a cicatrização deve-se evitar enfaixar ou fazer curativos fechados na região, não usar outros medicamentos no local e nem seguir mitos populares, como colocar uma moeda, que pode trazer infecções.
 
Em caso de umbigo inflamado, como secreção esbranquiçada, vermelhidão, inchaço ou mau cheiro é necessário consultar um especialista.
 
Zero Hora

Segundo especialista, colocar silicone nos seios não interfere na amamentação

Segundo especialista, colocar silicone nos seios não interfere na amamentação Mauro Vieira/Agencia RBS
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS
Sucção do bebê não será interrompida ou dificultada pela prótese
Único método não recomendado é aquele em que o preenchimento é feito pelas aréolas dos seios
 
Toda mãe deseja que o seu filho nasça e cresça com saúde e, para que o bebê tenha um desenvolvimento adequado, é importante que ele se alimente com leite materno até completar dois anos de idade, segundo o Ministério da Saúde (OMS).

Além de ser a melhor e a mais completa alimentação para o bebê, a amamentação também constrói um elo de amor e confiança entre a mãe e o filho. Apesar de ser um dos momentos mais importantes para a mulher, ela também gera algumas preocupações.

Isso porque a pele ao redor das mamas sofre um estiramento devido ao aumento do volume mamário que ocorre nos últimos meses da gestação e no pós-parto. Quando as fibras elásticas se rompem, tendem a aparecer estrias nos seios. E os problemas não param por aí.

Pode haver flacidez ou, no caso de quem tem seios pequenos, um aumento de volume devido à lactação. No entanto, quando essa fase acaba, eles tendem a diminuir, o que pode abalar a autoestima da mãe.

Nesses casos, muitas mulheres optam pela mamoplastia, que consiste na colocação de uma prótese de silicone nos seios. Segundo o cirurgião plástico Fábio Malzone, a cirurgia é recomendada para mulheres com seios pequenos e para aquelas que, após a amamentação, tiveram uma grande redução de volume mamário, sem que houvesse ptose de mama (queda).

A interferência do silicone na amamentação
As mulheres que desejam fazer mamoplastia tem uma grande preocupação com a amamentação. Entretanto, segundo Malzone, elas podem ficar tranquilas, pois a prótese é colocada abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral e não há, portanto, influência direta na produção de leite. Os seios com silicone podem, inclusive, permitir uma amamentação tão saudável quanto os naturais.
— Não optando pelos procedimentos do tipo periareolar ou transveolar, em que o preenchimento é feito pelas aréolas dos seios, todos os métodos de implante atuais são seguros para as futuras mamães — afirma o cirurgião plástico.

A sucção do bebê também não será interrompida ou dificultada pela prótese de silicone, bem como a qualidade do leite não ficará comprometida.

Apesar de não apresentar problemas durante a amamentação, o médico recomenda que as mães que não tem a prótese e desejam colocá-la esperem até o fim desse processo.

E se a prótese romper durante a amamentação?
Algumas mulheres ficam com receio, também, de fazer a mamoplastia e engravidar logo em seguida, principalmente em relação ao risco da prótese romper no período da amamentação.

Malzone esclarece, entretanto, que mesmo se o material se romper, o que não é muito comum, nas próteses seguras e de boa qualidade o gel é envolvido por uma membrana e, portanto não se mistura com o corpo ou o leite.

Zero Hora

Idosos que se submetem à cirurgia de catarata vivem mais, diz estudo

Idosos que se submetem à cirurgia de catarata vivem mais, diz estudo Pena Filho/Agencia RBS
Foto: Pena Filho / Agencia RBS
No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),
a catarata é a principal causa de cegueira, quase 50% dos casos
Explicação pode estar na independência adquirida com a recuperação da visão
 
O jornal Ophthalmology, publicado pela Academia Americana de Oftalmologia, traz este mês um estudo de pesquisadores australianos que revela que pessoas com perda de visão relacionada à catarata que se submetem à remoção cirúrgica vivem mais do que aquelas que não passam pelo procedimento. Ao avaliar os dois grupos, cientistas descobriram uma redução de 40% no risco de mortalidade entre os pacientes que foram operados.
 
O estudo avaliou 354 portadores de catarata com mais de 49 anos durante 1992 e 2007. De acordo com a doutora Jie Jin Wang, que liderou a pesquisa, as causas para essa diminuição no risco de mortalidade entre os que tiveram a catarata removida cirurgicamente não são totalmente claras. No entanto, fatores plausíveis incluem melhor condicionamento físico e emocional, maior otimismo e autoconfiança com a recuperação da visão e da independência. A catarata causa de perda reversível de visão e afeta mais da metade de todos os norte-americanos na faixa dos 80 anos.
 
No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é a principal causa de cegueira, quase 50% dos casos. Em seguida, aparecem glaucoma (15%) e retinopatia diabética (7%).
 
A catarata é progressiva e vai deixando o cristalino todo embaçado, até a pessoa não enxergar quase nada. Antes disso, entretanto, ela já perdeu autonomia para fazer suas atividades diárias, trabalhar e até mesmo se locomover sozinha. Por isso, na opinião do diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos de São Paulo, Renato Neves, é importante prestar atenção em sintomas comuns e consultar um especialista tão logo comecem a surgir ‘nuvens’ embaçando a visão.
 
— Os principais sintomas da catarata são: baixa gradual e progressiva da visão; objetos parecem estar amarelados, embaçados, borrados ou distorcidos; dificuldade para se locomover à noite ou em cômodos com pouca luz; sensação de ofuscamento da visão na presença de muita claridade; estresse intenso e falta de interesse pelas atividades do dia a dia. Apesar de o principal fator de risco estar relacionado à idade, outras situações podem contribuir para a formação da catarata, como diabetes, trauma ocular, uso de determinados medicamentos de uso contínuo, consumo excessivo de álcool, superexposição ao sol e fumo, entre outros — afirma Neves.
 
Eye Care Hospital de Olhos

Pessoas que fazem tratamento para a apneia têm melhora na aparência

Pessoas que fazem tratamento para a apneia têm melhora na aparência Divulgação/Stock Photos
Pesquisadores observaram redução no inchaço da testa e vermelhidão
 dos olhos
Pesquisa foi feita com pacientes que sofrem do distúrbio e usam aparelho para melhorar a ventilação na hora de dormir
 
Segundo um novo estudo da Universidade de Saúde de Michigan e da Universidade de Tecnologia de Michigan, fazer tratamentos para um problema comum do sono, a apneia, não apenas pode te fazer dormir melhor, mas também ajudá-lo a ficar mais bonito ao longo do tempo.

Usando um "mapa facial", técnica normalmente utilizada por cirurgiões, e com a ajuda de voluntários, os pesquisadores detectaram mudanças em 20 pacientes de meia idade que sofriam de apneia.

As alterações foram percebidas apenas alguns meses depois que eles começaram a utilizar aparelhos que melhoram a respiração na hora de dormir, minimizando os efeitos do problema.

O neurologista especializado em sono Ronald Chervin, diretor da U-M Centro de Distúrbios do Sono, comandou o estudo, que foi financiado pela Covault Memorial Foundation for Sleep Disorders Research e publicado no periódico Journal of Clinical Sleep Medicine.

Segundo Chervin, o estudo surgiu a partir do relato de funcionários do centro de sono, que muitas vezes viam uma melhora da aparência em pacientes com apneia depois que eles utilizavam aparelhos para dormir. A equipe procurou, assim, uma maneira mais científica de avaliar a isso antes e depois do tratamento.

— Muitas vezes, as pessoas parecem cansadas, com olheiras, e gastam milhares de reais em remédios. Percebemos, então, que nossos pacientes pareciam mais descansados apenas dormindo melhor — explica o médico.

A apneia é uma desordem do sono caracterizada pela obstrução das vias respiratórias, que inibe a passagem de ar por pelo menos 10 segundos mais de cinco vezes durante o período de sono. O distúrbio afeta milhões de adultos — a maioria ainda sem diagnóstico — e aumenta os riscos de ataque cardíaco e acidentes durante o dia.

Eles convidaram, então, o cirurgião plástico especialista em reconstrução facial Steven Buchman, para que fosse possível utilizar um sistema de medição facial chamado fotogrametria para tirar uma série de imagens dos pacientes antes e depois do tratamento.

O time de pesquisadores também incluiu colaboradores do Michigan Tech Research Institute, liderado pelo especialista em análise de sinais e engenheiro Joseph W. Burns, que desenvolveu uma forma de mapear com precisão as cores da pele facial antes e após o tratamento.

A pesquisa também utilizou um teste subjetivo de aparência, onde 22 voluntários observaram as fotos dos pacientes, sem saber quais eram as "antes" e as "depois". Eles foram convidados a classificar a atratividade e juventude, e escolher qual imagem era a "depois do tratamento".

Cerca de dois terços das vezes, eles afirmaram que os pacientes nas fotos pós-tratamento pareciam mais jovens, alertas e atraentes, além de terem identificado corretamente a maioria das fotos.

Enquanto isso, os medidores faciais mostraram que a testa dos pacientes estava menos inchada e seus rostos menos vermelhos após o tratamento, redução essa que foi especialmente visível em 16 pacientes. Eles também perceberam uma diminuição das rugas na testa. Entretanto, não notaram uma grande mudança nas olheiras, característica comumente associada a falta de sono.
 
Zero Hora