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domingo, 6 de outubro de 2013

Estudo aponta que fertilidade masculina aumenta na primavera

Estudo mostra que taxas de fertilização aumentam de 67,9% no
 inverno para 73,5% na primavera
Segundo pesquisa, quantidade de sêmen com melhor motilidade e menos defeitos aumenta durante a primavera
 
Está tentando engravidar e não consegue? Talvez a recém-chegada estação do ano possa dar uma ajuda para o casal. É o que o mostra um novo estudo realizado pelo Instituto Sapientiae, ligado ao Grupo Fertility, em São Paulo. De acordo com a pesquisa, as taxas de fertilização aumentam de 67,9% no inverno para 73,5% na primavera.            
           
“Já sabemos que em outras espécies o aumento da fertilidade na primavera acontece tanto com a fêmea quanto com o macho. Estamos começando a entender, através de pesquisas e estudos nessa área, que o mesmo parece acontecer com seres humanos e, no caso deste estudo, com os homens especificamente. As causas não são totalmente conhecidas, mas tudo indica que o esperma é muito afetado durante períodos de muito frio ou muito calor”, explica Edson Borges Junior, médico urologista, especialista em medicina reprodutiva e presidente do Instituto Sapientiae.
 
Cuidados no dia a dia
O estudo acompanhou 1932 pacientes submetidas à fertilização in vitro (FIV) durante um ano: 444 na primavera, 469 no verão, 584 no outono e 435 no inverno. “Provavelmente, o tempo melhora o funcionamento do testículo por alterações hormonais. Na primavera, o sêmen contém mais espermas, com mais motilidade e menos defeitos. Mas, mesmo com esse aumento na taxa de fertilização, não aconselhamos que o casal faça o tratamento apenas durante essa estação do ano”, afirma Edson.
 
O médico lembra ainda que diversos fatores influenciam na fertilidade masculina e que cuidados no dia a dia fazem muita diferença para quem quer ter um filho. “Não beber e não fumar é fundamental.
 
Automedicação também é um erro. Consulte um médico para entender quais medicamentos podem ser usados. Além disso, atividade física melhora a circulação testicular. E nunca é demais lembrar que o uso de anabolizantes pode levar os homens à esterilidade definitiva”, ressalta o médico.             
 
Delas

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sem legislação adequada, Brasil está vulnerável a epidemias, diz pesquisador

AE
Legislação contra epidemias no Brasil é criticada
Estudo mostra que apesar de surto de gripe H1N1, Congresso e governo não encaminharam projetos para garantir enfrentamento adequado a epidemias
 
"Temos tido mais sorte que juízo." Essa é a definição do médico sanitarista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a situação legislativa do Brasil frente a emergências sanitárias. Durante mestrado na Universidade de Brasília (UnB), ele avaliou que a produção de leis sobre como as autoridades devem agir em casos de epidemias não atende às necessidades atuais.
 
Romero explica que as autoridades sanitárias precisam tomar decisões em situações de emergência com respaldo legal. Por exemplo, uma pessoa com uma doença grave e endêmica, nos casos de emergência, pode ser internada mesmo contra sua vontade? E nos casos das nossas "epidemias" já comuns, como a dengue, os agentes de saúde podem avaliar focos do mosquito mesmo contra a vontade do morador?
 
Na avaliação do pesquisador, a situação nunca se tornou grave porque as pessoas atendem aos pedidos "de bom grado". "Daqui a pouco, teremos outra epidemia e não sei se as autoridades terão respaldo para atuar em situações mais grave. Temos um bom sistema de vigilância sanitária, mas ele precisa de um respaldo legal que não tem. Nossa lei sobre isso é muito antiga e foi criada antes do SUS", conta.
 
Segundo Romero, 90% dos países signatários do Regulamento Sanitário Internacional já atualizaram suas leis para atender às necessidades da proposta. O Brasil ainda não. "Nós somos um dos países mais atrasados nisso", garante. Estudioso do tema de Direito Sanitário da Fiocruz, Romero defendeu sua dissertação de mestrado esta semana no programa de Saúde Coletiva da UnB.
                          
Romero analisou as respostas dadas pelo Congresso Nacional a quatro emergências sanitárias: sétima pandemia de cólera (1991-2005), a pandemia de influenza H5N1 (1999-2006), a pandemia de sars (2003-2005) e a pandemia de influenza H1N1 (2009-2010). Todas, segundo o pesquisador, "independentemente do contexto político-institucional em que ocorreram", foram semelhantes.
 
"Houve pronunciamentos de denúncia da situação e de pedido de providências, e fiscalizando as ações do Poder Executivo por meio de requerimentos de informação, da convocação de autoridades e da realização de audiências públicas. A produção legislativa, no entanto, foi quase nula", afirma. Romero diz que as propostas de suplementação orçamentária que foram apresentadas partiram do Executivo.
 
Por isso, ele acredita - e torce -  que o Executivo terá de provocar o Congresso Nacional a aprovar projetos de lei mais atualizados no enfrentamento de epidemias. Ele ressalta que é o governo quem mais sente falta desse respaldo. De acordo com o pesquisador, há dois projetos formulados pelo governo que nunca foram encaminhados aos parlamentares.
 
Causas
O estudo de Romero não conclui sobre as causas de o parlamento deixar de lado essas atualizações da lei. Para ele, o contexto político do próprio Congresso não influenciou essas decisões já que as epidemias chegaram em momentos bastante distintos e, mesmo quando não havia outra grande preocupação interna, as atitudes dos congressistas foram as mesmas.
 
Para ele, a dificuldade em entender e atuar sobre o tema também não pode ser usada como justificativa. "Hoje, o Congresso possui consultorias legislativas muito eficientes, por conta da necessidade de lidar com temas muito complexos tecnicamente. Acho que é falta de sensibilidade mesmo", pondera.

Último Segundo

Ter espaço entre as coxas vira obsessão para adolescentes nos EUA

No Tumblr, no Pinterest ou no Facebook, meninas muito jovens, ávidas por demonstrar o sucesso em imitar as modelos
 
Washington - A última moda entre as adolescentes americanas obcecadas com a perda de peso é o chamado "thigh gap", ou seja, ter pernas tão finas que, mesmo posicionadas juntas, fica um espaço entre as coxas. Mas perseguir esta silhueta pode levar à anorexia ou à depressão.

No Tumblr, no Pinterest ou no Facebook, meninas muito jovens, ávidas por demonstrar o sucesso em imitar as modelos - ou em alguns casos, seus trágicos fracassos -, publicam fotos de coxas mais ou menos esbeltas no primeiro plano que revelam uma magreza às vezes insuportável.

"Meu 'thigh gap' (espaço entre as coxas) é enorme, tenham inveja, meninas", se vangloria no Tumblr 'foster-the-beatles', enquanto na mesma rede social, 'skinnysizezero', solidária, afirma: "Juntas podemos ser magras, ter um manequim 32 com um espaço entre as coxas lindo e uma barriga chapada".

"Tenho a impressão de que estou começando a ter um espaço entre as coxas, estou feliz", prossegue 'elleskyyy'. Quem assina 'starvingforperfection' ("faminta pela perfeição") lamenta, no entanto, seu "medíocre/inexistente espaço entre as coxas".

Esta obsessão não é nova, mas é amplificada pelas redes sociais, que atraem as adolescentes todos os dias. Assim, em uma conta no microblog Twitter, Cara Thigh Gap se dedica à magreza extrema da modelo britânica Cara Delevingne e dezenas de sites e páginas do Facebook disponibilizam planos ou exercícios de ginástica para conseguir o desejado espaço entre as coxas.

"Esse espaço entre as coxas é realmente algo muito difícil de alcançar", explica à AFP Barbara Greenberg, psicóloga de Connecticut (nordeste) especializada em adolescentes, porque, segundo ela, é "uma questão de estrutura óssea" que poucas mulheres têm.

Para uma adolescente, este tipo de obsessão "pouco realista" significa "ter que morrer de fome", prossegue a psicóloga.

"Por favor, Deus, permita que eu seja magra"
Mas as jovens preferem morrer de fome e contam sua luta no Tumblr. "Ontem somei 380 calorias e depois comi doces. Viraram 650 calorias. Gooooooordaaaaa!", desespera-se Anastasia, uma jovem alemã, que reza: "Por favor, Deus, permita que eu seja magra".

Outra diz estar feliz porque vai passar o dia "com amigos e minha irmã que deixam que eu não coma. Super!". As necessidades de um adolescente, no entanto, estão em torno de 2.500 calorias diárias, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estes regimes "provocam rapidamente transtornos alimentares", afirma Greenberg, inclusive danos físicos no cérebro ou nos ossos, depressão e comportamento suicida.

Este ideal de magreza - "magras em toda parte, exceto nos seios" - se propaga nas revistas, na televisão e nos filmes, afirma Shannon Snapp, socióloga da Universidade do Arizona, que pede aos consumidores que não comprem esta ideia.

"A mensagem é clara: 'se você se parece com isso, será aceita e bela'", continua a socióloga, para quem "as adolescentes são provavelmente as primeiras a sofrer a pressão", pois "pela primeira vez são comparadas com mulheres adultas".

Natalie Boero, socióloga da Universidade Estadual de San José, na Califórnia, concorda com Snapp. Essas obsessivas pela magreza "querem ser aceitas socialmente" e "sabem que em uma sociedade machista, seu corpo é uma moeda e querem aumentar o que elas acreditam que seja seu valor social", analisa.

Ser magra, uma questão de status social
Mas as adolescentes nem sempre veem assim. Uma menina, "mannddda", declara no Tumblr: "Odeio quando as pessoas dizem que sou burra por querer ter um espaço entre as coxas e ser magra. Não é para ninguém mais do que para mim. Quero me olhar no espelho e ficar contente para MIM".

De fato, "estudos demonstram que (os meninos) preferem um pouco mais de carne", continua Abigail Saguy, socióloga da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Mas para essa especialista em imagem corporal, a magreza é cada vez mais uma questão de status. "Ser magra é uma forma de destacar uma classe social elevada", diz.

Pior que isso: "A gordura denota uma classe social baixa", afirma. "Estudos mostram que as meninas e mulheres mais gordas têm menos possibilidades de conseguir trabalho e, quando conseguem, ganham menos", diz Saguy, acrescentando que mulheres com sobrepeso também têm menos chances de se casar.

No entanto, já existe um movimento conta o "espaço entre as coxas", no qual meninas ironizam esta obsessão nas mesmas redes sociais que enaltecem este ideal.

Um vídeo no YouTube, intitulado "Cinco formas de fingir um espaço entre as coxas", publicado por 'tadelesmith', sugere, por exemplo, que as jovens que querem um "thigh gap" devem afastar as pernas.

E no Twitter, Common White Girl declara que, graças ao fato de "não ter um espaço entre as coxas, evitou que (seu) telefone caísse na privada".

Correio Braziliense

Pílula feita com bactérias de fezes pode combater infecções intestinais

Especialista em doenças infecciosas Thomas Louie mostra cápsulas em gel com fezes em seu laboratório em Calgary, no Canadá. Comprimidos podem substituir transplantes fecais para tratar infecções (Foto: The Canadian Press, Jeff McIntosh/AP)
Foto: The Canadian Press, Jeff McIntosh/AP
Especialista em doenças infecciosas Thomas Louie mostra cápsulas
 em gel contendo bactérias de fezes em seu laboratório em Calgary,
 Alberta, no Canadá
Cápsulas em gel são capazes de substituir transplante fecal, diz médico. Análise de 27 pacientes com 'Clostridium difficile' teve bons resultados
 
Novas pílulas de gel contendo bactérias das fezes podem ajudar a tratar infecções intestinais graves e substituir transplantes fecais no futuro, segundo pesquisadores canadenses. Esses comprimidos contêm micro-organismos da flora intestinal de pessoas saudáveis e foram testados com sucesso em 27 pacientes com infecção por Clostridium difficile que já haviam sofrido pelo menos quatro ataques e recaídas e usado antibióticos fortes, sem resultado.
 
Segundo o médico Thomas Louie, da Universidade de Calgary, em Alberta, há um banco de doadores – geralmente parentes do doente – de onde as bactérias "do bem" são retiradas, processadas em laboratório e embaladas em cápsulas de gel triplamente revestidas, para que o conteúdo não se dissolva no organismo até que chegue ao intestino.
 
"Não há fezes restantes, apenas bactérias das fezes. Essas pessoas não estão comendo cocô, e não há arrotos com mau cheiro, porque o conteúdo não é liberado até que ele esteja bem além do estômago", explica Louie.
 
As pílulas também precisam estar "frescas", para que não se dissolvam em temperatura ambiente, já que seu teor de água pode romper o revestimento de gel. Dias antes de o tratamento começar, os pacientes recebem um antibiótico. Na manhã anterior à primeira ingestão, eles ainda fazem uma lavagem no ânus, para que as bactérias normais possam então começar a agir no intestino grosso.
 
Ao todo, são necessárias de 24 a 34 cápsulas, e nenhum dos pacientes analisados teve recaída por Clostridium difficile depois disso.
 
Dois anos de sofrimento
Segundo a auxiliar de enfermagem aposentada Margaret Corbin, de 69 anos, seu problema durou dois anos e foi "horrível".
 
"Pensei que eu estava morrendo. Que não podia comer. Toda vez que eu comia ou tomava água, estava no banheiro. Nunca ia a lugar nenhum, ficava em casa no tempo todo", lembra. A filha de Margaret foi sua doadora, e há dois anos a aposentada de Calgary tomou as cápsulas. Desde então, tem se sentido "perfeitamente bem".
 
Próximos passos
Agora, outros pesquisadores estão tentando descobrir quais bactérias podem combater o Clostridium difficile, para serem cultivadas em laboratório e administradas como probióticos em pílulas aos doentes, que não precisariam mais receber toda uma gama de bactérias.
 
Para Louie, suas cápsulas têm potencial para ajudar outras pessoas – não só as contaminadas por Clostridium difficile , como pacientes hospitalizados e vulneráveis a micro-organismos resistentes a antibióticos.
 
Além disso, especialistas de Minnesota, nos EUA, estão testando congelar as fezes, pois esse método não mata as bactérias e pode ser transportado para qualquer lugar até um paciente que precise das cápsulas.
 
500 mil infecções por ano nos EUA
Segundo médicos, 500 mil americanos por ano contraem infecções por Clostridium difficile, e cerca de 14 mil morrem. Esse micro-organismo provoca diarreia, cólicas e náuseas, muitas vezes incapacitando o indivíduo. Antibióticos potentes e caros são capazes de matar essa bactéria, mas acabam destruindo também as demais, que vivem no intestino e fazem bem. Isso deixa o intestino ainda mais suscetível a novos ataques inimigos.
 
Thomas Louie prepara frascos para produzir comprimidos com bactérias de fezes em seu laboratório em Calgary, Alberta, no Canadá, no dia 26 de setembro (Foto: The Canadian Press, Jeff McIntosh/AP)
(Foto: The Canadian Press, Jeff McIntosh/AP
Médico Thomas Louie prepara frascos para produzir comprimidos com bactérias de fezes em seu laboratório em Calgary, estado
 de Alberta, Canadá, no dia 26 de setembro
 
Pesquisas recentes mostraram que transplantes de fezes podem restaurar o equilíbrio da flora intestinal. Mas isso é feito por meio de procedimentos invasivos e caros, como colonoscopia ou endoscopia.
 
G1

Antibiótico é indicado para 60% com dor de garganta nos EUA, diz estudo

Cápsulas de amoxicillina, um antibiótico do grupo das penicilinas semissintéticas (Foto: ABO/Science Photo Library/Arquivo AFP)
Cápsulas de amoxicillina, antibiótico do grupo das penicilinas
 semissintéticas (Foto: ABO/Science Photo Library/Arquivo AFP)
Pesquisadores fazem alerta sobre prescrição excessiva desses remédios. Cientistas analisaram mais de 8 mil consultas entre 1997 e 2010
 
Médicos americanos prescrevem antibióticos para seis em cada dez pacientes com dor de garganta, embora apenas uma única infecção entre dez seja severa o suficiente para justificar essa indicação, anunciaram pesquisadores na quinta-feira (3), em San Francisco. Os resultados do estudo foram publicados no "Journal of the American Medical Association" (Jama).
 
O excesso de antibióticos é perigoso porque contribui para o aumento de bactérias resistentes aos tratamentos, alertaram os cientistas.
 
Autoridades americanas do setor de saúde advertem que quase todas as principais infecções bacterianas no mundo estão se tornando resistentes aos tratamentos mais comuns com antibióticos.
 
A atual pesquisa, conduzida por Michael Barnett e Jeffrey Linder, da Universidade Harvard e do Brigham and Women's Hospital, inclui dados de mais de 8.100 visitas a consultórios e salas de emergência, entre 1997 e 2010.
 
Inicialmente, os percentuais de prescrição de antibióticos ficavam em torno de 80%, e na década passada caíram para 60%, apontou o estudo.
 
"Entre os adultos que solicitaram tratamento para dor de garganta, a prevalência da infecção pelo grupo Streptococcus pyogenes – única causa comum de dor de garganta que requer antibióticos – foi de cerca de 10%", constataram os cientistas.
 
G1