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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mortes em série de bebês em maternidade no Centro do Rio

Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia
Carla e Marcelo, com a foto do bebê morto no parto, na Maternidade
 Municipal Amélia Buarque de Hollanda
Hospital é acusado de levar ao extremo tentativa de fazer partos naturais
 
A Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro deve encaminhar, nesta quinta-feira, pedido ao Ministério Público do Rio e ao Conselho Regional de Medicina do Rio para investigar a morte de quatro bebês na Maternidade Municipal Amélia Buarque de Hollanda, no Centro, nas últimas duas semanas. Segundo a sociedade, a unidade é a que apresenta maior taxa de asfixia em bebês. Haveria 3,7 casos de sífilis neonatal para cada mil nascidos vivos: o aceitável pela Organização Mundial de Saúde é de um para mil.
 
Ontem, Carla Marins, que perdeu o bebê na última segunda, destruiu vidros e a recepção da maternidade com uma chave de roda. Ela foi ao local para buscar o prontuário do óbito, mas foi informada que o diretor da unidade tinha levado o documento para casa. “Assassinaram meu filho e não tinha ninguém para falar comigo. Perdi a cabeça”, declarou Carla, muito nervosa, na porta da 5ªDP, onde prestou queixa.
 
Segundo pais de outros recém-nascidos, que também estavam na 5ª DP, a maternidade insiste no parto normal ‘humanizado’. “ Minha esposa ficou 25 horas em trabalho de parto. Nós imploramos pela cesárea”, disse Felipe Martins. Ele é pai de Gabriela, falecida em março no mesmo local. “Aquilo lá é um açougue”, endossou Leonardo Freitas, pai de Isabela, morta em setembro. Segundo ele, médicos forçaram o parto por 16 horas, inclusive subindo em cima da barriga. “Alertamos que nosso primeiro filho nasceu de cesárea, pois ela não tinha passagem.”
 
A Secretaria Municipal de Saúde informou que está investigando o caso.
 
Prontuários cheios de erros
De acordo com pais que estavam na maternidade, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, esteve na 5ª DP ontem e cobrou que a morte dos bebês seja apurada com rapidez. Eles também relataram erros nos prontuários médicos, também levados à delegacia.
 
No prontuário de Isabela, filha de Leonardo, os erros vinham desde a segunda linha: o sexo do bebê foi marcado como masculino. O nascimento de Gabriela, filha de Felipe, foi registrado como tendo acontecido dois dias antes, e o pai é dado como desconhecido.
 
Órgãos oficiais também discordaram. “O Instituto Médico Legal não concordou com o laudo que a maternidade deu para a morte da Marcela e fez mais exames”, indicou Felipe.
 
O Dia

Casos de catapora aumentam na primavera

Catapora (Foto: Thinkstock)
É importante ficar de olho nos sintomas da doença, que incluem febre e mal estar. A principal prevenção é a vacina tetra viral
 
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, emitiu um alerta para a população sobre o aumento dos casos de catapora na primavera. Até julho foram registrados 2.168 casos entre crianças de até 9 anos, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).
 
A catapora é uma doença altamente contagiosa, por isso, é recomendado afastar as crianças de escolas e creches ao confirmarem a doença. Os sintomas são parecidos as de um resfriado: febre alta e mal estar, e não há nenhum medicamento capaz de controlar a doença. “O ideal é lavar as lesões com sabão normal durante o banho, secar, não fazer uso de nenhum tipo de pomada nem curativo”, explicou, em nota, a infectologista do Emílio Ribas, Yu Ching Lian.
 
Por isso, a maneira mais segura de prevenir é por meio da vacinação. A tetra viral, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde setembro deste ano, protege a criança da catapora, sarampo, caxumba e rubéola. Crianças de 15 meses, que já tenham tomado a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), podem receber a tetra valente. Caso a tríplice não tenha sido tomada, basta procurar o posto de saúde mais próximo. Neste caso, a tetra viral é aplicada após 30 dias.Vale lembrar que a vacina é oferecida em qualquer época do ano. Nas clínicas particulares, o esquema é diferente e você deve seguir as orientações do pediatra do seu filho.
 
Entenda a catapora
A catapora (ou varicela) atinge principalmente crianças de 1 a 6 anos. A transmissão acontece por contato e por via respiratória. Ambientes pouco ventilados, creches e escolas são propícios para a disseminação do vírus. Por conta disso, a melhor forma de prevenir o seu filho é por meio da vacinação.
 
Febre alta (acima de 38°C) e manchas avermelhadas pelo corpo são os primeiros sinais. Logo, formam-se pequenas bolhas que se rompem e viram feridas. Durante cerca de três dias, as bolhas surgem por levas: enquanto umas secam outras nascem no corpo da criança. As bolhas podem aparecer também nas mucosas: na boca, na conjuntiva, na área genital.
 
Durante essa fase, há risco de transmissão. Por isso, se você tem mais de uma criança em casa e um de seus filhos pegou a doença, leve-os ao pediatra e evite que durmam no mesmo quarto. Objetos pessoais devem ficar separados para evitar o contágio. Somente após 5 a 7 dias, as últimas bolhas secam, formando crostas.
 
A catapora não oferece grandes riscos, mas como as bolhas coçam, é preciso evitar que a criança crie um machucado em cima delas para não haver inflamação local e cicatriz. Não há medicamento específico, a não ser aqueles para combater os sintomas, como a febre e a coceira.

Abaixo, dicas fundamentais para evitar complicações:
 
- Corte sempre as unhas do seu filho e deixe-as limpas;

 - Evite que ele tenha contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;

 - Coloque roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;

 - Tente fazer com que seu filho repouse, principalmente enquanto tiver febre;

 - Ofereça alimentos leves e muito líquido.
 
Revista Crescer

Homem morre após esperar 20 dias cirurgia em hospital de Vila Velha

Reprodução TV VitóriaUm homem de 44 anos morreu na manhã desta terça-feira (08), após esperar 20 dias por uma cirurgia urgente em um hospital de Vila Velha.
 
A mulher de Antônio da Silva Soares conta que conseguiu, por meio da justiça, autorização do plano de saúde para que o marido fosse submetido à cirurgia, mas o procedimento esbarrou na burocracia do hospital.
 
“Estava acontecendo uma briga entre o plano de saúde e o hospital. O plano de saúde liberava o material e o hospital não queria comprar. Eu entrei com uma ação judicial, a ação mandou o plano de saúde liberar. Desde o dia 04 foi liberado e o hospital não tomou providências, se negaram a fazer a cirurgia. Eles diziam que meu marido estava bem e poderia esperar até amanhã”, afirma Marina dos Santos Soares.
 
A suspeita dos médicos é de que a morte de Antônio tenha sido provocada pela cisticercose. A doença é causada por uma larva encontrada em carne de porco mal cozida ou verduras mal lavadas, que se aloja no sistema nervoso central. De acordo com a esposa da vítima, o marido morreu depois de ficar internado por 20 dias.
 
“Ele foi vítima de omissão de socorro. Ele estava em cima de um leito, internado desde o dia 20, recebendo remédio, mas na verdade, eles omitiram o socorro”, disse.
 
Revoltada, a costureira diz que vai ingressar na Justiça mais uma vez. Para ela, o marido foi vítima de descaso do hospital.

“É revoltante, uma dor que só Deus pode confortar”, desabafa.
 
De acordo com o Hospital Santa Mônica, foi prestado todo o atendimento necessário ao paciente e a cirurgia estava marcada para esta quarta-feira (09), mas devido à gravidade do caso, ele não resistiu e morreu.

Folha Vitória

Apenas 10% das hepatites apresentam sinais, alertam especialistas; saiba com prevenir

Apenas 10% das hepatites apresentam sinais, alertam especialistas; saiba com prevenir
A vacina contra Hepatite A pode ser encontrada no SUS
Caracterizadas por uma inflamação no fígado e causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo, as hepatites não dão sintomas específicos em 90% dos casos. Ou seja, são, geralmente, silenciosas.
 
Segundo o infectologista Caio Rosenthal e o hepatologista Mário Pessoa, em apenas 10% dos casos os sinais aparecem na urina escura e na pela amarelada. Existe um teste disponível no Sistema Único de Saúde que pode ajudar a diagnosticar as hepatites.
 
Os médicos informam que não é necessário que todas as pessoas façam o exame. Apenas os mais vulneráveis, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados, pessoas com piercing ou que fizeram sexo desprotegido devem realizar a avaliação médica. Como não é possível saber de onde podem vir os causadores da enfermidade, os especialistas recomendam alguns cuidados.
 
Na hepatite A, o vírus é transmitido pelo contato da mão suja de fezes com a boca ou por meio de água, alimentos e objetos contaminados por fezes. Nesse caso, a maior parte dos pacientes não têm doença crônica no fígado. Segundo os médicos, uma das formas de se proteger é manter as mãos sempre limpas e bem higienizadas.
 
No vírus da hepatite B, que não tem cura e pode ser transmitido por sangue contaminado e pelo sexo, o cuidado no uso da camisinha deve ser sempre reforçado. Outra maneira de se evitar a doença é com a imunização.
 
A vacina para hepatite A está disponível no Sistema Único de Saúde apenas para crianças, jovens e adultos até 49 anos e protege também contra a hepatite D que, para o paciente ser acometido, precisa ter também a do tipo B.
 
Bahia Notícias

Rastreabilidade de medicamentos estará na Dicol Pública

Proposta de Resolução da Anvisa, que dispõe sobre a implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e os mecanismos e procedimentos para o rastreamento da produção, comercialização, dispensação e prescrição, está na pauta da reunião pública da Agência marcada para terça-feira (15/10) às 10h.
 
A proposta de implementação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos vem sendo discutida pelo governo federal há cerca de dois anos, com a participação da Anvisa.
 
O tema foi objeto de Consulta Pública realizada no dia 29 de maio deste ano no auditório da Agência. Entre os principais pontos levantados estão o modelo de banco de dados que será utilizado e o prazo de adequação das empresas de medicamentos às regras que ainda serão publicadas.
 
Durante o período em que a proposta ficou disponível para consulta pública, a Anvisa recebeu cerca de 600 contribuições enviadas por 90 instituições e pessoas. Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as propostas foram analisadas com a perspectiva de que a rastreabilidade atinja o objetivo de dar mais segurança à população.
 
A rastreabilidade pressupõem que todas as embalagens de medicamentos no Brasil tenham uma identificação única, capaz de permitir ao usuário saber se o produto é original e se tem procedência legal.
 
Veja aqui a Pauta da 13ª Reunião Pública da Dicol.