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sábado, 2 de novembro de 2013

Depois de 10 anos, fábrica de remédios contra Aids começa a produzir na África

Amanda Rossi
Funcionário da fábrica de medicamentos realiza procedimentos no
equipamento doado pelo Brasil
Projeto da Fiocruz em Moçambique é o mais longo e que mais consumiu recursos brasileiros na África
 
O mais emblemático projeto de cooperação brasileiro na África completa dez anos em novembro e vive hoje seu momento mais decisivo. É uma fábrica pública de medicamentos contra a Aids, instalada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Moçambique. Em agosto, ela finalmente realizou seu objetivo: produziu pela primeira vez um remédio genérico que faz parte do coquetel anti-HIV, a lamivudina. Em outubro, repetiu a dose com um segundo componente do coquetel, a nevirapina. Toda a operação foi feita por moçambicanos, com a supervisão da Fiocruz.
 
A Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM), o nome oficial da fábrica, é a única unidade pública de produção de medicamentos contra a Aids na África, o continente mais afetado pelo vírus e onde o acesso ao tratamento é escasso. No caso de Moçambique, a SMM é também a primeira indústria farmacêutica. Todos os medicamentos consumidos no país são importados.
 
Agora, os medicamentos precisam obter um selo de qualidade do órgão regulador em Moçambique. Enquanto isso, a fábrica deve começar a embalar um antibiótico e um medicamentos contra o HIV produzidos pela Fiocruz no Brasil e doados para que as vendas já possam ser iniciadas.
 
No próximo ano, a fábrica deve tentar obter certificação da Organização Mundial da Saúde. A organização Médicos Sem Fronteira (MSF), que atua na área do HIV no país, diz que "ainda é cedo para tecer comentários profundos sobre como a fábrica irá beneficiar as pessoas que vivem com HIV em Moçambique".
 
Amanda Rossi
Fachada da fábrica de medicamentos, localizada na cidade de Matola, vizinha da capital do país

Nenhum outro projeto de cooperação do Brasil na África está em curso há tanto tempo ou consumiu um volume tão alto de recursos. A Fiocruz estima que ele terá custado ao País cerca de US$ 20 milhões. "Demorou muito? Eu olho para trás e digo: ninguém tem noção do quanto a gente trabalhou", afirma a coordenadora do projeto, Lícia de Oliveira, da Fiocruz.
 
"Nem Moçambique nem o Brasil sabíamos onde estávamos nos metendo", diz ela. O País não tinha experiência na realização de um projeto de cooperação de tão grande porte no exterior. Além disso, a operação de uma indústria farmacêutica é um processo de alta complexidade. Toda a tecnologia de produção foi transferida para Moçambique, que vai operar a fábrica sem a intervenção do Brasil. A expectativa é que ao final de cinco anos a venda dos remédios custeie as operações e que a produção atenda a todo o mercado da parte sul da África.
 
Amanda Rossi
Instalações da fábrica de medicamentos em Moçambique
 
"A fábrica é a primeira aqui em Moçambique, até em África. Temos muita expectativa e muita responsabilidade. Depois de vermos essa fábrica cheia, com movimento, nós vamos ficar já descansados, felizes da vida. Porque realmente é difícil, é muito difícil para chegar nessa fase", diz Feniosse Macuacua, operador da fábrica que atuou nas primeiras produções de medicamentos.
 
Aids
A incidência de HIV em Moçambique é uma das maiores do mundo - 13% das mulheres e 9% dos homens, totalizando 2,4 milhões de pessoas infectadas. No Brasil, calcula-se que 630 mil pessoas são soropositivas, menos de 1% da população.
 
É a comunidade internacional que custeia 100% do coquetel anti-Aids, a maioria deles genéricos comprados na Índia a preço baixo. "Até hoje me surpreendo com as dificuldades que esse país enfrenta quanto ao financiamento para a área da saúde, que depende de doadores internacionais", diz a enfermeira brasileira Kelly Cavalete, que trabalha no MSF no país.
 
A fábrica prevê a transferência de tecnologia e conhecimento para a produção de 21 medicamentos. Além dos usados para tratar a infecção por HIV, há remédios para atenção básica – entre julho e setembro, foram produzidos os primeiros, contra hipertensão. A capacidade instalada é de 400 milhões de comprimidos por ano.
 
A estrutura da fábrica é pequena, mas de ponta. Em um corredor vedado do exterior, com luz artificial, ar condicionado e protegido por portas de segurança codificadas, ficam as salas de produção e embalagem. Os equipamentos são iguais aos usados pela Fiocruz no Brasil. Segundo a fundação, é que há de melhor no mundo. São duas linhas de produção: uma específica para componentes do coquetel anti-HIV e outra para medicamentos em geral, além de uma unidade de soros.
 
História
Assinado em novembro de 2003 durante a primeira viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à África, o projeto da fábrica se tornou um símbolo das dificuldades do Brasil em realizar projetos de cooperação de grande porte. A primeira delas foi a concorrência com a China. Apenas cinco meses depois da assinatura, um grupo chinês começou a negociar com o governo moçambicano a construção de uma fábrica de antirretrovirais privada. Prevaleceu o projeto do Brasil.
 
De 2003 a 2007, as características do projeto foram discutidas e foi realizado um estudo de viabilidade. Depois, haviam dúvidas sobre como financiar a fábrica. Em 2008, o governo brasileiro encaminhou para o Congresso um projeto de lei para a doação de R$ 13,6 milhões. Um ano e dois meses depois, ele foi aprovado. "Nunca na minha vida eu tinha lidado tanto com advogados e procuradores. Virei figurinha fácil da Câmara dos deputados", lembra a doutora Lícia.
 
O parecer favorável do senador Eduardo Azeredo ao projeto de lei evidencia a importância da cooperação para o avanço brasileiro no continente. "A eventualidade de apropriação do projeto da fábrica de antirretrovirais por terceiros países acarretaria a perda de valioso instrumento de cooperação e de afirmação dos interesses brasileiros na África", escreveu Azeredo. A Vale, que já estava operando em Moçambique, doou outros UR$ 4,5 milhões. De 2009 a 2012, a infraestrutura física da fábrica foi preparada, os equipamentos adquiridos e os funcionários treinados no Brasil.
 
A fábrica é citada em discursos de governantes brasileiros como exemplo da ajuda que o Brasil pode dar à África e o diferencial da cooperação brasileira em relação a outros países. Enquanto a Europa e os Estados Unidos doam medicamentos, o Brasil doaria toda a tecnologia de produção. Apesar da importância dada ao projeto, ele ainda é um desconhecido em Moçambique. A largada da venda de medicamentos pode ampliar sua visibilidade.
 
Antes do início da produção, a comunidade internacional era descrente que o projeto pudesse dar certo. "Não sei se os medicamentos moçambicanos vão ser mais baratos que os indianos, se o preço vai ser competitivo", afirmou em 2010 o então coordenador do MSF em Moçambique, Alain Kassa. Agora que a produção finalmente começou, o desafio é manter a fábrica no âmbito público. Indústrias farmacêuticas privadas, sobretudo indianas, estão interessadas no projeto - visto como uma porta de entrada para o mercado de medicamentos na África.

Estadão

Você sabe a diferença entre gordura boa e ruim?

O consumo de gordura saturada é um assunto recorrente, e na Grã-Bretanha produtores e vendedores de alimentos se comprometeram em reduzir os níveis deste tipo de gordura em seus produtos.
 
Porém, além da gordura saturada, outros tipos de gordura estão presentes, naturalmente ou artificialmente, nos alimentos, como as insaturadas e as gorduras trans.
 
Nem toda gordura é ruim, uma pequena porção na dieta pode ajudar o organismo a absorver determinados nutrientes.
 
E gordura pode ser também uma fonte de energia, proporcionando ácidos graxos essenciais e algumas vitaminas, como as vitaminas A e D.
 
Então, qual é a diferença entre a gordura boa e a ruim? E quais devemos consumir em maior ou menor quantidade?
 
A BBC listou algumas informações importantes sobre os diferentes tipo de gorduras encontradas em nossa dieta.
 
Gordura saturada
De acordo com o NHS Choices, o site do serviço nacional de saúde da Grã-Bretanha que dá conselhos de como ter uma vida saudável, diminuir o consumo de comidas que são ricas em gordura saturada é importante como parte de uma boa dieta.
 
Tais alimentos incluem manteiga, banha de porco, chocolate, bolos, massas folhadas, e produtos feitos com carne, como salsichas e tortas salgadas.
 
A maioria das pessoas consome gordura saturada em grande quantidade: cerca de 20% mais que o máximo recomendado, segundo estudos feitos pela British Dietetic Association.
 
A recomendação atual do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha diz que em média os homens não devem comer mais que 30g de gordura saturada por dia, enquanto as mulheres não devem comer mais que 20g.
 
Uma dieta rica em gordura saturada pode aumentar os níveis de lipoproteína de baixa densidade, ou 'colesterol ruim', no sangue ao longo do tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Mas esse risco foi recentemente contestado.
 
Em um artigo no British Medical Journal, o cardiologista Aseem Malhotra diz que gordura saturada tem sido 'demonizada por décadas', e evidências científicas não comprovaram sua relação com doenças cardíacas.
 
Ele diz que a indústria alimentícia compensou a diminuição dos níveis de gordura saturada com o aumento da quantidade de açúcar.
 
Gordura insaturada
Uma dieta composta por gorduras insaturadas pode ajudar a diminuir os níveis do colesterol ruim no sangue e aumentar os níveis de lipoproteína de alta densidade, também conhecido como bom colesterol.
 
Gorduras saturadas podem ser substituídas em uma dieta balanceada com gorduras mais saudáveis, como as monoinsaturadas e as poli-insaturadas, que são encontradas em muitos alimentos, que incluem: peixes como salmão, sardinha e cavalinha sementes e nozes óleos de girassol e oliva frutas, legumes e verduras, incluindo o abacate. Estes peixes têm uma boa quantidade de gordura poli-insaturada ômega-3, e são a fonte mais rica desse tipo específico de gordura.
 
O ômega-3 ajuda a diminuir os níveis de diacilglicerol no sangue, a prevenir a coagulação do sangue, e a manter um ritmo cardíaco regular.
 
A British Heart Foundation, diz que devemos comer duas porções de peixe por semana, e uma delas deve ser rica em ômega-3.
 
A fundação também recomenda o consumo de uma pequena quantidade de gordura monoinsaturada, encontrado no óleo de oliva, no abacate e nas nozes, para ajudar a manter os níveis de colesterol saudáveis.
 
Gorduras trans
O terceiro tipo de gordura também encontrada na dieta é a trans.
 
Gorduras trans naturais são encontradas em níveis baixos em alguns alimentos, como carne e produtos derivados do leite.
 
As gorduras trans artificiais são feitas a partir de um processo de hidrogenação do óleo, e são conhecidas como gordura hidrogenada.
 
Esse tipo de gordura pode ser usado para fazer frituras.
 
Gorduras trans artificiais também podem ser encontradas em comidas processadas, como biscoitos e bolos, e são as vezes usadas para prolongar a vida dos produtos nos prateleiras.
 
Uma dieta rica em gorduras trans pode também levar a altos níveis de colesterol ruim no sangue.
 
Porém, o NHS Choice diz que reduzir a quantidade de gordura saturada é mais importante do que reduzir a quantidade de gordura trans.
 
BBC Brasil/R7

Unicef lança portal para alertar sobre a ética em pesquisas com crianças

Projeto on line do Unicef tem como objetivo preservar o direito de crianças em pesquisas
Foto: Unicef
Projeto on line do Unicef tem como objetivo preservar o direito de crianças
em pesquisas
Site traz uma série de pesquisas internacionais sobre o tema e tem como objetivo garantir o respeito ao direito dos menores
 
O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) lançou um site sobre questões éticas envolvendo crianças, com uma compilação de várias pesquisas internacionais sobre o tema.
 
Segundo o Unicef, o projeto busca ajudar a garantir "que a dignidade de todas as crianças seja honrada e seus direitos humanos e bem-estar sejam respeitados" em todas as pesquisas, independente de seu contexto.
 
A agência da ONU destaca que os métodos de estudos envolvendo menores estão aumentando rapidamente e por isso, mudando a maneira como são vistas as crianças.
 
No portal, pode ser encontrada a Carta Internacional para Pesquisa Ética sobre Crianças e mais de 20 estudos de caso e questões sobre o tema.
 
Segundo o Unicef, o site vai garantir ainda que a abordagem desses levantamentos respeite as crianças e que as visões e perspectivas dos menores sejam relatadas com integridade. Os principais usuários devem ser pesquisadores e organizações.
 
O projeto é uma iniciativa conjunta do escritório de pesquisas do Unicef com instituições e ONGs relacionadas a estudos sobre crianças.

 
Isaude.net

Mais de 10% dos portadores de HIV já ultrapassaram a casa dos 50 anos

A grande maioria dos idosos com Aids está em países pobre. Mas 30% da população contaminada do primeiro mundo já ultrapassaram a casa dos 50
Foto: Unaids
A grande maioria dos idosos com Aids está em países pobre.
Mas 30% da população contaminada do primeiro mundo já
ultrapassaram a casa dos 50
A cada ano 100 mil pessoas com mais de 50 anos são infectadas. O envelhecimento dos portadores preocupa autoridades mundiais
 
O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (Unaids) está chamando a atenção para a epidemia do vírus em pessoas com mais 50 anos
 
Segundo a agência, mais de 35 milhões no mundo convivem com o HIV e deste total, 3,6 milhões (cerca de 10%) já ultrapassaram a casa dos 50 anos. A maior parte (2,9 milhões) vive em países de renda baixa e média. Nos países desenvolvidos as pessoas com mais de 50 anos convivendo com o vírus já ultrapassa a marca dos 30% do total de pacientes com Aids.
 
O diretor do Unaids, Michel Sidibé, alerta que os adultos com esta idade muitas vezes não recebem tratamento e precisam estar integrados aos serviços de saúde.
 
A agência acredita que o "envelhecimento da epidemia de HIV" tem três causas: o sucesso da terapia antirretroviral, que vem prolongando a vida das pessoas com o vírus e diminuindo a incidência entre jovens adultos; uma combinação de comportamentos de risco, como sexo sem proteção e uso de drogas injetáveis; e o diagnóstico tardio da doença.
 
Números da Epidemia
A cada ano, são infectadas com o vírus 100 mil pessoas nessa faixa etária nos países de baixa e média rendas. Cerca de 75% na África Subsaariana.
 
A agência destaca que a prevenção voltada à pessoas dessa idade, como testes de HIV, é essencial.
 
Os serviços de saúde precisam refletir as necessidades desse grupo, já que a imunidade é mais baixa em pessoas mais velhas.
 
O Unaids revela ainda que pessoas com mais de 50 anos que convivem com o HIV são mais vulneráveis e por isso, a taxa de sobrevivência entre elas é menor.
 
Isaude.net

OMS pede a eliminação do uso de mercúrio de dispositivos médicos até 2020

O mercúrio é um dos 10 produtos químicos mais prejudiciais para a saúde pública e permanece em ecossistemas por gerações
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a "Health Care Without Harm" uma coligação internacional de organizações e profissionais da saúde uniram forças e lançaram uma nova iniciativa para fazer com que o mercúrio seja removido de todos os dispositivos de medição utilizados na medicina até 2020.
 
A iniciativa "Saúde Sem Mercúrio até 2020" foi lançada junto com a assinatura da Convenção de Minamata, no Japão, e pede pelo fim gradativo do uso do mercúrio em termômetros e aparelhos de pressão arterial.
 
Segundo a OMS, esse objetivo só poderá ser atingido com o fim da fabricação, importação e exportação desses dispositivos, e através do apoio da implantação de alternativas seguras e acessíveis do produto.
 
"Com a assinatura da Convenção de Minamata percorremos um longo caminho para a proteção do mundo das consequências devastadores do mercúrio", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
 
"O mercúrio é um dos 10 produtos químicos mais prejudiciais para a saúde pública e é uma substância que se dispersa e permanece em ecossistemas por gerações, causando graves problemas de saúde e deficiência intelectual às populações expostas a ele."
 
A diretora da OMS para a Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, disse que a agência abordará as áreas críticas de exposição ao mercúrio e trabalhará com os governos para garantir que eles possam cumprir as suas obrigações nos termos da Convenção, especialmente na área de cuidados à saúde.
 
A OMS e seus parceiros do setor da saúde trabalharão para eliminar gradualmente os antissépticos tópicos e cosméticos para o clareamento de pele que utilizam mercúrio; desenvolver estratégias de saúde pública para lidar com os impactos do uso do mercúrio na mineração artesanal e de pequena escala; desenvolver medidas para diminuir o uso de amálgama dental; e incentivar o intercâmbio de informações de saúde, sensibilização e pesquisa em saúde pública.
 
Isaude.net