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terça-feira, 5 de novembro de 2013

EUA autorizam medicamento de laboratório Roche contra leucemia

medicamento
Mulher faz tratamento contra o câncer na França
A gigante farmacêutica suíça Roche anunciou que as autoridades de saúde americanas aprovaram o medicamento Gazyva, um tratamento para um tipo de leucemia.
 
A Food and Drug Administration (FDA, agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA) deu seu aval para a comercialização deste medicamento em associação com uma quimioterapia à base de Clorambucil para os pacientes que sofrem de leucemia linfoide crônica que ainda não receberam tratamento, informou o grupo de Basileia em um comunicado.
 
O medicamento, também chamado de obinutuzumab ou GA101, recebeu o status de "avanço terapêutico" e teve um procedimento de homologação acelerado.
 
"Gazyva é um novo medicamento importante para pessoas afetadas por leucemia linfoide crônica de diagnóstico recente", afirmou Hal Barron, médico-chefe encarregado do desenvolvimento do produto em nível mundial.
 
"Com base nos dados clínicos, o período sem agravamento da doença dobrou em comparação com o Clorambucil administrado em monoterapia", acrescentou.
 
Info Exame

Extrato de ipê amarelo promete combater mordida de cobras

Extrato de ipê amarelo promete combater mordida de cobras
Extrato de ipê amarelo promete combater mordida de cobras
Uma substância extraída de uma árvore muito comum em países sul-americanos se mostrou eficaz para, em experimentos realizados por pesquisadores brasileiros em animais para tratar as lesões provocadas pelo veneno de cobras.
 
O produto foi extraído da casca do ipê (Tabebuia aurea), uma árvore de até 15 metros de altura que, com suas vistosas flores, tinge de amarelo as paisagens do sudeste e centro-oeste brasileiro, do Pantanal e de algumas regiões da Bolívia, Guiana, norte da Argentina, Peru e Paraguai, onde é conhecida como Tajy ou Lapacho amarelo.
 
Experimentada em laboratório e em ratos, a substância se mostrou muito eficaz para reduzir a inflamação provocada pela mordida das cobras, conter a hemorragia, minimizar o edema e diminuir a atividade tóxica do veneno.
 
Conseguimos identificar e isolar a substância responsável por esses efeitos e já a patenteamos, disse à Agência Efe a farmacêutica Mônica Qadri, pesquisadora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e coordenadora do projeto.
 
De acordo com Mônica, um possível medicamento desenvolvido a partir do extrato do ipê amarelo não substituirá o soro usado para tratar as picadas de cobra, mas como um complemento a este tratamento para diminuir as lesões, traumas e sintomas provocados pelo veneno.
 
Integrante da rede de pesquisa Inovatoxin (Inovação com Peçonhas de Animais da Biodiversidade do Centro-Oeste do Brasil), Mônica conta que escolheu o ipê amarelo para sua pesquisa devido à tradição de habitantes do Pantanal, que já atribuíam à árvore propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes em casos de ataques de cobras.
 
As propriedades medicinais do ipê amarelo são tão conhecidas que a árvore é conhecida em algumas regiões do Brasil e Paraguai como Paratudo.
 
Decidimos investigar as atividades anti-ofídicas da Tabebuia aurea em ratos. Injetamos o veneno com a intenção de obter novos inibidores da ação do veneno que possam complementar a soroterapia e reverter as lesões locais causadas pelo envenenamento, disse.
 
A substância, um extrato da casca tratado com álcool etílico, foi experimentada como antídoto para o veneno de três espécies de cobras do gênero Bothrops, responsável pela maioria das mortes provocadas por mordidas de serpentes em todo o continente americano.
 
As espécies escolhidas foram a Bothrops moojeni, a Bothrops neuwiedi e a Bothrops jararaca, conhecidas popularmente como jacuruçu, boca-de-sapo e jararaca-da-mata.
 
Segundo o Ministério da Saúde, 88% dos acidentes ofídicos no Brasil são provocados pelas Bothrops, que causa danos sistêmicos, inflamação e necrose de tecidos, até o ponto de algumas vítimas precisarem ser amputadas.
 
Nos experimentos se constatou que o produto reduziu o número de células inflamadas no local da mordida e conteve a hemorragia provocada pelos venenos das três serpentes.
 
No caso da Bothrops moojeni, a substância também minimizou o edema local e a atividade tóxica do veneno. Os resultados foram muito promissores. O extrato diminuiu a lesão no músculo e a reação inflamatória, afirmou Qadri.
 
Os pesquisadores já conseguiram isolar a substância considerada responsável por esse efeito e agora, em uma nova série de experimentos, querem conferir diretamente suas propriedades.
 
Já conhecemos a estrutura química do composto e as enzimas responsáveis pelos efeitos locais.
 
Consideramos que, com a substância isolada, sua ação pode ser mais eficaz e vamos prová-la.
 
Também realizaremos estudos de segurança para determinar até que grau a substância pode se tornar tóxica, acrescentou.
 
Outros passos são a associação com indústrias farmacêuticas, universidades e centros científicos para continuar com a pesquisa, realizar testes clínicos (em humanos), desenvolver o produto específico e patenteá-lo.
 
EFE/MSN

7 sinais que a urina dá sobre a sua saúde

Você já deve ter percebido que a quantidade de vezes que você faz xixi está intimamente ligada aos seus hábitos. Por exemplo, em um final de semana, enquanto você bebe alguns copinhos de cerveja, é normal que precise ir muitas vezes ao banheiro. O mesmo não ocorre num dia qualquer da semana, no qual você está tomando a mesma quantidade de líquidos que tem o costume de tomar.

Mas é verdade que a urina pode dizer muito mais sobre a sua saúde do que você imagina!

Thais Nemoto Matsui, nefrologista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que é necessário diferenciar as mudanças de odor, cor e frequência da urina que são consideradas normais, daquelas alterações que podem ser sinais de doenças.

"Alterações de concentração da urina, odor mais ou menos forte e número de micções (ato de urinar) podem ser apenas reflexo da ingestão hídrica, sem representar anormalidade. Assim, quando ingerimos bastante líquido, a urina tende a ser mais clara e com menos odor por ser menos concentrada e as micções serão mais frequentes. E no caso de pouca ingestão, ocorre o contrário", diz a médica.

"Porém, algumas alterações nessas características podem, sim, ser sinais de doenças", acrescenta a nefrologista.

Abaixo você confere uma lista com características da urina que, de certa forma, podem estar indicando um possível problema de saúde. Vale a pena se atentar!

1. Alteração na cor da urina 
"Mudanças na cor, como o escurecimento da urina, podem ser sinal de doenças hepáticas (do fígado), em que os pigmentos biliares tingem a urina", diz Thais Matsui.

Mas, destaca a médica, vale lembrar que alguns medicamentos também podem tingir a urina, tornando-a mais escura, laranja e até verde, sem que isso seja um problema. "Nesse caso, suspenso o medicamento, a coloração da urina volta ao normal", acrescenta.
 
2. Urina sem coloração 
"Em caso de insuficiência renal avançada/terminal, a urina pode se apresentar praticamente sem coloração (quase como água), o que representa a ausência das toxinas que deveriam ser eliminadas na urina", explica a nefrologista.
 
3. Urina sanguinolenta 
"É importante destacar que sangue na urina nunca é normal e merece sempre atenção e investigação", diz Thais Matsui.

"Sangue visível (macroscópico) na urina geralmente está relacionado à presença de lesão em alguma porção do trato urinário, ou seja, na uretra, bexiga, ureteres ou rins. Um exemplo muito comum disto é a presença de cálculo renal que, em sua movimentação pelo trato urinário, pode machucar qualquer uma dessas porções, levando ao sangramento", diz a médica.

"Outras situações menos comuns, como tumores renais ou de bexiga, também podem se manifestar com sangue na urina", acrescenta a nefrologista Thais.

"Outras doenças que podem se manifestar com sangue na urina (nesse caso, na maioria das vezes, não visíveis a olho nu) são as glomerulonefrites ou nefrites, como são mais conhecidas, que são doenças renais que geralmente cursam com outros sintomas além das alterações da urina", explica a médica.
4. Aumento da frequência das micções 

Se não estiver relacionada a aumento na quantidade de líquidos ingeridos, o aumento na quantidade de urina pode estar associado a algum tipo de doença, como o diabete. "Se o problema persistir é fundamental consultar um médico para definir se há algo de errado", conforme explica Thais Matsui.

"Quando o aumento na frequência de micções é acompanhado de urgência miccional e/ou dor ao urinar, este pode ser ainda um sinal de infecção urinária", acrescenta a médica.
 
5. Redução do volume urinário 
Se não estiver relacionada à redução na quantidade de líquidos ingeridos e/ou à desidratação, "a redução da quantidade de urina pode ser sinal de insuficiência renal ou de obstrução das vias urinárias", explica Thais.
 
6. Urina com odor fétido 
"O odor fétido, muitas vezes, está associado à presença de infecção urinária. Mas é necessário lembrar que a urina tem um odor próprio, característico, que é normal", diz a nefrologista.

7. Dor para urinar
De acordo com Thais Matsui, a disúria - como é chamada a dor para urinar - ocorre nas infecções urinárias e geralmente é acompanhada de sintomas como: urgência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, além de aumento da frequência de micções (a mulher urina várias vezes, de pouquinho em pouquinho). "Essas infecções mais comumente acometem o trato urinário baixo, isto é, uretra e bexiga, e são chamadas cistites. São bastante comuns nas mulheres, podendo ocorrer com certa frequência, mas em geral não representam doença de maior gravidade", diz. 

"Porém, se não tratadas, podem complicar com o comprometimento dos rins pela infecção, a pielonefrite, que é uma infecção potencialmente grave e que habitualmente necessita de internação hospitalar. Por isso, é importante que a mulher com sintomas de cistite procure atendimento médico para tratamento da infecção", finaliza a nefrologista Thais.

Mas lembre-se: como já frisou a nefrologista Thais Matsui, não é qualquer mudança na frequência, cor ou odor da urina que representa perigo para sua saúde. Alguma alteração pode estar ocorrendo simplesmente pelo fato de termos tomado mais ou menos líquido no dia. Mas, em casos de dúvida, procure assim que possível a orientação do seu médico!

Camaçari Notícias - BA

Brasil promove campanhas para reverter alto índice de cesáreas

Nascer de parto normal no Brasil é para poucos. Dados do Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento no Brasil, pesquisa realizada pela Fiocruz, indicam que 53% dos partos no país são cesáreas, com prevalência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Para reverter esse quadro, governos e grupos sem fins lucrativos vêm realizando campanhas de incentivo ao parto normal. O foco é dar mais informação e garantias de conforto e respeito à mulher neste momento.
 
Nesse sentido, uma das ações do governo federal tem sido a criação dos Centros de Parto Normal. Locais com estrutura voltada para atender gestações de baixo risco em que não há indicação de cesárea. Até o ano que vem, o Ministério da Saúde pretende implantar 280 centros desse tipo em todo o Brasil. Desses, ao menos dois devem ficar no Paraná ? um no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, e outro na Maternidade Lucila Balalai, em Londrina.
 
Veja alguns mitos sobre o parto normal:
 
- A mulher sente muita dor e não recebe qualquer tipo de analgesia
 
- As dores do trabalho de parto são, realmente, intensas. Mas existem técnicas de analgesia para aliviar o quadro no início do processo sem o uso de medicamentos. No entanto, pelos atuais parâmetros, quem define o momento da analgesia é a mulher. Isso significa que ela pode ser feita com qualquer dilatação. A única exceção é no caso do bebê estar nascendo e não haver mais tempo hábil para que o procedimento seja realizado.
 
- É normal utilizar ocitocina para acelerar o trabalho parto
 
- A ocitocina é um hormônio que estimula as contrações. Ele é produzido naturalmente pelo corpo durante o trabalho de parto. Seu uso só é recomendado em casos que o médico verifica que o trabalho de parto está evoluindo muito lentamente. O uso exagerado da substância pode causar falta de oxigenação para o bebê, devido à intensidade das contrações.
 
- A episiotomia é obrigatória
 
- A episiotomia é uma incisão realizada no períneo com o intuito de ampliar o canal do parto. O procedimento deve ser feito de maneira eletiva e com o consentimento da gestante.
 
- O parto normal é mais arriscado que uma cesárea
 
- Em um quadro em que a grávida está saudável e a gestação correu sem maiores problemas, o parto normal tem 95% de chances de dar certo e pode ser considerado mais seguro que a cesárea.
 
Fonte: Carlos Miner, ginecologista e obstetra do Hospital de Clínicas.
Tira dúvidas

Leitores enviaram durante a semana passada dúvidas sobre o programa Mais Médicos. Abaixo, a resposta para algumas das questões mais frequentes:
 
Os médicos brasileiros estão sendo demitidos para os estrangeiros assumirem?
 
No início do programa, alguns prefeitos admitiram ter demitido médicos contratados pelo município porque foram contemplados com profissionais do Mais Médicos. Porém, a prática é proibida pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, a cidade que fizer esse tipo de substituição será desligado do programa.
 
No caso de processo judicial por eventual erro médico envolvendo os profissionais estrangeiros do programa, quem responde pelo ato?
 
O profissional responsável pelo erro responderá pelo ato.
 
Qual o motivo da vinda de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma?
 
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui apenas 1,8 médico por mil habitantes e sofre com a distribuição desigual de médicos nas regiões ? com 22 estados abaixo da média nacional.
 
Diante deste quadro, o governo considerou necessário incentivar a vinda de profissionais estrangeiros para o país. Dois motivos são apontados para a dispensa da revalidação do diploma: a urgência em se resolver o problema de falta de médicos e a intenção de fazer com que esses profissionais fiquem no programa pelo prazo limite de três anos.
 
Como explicar médicos estrangeiros em grandes cidades, como Curitiba?
 
Mesmo prefeituras de capitais e cidades maiores relatam dificuldades em contratar médicos, principalmente para atuar em unidades de saúde da periferia. Os médicos estrangeiros ficaram com as vagas nessas cidades porque elas não foram preenchidas pelos brasileiros.
 
Serviço
O grupo Bem Nascer em Curitiba está coletando informações e relatos sobre violência obstétrica na capital. Quem quiser, pode enviar a sua história, até mesmo de forma anônima, para o site: direitoaoparto@hotma.com.
 
De acordo com a enfermeira Olga Peterline, assessora técnica do programa Mãe Paranaense, inicialmente a maternidade do Hospital do Trabalhador será equipada com algumas camas especiais que são usadas do período de evolução do parto até o momento do nascimento. ?Com isso, a mulher não precisa ir para um centro cirúrgico para ter o bebê?, explica.
 
O plano, porém, é que seja construído um espaço específico no hospital para a realização do parto normal, com equipamentos e estrutura própria para diminuir a intervenção hospitalar no momento do nascimento. O modelo desses centros de parto é inspirado em experiências já desenvolvidas na Holanda, França e Inglaterra.
 
Cultura
A avaliação de médicos e pessoas envolvidas com a questão, no entanto, é de que pouco vai adiantar melhorar a estrutura das maternidades para favorecer o parto normal se não ocorrer uma mudança cultural. Isso vale tanto para gestantes como para os médicos. Um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz com grávidas atendidas na rede particular mostrou que, no início da gestação, apenas 30% das entrevistas tinham preferência pela cesariana. Esse número chegou a 70% ao final da gestação, o que indica uma influência médica na decisão.
 
?Existe uma ideia preconcebida de que a cesárea não tem imprevistos, é menos arriscada. Além disso, o sistema de saúde também beneficia esse quadro, porque a remuneração do parto normal é baixa. Também há a questão do deslocamento, o medo de não dar tempo de chegar ao hospital. Enfim, é um somatório de fatores?, observa o médico obstetra Edson Tizzot, do Hospital Nossa Senhora das Graças.
 
Para mudar a visão predominante, os Ministérios da Saúde e da Educação estão revendo o currículo acadêmico dos cursos de medicina. No Paraná, o governo do estado trabalha com as equipes médicas e de enfermagem para promover o parto normal.
 
Grupos querem punição para agressão no parto
Não é raro ouvir de mulheres histórias de violência no momento do parto. Há ocorrências de comentários agressivos, xingamentos, ameaças, exames de toque abusivos e até agressão física e tortura psicológica. Com base nesse quadro, grupos que defendem o parto humanizado querem a criação de uma legislação específica sobre o tema, prevendo os procedimentos que podem ser enquadrados como agressão e punição para quem os cometer.
 
O dossiê Violência Obstétrica ? Parirás com Dor, elaborado pela ONG Parto do Princípio, relata os casos de violência contra a mulher durante o trabalho de parto. O documento foi entregue aos parlamentares que integraram a CPMI da Violência Contra as Mulheres ? um capítulo do relatório final da comissão foi dedicado ao tema. O texto destaca pesquisa da Fundação Perseu Abramo que indica que 25% das mulheres com filhos sofreu alguma agressão durante o nascimento da criança.
 
Pressão
Para pressionar os políticos paranaenses, o grupo Movimento Bem Nascer em Curitiba vem entrando em contato com os parlamentares do estado a fim de realizar no ano que vem uma audiência pública para discutir a violência obstétrica.
 
No mês passado, o grupo promoveu na capital a Marcha pela Humanização do Parto, que reuniu cerca de 150 pessoas no centro da cidade. Em outras 29 cidades do país também ocorreram caminhadas pelo mesmo motivo.
 
Gazeta do Povo - PR

Espera por consulta com oftalmo dura 5 meses

Enquanto há pessoas que demorem 5 meses para consulta, outros aprovam prazo
Erica Dezonne/ Diário de SP
Enquanto há pessoas que demorem 5 meses para consulta, outros
aprovam prazo
Médico especialista em olhos só atende com agendamento em ambulatórios municipais em São Paulo 
 
Quem necessita de atendimento oftalmológico na capital para situações que não são de urgência pode levar até cinco meses para conseguir uma consulta na rede pública de saúde. O DIÁRIO percorreu AEs (Ambulatórios de Especialidades) em três regiões da cidade de São Paulo e conferiu que todos têm o médico especialista em olhos, mas para conseguir atendimento é preciso passar primeiro por uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Ali o doente ganha encaminhamento para um local especializado.
 
O desempregado Luiz Carlos Volta, de 61 anos, que é cego de um olho, diz ter esperado quatro meses depois do agendamento na UBS Vila Santo Estevão, na região do Tatuapé, Zona Leste. Ele só conseguiu vaga no AE Doutor Ítalo Domingos Le Vocci, na região da Mooca. “Só o tempo que levou para conseguir a consulta já é uma falta de respeito”, diz Volta. “Mas o pior de tudo é que a médica também foi muito mal-educada”, reclama.
 
A aposentada Luiza Ferigo Martins, 69 anos, tem catarata e também vai ao AE Doutor Ítalo Domingos Le Vocci, mas não para cuidar dos olhos. “É muita burocracia ter de passar primeiro na UBS e depois vir para cá. Só passo no Ambulatório de Especialidades para pegar medicamentos na farmácia. O problema da catarata vou resolver com o plano de saúde da minha filha”, conta Luiza.
 
A dona de casa Ivete Machado Sobral, 62 anos, levou cinco meses para conseguir ir ao oftalmologista no AE Doutor Flávio Giannotti, no Ipiranga, Zona Sul. Resultado: um pequeno terçol se transformou em uma infecção no olho. “A médica aqui me tratou bem, deu antibiótico e tudo. O problema é que demorou para a consulta.”
 
Na Brasilândia, Zona Norte, os pacientes têm opiniões distintas sobre a espera para conseguir um oftalmologista no AE Professora Maria Cecília Donnângelo. Enquanto a encarregada de expedição Nilma Gomes,  48 anos, diz ter levado quatro meses para conseguir a consulta, a dona de casa Simone de Oliveira estava satisfeita pelo prazo entre o agendamento e a consulta ser de “apenas” um mês.
 
Espera média varia entre 50 e 75 dias
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a primeira consulta com oftalmologista no AE Maria Cecília Donnângelo “tem espera de aproximadamente 50 dias e o retorno, de 30 dias”. No caso dos AE Dr. Flávio Giannotti e AE Ítalo Le Vocci “a espera é de 75 dias”. Em relação à paciente Ivete Sobral, a pasta diz que ela foi consultada em 24 de julho e retornou no dia 30 de outubro, quando teve alta. Já Luiz Carlos Volta passou pelo médico em 29 de outubro, quando “foi orientado a procurar a assistência social para receber informações sobre a Lei da Monovisão”.
 
Diário de São Paulo