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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Saúde íntima feminina exige cuidados especiais

Coceira, menstruação irregular e corrimento. Algumas mulheres acreditam que esses problemas são apenas respostas normais e passageiras do organismo feminino. Mas não é bem assim: eles podem ser sinal de que alguma coisa está errada e precisam de atenção especial.

Falar sobre saúde íntima feminina é um assunto complicado, tanto pelo fato de o órgão feminino ser interno e complexo como por ele ser cercado de tabus. Muitas mulheres chegam mesmo a ter vergonha de falar sobre o assunto e tendem a ignorar ou subestimar sinais que podem ser sintomas de algum problemas de saúde, e que precisa de acompanhamento médico.

Sinal de alerta
Esse é o caso, por exemplo, de quando a menstruação apresenta alguma alteração. Variação de intervalo entre um sangramento e outro, intensidade e duração do fluxo são alterações normais, e variam de mulher para mulher. Mas se a mudança é muito grande, então é preciso ficar atenta: pode ser sinal de alguma alteração hormonal, orgânica ou até mesmo funcional.

"Em relação aos ciclos menstruais é muito importante a caracterização individual de cada paciente. Mesmo assim, as mudanças devem sempre ser levadas ao conhecimento do ginecologista para melhor elucidação diagnóstica", explica a ginecologista Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp.

Se o fluxo passa a ser muito intenso ou ter duração muito longa, pode ser sinal da presença de um mioma (tumor benigno do tecido que forma a parede do útero). Já se a coloração da menstruação se torna mais escura (amarronzada ou quase preta), pode ser indício de endometriose, feridas (na vagina, no útero ou no colo do útero), HPV ou outras DSTs, cisto de ovário, alterações hormonais por medicamentos, estresse e até mesmo mudança de pílula anticoncepcional.

Também é preciso atenção no caso de alterações na secreção vaginal. Toda mulher apresenta secreção vaginal, mas mudanças na cor ou no cheiro ou ainda dores podem ser sinal de algum problema de saúde.
 
Ter uma maior secreção vaginal é normal em situações como gestação, ovulação, uma semana antes do período menstrual, uso de pílulas anticoncepcionais, excitação sexual, adesivos ou anel vaginal. Mas quando não há esses motivos, e a secreção ainda apresenta ardor, coceira e cheiro forte, pode ser então um corrimento. E corrimento pode ser sintoma de infecções provocadas por bactérias, fungos ou até mesmo vírus.

Já coceira na região íntima nunca é normal. Ela pode indicar desde uma alergia até uma DST. Sintomas relacionados à coceira, como secreção de coloração e odor estranho, dor ao urinar, vermelhidão, inchaço e dor no ato sexual indicam que o problema é mais do que uma simples irritação e merece atenção.
 
Sem vergonha
Um dos maiores erros ao se tratar da saúde íntima feminina é ignorar os sintomas. Se algo está errado, é preciso procurar ajuda médica especializada para investigar o problema. Caso contrário, ele pode se tornar mais grave e, além de ficar mais difícil de resolver, pode causar grandes transtornos.

"Ser acompanhada regularmente por um ginecologista é um cuidado de saúde que nenhuma mulher deveria descuidar. Além de ajudar a prevenir problemas ginecológicos, essa supervisão médica permite detectar precocemente doenças como câncer de colo de útero", alerta Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Cuidados
Para evitar esses problemas, existe uma série de atitudes que a mulher pode tomar. A primeira delas é ter um cuidado redobrado com a higiene íntima. É interessante usar sabonetes íntimos, especiais para fazer a higiene da região íntima.

A diferença do sabonete íntimo e do comum está no pH: enquanto os comuns tendem para o pH básico ou neutro (entre 9 e 10), os íntimos têm um pH ácido (entre 4 e 4,5), resultado da composição com ácido láctico. Essa acidez é necessária para manter vivos os microrganismos e lactobacilos que vivem nessa região e têm como função proteger a mulher de possíveis infecções.

Sabonetes que contêm hidratantes devem ser evitados, pois apesar de serem ótimos para a pele, são péssimos para a vagina. Desodorantes íntimos, talcos e perfumes também, pois podem causar reações alérgicas.

Por outro lado, excesso de lavagens na região íntima também pode causar problemas. Lavagens exageradas na região genital ou uso de chuveirinhos não são aconselhados, pois podem remover a proteção natural da vagina, tornando a área mais suscetível a infecções.

Absorvente
Durante a menstruação, o cuidado deve ser ainda maior. O absorvente, tanto o interno como o externo, deve ser trocado no mínimo três vezes ao dia, ou quantas vezes forem necessárias, dependendo do fluxo. "As trocas devem ser frequentes para não favorecer a proliferação de bactérias", aponta Bedin.

Além disso, a cada troca, deve ser feita a higiene local. Absorventes perfumados ou diários devem ser evitados: o primeiro porque pode causar alergia, e o segundo porque impermeabiliza e impede a transpiração da região genital, favorecendo a instalação de fungos e bactérias.

E o cuidado maior deve ser o acompanhamento por um ginecologista, sem vergonha ou tabus. Afinal, saúde íntima é uma questão importante, e precisa de toda a atenção e cuidado para que as mulheres tenham uma boa qualidade de vida, com muita saúde e prazer.
 
BOL

Hospital Regional de Araguaína está à beira de um colapso, diz TCU

Hospital Regional de Araguaína é o mais precário, segundo fiscalização (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Hospital Regional de Araguaína é o mais precário, segundo
 fiscalização do TCU
Tribunal de Contas da União realizou vistoria em 12 hospitais públicos. Enquanto pacientes ficam nos corredores, empresas ocupam salas
 
As irregularidades nos hospitais do Tocantins foram apontadas em um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Passaram pela vistoria 12 das 19 unidades públicas do estado. O relatório concluiu que muitos problemas acontecem por falha na gestão. Em algumas unidades as salas que deveriam ser ocupadas por pacientes estão servindo de depósito para empresas terceirizadas.
 
No Hospital Regional de Araguaína, considerado o mais precário, o único aparelho de radioterapia quebra de forma constante e segundo a auditoria existem mais dois aparelhos que poderiam ser usados, mas nunca foram utilizados porque a administração não definiu um local para instalá-los.
 
Para o tribunal, o Hospital de Araguaína está à beira de um colapso, situação tão grave que não tem licença para funcionar como unidade de saúde.
 
A fiscalização também passou pelo Hospital Geral de Palmas. O TCU questiona a gestão inadequada de espaço na unidade e cita como exemplo a empresa Recep Engenharia contratada para fazer reparos na unidade de saúde.
 
A Recep ocupa uma sala só para guardar peças de reposição, outras duas salas para o setor administrativo e mais uma sala para repouso e escala dos funcionários e ainda uma ala para guardar materiais e equipamentos.
 
Foto mostra pacientes deitados no chão de hospital em Araguaína (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Foto mostra o que seriam pacientes deitados no chão
do corredor do hospital de Araguaína
No Hospital Regional de Gurupi a empresa terceirizada Litucera também ocupa um espaço grande dentro da unidade de saúde. Até as roupas e lençóis fornecidos pela empresa são confeccionados dentro do hospital.
 
A fiscalização passou ainda pelo setor de medicamentos das unidades. A falta constante de remédios e insumos acontece porque os hospitais usam uma programação inadequada de compras e nem tudo o que é solicitado pelas unidades de saúde é atendido pela secretaria estadual. Também foram encontradas falhas nos registros de preços.
 
Os hospitais não possuem um sistema que contabilize os medicamentos que estão prestes a vencer o que coloca em risco os próprios pacientes. Para o TCU a crise de desabastecimento nos hospitais do Tocantins seria amenizada se houvesse um planejamento para a aquisição dos remédios e insumos.
 
A Secretaria de Saúde do Tocantins informou que está investindo mais de R$ 450 milhões em obras de infraestrutura em todos os hospitais. Quanto às terceirizadas, a secretaria disse que estas empresas, como prevê o edital de contratação, paga um aluguel pelas salas utilizadas já que a presença delas dentro na unidade hospitalar é essencial para a logística de atendimentos das demandas das unidades.

O órgão informou ainda que já adquiriu um novo Acelerador Linear [dispositivo utilizado dentro do serviço de radioterapia] e está na fase de construção da sala específica para a sua instalação, que deverá acontecer nos próximos meses, embora não tenha informado um prazo. Quando a instalação for finalizada o Hospital Regional de Araguaína passará a contar com dois aparelhos de radioterapia para atender a população.

G1

Brasil começa a preparar vacina heptavalente

O Brasil está a um passo de criar uma vacina capaz de imunizar, em uma única dose, contra sete doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite, meningite C e outras infecções bacterianas.

Isso será possível graças a um acordo que prevê que o novo medicamento seja produzido a partir da combinação de vacinas já desenvolvidas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), Fiocruz e Instituto Butantan.

Já como parte da parceria, a Funed importou do laboratório suíço Novartis e colocou à disposição do Instituto Manguinhos (Fiocruz/RJ) o concentrado da vacina meningocócica C (MenC) que deverá ser usado para o desenvolvimento da heptavalente. "Essa era uma responsabilidade da fundação com o Ministério da Saúde para que a vacina seja desenvolvida e produzida no país", diz o gestor técnico da vacina na Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine.

Para que seja possível, no prazo máximo de cinco anos (até 2017), disponibilizar a heptavalente no calendário de vacinação brasileiro, as três instituições criaram um plano de trabalho, com prazos e responsabilidades.

De acordo com o chefe de gabinete da Funed, Homero Jackson de Jesus Lopes, ainda não é possível calcular o valor exato da economia que vai ser gerado com o novo produto: "Mas, com certeza, a redução será expressiva, pois será possível agregar múltiplas imunizações em dose única, com impacto direto nos custos logísticos do Programa Nacional de Imunização".

A heptavalente será produzida pela combinação das vacinas já existentes: tríplice bacteriana (DTP), contra difteria, tétano e coqueluche e HepB (contra hepatite B). A produção de ambas está sob responsabilidade do Instituto Butantan.

A composição da heptavalente conta, ainda, com a vacina MenC, contra meningite C - que será fornecida pela Funed -, e com a vacina inativada de poliovírus (IPV), contra a poliomielite inativada, e a Haemophilus influenzae tipo B (Hib), contra meningite, ambas viabilizadas pela Fiocruz.

Revista Encontro -MG

Estado pagará R$ 100 mil a família de paciente que morreu por falta de remédio

Lucas do Rio Verde, o Estado de Mato Grosso foi condenado a indenizar em R$ 100 mil, por dano moral, a filha de uma paciente que faleceu por não receber medicamento de uso contínuo.

O Estado também foi condenado ao pagamento de R$ 1.464,00 por dano material e honorário advocatício de 20% sobre o valor da condenação.

Nos autos é apontado que após ser citado e intimado o Estado demorou três meses para cumprir a tutela de urgência, no dia primeiro de julho de 2008. Consta que inicialmente a paciente apresentava quadro de pneumonia bacteriana e foi internada em caráter de urgência. 

"Na sequência do desdobramento dos eventos, no dia nove de julho de 2008, a requerente faleceu, vítima de 'choque séptico, pneumonia nosocominal, bronquiectasial, hipogamaglobulinemia primária', decorrente da evolução e da não-reversão do quadro clínico".

O magistrado afirmou na sentença que "a inércia da administração pública em realizar o cumprimento do dever de assegurar, de forma ampla e irrestrita, a efetivação da cobertura do direito à saúde caracteriza-se como inaceitável gesto de desprezo/insulto à Constituição Federal e aos direitos básicos do indivíduo e, ao mesmo tempo, solidificou-se como condicionante decisiva do evento danoso".
 
Nortão Notícias

Sem médicos e medicamentos população acusa PS de Várzea Grande de falta de humanidade

Foto:cuiabanacopa2014
O Pronto Socorro de Várzea Grande é mais uma vez acusado de negligência médica, falta de médicos, como também falta de medicamentos. Neste ano dezenas de denúncias envolvendo até morte de pacientes por falta de condições da instituição já foram registradas.
 
O diretor da instituição Renato Tetilla, em todas as acusações nega que a instituição passa pelo problema da falta de medicamentos e a falta de médicos no atendimento de urgência, e disse que a saída dos quatro médicos que pediram demissão nos últimos dias é um fato comum, assim, o diretor segue na contra mão da população que necessita dos serviços do PS que denuncia a falta mínima de condições de funcionamento.
 
Que o Pronto Socorro de Várzea Grande não tem condições de atendimento, a população acredita que os principais responsáveis da cidade e da pasta, o prefeito Walace Guimarães e a secretária de saúde Jaqueline Guimarães, saibam disso, já que desde o início do ano o PS apresenta inúmeras defasagens.
 
Uma das principais denúncias é referente à pediatria da instituição, a princesa dos olhos da secretária de saúde e primeira dama do município, Jaqueline, que diz que a ala atende nas mais perfeitas condições, porém como podemos constatar na foto, as os recém-nascidos são pesados e medidos ao lado de uma parede repleta de mofos e fungos, ficando a mercê da sorte de não contrair uma infecção.
 
Outra denúncia que envolve a instituição é que o diretor Renato Tetilla está usando o PS como palco de comitê político, procurando atender pacientes do interior do Estado, com indicações dos seus apoiadores de pré-campanha para deputado estadual nas eleições do próximo ano.
 
Com todas essas denúncias de omissão, descaso e uso indivíduo do PS, quem perde com isso é a população de Várzea Grande, que fica sem o devido atendimento, sem medicamento, paga seus impostos e ainda passa por mentirosa, já que a Tetilla nega todas as denúncias realizadas.
 
24 Horas News