Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Farinha de maracujá: fibras para controlar o colesterol e o diabetes

Farinha de maracujá é rica na fibra pectina, que reduz a absorção
 de alguns nutrientes e traz saciedade
Duas colheres de sopa da farinha contêm 74% das fibras que devemos consumir ao dia
 
Na onda das farinhas funcionais, a feita com a casca de maracujá foi uma das pioneiras: existem estudos sobre ela desde 1998.
 
Ela é feita a partir da parte branca da casca, que é a porção mais rica em nutrientes, como a fibra pectina, a vitamina B3 (niacina), ferro, cálcio e fósforo.
 
Acredita-se que a maior parte desses nutrientes se preserve na preparação da farinha, o que dá a ela propriedades importantes para nossa saúde, como redução dos picos glicêmicos. E ainda por cima, ela naturalmente não contém glúten.
 
Conheça seus principais benefícios e veja se vale a pena incluir esse alimento na dieta.
 
Principais nutrientes da farinha de maracujá
Nutrientes (100 g)Suco de maracujáCasca de Maracujá
Proteínas1,26 g0,93 g
Carboidratos8,8 g1,76 g
Gorduras0,23 g0,23 g
Fibras0,51 g5,2 g
Vitamina C21 mg20 mg
Carotenoides24,7 mg2,85 mg
Potássio0,26 mg0,58 mg
 
Fonte: Tabela do estudo "Valor Nutricional de Partes Convencionais e Não Convencionais de Frutas e Hortaliças" da UNESP
 
Uma das maiores características da casca de maracujá é a maior quantidade de fibras. Ela chega a ter 10 vezes mais esse nutriente do que o suco feito com a polpa. E a principal fibra é a pectina, que se transforma em um gel no estômago e traz diversos benefícios à saúde. 
 
Ela ainda é rica em potássio, tendo duas vezes mais do que o suco. Também contém mais vitamina B3 (niacina), ferro, cálcio e fósforo, nutrientes que se preservam quando ela é transformada em farinha. 
 
Não existe uma tabela nutricional oficial da farinha de maracujá, já que sua composição pode variar de acordo com o fabricante. Um estudo brasileiro, porém, mapeou a quantidade alguns nutrientes, que listamos na tabela abaixo: 
 
Nutrientes (30 g)Farinha de Maracujá
Carboidratos6,33 g
Proteínas1,8 g
Gorduras0,63 g
Fibras18,6 g
 
Fonte: "Estudo da Secagem da casca do maracujá amarelo", Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.12, n.1, p.15-28, 2010 - Convertido para 30 gramas
 
A farinha não apresenta quantidades grandes dos principais macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), porém é rica em fibras. A recomendação diária desse nutriente é de 25 gramas, e em 2 colheres de sopa do alimento (ou seja, 30 gramas, sua quantidade máxima indicada) encontramos 18,6 gramas de fibras, ou seja, 74% da quantidade diária recomendada. São elas que vão trazer a maior parte dos benefícios desse ingrediente. Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a farinha de maracujá oferta:
  • 74% de fibras
  • 3,5% de proteínas
  • 2% de carboidratos
  • 1% de gorduras.
* Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
 
Benefícios da farinha de maracujá
Promove saciedade e emagrece
Todas as fibras ajudam a promover a sensação de que se comeu o suficiente em uma refeição. Porém, as contidas na farinha de maracujá são especiais: é a pectina, uma fibra do tipo insolúvel. Na verdade sua maior função é absorver líquido e então se tornar um gel, capaz de reter por mais tempo o bolo alimentar no estômago e intestino, pois torna mais lenta a absorção dos nutrientes nele contidos. O resultado é a sensação de saciedade por mais tempo, evitando um maior consumo calórico. 
 
Um dos nutrientes que tem sua absorção mais lenta graças às pectinas é a glicose, que é liberada em doses pequenas no sangue. O resultado disso é uma produção menor do hormônio insulina, responsável por colocar o açúcar do sangue para dentro das células. O problema é que ela ativa a deposição de células de gordura no tecido adiposo, aumentando esse tipo de massa no nosso corpo. 
 
Um estudo feito na Universidade da Paraíba com 17 mulheres incluiu na alimentação delas a farinha de casca de maracujá por 70 dias. Nesse período elas apresentaram uma redução no peso de até oito quilos, mas inserindo o alimento em um cardápio balanceado e com atividades físicas regulares. 
 
Previne o diabetes
A redução dos picos glicêmicos e da produção de insulina é benéfica. Quando o hormônio é produzido e liberado no corpo em grandes quantidades, alguns tecidos e órgãos começam a reduzir sua resposta a ele, sendo preciso mais insulina para armazenar a mesma quantia de glicose. Esse processo é um quadro chamado de resistência a insulina, que se não for revertido, pode evoluir para diabetes do tipo 2. 
 
No caso de quem já tem o quadro, quanto mais picos de glicose no sangue, pior seu estado fica. Portanto, o consumo dessa farinha ajuda a ter um equilíbrio de açúcar no sangue, estabilizando o problema. Um estudo foi publicado em 2008 na Revista Brasileira de Farmacognosia, feito com 60 pacientes que consumiam 30 gramas da farinha ao dia, sendo que 59 tomavam algum medicamento para o problema. Os estudiosos concluíram que uma das vantagens da farinha é que seu consumo já mostra mudanças na glicemia desde os primeiros meses de uso, portanto ele pode ser um bom aliado de tratamentos tradicionais para diabetes. 
 
Melhora as taxas de colesterol e de triglicérides
O mesmo estudo conduzido pela Universidade da Paraíba demonstrou que as 17 mulheres não só perderam peso, como obtiveram uma redução nessas duas taxas, que estavam inicialmente acima do normal. O efeito se deve também ao gel formado pela pectina, que não só reduz a absorção do colesterol como também se liga a essa gordura, fazendo com que ela também seja eliminada no fim da digestão. 
 
Colabora com a digestão
Todo alimento rico em fibras auxilia na digestão, por facilitar a passagem do bolo alimentar pelo intestino grosso, otimizando o trânsito intestinal. Além disso, elas são fermentadas nos intestinos, processo que estimula a microbiota (antes conhecida como flora intestinal), bactérias do bem que ajudam na nossa digestão. Por fim, a presença de vitamina B3 nesse alimento ajuda a proteger as paredes do estômago, ajudando também nesse processo. 
 
Quantidade recomendada de farinha de maracujá
O recomendado é consumir entre 1 e 2 colheres de sopa dessa farinha nas principais refeições, como almoço e jantar. 
 
Como consumir a farinha de maracujá
Ela pode ser consumida cerca de 30 minutos antes das refeições, para trazer saciedade e evitar o exagero ao comer. Mas também pode ser consumida nas preparações, polvilhada em frutas, dissolvida em sucos, batidas de frutas, iogurtes, sobre os alimentos, entre outros. Só não é indicado levá-la ao fogo, pois ainda não há estudos que garantam que essa exposição extra ao calor não altere suas propriedades e a textura dos alimentos. 
 
Contraindicações
Não existem contraindicações ao consumo desse alimento, apenas indicasse seguir uma dieta equilibrada para ter melhores efeitos. Em uma das pesquisas já realizadas com a farinha da casca de maracujá, voluntários receberam a farinha a fim de testar sua toxicologia clínica e não demonstraram sinais de toxicidade.
 
Risco do consumo excessivo
Quando consumida em excesso, a quantidade de fibras pode acabar causando diarreia, distensão abdominal e vômitos. O consumo feito por crianças, gestantes e lactantes deve ser realizado sob supervisão médica. 
 
Onde encontrar
A farinha de maracujá pode ser encontrada em alguns supermercados e em lojas de produtos naturais. É possível também comprá-la pela internet, mas cuidado para escolher lojas e marcas confiáveis.
 
Como fazer a farinha de maracujá
Coloque seis maracujá de molho por 15 minutos em um litro de água com 1 colher (sopa) de água sanitária. Depois, lave-as em água corrente e retire as polpas. Corte as cascas em tiras e leve ao forno médio por meia hora. Após esfriar, bata no liquidificador até virar farinha. Peneire e guarde em um recipiente com tampa e consuma em até três meses. Aproveite e guarde a polpa para fazer um suco natural!
 
Minha Vida

Novos materiais e aplicador pretendem facilitar uso da camisinha

Usar preservativo ainda é a melhor maneira de prevenir a Aids (Foto: Asscom/Sesa ES)
(Foto: Asscom/Sesa ES)
Usar preservativo ainda é a melhor maneira de prevenir a Aids
Cada projeto recebeu US$ 100 mil da Fundação Bill e Melinda Gates. Objetivo é aumentar o uso de preservativo e o prazer sexual
 
A Fundação Bill e Melinda Gates anunciou os selecionados no concurso "Next Generation of Condoms" ("Próxima Geração de Camisinhas", na tradução do inglês), que buscou incentivar projetos de camisinhas que contribuíssem para aumentar seu uso regular e não diminuíssem o prazer sexual.
 
O objetivo final é ajudar no combate à gravidez indesejada e à contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Cada um dos projetos selecionados recebeu financiamento de US$ 100 mil.
 
Entre os selecionados,  está a equipe da Cambridge Design Partnership, do Reino Unido, liderado por Benjamin Strutt. Eles desenvolvem uma camisinha masculina a partir de material que pretende ajustá-la ao órgão sexual masculino. Assim, ela é projetada para apertar suavemente durante a relação sexual, o que pode aumentar a sensibilidade do homem.
 
Outra pesquisa selecionada é liderada pelo cientista Willem van Rensburg, que testa na África do Sul o "Rapidom", um aplicador de camisinha. Ele foi desenhado para facilitar a aplicação do preservativo, com apenas um movimento, e minimizar interrupções o ato sexual.
 
Na Universidade de Tennessee, Jimmy Mays estuda os super elastômeros, polímeros que não rasgam ou deformam com tanta facilidade que o látex. Sua proposta diz que o material é mais fino, mais suave e menos caro de produzir.
 
Já na Universidade de Manchester, o objeto de estudo é o grafeno, material fino e resistente usado atualmente em aparelhos como smart phones. A equipe liderado por Aravind Vijayaraghavan pretende misturá-lo como o látex para produzir material mais fino, mais forte, elástico, mais seguro e talvez mais agradável.
 
G1

Crianças sob risco de HIV devem fazer exame ao nascer, diz ONU

Casos de HIV em crianças e adultos são altíssimos em países da África, como o Senegal (Foto: Seyllou Diallo/Arquivo AFP)
Foto: Seyllou Diallo/Arquivo AFP
Casos de HIV em crianças são altíssimos em países da África
Para diretor da Unaids, poucas crianças são diagnosticadas precocemente. No ano passado, 260 mil bebês entraram para as estatísticas do HIV
 
Mais de 250 mil crianças por ano nascem com o vírus da Aids, mas poucas estão sendo examinadas no prazo necessário para receberem tratamento e prolongarem suas vidas, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (20).
 
Michel Sidibe, diretor-executivo da Unaids (agência da ONU para a Aids) afirmou que é preciso melhorar os kits de diagnóstico para a detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla em inglês) em recém-nascidos, além de reduzir seu preço, que hoje é de US$ 25 a US$ 50 por unidade.
 
As crianças, segundo ele, são as vítimas "esquecidas" da epidemia da Aids, apesar de 260 mil bebês terem entrado para as estatísticas no ano passado, principalmente na África Subsaariana.
 
"A despeito do tamanho do mercado, precisamos assegurar que os diagnósticos sejam disponibilizados às crianças", disse ele em entrevista coletiva em Genebra por ocasião do Dia Mundial da Aids, em 1º de dezembro.
 
"Tivemos muitos avanços nos últimos dois ou três anos em termos de tratamento, em termos de remédios, em termos de assegurar que as moléculas estão mais direcionadas para as crianças. Mas onde estamos fracassando também é em fazer diagnósticos precoces".
 
Os Laboratórios Abbott, dos EUA, e a fábrica suíça de medicamentos Roche estão entre os principais produtores de testes de HIV, segundo funcionários da Unaids.
 
Cerca de 3,3 milhões de crianças com até 15 anos são soropositivas, mas apenas 1,9 milhão precisam de tratamento atualmente, segundo a agência, com sede em Genebra. Menos de 650 mil, ou 34% das 1,9 milhão receberam drogas antirretrovirais contra a Aids em 2012, o que mesmo assim representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior,segundo a Unaids.
 
Cerca de 14 milhões de adultos com HIV precisam de tratamento, e 9 milhões deles, ou 64%, o recebem, uma cobertura bem superior à das crianças.
 
A Unaids identificou 22 países prioritários para o controle das contaminações em crianças, sendo 21 deles na África Subsaariana, onde estão 90% das mulheres soropositivas. O outro país é a Índia.

G1

Anvisa investiga infecção em hospitais de Minas Gerais e no Paraná

Deverá ser suspensa,  de forma preventiva, o uso e a
comercialização do lote 33336501 do medicamento gluconato
 de cálcio 10%, fabricado pela empresa Isofarma
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou, no início da noite desta quinta-feira (21), que investiga a suspeita de que um produto usado em soluções parenterais --administradas por via alternativa à da alimentação normal-- tenha provocado infecção em pacientes internados em Minas Gerais e no Paraná.
 
São pelo menos 20 casos de infecção em Curitiba e outros 16 casos em Minas Gerais comunicados à Anvisa, na última semana, pelas vigilâncias estaduais. Investiga-se, inclusive, se algumas mortes ocorridas nos dois Estados estão relacionadas às infecções.
 
De acordo com a agência, uma resolução pode ser publicada no "Diário Oficial" da União desta sexta-feira (22), para suspender, de forma preventiva, o uso e a comercialização do lote 33336501 do medicamento gluconato de cálcio 10%, fabricado pela empresa Isofarma.
 
A reportagem tentou contato com a Isofarma no início da noite, mas foi orientada a telefonar novamente nesta sexta.

Folhaonline

Ministério da Saúde amplia cirurgia para mudança de sexo

O Ministério da Saúde anunciou ontem a ampliação do atendimento a pessoas com transtorno de identidade de gênero e a realização da cirurgia de mudança de sexo na rede pública.
 
A nova regra contempla os transexuais masculinos. Agora, a retirada de mamas, útero e ovários passa a ser paga pelo SUS, assim como o tratamento hormonal.
 
Esses procedimentos eram autorizados pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) desde 2010, mas ainda não tinham a cobertura da rede pública de saúde.
 
A portaria do ministério afirma ainda que o SUS pagará pela redução do pomo de adão, cirurgia de retirada da vagina e construção de um pênis com implante de próteses peniana e testiculares e alongamento do clitóris.
 
Todos esses procedimentos, porém, continuarão a ser feitos em caráter experimental, seguindo uma resolução do conselho de medicina. Antes, as cirurgias eram pagas por verbas de pesquisa.
 
A ampliação segue decisão judicial de 2009, que o governo vinha descumprindo desde então. Em setembro, a Justiça Federal no Rio Grande do Sul deu 30 dias para que os procedimentos passassem a ser ofertados, sob pena de multa de R$ 100 mil diários.
 
Recuo
A portaria, porém, manteve as idades mínimas para o início da transexualização, alvo de polêmica recente.
 
No final de julho, o Ministério da Saúde publicou e suspendeu menos de 24 horas depois uma portaria que antecipava o início da terapia hormonal para mudança de sexo dos 18 para os 16 anos, e a realização das cirurgias dos 21 para os 18 anos.
 
O ministério não informou em que pé está o grupo que, como prometido, iria avaliar os critérios para a redução.
 
"A nova portaria é melhor do que nada, mas não vejo grandes avanços", afirma o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do HC da USP. "O passo que podia ter sido dado, que era antecipar o tratamento, ficou de fora."
 
Folhaonline