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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Especialista dá dicas para se proteger da candidíase no verão

Especialista dá dicas para se proteger da candidíase no verão Divulgação/stock xchng
Uso prolongado de biquíni molhado contribui para a candidíase
Infecção pode afetar homens e mulheres
 
Pelo menos uma vez na vida 75% a 80% das mulheres terá candidíase. Essa infecção que acomete a região genital ocorre com mais frequência no verão por causa das altas temperaturas e da alta umidade. Fatores como higiene genital inadequada, uso de antibióticos, anticoncepcionais, corticóides, estresse, exposição ao sol e até mesmo da alimentação também podem contribuir para o seu aparecimento.
 
A candidíase é provocada por um fungo chamado Candida albicans e é mais comum entre as mulheres. No entanto, os homens também podem apresentar a infecção.
 
— Uma das formas de contágio é através do contato sexual, mas isso não significa que é uma doença sexualmente transmissível, pois pode ocorrer em pessoas que nunca tiveram relações sexuais. Mesmo que o homem ou a mulher tenha uma relação com a camisinha, o pênis faz um microtrauma na parede da vagina, assim a mulher fica mais predisposta à doença — explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli.
 
A candidíase também está associada ao sistema imunológico é comum ocorrer em mulheres grávidas ou pacientes com doenças que comprometem a imunidade, como a aids e o diabetes.
 
— As gestantes também podem sofrer com o problema, já que a imunidade tende ficar mais baixa nesse período e o Ph da vagina fica mais ácido, favorecendo a proliferação do fungo — revela a especialista.
 
O tratamento em gestantes deve ser feito apenas no local, evitando o uso de medicamentos via oral.
 
Sinal de alerta
Para esclarecer os principais sintomas da candidíase, a ginecologista Erica Mantelli elaborou uma lista que pode indicar o problema tanto no homem como na mulher:
 
Nas mulheres:
— Coceira na vagina e no canal vaginal

— Corrimento branco grumoso

— Ardor local e para urinar

— Dor durante as relações sexuais

— Vermelhidão na vulva
 
Nos homens:
— Pequenas manchas vermelhas no pênis

— Edema leve

— Lesões em forma de pontos

— Prurido (coceira). Em casos mais graves distúrbios gastro-intestinais e outros problemas dermatológicos podem aparecer
 
Candidíase tem cura?
De acordo com a ginecologista, quando diagnosticada, há dois tratamentos possíveis, que podem, inclusive, ser combinados: creme vaginal e medicamento antifúngico via oral. Para homens infectados, o tratamento recomendado é apenas via oral.
 
— Nos casos em que o casal apresenta uma candidíase recorrente, que vai e volta, é preciso que o homem e a mulher façam o tratamento — esclarece Erica.
 
Algumas medidas também podem ser adotadas para amenizar o problema.
 
— Manter a higiene íntima, não fazer o uso do protetor de calcinha diário (pois a região íntima fica abafada e há aumento da umidade local), optar por roupas frescas, principalmente na época mais quente do ano e cuidar da alimentação — aconselha a especialista.
 
Em situações de recorrência é preciso uma avalição minuciosa da saúde da mulher, pois essa infecção oportunista deve estar ocorrendo devido a estresse, problemas emocionais e alterações da imunidade.
 
Existem medicamentos e tratamentos específicos pra melhorar a imunidade e com isso evitar candidíase de repetição.
 
Caso apresente qualquer sintoma procure o ginecologista o quanto antes e jamais inicie o tratamento e uso de medicamentos sem recomendação médica.

Zero Hora

Partos antes da hora podem ocasionar problemas para as mães e bebês

Partos antes da hora podem ocasionar problemas para as mães e bebês Yvetta Fedorova/The New York Times
Foto: Yvetta Fedorova / The New York Times
Partos prematuros estão associados com o aumento da morbidade
 neonatal
Especialistas recomendam que, em gestações saudáveis, os bebês nasçam com 39 semanas, período denominado de "a termo"
 
Qualquer pessoa que tenha assado um peru sabe que se ele for tirado do forno muito antes da hora estará cru por dentro, e se for deixado por muito tempo, ficará seco e duro.

Para um bebê no útero, o mesmo princípio pode ser aplicado: a hora certa é fundamental. Uma gestação mais curta ou mais longa do que o normal, pode, às vezes, não ser ideal para a criança e, ocasionalmente, para a mãe. Segundo estudos, uma gravidez com uma semana a mais ou a menos pode afetar a saúde do feto notavelmente.

Alarmadas pela recente tendência de induzir o parto ou agendar cesarianas antes de 39 semanas de gestação para um único feto, a Escola Americana de Obstetras e Ginecologistas, junto com a Sociedade da Medicina Maternal e Fetal lançaram, em outubro, quatro novas definições de partos "a termo" — aqueles que duram entre 37 e 42 semanas — para esclarecer as dúvidas das mulheres e dos médicos.
 
As controvérsias surgem, muitas vezes, porque o período considerado a termo dura cinco semanas, o que gera um grande desentendimento entre grávidas e médicos quanto à melhor hora para que os bebês nasçam.

— A linguagem é muito importante — explica Jeffrey L. Ecker, especialista materno-fetal em Boston, e presidente do comitê sobre práticas obstétricas da faculdade.

— As consequências podem variar, e nós queremos nos certificar de que todos os envolvidos – médicos, parteiras e pacientes – estejam falando a mesma língua.

As novas definições são baseadas na duração da gravidez calculada desde o primeiro dia da última menstruação da mulher, data conhecida como concepção, ou da medição do feto através de ultrassom, durante as 13 primeiras semanas de gravidez. Elas são as seguintes:

>> Pré-termo: entre 37 semanas e 0 dia, e 38 semanas e 6 dias
>> A termo: entre 39 semanas e 0 dia, e 40 semanas e 6 dias
>> Pós datismo: entre 41 semanas e 0 dia, e 41 semanas e 6 dias
>> Pós-termo: 42 semanas e 0 dia, ou mais

Segundo Ecker, esta mudança na terminologia deixa claro tanto para o médico quanto para a paciente que os resultados não são uniformes mesmo depois de 37 semanas.

— É importante que o feto se desenvolva completamente antes do parto.

Durante as últimas semanas de gravidez, entre a 37ª e a 40ª, os pulmões do bebê e o cérebro estão completamente maduros, e aqueles que nascem a termo, segundo a nova definição têm, em média, os melhores resultados de saúde.

Assim como outros especialistas, Ecker defende, assim, a paciência: observar a mãe e o feto semanalmente, e permitir que a natureza tome seu curso quando não há outro motivo para intervir. Se for importante agendar uma cesariana ou induzir o parto em uma gravidez saudável, "é propício apenas depois da trigésima nona semana", alerta ele.

Gravidez de gêmeos, anomalias e quantidade inadequada de fluidos amnióticos podem antecipar o parto
Obviamente, há muitas situações nas quais um parto planejado é desejável e, possivelmente, salvará vidas. Uma circunstância comum é na gravidez de gêmeos, que agora costumam nascer com 38 semanas.

Outras condições que podem justificar um parto pré-termo incluem anomalias placentárias, uma cesariana anterior que tenha cortado a parede muscular do útero, uma quantidade inadequada de fluidos amnióticos e ruptura permanente das membranas que envolvem o feto.

— Se tudo estiver certo com a mãe e o bebê, um parto antes da semana 39 não é justificável — afirma Catherine Y. Spong, especialista materno-fetal no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, cujos estudos, em grande parte, formaram a nova definição da gravidez a termo.

Pesquisa indica que, quanto mais cedo o parto, maiores os riscos
Em uma pesquisa realizada com 28.867 mulheres que haviam marcado uma segunda cesariana, Spong e os colegas avaliaram as chances de um resultado adverso para um bebê em relação à duração da gestação.

Quanto mais cedo o parto, descobriram eles, maiores os riscos para o bebê desenvolver problemas respiratórios, ser levado para a UTI neonatal, precisar de ressuscitação cardiopulmonar ou ventilação mecânica, desenvolver uma infecção, enfrentar baixo nível de açúcar no sangue ou precisar de hospitalização prolongada.

Em comparação aos partos de 39 semanas, os riscos de problemas para os bebês que nascem em 37 aumentaram até quatro vezes, e dobraram em relação aos de 38.

— Os resultados indicam que uma proporção elevada de cesarianas são feitas antes das 39 semanas nos Estados Unidos. Esses partos prematuros estão associados a um aumento da morbidade neonatal e às entradas na UTI neonatal, que têm um custo financeiro elevado.
 
Spong também apontou os riscos que a mãe corre ao dar à luz antes do tempo. O parto induzido pode não funcionar e demorar muito; as chances de infecções e hemorragia pós-parto são maiores, e a hospitalização pode ser prolongada. Embora a cesariana seja "muito segura de modo geral ela também oferece um risco maior de complicações anestésicas e danos aos órgãos internos".

Parto após 40 semanas também está relacionado a um risco maior de perigo para a criança
Uma pesquisa israelense descobriu uma taxa de morte infantil três vezes maior naqueles nascidos entre 34 e 37 semanas, quando comparados a bebês nascidos a termo. Os autores mostraram que as últimas seis semanas de gestação "representam um período crítico de crescimento do cérebro e pulmões fetais, bem como de outros sistemas".

Efeitos de um nascimento pré-termo podem durar a vida toda
Um estudo finlandês publicado na edição de outubro na revista médica Pediatrics, que acompanhou aproximadamente 9 mil homens e mulheres nascidos entre 1934 e 1944 descobriu que, comparados àqueles nascidos a termo, os que nasceram entre 34 e 36 semanas de gestação eram menos educados, tinham rendimentos mais baixos e cargos menores do que os pais.
 
The New York Times/Zero Hora

Exercícios físicos podem causar danos à saúde de portadores do traço falcêmico

Exercícios físicos podem causar danos à saúde de portadores do traço falcêmico Marcos Porto/Agencia RBS
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS
Atividades físicas aparentemente inofensivas, como o cooper,
podem ser perigosas para aqueles com o traço falcêmico
Característica pode estar presente em pessoas que tenham parentesco com portadores da anemia falciforme
 
Uma pesquisa da Escola de Educação Física da UFRGS está avaliando o impacto que a prática de atividade física e a temperatura do ambiente têm na saúde de adolescentes portadores do chamado traço falcêmico. Espécie de "cicatriz" genética, a característica está presente em muitas pessoas com familiares que sofrem com a anemia falciforme, uma doença hereditária acompanhada de sintomas como fortes dores ósseas e musculares, além de alterações dos rins e do baço. Enquanto uma pessoa com este tipo de anemia precisa herdar o gene causador da doença tanto do pai quando da mãe, portadores do traço falcêmico o recebem de apenas um dos pais.
 
— Ao contrário da anemia falciforme, o traço não é uma doença. Geralmente, quem tem o traço não tem sintomas, não tem alterações do sangue, não tem dores nos ossos ou nos músculos. Porém, quando esta pessoa fica muito desidratada ou viaja para lugares muito altos, como a Cordilheira dos Andes, ela pode ter um quadro de dor, semelhante ao da anemia falciforme — explica a nutróloga e médica do esporte Joan Emmanuelle Amato, responsável pela pesquisa.
 
Além disso, alguns estudos feitos nos Estados Unidos com esportistas e militares submetidos a uma rotina exaustiva de exercícios físicos demonstraram que quem tem o traço falcêmico pode estar predisposto a apresentar alterações no sangue em decorrência da prática de atividade física, o que pode levar a um quadro grave de rabdomiólise (lesão grave das células do músculo).
 
— Estas pessoas precisam ter mais atenção à hidratação, necessitam de descanso entre as sessões de treinamento e devem ser acompanhadas por um médico do esporte — completa a especialista.
 
A pesquisa é pioneira no Brasil, além de ser a primeira do tipo a ser realizada com adolescentes no mundo. Os realizadores estão recrutando voluntários do sexo masculino, com idade entre 12 e 18 anos, que tenham diagnóstico do traço falcêmico ou tenham irmãos ou pais com traço ou anemia falciforme. Também serão aceitos colaboradores sem o traço, para efeito de comparação.
 
Zero Hora

Saiba como evitar a anemia na infância

Saiba como evitar a anemia na infância www.sxc.hu/divulgação
Foto: www.sxc.hu / divulgação
Cuidado na alimentação é fundamental para prevenir a doença
Consumo de carne e vegetais ricos em vitamina C deve ser parte da dieta das crianças
 
A anemia é considerada um problema de saúde pública mundial e também pode afetar as crianças. A doença é diagnosticada quando os valores de hemoglobina da criança estão abaixo do padrão de referência para sua idade e gênero.
 
Diversos fatores podem desencadear o problema, mas o principal deles é a deficiência de ferro. Apesar de muitas vezes serem usados como sinônimos, é importante esclarecer que deficiência de ferro e anemia são diferentes. A anemia é a forma mais grave dessa carência.
 
De acordo com a presidente do comitê de nutrologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul Claudia Gazal, é importante que o diagnóstico da doença seja feito cedo. Por isso, Claudia recomenda a realizalçao da triagem com dosagem da hemoglobina.
 
— Em casos de risco para deficiência de ferro e em áreas de alta prevalência de anemia e déficit de ferro, como no Brasil, é recomendada a triagem com dosagem da hemoglobina e, sempre que possível, da ferritina sérica — complementa.
 
Para evitar que a anemia apareça, também é importante que os pais fiquem atentos à alimentação dos filhos. Segundo a pediatra, estimular o aleitamento materno é fundamental, pois nele a disponibilidade do ferro é maior e ele é mais bem absorvido. A partir dos seis meses, quando o leite não é suficiente para suprir as necessidades dos bebês, a carne deve ser incluída na alimentação.
 
— Os pais podem dar aos filhos entre 70 e 100g de carne diariamente. Eles também devem evitar que crianças de um a cinco anos de idade consumam mais de 700 ml de leite de vaca por dia — explica Claudia.
 
Outra recomendação é estimular o consumo de vegetais e frutas ricas em vitamina C próximo às refeições, quando a absorção de ferro é melhor.
 
Sem exames que detectem a deficiência do ferro, os sintomas que indicam anemia são tardios, dificultando o tratamento. Entre os sinais que podem ser percebidos pelos pais, estão: palidez da pele, mucosas, cansaço, falta de apetite e aumento de infecções.
 
Zero Hora

Tratamento tardio da endometriose pode levar à infertilidade

Apesar de comum, ainda não há causas conhecidas para a doença
 
A endometriose é uma das doenças que mais afetam a população feminina em todo o mundo. De acordo com pesquisas realizadas pelo World Endometriose Research Foundation, seis milhões de mulheres sofrem da doença no Brasil, somando aproximadamente 176 milhões no mundo.
 
A endometriose ocorre quando uma mucosa que reveste a parede interna do útero cresce em outras regiões do corpo, não são expelidas e acabam migrando em sentidos adversos, caindo nos ovários ou na cavidade abdominal, o que gera sangramentos irregulares e pode causar infertilidade.
 
— Normalmente, essa formação de tecido se localiza na região pélvica, na parte externa do útero, ovários, intestino reto, bexiga e na túnica que reveste a pélvis. Todavia, também pode ser fixados em outras localizações do corpo — ressalta o ginecologista responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês, Joji Ueno.
 
Segundo o especialista, a causa da endometriose é desconhecida, mas existem algumas bases teóricas, como a menstruação retrógrada. Ela ocorre quando as células endometriais sobem através das trompas, sendo fixadas e crescendo na cavidade pélvica ou abdominal. O processo contínuo da disfunção da doença pode causar dores e cicatrizes, acompanhadas de aderências na região das trompas, ovários e proximidades da pélvis.
 
O diagnóstico tardio da endometriose aumenta as possibilidades de possível infertilidade. Nesses casos, pode ser necessário uma cirurgia laparoscópica, que pode auxiliar a aumentar a fertilidade.
 
Entretanto, o sucesso no tratamento depende da gravidade da doença. Em muitos casos, se a primeira cirurgia não for eficaz, repetir a laparoscopia pode ser pouco provável para reverter a situação.
 
— A prevenção da doença ainda se concentra com as pílulas anticoncepcionais, que podem auxiliar a impedir ou protelar o desenvolvimento da endometriose — finaliza Ueno.

Zero Hora