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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Hormônio da empatia ativa áreas do cérebro do autista, diz estudo

Um estudo americano indicou que a oxitocina -hormônio que tem papel importante nos laços emocionais- conseguiu estimular, em crianças com autismo leve, áreas do cérebro relacionadas às habilidades sociais.
 
O trabalho, publicado na revista "PNAS", foi feito com um grupo pequeno, de 17 participantes, que foram divididos em duas partes: uma recebeu oxitocina e, o outra, placebo.
 
Após inalarem a substância, as crianças foram submetidas a dois testes enquanto estavam em uma máquina de ressonância magnética funcional.
 
Depois, os pesquisadores trocaram os inaladores: quem tinha placebo recebeu a oxitocina, e vice-versa. Os testes foram repetidos.

 Eles mostraram que a oxitocina aumentou a atividade de áreas do cérebro relacionadas às conexões sociais em comparação com o placebo.
 
Os resultados são iniciais e ainda há muitas questões a serem respondidas, especialmente sobre a eficácia da oxitocina em casos mais severos de autismo.
 
Folhaonline

Regra para venda de similar e genérico pode ser unificada

As diferenças entre as regras para venda de drogas genéricas e similares podem deixar de existir, a depender de decisão a ser tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
 
Esses dois tipos de cópia do remédio original serão tecnicamente iguais até 2014. É quando passará a valer a obrigatoriedade para que os similares comprovem funcionar no corpo da mesma maneira que os originais --a chamada bioequivalência, que os genéricos já têm que provar.
 
Como consequência, a Anvisa estuda unificar, também, as regras para a venda de genéricos e similares e mudar a identificação das categorias.
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
 
A regra atual determina que, se o médico prescreve o remédio de referência, a farmácia só pode oferecer o genérico como substituto --o similar fica de fora.
 
Apesar de não ser seguida sempre, essa regra pode ganhar importância caso a Anvisa cumpra sua intenção de apertar, nas farmácias, a cobrança das prescrições médicas --exigidas por lei, mas desconsideradas na prática.
 
"Estamos numa avaliação jurídica e de mercado para entender o que pode acontecer caso se decida autorizar essa intercambialidade", diz Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.

 Essa opção pode ter outro impacto: mudar a identificação dos similares. Um nome bem-visto pela agência é "bioequivalentes", como é no Chile, por exemplo.
 
Um debate público e on-line foi encerrado pela Anvisa na semana passada. O tema deve ser posto em consulta pública ainda neste ano.
 
Concorrência
Parte da indústria faz críticas à proposta de mudança, vista como a entrada da agência em um assunto puramente comercial. E não há consenso, entre as entidades, sobre o potencial impacto nos preços ao consumidor. A Anvisa também ainda não tem esse cenário desenhado.
 
A conta envolve um potencial aumento de concorrência (já que genéricos e similares seriam equiparáveis), e as consequências de outras mudanças que ainda podem ser feitas, como na forma de identificação dos produtos.
 
Hoje, enquanto genéricos são identificados pelo princípio ativo, similares podem ter marca, e algumas são bem conhecidas. Se os similares deixarem de ter marca, isso pode prejudicar as vendas de parte deles.
 
Além disso, preços de genéricos e similares são decididos hoje por fórmulas distintas. Se elas forem unificadas, isso pode ter impacto no preço ao consumidor.

 Essas duas mudanças devem ser discutidas em um segundo momento.
 
Para a indústria, os genéricos --que têm hoje exclusividade na substituição pelos de referência-- e os similares de marcas conhecidas --que investem em ações de publicidade com os médicos e poderiam ser diluídos entre os "bioequivalentes"-- seriam os maiores prejudicados.
 
Segundo Barbano, a mudança só será feita se garantir preços menores.
 
O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de SP) avalia que a medida não terá impacto relevante nos preços e, assim, não há necessidade de se mudar a regra atual.
"O consumidor brasileiro conhece o genérico. Seria desnecessário fazer esse investimento, quando temos problemas mais graves", diz Nelson Mussolini, presidente-executivo da entidade.

 Ressalvas também são feitas pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). "A matéria não envolve questões sanitárias que justifiquem a ação da agência. Não estão claras as possibilidades de a agência intervir em uma disputa comercial", diz Antônio Britto, presidente-executivo.
 
A Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) acredita que a permissão para que os similares e genéricos sejam intercambiáveis levará à queda dos preços. A Pró Genéricos diz não ver grandes impactos no preço, pois na prática a intercambialidade já acontece. Mas alerta para potenciais prejuízos à política de genéricos, que reduziram os preços dos remédios no país.
 
Folhaonline

Cerca de 28 milhões de pessoas vivem com um dependente químico, diz pesquisa

Foto: David McNew/Getty Images/AFP
País tem 8 milhões de dependentes de drogas, segundo estudo
Mais de um terço dos parentes (44%) disse que descobriu o uso dessas substâncias por causa da mudança de comportamento e 58% pagaram pelo tratamento
 
Pelo menos 28 milhões de pessoas vivem no Brasil com um dependente químico, mostra o Levantamento Nacional de Famílias de Dependentes Químicos, divulgado nesta terça (3) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa inédita mostra o impacto que a convivência com um parente usuário de drogas provoca na experiência cotidiana das famílias.
 
Entre os parentes entrevistados, as mulheres são a grande maioria (80%), sendo que 46% delas são as mães dos dependentes químicos. Mais da metade delas (66%) são responsáveis pelo tratamento. Essas mães também são consideradas chefes da família, fazendo com que, além da sobrecarga de cuidar do filho usuário de drogas, cuidem dos outros membros da casa.
 
O levantamento revela ainda que mais da metade (57,6%) das famílias têm outro parente usuário de drogas. Os entrevistados, no entanto, avaliam que as más companhias (46,8%) e a autoestima baixa (26,1%) foram os fatores de risco mais relevantes que levaram ao uso.
 
O tempo médio para a busca de ajuda após o conhecimento do uso de álcool e/ou outras drogas é três anos. Entre os que usam cocaína e crack, o tempo é menor, dois anos. E sobe para 7,3 anos, quando considerados apenas os dependentes de álcool.
 
Mais de um terço dos parentes (44%) disse que descobriu o uso dessas substâncias por causa da mudança de comportamento. Apenas 15% relataram que a descoberta ocorreu por ter visto o paciente fazendo uso dessas substâncias fora de casa.
 
O impacto nas finanças é bem relevante. O estudo detectou que em 58% dos casos o tratamento foi pago exclusivamente pela família. Cerca de 45% apontaram que o pagamento do tratamento afetou drasticamente o orçamento familiar. Para 28,2%, o tratamento influenciou pouco, enquanto 7% disseram ter sofrido muito pouco impacto. Cerca de 19% disseram, por outro lado, que o tratamento não trouxe danos às finanças da família.
 
Agência Brasil

‘Gordinho saudável’ é um mito, diz pesquisa

BBC
Cientistas acreditam que 'gordinhos' metabolicamente saudáveis
 têm fatores de risco subjacentes
Excesso de gordura traz riscos, mesmo com colesterol e pressão normais, diz pesquisa
 
Defendida por uma corrente de endocrinologistas e nutricionistas, a ideia de que um individuo com sobrepeso possa ser um 'gordinho saudável' não passa de um mito, segundo uma nova pesquisa.
 
O estudo, conduzido por cientistas canadenses com mais de 60 mil pessoas, mostrou que o excesso de gordura ainda traz riscos à saúde, mesmo quando os níveis de colesterol, pressão arterial e açúcar são normais.
 
Divulgada na publicação científica Annals of Internal Medicine, a pesquisa analisou resultados de mais de 1 mil outros estudos publicados sobre o tema.
 
Os pesquisadores do Hospital Mount Sinai, em Toronto, terminaram por contradizer a máxima de que o excesso de peso não implicaria necessariamente em riscos para a saúde desde que os indivíduos se mantivessem saudáveis de outras maneiras.
 
Mito
O levantamento concluiu que pacientes com sobrepeso cujo coração foi monitorado por mais de 10 anos não apresentaram qualquer melhora na saúde.
 
Os cientistas argumentam que os 'gordinhos', apesar de metabolicamente saudáveis, têm, provavelmente, fatores de risco subjacentes que pioram com o tempo.
 
Responsável pelo estudo, Ravi Retnakaran disse à BBC: "Nossos resultados realmente colocam em dúvida a existência desse conceito obesidade saudável".
 
"Os dados sugerem que tanto os pacientes que são obesos e metabolicamente doentes quanto os que são obesos, mas metabolicamente saudáveis têm risco elevado de morte por doenças cardiovasculares. Nesse sentido, a 'obesidade saudável' pode ser considerada um mito."
 
A Fundação Britânica do Coração diz que a obesidade é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares e as pesquisas mostram que não há nível saudável de obesidade.
 
Para a enfermeira chefe de doenças cardíacas Doireann Maddock, "mesmo se os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue estiverem normais, a obesidade ainda pode colocar o coração em risco".
 
Ela destaca a necessidade de uma mudança no estilo de vida em detrimento de uma preocupação exagerada com os fatores de risco individuais.
 
"Além de acompanhar seu peso, se você parar de fumar, começar uma atividade física regular e mantiver a pressão arterial e o nível de colesterol a um nível saudável, você pode fazer uma diferença na redução de seu risco de doença cardíaca."
 
"Se você está preocupado com seu peso e quer saber mais sobre as mudanças que você deve fazer , marque uma visita com o seu médico."

iG

Saiba como manter a linha nas festas de fim de ano

A pior época do ano para resistir às guloseimas chegou. Ir já alimentado para uma festa e maneirar na comilança no dia seguinte ajudam a manter o peso
 
Dezembro chegou e, junto com ele, vieram os convites para a confraternização da empresa, o amigo secreto do trabalho, a ceia de natal, a festa de ano novo e outras encontros que fazem todos mais felizes. E com vários quilinhos a mais.
 
Resistir às tentações só com força de vontade não é fácil, por isso vale alguns truques.
 
O primeiro, é ir previamente alimentado para uma festa. “Normalmente, você vai sem saber o que será servido lá. Antes, então, é bom comer um lanche natural, com pão integral, tomate - que é fonte de licopeno, alface americana e queijo branco. Ajuda na saciedade e ainda evita que a pessoa consuma bebida alcoólica com o estômago vazio, o que não é bom”, diz a nutricionista Gisele Cristina de Carvalho, da Clínique
 
Confira algumas dicas para não se desentender com a balança no final do ano:
 
- Você sabe se está com peso adequado? Para resistir às tentações, coloque a saúde em primeiro lugar.
 
- Começar o dia com um café da manhã adequado é uma excelente estratégia.
 
- A nutricionista Gisele Carvalho explica que os sucos detox realmente funcionam, e que um profissional pode indicar o melhor suco para cada um.
 
- Se for sair para fazer compras, leve uma fruta ou oleaginosa na bolsa.
 
- Não pule as refeições. Comer de 3 em 3 horas também vale para dezembro.
 
- Hidrate-se. A água é responsável por praticamente todos os processos que ocorrem no organismo, desde a circulação, digestão até a eliminação de toxinas.
 
- Faça um lanche saudável antes de uma festa. Isso vai ajudar a controlar a fome e comer menos guloseimas.
 
- Verifique todas as opções de comida antes de escolher. Isso evita pegar um "pouquinho de tudo" e cometer exageros.
 
- Opte por saladas folhosas, pois auxiliam na digestão e diminuem a absorção da gordura.
 
- Seja moderado: cada copo de cerveja (240 ml) tem cerca de 100 a 130 calorias. Os espumantes também. E os drinks podem chegar até a 500 calorias.
 
Se a pessoa cai em tentação e abusa, o ideal é recomeçar a dieta já no dia seguinte. “Se comeu uma torta de 600 calorias, por exemplo, não dá para deixar para janeiro. Tem que ser agora”, explica Gisele.
 
Outro passo é tomar um café da manhã balanceado no dia seguinte ao exagero. “O ideal é beber um suco detox, que vai limpando o fígado e todas as toxinas que impedem que o metabolismo esteja funcionando normalmente”, explica Gisele. "Se a pessoa não tem restrição nenhuma, é possível adicionar ao suco um pouco de chá de hibisco, cavalinha, chá verde, entre outros. Cada pessoa pode ter um suco individualizado”, explica.
 
No caso das ceias, que costumam ser fartas e calóricas, a dica se deliciar com as saladas da entrada. "Assim, a pessoa já chegará saciada na hora do prato principal, o mais calórico".
 
A consciência ficará ainda mais leve se, na hora da sobremesa, houver uma troca corajosa do cheesecake normal pelo de ricota e iogurte grego light. “Sempre falo para os meus pacientes que eles têm de ir para a festa para se divertir, não para comer", conclui Gisele. 
 
iG