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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

STF mantém suspensão de vendas de planos de saúde; veja lista

Elza Fiúza/ ABr - 5.3.13
Longo: operadoras usaram 'subterfúgio' para driblar suspensão
Atualmente, 150 planos de 41 operadoras estão com comercialização proibida; STF ainda analisará outro pedido das operadoras
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a suspensão temporária de vendas de planos de saúde alvo de excesso de queixas na avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida atualmente atinge 150 planos de 41 operadoras (veja lista abaixo) e está sob questionamento por parte de associações das empresas do setor, que alegam cerceamento do direito de defesa e interferência do Estado na atividade privada.
 
A decisão não afeta os atuais beneficiários dos planos – apenas impede as empresas de os revenderem para mais pessoas. 
 
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, negou o pedido de liberação feito pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa 17 grandes grupos, responsáveis por 37% dos beneficiários de planos do saúde do Brasil. 
 
A solicitação havia sido feita depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubar duas liminares (decisões provisórias) que impediram a ANS de bloquear temporariamente as vendas de planos de saúde alvos de excesso de queixas. 
 
Barbosa argumentou que, embora o pedido das operadoras possa ser legítimo, “o quadro pende em desfavor do consumidor dos planos de saúde”. Ele mencionou estatísticas que mostram que 79% dos beneficiários de planos de saúde do Estado de São Paulo tiveram algum problema com os produtos num intervalo de 2 anos.
 
A discussão no STF, entretanto, ainda não chegou ao fim. A Corte ainda precisa analisar o mérito da ação da Fenasaúde e um segundo pedido no mesmo sentido, feito pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).
 
Como o iG mostrou, uma decisão do STF a favor das operadoras pode enterrar o programa de suspensões temporárias de comercialização de planos, que ocorrem desde 2012. Nos últimos dois ciclos de suspensões, os bloqueios atingiram produtos importantes, que haviam sid usadas por elas para captar mais de 1/3 de suas carteiras.
 
As suspensões são estabelecidas de acordo com o número de reclamações recebidas pela ANS contra cada operadora. Para as empresas, entretanto, o programa cerceia o direito de defesa e interfere ilegamene na liberdade pois seriam levadas em conta queixas ainda não completamente analisadas pela agência.
 
Em entrevista concedida em agosto, o diretor-presidente da ANS, André Longo, acusou as operadoras de usarem "subterfúgios" para enganar a Justiça. Depois das disputas judiciais, entretanto, a agência anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar melhorias no programa de suspensões.
 
Em nota, a Fenasaúde informou que aguardará o julgamento do mérito da ação "e que continuará a contribuir com o grupo de trabalho que discute as melhorias. 

Veja a lista completa de planos suspensos
 
AMEPLAN ASSISTÊNCIA MÉDICA PLANEJADA LTDA
Plano Executivo
 
AMICO SAÚDE LTDA
Dix Classic RJ SP GR. MUN. QC
Dix 100 DF QC PJCA
Dix 100 DF QP PJCA
Dix 200 RM SP QP PJCE
Dix 100 GR.EST. QC PJCE
 
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
Amil Blue I Estadual CA QC
Amil Blue II Estadual Emp QC
Amil Blue I Nacional PJ QP
Blue 300 RM RJ QP PJCA
Blue 400 NAC QP PF
Blue 500 NAC QP PF
Medial 500 NAC QP PF COPRC5
Blue 400 NAC QC PF
Medial 400 NAC QP PF COPRC5
Medial 400 NAC QC PF COPRC5
Blue 600 NAC QP PF
Blue 400 NAC QC PJCA
Blue 200 RMC QC PJCE
Blue 300 RM PR QC PJCE
Medial 300 RM PR QC PJCA COPRC5 S/Obst
Medial STANDARD III NAC QC PJCE
AMIL DENTAL I Nacional Emp
Amil 120 Nacional Emp QP
Amil 130 Nacional Emp QP
Amil 160 Nacional Emp QP
Amil 150 Nacional Emp QP
MEDIAL CONFORTO CLASS 620/E
MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/E
AMIL PJ RC 20.101
AMIL PJ RC 40.101
AMIL PJ RE 50 SERIE 100
AMIL PJ MEDICUS MA 122
Medial Odonto P
Amil 140 Nacional PJ QP Copart
Amil Blue I Nacional PJ QC
Amil Blue IV Nacional PJ QP
Amil Blue II Nacional PJ QP
Amil 140 Nacional PJ QP
ESSENCIAL 350 E
Blue 300 RM RJ QC PJCA
Blue 300 SP QC PJCE
Blue 500 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QC PJCE
Blue 600 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QP PJCA
Blue 500 NAC QP PJCA
Blue 600 NAC QP PJCA
Blue 700 NAC QP PJCE
Blue 200 RMC QC PJCA
Blue 300 DF QC PJCA
Blue 300 NAC QP PJCE
Blue 300 NAC QC PJCE
Medial INTER I NAC QC PJCE
Medial STANDARD I GR.EST. QP PJCE
Medial STANDARD II NAC QC PJCE
Medial STANDARD I GR.EST. QC PJCE
Amil Linha Dental Nac PJCE
Dental 200 Nac PJCE
 
BENEPLAN PLANO DE SAÚDE LTDA.
ECONÔMICO GRUPAL - EMPRESARIAL
PLUS GRUPAL - EMPRESARIAL
 
CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A
São Bernardo Total Empresarial Especial
São Bernardo Total Life Empresarial Executivo
 
CENTRO TRASMONTANO DE SAO PAULO
Gold - Enfermaria Ambulatorial/Hospitalar
GOLD 712 Enfermaria
 
CONMED SÃO LUIS - CONVÊNIOS MÉDICOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR LTDA
PREMIER S/OBST COLETIVO POR ADESÃO ENFERMARIA
PREMIER S/OBST INDIVIDUAL/FAMILIAR ENFERMARIA
PREMIER S/OBST INDIVIDUAL/FAMILIAR APARTAMENTO
 
COOPUS - COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS
134.1.1 - Amb + Hosp com Obstetrícia + Odontológico QC C
130.1.20 CE
134.1.22 CA
 
ECOLE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA
Ecole Empresarial Básico
 
EXCELSIOR MED S/A
EXPRESS ODONTO - IV
EXTRA ODONTO - IV
EXPRESS AL ENFERMARIA COM PARTO
 
FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL
 
GEAP FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL
PLANO GEAPFAMÍLIA
GEAPSaúde II
 
GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A
EXCLUSIVO PME
Standard Global
Special Global
SPECIAL PREMIUM
CLASSIC
 
GOLDEN CROSS ASSISTENCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA
ZE-32 Dame I Ambulatorial/Hospitalar
ZE-34 Dame II Ambulatorial/Hospitalar
UE CLUBE DAME Golden Cross Especial - Amb/Hosp - Quarto
JR/KR/LR-32 GC ESSENCIAL RJ - MPE - AMB/HOSP - QUARTO COL
ZR-32 GC ESSENCIAL BH - COL/EMPR - AMB/HOSP - QUARTO COL
JE/KE/LE-34 GC ESPECIAL MPE - AMB/HOSP - QUARTO IND
JE/KE/LE-32 GC ESPECIAL MPE - AMB/HOSP - QUARTO COL
UR-32 GC CLUB DAME ESSENCIAL SP - AMB/HOSP - QUARTO COL
UR-34 GC CLUB DAME ESSENCIAL SP - AMB/HOSP - QUARTO IND
SUPERMED I
 
IRMANDADE SANTA CASA MISERICORDIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
PLANO VALE SAÚDE MASTER PLENO COM OBSTETRÍCIA SEM FATOR
 
MH VIDA - OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE LTDA
Plano Top Line
 
PLAMED PLANO DE ASSISTENCIA MEDICA LTDA
PLAMED PRATA
Plano Básico BA Co-Participação
 
PRONTOMED ASSISTÊNCIA MEDICA LTDA
ProntoMed Saúde
 
SANAMED - SAÚDE SANTO ANTONIO LTDA
STANDARD
 
SANTA RITA SISTEMA DE SAUDE S/C LTDA
SANTARIS
 
SANTAMALIA SAÚDE S/A
BASIC STANDARD EMPRESARIAL
SPECIAL II STANDARD
BASIC STANDARD
 
SANTO ANDRÉ PLANOS DE ASSISTENCIA MÉDICA LTDA
RUBI
 
SAUDE ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL LTDA
Global I Saúde Senior Enfermaria
SAÚDE MEDICOL S/A
PLENO 10 I/F
BÁSICO
 
SEISA SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE LTDA
PLANO PREMIUM BLUE GR
 
SMEDSJ - SERVIÇOS MÉDICOS SÃO JOSE S/C LTDA
Adesão Global Executivo
 
SMS - ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA
SMS-SPECIAL EMPRESARIAL
 
SOCIEDADE PORTUGUESA DE BENEFICENCIA
BENESAÚDE - REFERÊNCIA
 
SOMEL - SOCIEDADE PARA MEDICINA LESTE LTDA
UNISIS I/F ENFERMARIA
UNISIS CE ENFERMARIA
 
SOSAUDE ASSISTÊNCIA MÉDICO HOSPITALAR LTDA
STANDARD ENFERMARIA SEM OBSTETRICIA
VIP APARTAMENTO SEM OBSTETRICIA
SoSaude Flex Standart
 
TEMPO SAÚDE SEGURADORA S.A.
AIG Saúde - Plano Básico Plus - Clube Médico - Apartamento
AIG Saúde - Plano Executivo - Clube Médico
AIG Saúde - Plano Master - Clube Médico
 
TERRAMAR ADMINISTRADORA DE PLANO DE SAUDE LTDA
NORDESTE VIDA MAIS I APARTAMENTO
 
UNIMED CUIABA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
UNIMED PREMIUM - PARTICULAR - ENFERMARIA
 
UNIMED DAS ESTÂNCIAS PAULISTAS OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE, SOCIEDADE COOPERATIVA
Vip Regional A - (sem parto)
 
UNIMED DO ABC - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
UNIPLAN FÁCIL ENFERMARIA
 
UNIMED DO ESTADO DE SP - FEDERAÇÃO ESTADUAL DAS COOP. MÉDICAS
EMPRESARIAL BÁSICO
UNIPLAN ADESÃO ESPECIAL
UNIPLAN PARTICIPATIVO EMPRESARIAL BÁSICO
UNIPLAN ADESÃO MASTER
 
UNIMED GRANDE FLORIANÓPOLIS-COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Uniflex Estadual - Apto
Uniflex Estadual - Apto co-participação 20%
Uniflex Nacional - Apto co-participação 20%
Uniflex Nacional co-participação 20%
Uniflex Nacional co-participação 50%
UNIFLEX REGIONAL 50% CO-PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL E FAMILIAR
 
UNIMED MONTES CLAROS COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA.
Coletivo Adesão Unimaster Enfermaria
Coletivo Adesão Unimaster Apartamento
 
UNIMED NORTE CAPIXABA- COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
UNIPARTICIPLAN C/OBSTETRICIA EM APARTAMENTO C/ REMOÇÃO P.J.
 
UNIMED SERGIPE - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1
UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1
UNIVIDA BASICO PLUS 1
UNIVIDA ESPECIAL ADESÃO PARTICIPATIVO
 
VIVA PLANOS DE SAÚDE LTDA
SAÚDE QC - 12
SAÚDE QP - 11
SAUDE PE210 QC
SAUDE PE110 QC
SAÚDE PE 11 QC
PREFERENCIAL II
EXTRA
SAÚDE QC - 11
SAUDE PE120 QP
 
Veja a lista de produtos liberados
 
UNIVERSAL SAUDE ASSISTENCIA MEDICA S.A.
CONTRATO COLETIVO EMPRESARIAL - PRATA 275 2772
 
ASSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA E FILANTROPIA SÃO CRISTOVÃO
SC EMPRESARIAL 1A 10891
SC EMPRESARIAL 1E 8198
SÃO CRISTÓVÃO 20 A 7604
SÃO CRISTÓVÃO 20 E 7964
SÃO CRISTÓVÃO EMPRESARIAL 10 A 1876
 
FUNDAÇÃO SAÚDE ITAÚ
PLANO DE SAÚDE ITAU 27768
BASICO 13834
ESPECIAL I 104497
EXECUTIVO I 12555
ESPECIAL 8155
UBBAT Especial V 2198
UBBAP Executivo V 111
UBBAP Especial V 156
 
G & M ASSESSORIA MEDICA EMPRESARIAL LTDA - EPP
Plano Ambulatorial Coletivo por Adesão 661
 
PREVENT SENIOR PRIVATE OPERADORA DE SAÚDE LTDA
PREVENT SENIOR ESMERALDA ENFERMARIA 99729
PREVENT SENIOR ESMERALDA APARTAMENTO 56209
 
PROMÉDICA - PROTEÇÃO MEDICA A EMPRESAS S.A.
Plano Especial 11589
Co-Participado Referencia Promedica 6247
Co-Participado Especial 745
Co-Participado Essencial 10057
Plano Ambulatorial 2350
Standard Plus 1043
 
SUL AMERICA COMPANHIA DE SEGURO SAÚDE
Básico PME Tradicional AHO QC 30183
Especial PME Tradicional AHO QP 65674
432411001 Básico Adesão Tradicional AHO QP COP 36772
Beta Adesão AHO QP 2340
Beta Empresarial AHO QP COP 8556
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QP 32201
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QC 27179
Especial 100 QP 22433
Exato QP 14851
Exato QC 14802
Básico Adesão Tradicional AHO QC 47849
Especial Adesão Tradicional AHO QP 187542
Executivo/Máximo Adesão Tradicional AHO QP 11074
 
iG

Ministério da Saúde envia 230 mil vacinas para o Rio

Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde enviou hoje (12) vacinas, medicamentos e insumos de saúde para atender a população, que sofre com a chuva e enchentes em vários municípios do Rio de Janeiro. Foram entregues 230 mil doses de vacinas, sendo 150 mil de DT (contra tétano e difteria) para adultos e 80 mil doses de DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) para crianças, além de um kit de remédios e insumos com capacidade para atender cerca de 1.500 pessoas por mês.
 
Cada kit é composto por 30 tipos de medicamentos e 18 insumos para primeiros socorros. Devem ser enviados nos próximos dias 40 mil frascos de hipoclorito de sódio, usado para purificação da água.
 
O ministério informou que não foi solicitado, até agora, profissionais para reforçar o atendimento. Atualmente, o órgão dispõe de 42 equipes de respostas a desastres e situações de emergência, que fazem parte da Força Nacional do Sistema Único de Sáude. As equipes são formada por médicos, enfermeiros e auxiliares.
 
Tanto para o envio dos medicamentos e insumos quanto para a ação da força nacional é preciso que o gestor local ou o governo federal façam a solicitação, por meio do Ministério da Integração.
 
Criada em novembro de 2011, as equipes já atuaram em 19 missões, sendo algumas relacionadas a desastres naturais e assistência.
 
Agência Brasil

Fundação Oswaldo Cruz diz que agrotóxico vinculado a sementes transgênicas causa danos à saúde

Brasília – Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz mostra que a maior parte dos estudos conduzidos de 2006 para cá por universidades e institutos aponta o agrotóxico 2,4-D, usado para combater ervas daninhas de folha larga, como causador de danos à saúde humana, animal ou ao meio ambiente.
 
Segundo a pesquisadora e toxicologista Karen Friedrich, responsável pelo levantamento, os resultados contrastam com os encontrados por empresas privadas em relação à substância. Os dados foram apresentados durante audiência pública no Ministério Público Federal (MPF) para discutir a liberação no mercado de sementes transgênicas de milho e soja resistentes a esse tipo de agrotóxico.
 
O MPF e alguns pesquisadores temem o aumento do uso de 2,4-D por produtores rurais caso esses organismos geneticamente modificados sejam autorizados no país.
 
Para Karen, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria reavaliar a permissão para uso do herbicida no país. Consequentemente, não poderiam, também, ser permitidas as sementes transgênicas resistentes a ele. "Um produto transgênico resistente ao 2,4-D só vai causar o aumento do consumo de um agrotóxico que era para ser proibido. Estudos de pesquisadores isentos mostram relação com danos como má-formação fetal, mutações genéticas, câncer. A maioria foi feita em animais de laboratório, mas alguns em população humana", destacou a pesquisadora.
 
De acordo com Karen, uma entidade da sociedade civil ou um parlamentar pode encaminhar o pedido de reavaliação à Anvisa. A substância foi reavaliada pela última vez em 2006, e mantida. No entanto, de acordo com a pesquisadora, de lá para cá foram feitas mais pesquisas sobre o 2,4-D.
 
Karen Friedrich ressalta ainda que a Anvisa enfrenta dificuldades nos processos de reavaliação, que são interrompidos por muitos recursos judiciais. "Em 2008, ela [Anvisa] indicou 14 [agrotóxicos para reavaliação] e ainda não conseguiu terminar a análise de todos. Proibiu quatro, manteve dois e os outros ainda estão aguardando", informou. No Brasil, diferentemente do modelo adotado em países em que há reavaliação periódica, quando um agrotóxico é registrado, sua autorização é permanente. Ela pode ser revista, no entanto, caso estudos evidenciem que a substância pode trazer riscos à população ou ao meio ambiente.
 
Outro representante da Fundação Oswaldo Cruz, Luiz Cláudio Meirelles, destacou o fato de que o 2,4-D está na classe dos herbicidas que podem liberar dioxina em seu processo de fabricação. Trata-se de uma impureza suspeita de causar danos reprodutivos e alguns tipos de câncer. Há uma preocupação pelo fato de o Brasil não ter laboratório adequado para medir a dosagem de dioxina na sustância. "Acho que é um produto que, no mínimo, tem que ser descontinuado, caminhando para o banimento."
 
Enquanto, na avaliação da Fundação Oswaldo Cruz, o 2,4-D não é adequado para uso, empresas privadas alegam que o herbicida não causa danos, desde que usado da maneira e na dosagem corretas. O médico toxicologista Flávio Zambrone, presidente do Instituto Brasileiro de Toxicologia e consultor da Força Tarefa, grupo formado por quatro empresas – Dow Agrosciences, Atanor, Milenia e Nufarm –, afirma que não há dados conclusivos vinculando o 2,4-D a danos à saúde e ao meio ambiente.
 
"O perigo é inerente à substância. Mas, se a exposição for em dose segura, não apresenta risco", disse Zambrone. Segundo ele, o agrotóxico apresentou o mesmo pacote de dados que outros pesticidas e passou por testes em animais antes de ser aprovado no Brasil. "Quando você passa de animais para homens, as doses são em um valor 100 vezes menor."
 
Outro argumento favorável ao 2,4-D apresentado toxicologista é que o herbicida está registrado em 70 países e, até o momento, não foi suspenso por eles. Recentemente, houve reavaliação no Canadá e nos Estados Unidos, com manutenção da permissão para o produto. Quanto à dioxina, ele acredita que a ausência de um laboratório que meça a dosagem no Brasil não é motivo para descontinuar o uso do agrotóxico. "É uma impureza séria, mas tem dose segura. Se não temos laboratório, temos que criar ou fazer [o teste da dosagem] fora", defendeu.
 
Após a audiência pública de hoje, equipes técnicas do Ministério Público Federal vão redigir pareceres. A partir desse material é que o órgão vai decidir os próximos passos com relação ao 2,4-D e às sementes resistentes ao agrotóxico. Atualmente, estão em curso inquéritos civis instaurados pelo MPF, para avaliar irregularidades na liberação das sementes transgênicas pela Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio) e a segurança da permanência do 2,4-D no mercado brasileiro.
 
Agência Brasil

A partir do ano que vem, mulheres grávidas poderão ser vacinadas contra coqueluche

São Paulo – O Instituto Butantan vai produzir uma versão acelular da vacina contra a coqueluche para que mulheres grávidas possam ser imunizadas contra a doença a partir do ano que vem. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 7 milhões de mulheres deverão ser beneficiadas com a vacinação.
 
Atualmente, a vacina contra a coqueluche é disponibilizada somente para crianças, por meio do Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. A cobertura contra a doença começa com a vacina pentavalente, administrada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Além da prevalente, a criança recebe dois reforços com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos.
 
Segundo o Instituto Butantan, um acordo de transferência de tecnologia firmado com o laboratório GlaxoSmithKline (GSK) permitirá a  fabricação da vacina acelular no Brasil. O diretor do Butantan, Jorge Kalil, disse que a versão atual da vacina, celular, é aplicada apenas em crianças porque é tóxica para adultos. “Para evitar que as mulheres grávidas bebês contraiam coqueluche e transmitam a doença aos filhos, o governo federal resolveu fazer a vacinação das gestantes. E, para fazer isso, precisa ser a vacina acelular”, explicou Kalil, em entrevista ontem (12) à Agência Brasil. 
 
Causada pela bactéria Pertussis, a coqueluche tem como principal sintoma uma tosse desenfreada e incontrolável que, em casos graves, pode levar até mesmo à morte. “A vacina de Pertussis [a DTP] existe há muitos anos no Brasil. A vacina [atual] de Pertussis é feita com a bactéria inteira, o que é muito eficaz e dá uma imunidade muito longa”, disse o médico.
 
De acordo com Kalil, empresas multinacionais desenvolveram outra vacina de Pertussis, sem a célula e menos tóxica que a celular, para aplicação em adultos. “Essas empresas só pegaram alguns componentes da bactéria e fizeram uma vacina acelular, que imuniza menos e dá uma resposta mais fraca, mas menos tóxica. No Brasil, sempre se usou a DTP celular [em crianças] e, nos adultos, quando era preciso reforçar a imunização, dava-se a vacina de adulto, que é para difteria e tétano, mas sem a Pertussis." O médico explicou que, quando aplicada no adulto, a Pertussis celular "é muito tóxica, dá muita reação”.
 
Enquanto a nova vacina, acelular, estiver imunizando gestantes no Brasil, informou Kalil, o Butantan estará em busca de uma versão celular, menos tóxica e mais barata, para também poder ser aplicada em adultos. “Fizemos um procedimento industrial, de baixíssimo custo, em que tiramos a toxicidade. Só que isso não está pronto." Por isso, acrescentou o médico, é que foi feito o acordo com uma "empresa gigante", para que ela transfira ao Brasil a tecnologia da vacina acelular. "Ao mesmo tempo, vamos continuar  desenvolvendo a nossa celular de baixa toxicidade”, informou.
 
Segundo o Ministério da Saúde, 4.361 casos de coqueluche foram confirmados no país até novembro deste ano, com 57 óbitos.
 
Agência Brasil

Planos de saúde terão de cobrir exames de 29 doenças genéticas

Brasília – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou normas que ampliam a cobertura obrigatória dos planos de saúde para exames de 29 doenças genéticas. A medida começa a valer no dia 2 de janeiro de 2014, assim como o novo rol de procedimentos obrigatórios dos planos.
 
Um dos exames que deverá ser oferecido é para a análise dos genes BRCA1/BRCA2, usado na detecção de câncer de mama e ovário hereditários.
 
Outro incluído na lista é o teste para a diagnóstico da síndrome de Lynch, doença que aumenta o risco de câncer intestinal e outros tumores.
 
De acordo com a ANS, testes genéticos já eram obrigatórios, e com as novas diretrizes, ficam definidos critérios para uso da tecnologia e tratamento dessas doenças. No total, foram acertadas 22 normas relacionadas à assistência, ao tratamento e aconselhamento de doenças genéticas. Uma das exigências, por exemplo, é que o exame seja prescrito por um geneticista.
 
A lista com as doenças abrangidas está disponível no site da ANS.
 
Agência Brasil