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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sete cuidados garantem férias saudáveis

Sedentarismo - foto: Getty ImagesSiga as dicas dos especialistas para descansar sem riscos à dieta ou à saúde
 
Férias é tempo de relaxar. Mas isso não significa deixar de lado cuidados essenciais com a saúde e a alimentação.
 
"Manter a dieta, escolher bem os seus alimentos e dormir bem devem aparecer entre as suas prioridades", afirma o nutrólogo Roberto Navarro.
 
O especialista, no entanto, dá espaço para alguns deslizes. Só não dá para passar as férias inteiras nos exageros.
 
O corpo pode sofrer com essas alterações bruscas de rotina e dar trabalho para retomar o ritmo normal ou, pior ainda, sofrer com a baixa imunidade.
 
A seguir, uma equipe de especialistas ensina como você faz para aproveitar os dias de folga sem prejudicar a saúde ou alimentar preocupações exageradas.
 
Seu organismo sente as mudanças
Se as mudanças não forem bem planejadas, seu organismo pode sofrer vários tipos de desequilíbrio. "A falta de atividade física e os excessos na alimentação levam ao aumento de insulina circulando no sangue. A curto prazo, isso provoca o aumento de peso e, sem o controle adequado, casos de diabetes", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. O cuidado é para que as mudanças sejam positivas, com horas a mais de sono e de descanso, além de mudanças para tornar a alimentação mais saudável.                     
 
Comer fora
A nutricionista Andréia Ceschin, especialista do Minha Vida, afirma que a variedade de opções dos restaurantes não deve ser vista como uma ameaça à dieta. "O melhor é buscar um restaurante por quilo, self-service, com muitas opções de salada, legumes e grelhados". Planeje seu prato antes de montá-lo e evite pegar pequenas porções de tudo o que é oferecido, cuidando para restringir ao máximo o consumo de frituras. 
 
Acordar tarde e pular o café da manhã
A primeira refeição do dia é a mais importante, por isso nunca deve ser deixada de lado. "O organismo tem o dia inteiro pra metabolizar o café da manhã. Você ganha mais energia e disposição com uma refeição balanceada", afirma o nutrólogo. O especialista recomenda compor, especialmente, o jantar com uma salada e uma proteína, como uma carne ou ovo. E nada de exageros: o metabolismo do jantar acontece, em parte, durante o sono. Nesta fase, todas as funções são mais lentas e a digestão pode ser prejudicada.    
 
Protetor solar na sombra
A dermatologista Flávia Toledo Piza, diretora do espaço Guedala, recomenda o uso de protetor solar com FPS 15, no mínimo, a cada três horas. "Muitos ambientes na sombra refletem os raios ultravioletas. Por isso, mesmo que a pele não sofra com as queimaduras, há o risco de envelhecimento precoce".  
 
Barraquinhas de comida
É melhor evitar o consumo de alimentos de barraquinhas e ambulantes. Normalmente, nenhum dos dois oferece higiene ideal ou tem preocupação adequada com a conservação dos alimentos. A maionese, por exemplo, deve ficar na geladeira e não em temperatura ambiente. E o manuseio dos alimentos pede luvas e toucas descartáveis, nem sempre usadas. "Muitos desses alimentos ficam em contato com a poluição, fumaça do trânsito e insetos, o que pode gerar contaminação e levar a uma intoxicação alimentar, cujos sintomas mais comuns são a diarreia, os vômitos e as dores abdominais", afirma a nutricionista Andréia.  
 
Consumo de álcool na medida
Uma dose de bebida alcoólica por dia pode ser ingerida sem lesar o sistema digestivo. No caso dos destilados, uma dose são 30 ml. Para os vinhos, a medida é uma taça pequena e uma lata é sua cota de cerveja (300ml). O nutrólogo Roberto Navarro enfatiza que a cerveja tem muitas calorias e deve ser evitada se você quer emagrecer. Uma dica é escolher os dias de festa para ingerir bebidas alcoólicas, e procurar alternar os drinks com copos de água ou sucos, reduzindo naturalmente o consumo de álcool. 
 
Depois de atacar a geladeira
O nutrólogo Roberto Navarro frisa que, ao comer e em seguida dormir, muita glicose fica armazenada. Quando isso acontecer, entretanto, o ideal é começar o dia seguinte com um café da manhã balanceado e a prática de exercícios físicos, estimulando o organismo a gastar a energia acumulada e acelerando o metabolismo.  
 
Minha Vida

Justiça suspende orientação de reuso de seringas por diabéticos

Recomendação internacional seguida pelo Ministério da Saúde permite reutilização por mesma pessoa em ambiente domiciliar, mas foi considerada de risco
 
A Justiça Federal em Belém (PA) acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou a suspensão parcial de ato administrativo do Ministério da Saúde que indicava a reutilização de seringas descartáveis por diabéticos na aplicação contínua de insulina. A decisão é provisória, porque foi tomada em tutela antecipada, e tem eficácia nacional.
 
A medida, anunciada na quinta-feira (19), atendeu a pedido apresentado por meio de ação civil pública ajuizada pelo MPF no Pará em novembro passado. Segundo o Ministério da Saúde, o órgão seguia orientação internacional que permite a reutilização de seringas, por uma mesma pessoa, em ambiente domiciliar.
 
A orientação está na página 52 do volume 16 da série Cadernos da Atenção Básica, editado pelo próprio Ministério da Saúde. O documento considera adequada a reutilização de seringas descartáveis por até oito aplicações de insulina na mesma pessoa. A iniciativa tentava minimizar os custos.
 
De acordo com o MPF, a orientação dada pelo Ministério da Saúde é ilegal e fere as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), colocando os pacientes em risco. O MPF quer que a orientação seja anulada e que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça agulhas para insulina suficientes para não haver reutilização.
 
Para o juiz Hind Kayath, que decidiu a questão, é “pouco crível que os postos de saúde tenham a cautela de fornecer a orientação adequada quanto aos fatores de segurança, o que pode vir a comprometer o próprio tratamento da doença”. Em caso de descumprimento da obrigação, da qual ainda cabe recurso, a União pagará multa diária no valor de R$ 5 mil.

SaudeWeb

Anvisa aprova quatro substâncias químicas de referência

A resolução torna obrigatória a utilização das substâncias nos testes e ensaios de controle de qualidade de insumos e especialidades farmacêuticas
 
A Anvisa publicou, na última terça-feira (17/12), a Resolução da Diretoria Colegiada Nº56/2013, que trata sobre a aprovação e oficialização de quatro lotes de substâncias químicas de referência (SQR).
 
A resolução torna obrigatória a utilização das substâncias nos testes e ensaios de controle de qualidade de insumos e especialidades farmacêuticas, em conformidade com a Farmacopeia Brasileira.
 
Confira na tabela abaixo o nome das substâncias e os números dos lotes das SQR aprovadas.
 
SQRLote (nº)
ácido acetilsalicílico2027
carbamazepina2038
pirazinamida1075
riboflavina1074

A RDC Nº56/2013 foi publicada no Diário Oficial da União da terça-feira (17).

Clique aqui para conferir na íntegra.
 
SaudeWeb

Vacina contra a gripe também protege de outras doenças, aponta pesquisa

Vacina contra a gripe também protege de outras doenças, aponta pesquisa Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Este é o primeiro estudo ampliado para avaliar a eficácia da
 vacina contra a gripe em crianças
Estudo comprovou que imunização reduz em 77% as faltas escolares
 
Vacinar as crianças contra a gripe reduz em mais de 50% o risco de contrair esta e outras doenças graves, como pneumonia, revela uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine. Este é o primeiro estudo ampliado para avaliar a eficácia da vacina contra a gripe em crianças.
 
Os autores analisaram 5.168 crianças com idades entre três e oito anos. Metade delas foi vacinada apenas contra a hepatite A, e a outra metade recebeu uma vacina tetravalente para a gripe que protege contra quatro cepas do vírus.
 
O estudo clínico foi realizado em oito países, entre eles Bangladesh, Honduras, República Dominicana, Líbano, Tailândia e Turquia.
 
A vacina antigripal foi eficaz em 59,3% comparativamente ao grupo de controle, mas a proteção atingiu 74,2% contra infecções mais severas, como a pneumonia.
 
Os autores do estudo comprovaram que a vacina contra a gripe reduz em 69% os atendimentos médicos, em 75% as internações e em 77% as faltas escolares.
 
Zero Hora

Estudo traça perfil de crianças dependentes de equipamentos

Estudo da USP de Ribeirão Preto mostra que maioria possui entre 1 e 4 anos; 30,4% tiveram intercorrências durante o parto
 
Os avanços da prática médica têm possibilitado que crianças com necessidades especiais de saúde, dependentes de tecnologia, sejam cuidadas em suas próprias casas. Antigamente, as que utilizam sondas para alimentação ou para eliminação da urina, as que têm traqueostomia ou fazem uso de oxigênio, entre outros equipamentos, ficavam restritas a ambientes hospitalares.
 
Neste novo contexto, “conhecer o perfil e as principais demandas de saúde desses pacientes é fundamental para planejar e implementar estratégias de assistência a essas crianças”. A pesquisadora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, Aline Cristiane Cavicchioli Okido, acompanhou 102 crianças dependentes de tecnologias, buscando compreender a experiência do cuidado a partir da vivência das mães.
 
O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, o objetivo era traçar um perfil segundo sexo, idade, condições do nascimento, origem da necessidade especial de saúde e as demandas de cuidados. “Conhecer o perfil dessas crianças é importante para ampliar a visibilidade dessa clientela nas taxas oficiais e nas políticas públicas de forma a assegurar uma assistência qualificada e integral”, afirma a enfermeira.
 
Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas, nos domicílios, com 12 mães. Aline queria compreender como elas vivenciavam a experiência do cuidado, que envolve uma reorganização da dinâmica familiar e dedicação, muitas vezes integral, dessas mães.
 
“Avaliamos também, entre outros aspectos, a rede de cuidados disponível em Ribeirão Preto para atendimento destas crianças e o impacto do cuidado domiciliar, após alta hospitalar, nas relações familiares, as dificuldades no que se refere ao manejo dos dispositivos tecnológicos e o papel da enfermagem neste contexto”, explica a professora que orientou o estudo, Regina Aparecida Garcia Lima.

Perfil
Os resultados mostram que, em Ribeirão Preto, a maioria das crianças com necessidades especiais de saúde, dependentes de tecnologia, tem entre 1 e 4 anos; 57% são do sexo masculino; 7,8% das mães não fizeram pré-natal; 96% nasceram em instituições hospitalares e 63,7% de parto cesárea, sendo que a prematuridade ocorreu em 29,3%.
 
Quanto à origem das necessidades especiais de saúde, 65,7% possuíam problema congênito; 30,4% tiveram intercorrências durante o parto e ou no período neonatal e 30,4% apresentaram essas intercorrências ao longo da vida. Todas necessitavam de dispositivos tecnológicos e 92% (a maioria) faziam uso contínuo de medicamentos.

“O perfil aponta que a fisioterapia é grande aliada na melhora da qualidade de vida das crianças com disfunções neuromotoras, sendo realizada por 65,7% das crianças”, comenta Aline.
 
Insegurança materna
Observa-se que as mães temem o preconceito, sentem-se frustradas e buscam outras explicações, inclusive religiosas, para explicar a condição dos filhos. Após a alta hospitalar, tiveram que reorganizar a rotina da família e, com frequência, sentem-se sobrecarregadas diante da necessidade de cuidado integral. Apontam, ainda, as dificuldades no manejo dos dispositivos que garantem a sobrevivência de seus filhos, o que, segundo elas, traz grande insegurança.
 
No domicílio, a mãe passa a ser a principal cuidadora do filho dependente de tecnologia. É ela quem realiza uma série de procedimentos que, tradicionalmente, são considerados de domínio de profissionais, gerando insegurança, ansiedade, medo e isolamento social.
 
“Faz-se necessário a implementação de estratégias que valorizem e envolvam os cuidadores no planejamento de alta hospitalar, bem como o fortalecimento das ações direcionadas ao acompanhamento dessas crianças e suas famílias no domicílio”, adianta a pesquisadora. Ela lembra que seu estudo levou em consideração a “dimensão cultural do adoecimento” para entender também como as mães percebem e explicam a doença do filho. Esta compreensão, garante, “permite pensar em novas e efetivas estratégias que possibilitem um cuidado domiciliar de qualidade para essas crianças bem como para as famílias cuidadoras”.
 
“Esperamos que estes resultados possam colaborar para mudanças no processo de trabalho em saúde, de forma que sua fundamentação não seja norteada apenas pelo modelo biomédico, possibilitando que as dimensões socioculturais sejam integradas ao movimento de cuidado em saúde”, defende a professora Regina.
 
SaudeWeb