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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Joanete é herdado geneticamente, sugere estudo

Wikicommons
Aparecimento de joanetes não é provocado por uso de sapatos
Segundo pesquisa, sapatos ajudam a piorar o problema, mas não são seus causadores

Um estudo conduzido nos Estados Unidos constatou que o risco de desenvolver joanetes — espécie de calo na parte externa do dedão do pé — está ligado à genética dos pacientes e não aos sapatos.
 
O Framingham Foot Study colheu dados de 1.370 adultos e observou a tendência de a deformidade estar ligada a um histórico familiar.
 
Segundo os autores do estudo, a descoberta indica que as pessoas podem ter uma predisposição genética à formação dos joanetes.
 
Os podólogos britânicos afirmam que o estudo embasa a visão de que os sapatos ajudam a piorar o problema, mas não seus causadores.
 
O principal sinal do joanete ocorre quando o dedão 'aponta' em direção aos outros dedos do pé, forçando o osso para fora, o primeiro metatarso. Essa mudança no formato do pé pode causar inchaço e dor.
 
As mulheres apresentam maior incidência da patologia, o que alimentou a visão de que os culpados pelos joanetes eram sapatos de saltos alto ou outros tipos de calçados pouco confortáveis.
 
Mas embora o seu uso possa exacerbar os sintomas — porque tais calçados friccionam os joanetes e causam dor ou bolhas — estão longe de serem os causadores do problema.
 
Formato do pé
O estudo, conduzido entre 2002 e 2008, colheu depoimentos de pessoas com reclamações constantes nos pés, incluindo joanetes e dedos do pé em martelo, e observaram a incidência das mesmas condições em seus familiares próximos.
 
O resultado comprovou a tese de que há uma correlação entre a genética e o aparecimento de joanetes, em homens e mulheres de todas as idades, mas particularmente em mulheres.
 
Segundo Marian T. Hannan, responsável pelo estudo, 'as novas descobertas destacam a importância de aprofundar o nosso entendimento do que causa uma maior susceptibilidade à essas condições podológicas, uma vez que o conhecimento dos motivos levam em última análise à profilaxia'.
 
Para o especialista Richard Handford, da entidade britânica Society of Chiropodists and Podiatrists, os pacientes que sofrem com os joanetes precisam ter maior cautela com a escolha dos sapatos.
 
— Trata-se de uma deformidade do osso. Portanto, pacientes que apresentam tais condições não devem tentar enfiar qualquer sapato nos pés custe o que custar. Acima de tudo, é preciso usar um sapato confortável.

BBC Brasil/R7

Escolha errada do sapato pode estragar festas de fim de ano

Sapato inapropriado pode resultar em problemas de saúde
Ortopedista explica como calçado pode influenciar na estrutura corporal
 
Fim de ano é sinônimo de festas. Entretanto, o ortopedista José Carlos Cohen, especialista em pé do Hospitalys, alerta que não é somente com a comida e a bebida que as pessoas devem ter cuidados. O sapato inapropriado ou desconfortável também pode resultar em problemas de saúde.
 
— Normalmente, as pessoas pensam na elegância ou no que está na moda na hora de escolher o sapato, mas o calçado errado pode contribuir para problemas na coluna, joelho, panturrilha, tornozelos e pés. O conforto deve vir em primeiro lugar.
 
O ortopedista explica que na coluna o problema é ocasionado pela alteração do centro de gravidade para frente causada pelo sapato, o que aumenta a lordose e a tensão sobre a musculatura da coluna. Já nos joelhos, ele alerta que saltos com mais de 3 cm causam pressão sobre o membro. Nas panturrilhas e tornozelos, o profissional indicou que pode haver uma tensão sobre o músculo da panturrilha, ocasionando o encurtamento dos tendões. Aos pés, o uso de salto alto pode acarretar joanetes, calos, dor e dormência.
 
A maioria dos ortopedistas elege o tênis como o melhor calçado, por dar mais firmeza e distribuir melhor o peso corporal, enquanto os saltos altos e com bico fino são considerados os piores, pois a falta de apoio causa a instabilidade na caminhada. Segundo Cohen, ao adquirir um calçado é necessário fazer algumas análises.
 
— Não se deve escolher o sapato somente pelo número, há variação de um fabricante para o outro, o que pode aumentar ou diminuir a numeração calçada. Também deve-se observar se o sapato adequou-se corretamente aos dedos dos pés e ao calcanhar e, por último, é essencial caminhar com o sapato para observar seu conforto.
 
No entanto, o médico alerta que não há necessidade das mulheres se desfazerem de todos os seus saltos altos. Ele aconselha que em vez de jogá-los fora, elas alternem o uso com sapatos de saltos baixos, médios e rasteiros, além de alongar as pernas antes e após o uso.
 
— A maioria das mulheres não abre mão do salto alto, por isso podem alterná-los com outros, mais confortáveis, para que haja um equilíbrio e se evite o excesso. O alongamento dos membros inferiores antes e depois do uso do salto, também ajuda a evitar futuros problemas ortopédicos. 
 
Baseado na dupla elegância e conforto, o especialista montou uma lista dos tipos de sapatos mais e menos adequados e os possíveis danos causados por eles.
 
Veja as dicas:
 
Anabela: é o calçado feminino que dá maior estabilidade. Recomendado para quem necessita ficar muito tempo de pé.
 
Meia pata: a plataforma localizada na frente do sapato oferece boa estabilidade à mulher.
 
Salto plataforma: é o mais confortável. Reduz a inclinação entre o calcanhar e os dedos, diminuindo os riscos à saúde.
 
Salto agulha: muito alto e fino, o uso excessivo pode forçar a coluna vertebral, os joelhos e os pés, obrigando-os a buscar um novo ponto de equilíbrio.
 
Scarpin: o uso prolongado pode causar inflamação crônica dos nervos entre os dedos dos pés.
 
Sapatilha: não dá apoio ao calcanhar e deixa os pés soltos. Semelhante às sandálias rasteiras, aumentam o risco de tendinites, dores nos joelhos e na lombar, e inflamações crônicas na sola dos pés.
 
Bico quadrado: confortável, oferece um apoio maior para o calcanhar. Diminui a pressão sobre os dedos dos pés, facilitando o caminhar.
 
Chinelos e rasteirinhas: parecem inofensivos, mas em excesso causam inúmeros problemas.
 
Aumentam o risco de dores na lombar, tendinite e fascite plantar (dor intensa na sola dos pés).
 
Também aumentam o risco de dedos quebrados, torções, bolhas e arranhões.

R7

Saiba como evitar e tratar a artrose no joelhos

Região é a mais afetada pela doença, que não tem cura
 
A artrose, também conhecida como osteoartrite, tem caráter degenerativo e já faz parte da vida de 10 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED). O local que a doença mais afeta é o joelho, uma das partes do corpo que mais suporta carga e tem muitas articulações, por isso acaba sendo muito afetado pela artrose.
 
— A artrose é uma doença degenerativa das articulações. As causas podem ser fatores genéticos, sobrepeso, falta de exercício físico, exagero no uso da articulação, sobrecarga em esportes e desgaste das cartilagens. Joelhos com desvios do eixo (mal alinhamento, por exemplo) e traumas de repetição também podem resultar na doença — explica a fisioterapeuta Mariana Schamas.
 
A artrose na região causa dor no paciente e pode levar a uma perda considerável de qualidade de vida, chegando a ocasionar danos irreversíveis, como a deformação e enrijecimento de membros. Alguns dos principais sintomas da patologia podem ser facilmente percebidos em um rápido exame clínico, como uma articulação com dores, inchada, com falta de firmeza ou rangidos. Dificuldades ou reduções na capacidade de movimento também podem ser indícios da artrose. Quando a pessoa percebe sintomas da doença, deve procurar um especialista.
 
Terceira idade é a mais afetada
A faixa etária mais afetada é a terceira idade, por conta do envelhecimento natural do corpo. A fisiatra Pérola Grinberg Plapler orienta algumas ações que podem diminuir os sintomas da doença.
 
— Recomenda-se perda de peso, exercícios de fortalecimento e alongamento, dieta balanceada, diminuir a sobrecarga desnecessária e fazer uso de medicação disponível no mercado, sempre prescrito por um especialista.
 
Além da questão física, o surgimento da doença pode ser vinculado a outros fatores, como explica a especialista Pérola.
 
— A obesidade é um grande problema na osteoartrite, não só pela sobrecarga mecânica. Sabe-se que a gordura funciona como uma glândula, produzindo uma substância chamada adipocina, que piora a inflamação e provoca artrose. O cigarro pode piorar a qualidade do colágeno das articulações, levando a formação de artrose.
 
Principais sintomas:
— Dor no joelho após esforços e melhora com o repouso

— Rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso. Geralmente, a dor passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia

— Presença de estalos ao movimento ou "crepitações"

— Inchaço e calor, sentidos geralmente na fase inflamatória

— Sensação de aumento de tamanho do joelho, devido ao crescimento dos ossos ao redor

— Movimentos mais limitados, especialmente para esticar o joelho totalmente

— Dificuldade em apoiar a perna no chão

— Músculos da coxa mais fracos e atrofiados
 
Causas da artrose:
— Desgaste natural das articulações, devido à idade

— Estar muito acima do peso

— Traumatismo direto, como cair de joelhos, por exemplo

— Doença inflamatória associada ao uso indevido da articulação
 
Tratando a artrose no joelho
A artrose é uma doença sem cura conhecida. Algumas iniciativas podem amenizar os sintomas de dor e limitação causados.
 
— Um tratamento pode ser eficaz em controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Medicamentos adequados e exercícios podem evitar cirurgias e aliviar e controlar os sintomas — explica Mariana.
 
Exercício físicos são fundamentais
Ao contrário do que muita gente pensa, exercícios são fundamentais para manter uma boa articulação.
 
— Os melhores são os exercícios resistidos (aqueles realizados contra alguma forma de resistência à contração muscular) que fortalecem os músculos, e os de alongamento, que permitem um ângulo de movimentos adequado. O tratamento cirúrgico só é recomendado quando o tratamento medicamentoso associado aos exercícios falha e o paciente tem uma dor incapacitante — destaca a fisiatra Pérola.
 
A fisiatra destaca também que há exercícios contraindicados. Se a região afetada for a rótula, os exercícios que dobram e esticam os joelhos, como agachamento ou bicicleta, não devem ser feitos, principalmente se provocarem dor. Quando a doença está entre os ossos do fêmur e da tíbia, a corrida não é aconselhável.
 
Alguns exercícios simples podem ser eficazes para amenizar as dores e melhorar a qualidade de vida, como explica a fisioterapeuta Mariana Schamas "Ao se deitar e antes de levantar, o paciente pode esticar uma perna de cada vez, alongando a parte posterior da mesma, fazendo duas séries de 10x cada perna. Essa simples ação ajuda a lubrificar a articulação e alongar a musculatura".
 
Ambas as especialistas destacaram que um acompanhamento médico é muito importante para tratar a artrose. Para o diagnóstico, deve-se observar os sintomas que o indivíduo apresenta e o médico poderá solicitar um raio-x ou ressonância magnética da articulação.
 
Zero Hora

Vetos a fumódromos e a aditivos ainda estão pendentes

Estão pendentes no país as duas grandes políticas antitabagistas instituídas nos últimos dois anos: a lei que baniu os fumódromos e limitou a propaganda do cigarro e o veto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aos aditivos de sabor nos cigarros.
 
Aprovada pelo Senado em novembro de 2011 e sancionada pela presidente Dilma Rousseff no mês seguinte, a lei que baniu os fumódromos ainda depende de regulamentação do governo. À época da sanção, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou que as regras poderiam sair até março de 2012.
 
Dois anos depois, porém, tanto a Casa Civil quanto a Saúde dizem que o assunto ainda está em discussão.
 
E, sem o detalhamento da lei e das multas a serem aplicadas, a norma "não pegou".
 
Além de vetar a presença de fumódromos, a lei restringiu a propaganda nos pontos de venda à exposição dos maços –mas sem estabelecer tamanhos máximos para os painéis e distâncias mínimas entre cigarro e guloseimas, o que viria com a regulamentação do governo.
 
"A questão da propaganda, com toda confiança, piorou", diz Paula Johns, diretora-executiva da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo).
 
Ela cita o fato de as regras anteriores estabelecerem espaços mínimos para os alertas à saúde. "A nova lei gerou incertezas, e a indústria não coloca as advertências", diz.
 
Apesar dessa espera, o maior embate em 2013 na área do tabaco esteve vinculado a outro tema: os aditivos de sabor dos cigarros.
 
Essas e outras substâncias foram proibidas pela Vigilância Sanitária em março de 2012 –decisão que fez o Brasil ser o primeiro país a banir o mentol do tabaco.
 
O veto valeria a partir de setembro de 2013 para a indústria, que ainda poderia comercializar seus estoques até março de 2014.
 
A medida, no entanto, não chegou a sair do papel, pois a Justiça concedeu duas decisões provisórias (liminares) suspendendo a decisão da agência.
 
"Certamente vai haver impacto [causado pela manutenção dos sabores]: novos fumantes jovens, que são atraídos por esse produto, se tornarão viciados. E poderíamos ter eliminado essa possibilidade", defende Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
 
A agência pretende mobilizar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que avaliarão uma das ações.
 
Para a Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo), a Anvisa "invadiu a competência do Legislativo" ao vetar os aditivos de sabor e não apresentou "evidências científicas sólidas" sobre o impacto dessa decisão no consumo de cigarros.
 
Folhaonline

Anvisa vai defender adoção de maço de cigarro 'genérico'

Às voltas para implementar a decisão de banir os sabores artificiais do tabaco, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) promete entrar em nova polêmica: vai defender embalagens genéricas para os cigarros
 
Por esse modelo, os maços não têm cores, símbolos ou marcas que diferenciem um produto do outro –em formato-padrão, carregam apenas os nomes do fabricante e do produto e grandes imagens com advertências à saúde.
 
Com tal política se pretende reduzir a atratividade e eliminar o caráter de publicidade que os maços possam ter.
 
Essa padronização foi instituída pela Austrália há um ano de forma inédita e sob aplausos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e já é estudada por outros governos, sobretudo europeus.
 
"Esse é o próximo passo que o Brasil precisa dar. A Anvisa vai mover esforços técnicos para demonstrar o benefício de uma medida como essa e esforços políticos para que o país faça a discussão", afirmou em entrevista à Folha Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.
 
Segundo ele, a ideia é defender a proposta em fóruns nacionais e internacionais de que a Anvisa participa, realizar estudos que mostrem a eficácia dos maços genéricos e mobilizar forças no Congresso Nacional, onde a mudança da lei para instituir as novas embalagens deveria ser aprovada.
 
Barbano argumenta que, como o país teve uma queda significativa no percentual de fumantes –quase 50% em 20 anos–, as próximas medidas no combate ao tabagismo precisam ser mais ousadas.
 
Impacto
Pesquisa feita na Austrália, poucos meses após a implementação dos maços genéricos, aponta para a redução na atratividade do cigarro e o aumento no desejo de deixar o vício.
 
Não foram divulgados até aqui, porém, estudos que revelem os impactos concretos dessa medida.
 
A indústria do tabaco, que tentou barrar as embalagens genéricas australianas na Justiça e em fóruns internacionais, sustenta que a medida não terá os impactos esperados, mas pode ampliar a presença de cigarros do mercado negro no país.
 
No Brasil, a proposta vinha sendo discutida só entre especialistas. Um projeto de lei a favor das embalagens genéricas chegou a ser proposto no Congresso em 2012, mas não avançou e foi retirado.
 
Paula Johns, diretora-executiva da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), comemora a nova posição da direção da Anvisa. "É excelente que eles estejam defendendo [os maços padronizados]."
 
Ela argumenta, porém, que há políticas contra o tabagismo já instituídas no Brasil, mas carentes de implementação –como o veto aos aditivos de sabor do cigarro, medida suspensa pela Justiça.
 
"O governo tem que partir para o caminho das embalagens genéricas, mas tem muita coisa que está pronta e ainda não foi feita", afirma.
 
Folhaonline