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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Concurso UEG 2014 Edital, Inscrições, Vagas

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) disponibilizou o edital nº 2/2013 de abertura do seu novo concurso público para preenchimento de 250 vagas destinadas a docentes de ensino superior. São ofertadas 250 vagas em diversas áreas de atuação, distribuídas pelas Unidades Universitárias, sendo 150 destinadas a especialistas, 50 para mestres e outras 50 para doutores, lembrando que também será formado cadastro de reserva.
 
O edital prevê vencimentos de até R$ 5.757,41 para um regime que poderá ser de tempo integral (40 horas) ou parcial (de 10 a 30 horas semanais). 
 
As inscrições devem ser realizadas entre os dias 15 de janeiro a 10 de fevereiro de 2014, e têm o valor de R$180 para vagas destinadas a doutores, R$ 160 a mestres e R$ 140 a especialistas. 
 
O concurso está organizado nas etapas de: avaliação dos candidatos com deficiência pela equipe multiprofissional (a quem se destinam 5% das vagas), prevista para 23 de fevereiro de 2014; prova dissertativa (16 de março); prova didática (06 a 30 de maio) e avaliação de títulos e produção científica.
 
Todas as etapas serão realizadas pelo Núcleo de Seleção da UEG e acontecerão nas cidades de Anápolis, Aparecida de Goiânia e/ou Goiânia. O resultado final está previsto para sair no dia 18 de junho de 2014.
 
 
Concurso para Técnico Administrativo 2014
Além da abertura das 250 vagas para o quadro de Professores, a reitoria da UEG antecipou que deverá haver outro edital, que prevê a abertura de 500 vagas para Técnicos Administrativos, programado para os próximos meses.
 
Aguardem mais informações.

MMA ganha versão infantil; prática divide a opinião de médicos e psicólogos

Karime Xavier/Folhapress
Guilherme Lee, 7, treina MMA na academia Imoto.
Ele não vê as lutas na TV
Às vésperas do Ano-Novo, um acidente com Anderson Silva tornou o MMA ainda mais polêmico.
 
O brasileiro, campeão na luta, quebrou a perna ao chutar um rival no ringue.
 
O MMA mescla lutas como caratê, jiu-jitsu, muay thai, boxe, tae kwon do e judô. Ficou famoso nos últimos anos com a exibição de embates na TV (por ser um programa esportivo, não há classificação indicativa).
 
Apesar das imagens fortes e violentas, com muito sangue saindo dos lutadores, ganhou espaço em academias para crianças.
 
E, como não poderia deixar de ser em um tema tão controverso, não há uma única opinião sobre isso.
 
A "Folhinha" conversou com médicos e psicólogos contrários à prática por crianças. Acreditam que possa trazer riscos para o corpo e para a mente.
 
Outros entrevistados para esta reportagem acham que fazer MMA pode ser positivo, desde que adaptado, com mais proteção e regras que evitem golpes mais violentos.
 
Cautela
As adaptações, contudo, não convencem o pediatra José Luís Setúbal, presidente do Hospital Infantil Sabará, de São Paulo.
 
"Mesmo com o uso de proteção, sou contra porque é um esporte que visa golpes na cabeça, o que pode levar a problemas crônicos", afirma. "E, se for para mudar tanto a regra, é melhor nem fazer, há muitos outros esportes mais bem recomendados."
 
É diferente a opinião de Grégor Paulo Chermikoski Santos, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria especializado em medicina esportiva infantil.
 
"Como é um esporte novo, é preciso cautela. Para as crianças, com as devidas adaptações para diminuir o risco de acidentes, pode haver benefícios."
 
Folhaonline

Veja dez dicas para sobreviver às temperaturas mais altas do ano

Ventilador e ar-condicionado à noite fazem mal? Como lidar com o aumento da incidência de raios ultravioleta? Bebês que mamam no peito precisam tomar água nos dias mais quentes?

Leia as respostas de especialistas a dúvidas comuns nessa época do ano:












Folhaonline

Casos de morte cerebral nos EUA levantam debate sobre desligar aparelhos

Foto: Reprodução
Os dois casos são opostos, sob um aspecto: os pais de Jahi McMath, de Oakland, Califórnia, lutam para manter sua filha ligada a um respirador mecânico, enquanto os pais e o marido de Marlise Muñoz, de Fort Worth, Texas, querem desesperadamente desligar o aparelho. Sob outro aspecto, os casos são idênticos: as duas famílias ficaram chocadas ao descobrir que tinha sido declarada a morte cerebral de sua filha –e que autoridades hospitalares desafiaram a vontade da família com relação ao tratamento.
 
Suas histórias dolorosas geram perguntas sobre como é determinada a morte cerebral e quem tem o direito de decidir o tratamento que será dado a esses pacientes.
 
"Estes casos são muito diferentes dos que conhecemos no passado", como o de Karen Ann Quinlan, Nancy Cruzan ou Terri Schiavo, disse o médico Joseph J. Fins, diretor da divisão de ética médica do hospital NewYork-Presbyterian/Weill Cornell. Ele explicou: "Aquelas pacientes conseguiam respirar sem aparelhos. Estavam em estado vegetativo, não de morte cerebral. Essa distinção faz toda a diferença."
 
Uma pessoa que recebeu diagnóstico de morte cerebral é incapaz de respirar por conta própria e está legalmente morta, em todos os 50 Estados americanos. Em dois Estados, Nova York e Nova Jersey, os hospitais são obrigados a levar em conta as posições religiosas ou morais das famílias quando decidem como proceder em tais casos. Em todos os outros Estados, incluindo a Califórnia e o Texas, os hospitais não precisam consultar a família em relação a como encerrar o atendimento ao paciente.
 
Os médicos do Hospital Infantil de Oakland pronunciaram a morte cerebral de Jahi McMath, de 13 anos, em 9 de dezembro. Jahi sofreu complicações após passar por uma cirurgia para corrigir apneia do sono e perdeu muito sangue. Marlise Muñoz, 33 anos, recebeu o diagnóstico de morte cerebral no Hospital John Peter Smith, depois de perder a consciência devido a um coágulo sanguíneo quando estava grávida de 14 semanas. Citando uma lei estadual, o hospital se recusa a desligar os aparelhos que a mantêm respirando, porque isso prejudicaria o feto, que agora está na vigésima semana.
 
Os dois casos são dolorosos em parte devido a uma característica biológica esdrúxula do corpo: os corações das pacientes continuam a bater. Com respiradores mecânicos, o coração pode continuar a bater por dias, até uma semana. Mas, com cuidados mais agressivos, é capaz de durar por meses ou até mais após a morte cerebral, dizem especialistas, dependendo da saúde do paciente e de quanto tratamento é dado.
 
Foram os respiradores mecânicos que salvaram o feto no caso de Marlise Muñoz, e provavelmente no último momento possível, disse o médico R. Phillips Heine, diretor de medicina materna e fetal da escola de medicina da Universidade Duke. A redução do fluxo de sangue para o feto quando a mãe desmaiou –acredita-se que ela passou mais ou menos uma hora desmaiada antes de receber atendimento médico– "pode levar a efeitos adversos com o tempo, mas não temos como prever isso", ele disse.
 
Para a família de Jahi, o prolongamento do funcionamento do coração gerou uma percepção de vida; no caso dos parentes de Muñoz, representa a negação do direito dela de morrer.
 
"Descrevo este estado da seguinte maneira: uma parte do organismo ainda está vivo, evidentemente, mas o organismo como um todo –o ser humano– não existe mais", disse James L. Bernat, professor de neurociência na escola de medicina do Dartmouth College.
 
Para diagnosticar a morte cerebral é preciso determinar a função da área mais primitiva do cérebro, o tronco cerebral. Este, o tampão de tecido neural na base do ponto em que a medula espinhal ingressa no crânio, é o "gerente de fábrica" do corpo, aquele que mantém os sistemas como o do tônus muscular, equilíbrio metabólico e respiração.
 
Testar sua função requer conhecimento especializado, porque as pessoas com lesões cerebrais graves muitas vezes não apresentam reações e aparentam estar cerebralmente mortas, sendo que não estão. Um coma, por exemplo, é um estado não responsivo que com frequência representa um período de recuperação do tronco cerebral e outras áreas. As pessoas geralmente emergem do coma dentro de duas a três semanas depois de sofrida a lesão que resultou no coma. Quando isso não acontece, elas podem mergulhar em um estado vegetativo em que o tronco cerebral funciona, mas as áreas cerebrais superiores ficam inativas. É um estado conhecido como o de consciência mínima, em que o paciente ocasionalmente responde a estímulos, mas não o faz de modo previsível. Acredita-se que as pessoas que emergem de um estado vegetativo passem por um estágio de consciência mínima antes de voltarem à consciência.
 
Segundo especialistas, quatro elementos precisam estar presentes para que seja determinada a morte cerebral. Primeiro, o médico precisa excluir outras explicações possíveis do estado não responsivo, como anestesia, coma diabético ou hipotermia. Também é preciso determinar a ocorrência de uma lesão, como um golpe na cabeça ou hemorragia.
 
Em seguida, os médicos testam a função dos chamados nervos cranianos, incluindo o nervo que vai até o olho e ativa o ato de piscar; outro, na garganta, que provoca asfixia; e um terceiro no ouvido interno que permite que os olhos foquem um objeto enquanto a cabeça se move. Cada um desses requer a participação do tronco cerebral. Se o ato de encostar um cotonete na córnea do paciente não o leva a piscar, ou se tocar o fundo da garganta não gera um movimento reflexivo de quase vômito, o tronco cerebral está fora de ação ou perto disso.
 
O último passo é o chamado teste de apneia. Para isso, os médicos permitem que o nível de dióxido de carbono no sangue do paciente suba lentamente; quando a concentração atinge um certo grau, qualquer pessoa que tiver tronco cerebral parcialmente funcional vai respirar chiando. Esse é um verdadeiro teste infalível para determinar a morte cerebral. Pode levar 20 minutos para ser realizado, período durante o qual os médicos não devem deixar a sala por um instante sequer, disse o Dr. Panayiotis N. Varelas, diretor da UTI de neurociências do Hospital Henry Ford, em Detroit. "Se o paciente tenta respirar, você aborta o teste imediatamente e declara que não há morte cerebral."
 
O timing exato desses testes, e o número de vezes que são realizados –alguns médicos fazem todos uma vez; outros repetem todos duas vezes, com várias horas de intervalo– variam de hospital para hospital, segundo pesquisas. Mas, dizem os especialistas, os casos de diagnóstico equivocado são muito raros; as pessoas que recebem diagnóstico de morte cerebral não voltam a viver.
 
Pelas leis de Nova York e Nova Jersey, as pessoas podem prolongar o fornecimento de oxigênio para manter o coração de um paciente batendo, por motivos religiosos ou morais. Mas em outros Estados esse "suporte à vida" é tido como supérfluo quando não há vida a ser apoiada. Nesse contexto, os casos de McMath e Muñoz são diferentes, segundo Fins, que está escrevendo um livro intitulado "Rights Come to Mind: Brain Injury, Ethics and the Struggle for Consciousness" (algo como "Os direitos em questão: lesões cerebrais, ética e a luta pela consciência").
 
Os pais de Jahi McMath "nutrem a esperança de que a filha deles se recupere e estão pedindo para reverter uma decisão que não está sob controle humano", ele comentou. "No caso de Marlise Muñoz, a família quer reverter uma decisão que está sob controle humano e que diz respeito a se a mãe ia querer ser mãe sob essas circunstâncias".

Folhaonline

Nos EUA, pressão de consumidores faz indústria substituir corantes artificiais

A pressão das mídias sociais e de grupos de defesa do consumidor nos EUA tem forçado a indústria de alimentos a trocar alguns corantes artificiais, associados a alergias, hiperatividade e câncer, por outros naturais à base de plantas e especiarias.
 
A estratégia tem sido mais eficaz e rápida do que o envio de questionamentos às agências reguladoras de alimentos, segundo analistas.
 
Não há estudos que comprovem riscos à saúde atribuídos a corantes artificiais, mas países, especialmente na Europa, têm trocado os aditivos por corantes naturais.
 
Nos EUA, um caso recente de pressão bem-sucedida foi o da blogueira Vani Hari, que em 2011 publicava textos sobre os perigos de corantes e conservantes usados pela rede de fast food Chick-fil-A.
 
Vani recolheu 200 mil assinaturas. Em dezembro, a empresa informou que vai substituir o corante amarelo (derivado do petróleo) por outro de açafrão e páprica.
 
Outra blogueira, Renee Shutters, de Jamestown (NY), conseguiu 142 mil assinaturas pedindo a retirada de um corante também derivado do petróleo do chocolate M&M.
 
A fabricante Mars diz que estuda substitui-lo por outro extraído de alga marinha. Na Europa, o mesmo doce já leva corantes naturais.
 
Os corantes artificiais não possuem valor nutritivo. Os problemas de saúde mais frequentemente associados a eles são as alergias, que afetam pessoas suscetíveis como o menino Willian, 7, de Belo Horizonte, que não pode beber refrigerante.
 
"É só beber que ele empelota, enche de bolinhas e a gente tem que correr para o médico para tomar injeção [anti-histamínico]", afirma a mãe, Carla Beloto, secretária.
 
No Brasil, atualmente a polêmica é em relação aos corantes tartrazina e caramelo 4, presentes em vários produtos, como energéticos, cerveja, sucos e refrigerantes.
 
Grupos de defesa do consumidor pediram à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a substituição do corante após uma de suas substâncias ter sido classificada como possivelmente cancerígena.
 
A agência, baseada em estudos toxicológicos e em pareceres internacionais, concluiu que o corante não é tóxico ou carcinogênico e não oferece perigo na quantidade em que está aprovado.
 
Mas o Estado da Califórnia, nos EUA, determinou a redução de corante caramelo 4 em bebidas tipo cola.
 
"A pergunta é: se pode diminuir a quantidade sem alterar a qualidade do produto, por que a indústria não adota esse novo padrão em todo o mundo em vez de expor a população a riscos?", questiona o químico Paulo Garcia de Almeida, membro da câmara técnica de alimentos do Conselho Regional de Química de SP.
 
Editoria de Arte/Folhapress
 
Outro lado
A indústria nega os riscos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), não há evidência que justifique alterações no uso dos corantes tartrazina e caramelo 4.
 
Em 2012, análise de um instituto americano apontou que a Coca-Cola à venda no Brasil era a que tinha maior quantidade da substância potencialmente cancerígena (4-MI), do corante caramelo 4.
 
"A quantidade de corante caramelo 4 utilizada em nossos produtos é absolutamente segura e está de acordo com os valores definidos pelo Codex Alimentarius [órgão ligado à OMS] e pela Anvisa", informa nota da Coca-Cola.
 
Para o nutrólogo Edson Credidio, pesquisador da Unicamp, nem sempre os corantes naturais são mais saudáveis. O vermelho do corante carmim, por exemplo, vem do inseto cochonilha. Casos de choque anafilático já foram relacionados ao seu uso.
 
"O rótulo de natural não quer dizer inofensivo, nem o artificial quer dizer perigoso. É preciso bom senso."
 
Folhaonline