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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Conheça as cinco doenças mais comuns no verão

Conheça as cinco doenças mais comuns no verão Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Ingerir bastante água ajuda a evitar doenças de verão
Médica de família dá dicas de como evitar os problemas
 
A médica de família Claudia Silbermann dá dicas para evitar os principais problemas que levam pacientes a procurar postos de saúde durante o verão.
 
1. Desidratação
Aumentam os casos de diarreia, causados por viroses sazonais, típicas desta época do ano, que podem levar a quadros agravados de desidratação, principalmente em crianças e idosos. Recorrer a uma alimentação leve e ingerir água fervida são alguns dos cuidados.
 
2. Intoxicação alimentar
O calor facilita a proliferação de bactérias, que podem contaminar alimentos e causar intoxicações, inclusive com necessidade de internação. É preciso prestar atenção na procedência e na conservação dos alimentos, além da higiene no preparo.
 
3. Insolação
Queimaduras de pele graves são raras, mas ainda surgem casos de tontura ou vômito causados pelo excesso de exposição ao sol. A recomendação é evitar os horários de sol mais forte (entre 10h e 16h) e sempre usar protetor solar, chapéu ou boné.
 
4. Bicho de pé
É causado por uma pulga que circula no ambiente durante o verão. Se tiver animais domésticos, é importante dar banho com frequência, pois eles carregam o inseto nas patas. Vale também evitar andar de pés descalços, principalmente na areia.
 
5. Dengue
Febre alta e dor de cabeça são os principais sintomas. O combate aos focos do mosquito transmissor da doença passa por evitar acúmulo de água parada em recipientes como pneus, garrafas e vasinhos de plantas, além de manter piscinas tratadas.

Zero Hora

Sete regras de ouro para enfrentar os dias de calor e evitar problemas para a saúde

Sete regras de ouro para enfrentar os dias de calor e evitar problemas para a saúde Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Hidratar-se é fundamental nestes dias de calor. Especialista
indica que se tome dois litros por dia
Tomar bastante água e atestar a procedência de alimentos é básico, mas não se pode esquecer
 
O calor que persiste nesta semana por Santa Catarina pode trazer riscos para a saúde.
 
Para evitar desidratação e outros problemas, existem algumas regras de ouro.
 
Estas foram apontadas pela clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Ligia Raquel Brito, do Rio de Janeiro.

1 Tome muita água. São indicados 2 litros por dia.

2 Coma frutas, verduras e legumes. Esses alimentos são de rápida absorção e não sobrecarregam o metabolismo.

3 Pratique atividade física até as 10h e depois das 16h. Nesses intervalos, a incidência de raios UVA e UVB são menores e não prejudicam a pele.

4 Utilize filtro solar e lembre-se de repassá-lo, a cada 3 horas, durante o dia.
 
5 Use hidratante com filtro solar sem óleo principalmente nas extremidades do corpo.

6 Opte por roupas leves e de algodão, que facilitam a absorção de suor e não deixam o corpo úmido por longos períodos.

7 Beba água e coma alimentos de procedência reconhecida. É comum a contaminação nessa época por determinados tipos de bactérias.

Zero Hora

Pesquisa sugere critérios para medir qualidade de sites sobre saúde

Foto: Reprodução
Estudo da Fiocruz mostra que, no Brasil, iniciativas para qualificar e certificar sites com informações confiáveis são mínimas; pesquisadora pretende criar sistema para avaliar portais e dá dicas para usuários pesquisarem na internet
 
A quantidade de informação disponível e a facilidade de acesso à internet transformaram a rede em “consultórios médicos” para inúmeros usuários. Se, por um lado, o conteúdo virtual colabora na partilha de experiências e dicas, por outro, preocupa por causa do volume de conteúdos não confiáveis espalhados em milhares de sites.
 
Um estudo realizado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que as iniciativas para tentar ajudar o usuário a escolher fontes de informação são quase inexistentes no Brasil. No exterior, há algumas instituições que criaram sistemas para certificar e qualificar portais de informação em saúde. Mas também não são numerosas.
 
A pesquisadora Ana Paula Bernardo Mendonça, responsável pelo estudo, que é fruto do mestrado profissional em Política de Gestão de Ciência Tecnologia e Inovação em Saúde, defende a criação de um sistema de certificação brasileiro. A expectativa dela é construir essa ferramenta dentro da Fiocruz, junto com um portal sobre saúde adequado ao público leigo.
 
“Espero que a pesquisa sirva de alerta para o risco para o qual a população brasileira está exposta sem qualquer órgão que ajude na identificação de sites de saúde confiáveis”, afirma. Após a formação de um banco de dados, um “selo de qualidade” seria criado para facilitar a avaliação da população.
 
A facilidade de pesquisar sobre uma doença, medicamento ou solução estimula o interesse dos usuários. Diferentes e recentes estudos demonstram que o tema atrai grande parte da população.
 
Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, por exemplo, em 2011, 43% dos usuários de internet afirmam buscar dados de saúde na rede. Nos Estados Unidos, um em cada três adultos informações na internet para diagnosticar a si mesmo ou outra pessoa.
 
O problema é que as “respostas” encontradas no ambiente virtual nem sempre são confiáveis. Ao contrário: há muitas informações “inconsistentes, divergentes e sem comprovação científica sobre o tratamento de determinada doença”, segundo Ana Paula. Ela lembra ainda que há muitos sites que buscam apenas fazer propaganda de produtos.
 
“A quantidade de informação online – e sua natureza heterogênea – é preocupante e oferece risco para os usuários, pois não são oferecidas garantias de credibilidade e de qualidade”, diz. Por conta disso, ela conta que muitos estudos têm tentado definir critérios para avaliar, medir e aprimorar a qualidade da informação disponível na rede.
 
Iniciativas concretas
Durante a pesquisa, Ana Paula encontrou 11 organizações importantes que avaliam sites de saúde e têm seus critérios já consolidados, como o código de conduta HONcode, iniciativa da organização Health On the Net Foundation da Suíça. No Brasil, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) lançou um manual de ética para sites de medicina e saúde na internet em 2001.
 
“No Brasil, a nossa pesquisa identificou que poucas instituições se preocupam com esta questão”, diz.
 
Ela lembra que o Centro de Vigilância em Saúde de São Paulo (CVS-SP) traduziu e adaptou para o Brasil um documento da Organização Mundial de Saúde (OMS), o “Guia para encontrar informações seguras”, com orientações ao usuário.
 
Para ela, as instituições governamentais de saúde deveriam a qualidade e tornar as informações acessíveis a todos. “Além disso, é importante ressaltar que a internet não deve ser utilizada como instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças. O usuário deve sempre consultar um profissional de saúde antes de adquirir qualquer produto ou serviço médico”, afirma.
 
A confiabilidade da informação, ela lembra, não é a única dificuldade enfrentada pelos usuários na busca de dados sobre saúde na internet. A linguagem utilizada em muitos sites e a falta de uma configuração mais simples de busca são outros impeditivos e dificuldades impostas pelos sites disponíveis.
 
Com o estudo, Ana Paula propõe a criação de um sistema que avalie a qualidade desses sites. A proposta é conferir 80 itens de três dimensões de avaliação: conteúdo (acurácia, abrangência e legibilidade das informações), técnica (credibilidade, publicidade e patrocínio, segurança e privacidade, ética, interatividade e suporte ao usuário) e design (usabilidade e acessibilidade).
 
“Chegamos a este modelo após analisar e comparar os principais instrumentos desenvolvidos no mundo, identificando métodos de aplicação como autorregulação e certificação de qualidade de sites de saúde”, conta. Segundo ela, é preciso unir esforços de profissionais de saúde, informação, tecnologia e usuários para criar a ferramenta mais adequada.
 
Cuidados básicos
Para se prevenir, a pesquisadora sugere que o usuário confira se há indicação de nome e endereço do proprietário da página consultada ou da instituição responsável, se o propósito do site — educativo, informativo ou comercial – está claro e se a proteção e o sigilo das informações do usuário estão garantidos.

iG

Musicoterapia ajuda jovens com câncer a lidar com tratamento

Adolescentes dizem sentir-se mais aptos a tolerar efeitos de tratamento após participarem de projeto para fazer videoclipes
 
Jovens que fizeram musicoterapia enquanto recebiam tratamento para câncer mostraram-se mais aptos a tolerar os rigores do tratamento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Cancer.
 
Pesquisadores da Indiana University School of Nursing, em Indianapolis, nos Estados Unidos, acompanharam um grupo de pacientes com idades entre 11 e 24 anos enquanto participavam de um projeto que envolvia escrever letras, gravar música e selecionar imagens para fazer um videoclipe.
 
A equipe concluiu que os pacientes tornaram-se mais resilientes e melhoraram seus relacionamentos com a família e amigos.
 
O termo resiliência, nesse contexto, se refere à capacidade dos participantes de se ajustarem positivamente aos estresses e efeitos adversos do tratamento que estavam recebendo.
 
Segundo o site da American Music Therapy Association, musicoterapia é uma prática terapêutica em que profissionais qualificados usam música para auxiliar indivíduos a lidar com questões físicas, emocionais, cognitivas e sociais.
 
Efeito Positivo
Os participantes foram orientados por musicoterapeutas profissionais. O projeto, que durou três semanas, culminou na produção de videoclipes que, quando prontos, foram compartilhados com amigos e familiares.
 
Os pesquisadores concluíram que o grupo que participou do projeto de musicoterapia demonstrou mais resiliência e capacidade de suportar o tratamento do que um outro grupo que não recebeu musicoterapia.
 
Cem dias após o tratamento, o mesmo grupo relatou que a comunicação na família e os relacionamentos com amigos tinham melhorado.
 
"Esses 'fatores protetores' influenciam a forma como adolescentes e jovens adultos lidam (com o câncer e o rigoroso tratamento), ganham esperança e encontram sentido (para suas vidas) durante a jornada do câncer", disse a líder do estudo, Joan Haase.
 
"Adolescentes e jovens que são resilientes têm a capacidade de superar sua doença, sentem-se em controle e autoconfiantes pela forma como lidaram com o câncer e mostram um desejo de ajudar o outro".
 
Entrevistas com os pais dos pacientes revelaram aos pesquisadores que os videoclipes tinham produzido um benefício adicional, oferecendo aos pais uma melhor compreensão sobre como é a experiência de crianças que sofrem de câncer.
 
Estresse e Ansiedade
Uma das musicoterapeutas envolvidas no estudo, Sheri Robb, explicou por que música pode ter um efeito tão positivo sobre jovens lutando contra o câncer:
 
"Quando tudo parece incerto, canções que ele conhecem e com as quais se identificam fazem com que se sintam conectados".
 
Segundo a ONG britânica Cancer Research UK, musicoterapia pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer. A terapia também pode ajudar a aliviar alguns sintomas do câncer e efeitos colaterais do tratamento - mas não pode curar, tratar ou evitar doenças, inclusive o câncer.
 
Estudos anteriores que investigaram os efeitos da musicoterapia sobre crianças com câncer concluíram que a atividade pode ajudar a diminuir o medo e a angústia, além de melhorar os relacionamentos da criança com a família.
 
A portavoz de uma entidade que oferece apoio a adolescentes com câncer e suas famílias - o Teenage Cancer Trust - disse que é muito importante incentivar crianças com câncer a se comunicar e cooperar umas com as outras.
 
"Sabemos que ser tratado ao lado de outros (pacientes) da mesma idade faz uma diferença imensa, especialmente em um ambiente que permita que jovens com câncer ofereçam apoio uns aos outros".

BBC Brasil

Entenda a diferença entre fome e vontade

Responda: você come quando está com fome ou é levado simplesmente pela vontade de comer? Hoje vamos esclarecer tudo sobre o que é fome e o que é vontade, afinal com tanta oferta de “gostosuras” não há nada mais atual do que a obesidade, que está atingindo níveis preocupantes não só no Brasil.
 
Fato é que o corpo precisa de energia para funcionar bem e uma rede de mecanismos é que manda o aviso ao cérebro. “Uma vez que este sinal periférico, geralmente hormonal, chega ao cérebro, ocorre uma elaboração de resposta no centro processador de informações cerebrais, o hipotálamo. E é a partir do hipotálamo que a ordem é dada: precisamos de comida”, explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, especialista em emagrecimento.
 
Segundo ela, o tecido adiposo (a reserva de energia), o estômago e o intestino, por exemplo, também são capazes de enviar esta mensagem ao cérebro. “Quando estamos cheios, o cérebro é avisado e a ordem de parar de comer é enviada”, diz. Segundo ela, quando o estômago está vazio, ocorre o aumento do hormônio grelina, que vai antecipar a vontade de comer, e quando está saciado, o tecido adiposo libera leptina e o pâncreas produz insulina. Estes hormônios enviam a mensagem ao cérebro de que é hora de parar de comer. “O que se sabe é que os pacientes que estão acima do peso, na grande maioria das vezes, apresentam resistência à ação do hormônio leptina. Isto quer dizer que mesmo que seja produzida uma quantidade muito grande deste hormônio, ele não será reconhecido”, esclarece.
 
E quando não é exatamente fome e sim vontade de comer algo, como um chocolate, por exemplo? “Este mecanismo envolve basicamente duas teorias: a primeira é a de que a pessoa come porque gosta de determinado alimento. A segunda é de que come porque é recompensador”, explica.
 
O grande problema é quando essa vontade traz o excesso de alimentação e, muitas vezes, é ineficaz controlar a quantidade de energia ingerida. “Somos cercados de estímulos para comer comidas palatáveis, de alto teor de açúcar e gordura. Além disso, os estímulos para mantermos nosso corpo em repouso, desde controles remotos até vidros automáticos nos carros, levam ao menor gasto calórico”, afirma.
 
Mas porque o chocolate é mais gostoso do que alface? Ela explica: “Porque os alimentos com mais gordura e açúcar estimulam determinadas áreas cerebrais ligadas ao prazer e à recompensa”.
 
Tem também a “antecipação do desejo”, que ocorre quando, sem motivo, vem a vontade de comer determinado alimento. Este movimento é relacionado ao neurotransmissor cerebral dopamina que, ao ter seus níveis aumentados, faz com que a pessoa busque por determinado alimento. De acordo com Andressa, o valor desse alimento não é atribuído somente ao paladar e à disponibilidade, mas também pela diferença genética e psicossocial de cada um. “Por exemplo, o valor de um brigadeiro ou de uma canja de galinha para uns pode não ter significado para outros. Além disso, as experiências pessoais vão imprimir memórias aos cheiros, texturas e sabores, tornando esse processo de escolha alimentar algo muito mais complexo do que pensamos”, reforça.
 
Estudos têm demonstrado que os pacientes obesos atribuem valores inapropriados aos alimentos.
 
Andressa diz que o sistema de recompensa de um paciente obeso é ativado só depois do quinto pedaço de pizza. Em uma pessoa com o peso normal, a satisfação vem com o segundo ou terceiro pedaço. E tem mais: enquanto nos magros as comidas com menos teor de gorduras estão associadas à sensação de bem-estar, nos obesos o teor de gordura deverá ser bem maior para provocar a mesma sensação.
 
O grande questionamento é entender o que faz uma pessoa acima do peso ter esta distorção do sistema de recompensa? “A decisão de comer envolve a genética, o ambiente, a disponibilidade, as emoções e, é claro, a fome. O papel dos hormônios e dos neurotransmissores no estudo do apetite ainda está começando a ser descoberto”, completa.
 
Universo Jatobá