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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Processo Seletivo Prefeitura de Lindóia - SP

A Prefeitura da Estância Hidromineral de Lindóia, no estado de São Paulo, publicou o edital nº 001/2014 de Processo Seletivo, para comunicar que estão abertas as inscrições para preenchimento de vaga para Agente Comunitário de Saúde. A oportunidade é para quem tem nível fundamental, por salário de R$ 873,52, em jornada de 40 horas semanais.
 
As inscrições podem sem feitas até 16 de fevereiro de 2014, pelo site www.consesp.com.br, mediante pagamento da taxa de inscrição de R$ 25.
 
O Processo Seletivo constará de Prova Objetiva, a qual será aplicada provavelmente em 09 de março de 2014, em local e horário se serem informados com antecedência pelo www.consesp.com.br.
 
A validade do Processo Seletivo será de 01 (um) ano, contado da homologação final
dos resultados, podendo haver prorrogação por igual período.

Conheça três novidades no tratamento do melasma

Laser mais fraco e medicamentos orais podem ajudar na redução do problema
 
Por Dra. Denise Steiner
 
O melasma é uma hipermelanose adquirida caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas localizadas principalmente no rosto. Ocorre preferencialmente em mulheres hispânicas e asiáticas e em cerca de dez por cento dos homens.
 
 
As manchas aparecem em áreas expostas, são extensas e sem delimitação. O melasma pode ser dividido em malar (nas maçãs do rosto), centrofacial e mandibular, conforme a região em que aparece. Ele pode aparecer ou piorar na gravidez, e neste caso é chamado de cloasma gravídico. O diagnóstico do melasma é essencialmente clínico, podendo ser classificado em superficial ou profundo conforme o local do excesso do pigmento. A lâmpada de Wood, que emite luz ultravioleta incidindo na pele, realça o melasma epidérmico e mascara o melasma dérmico. 
 
Um exame chamado histopatológico releva nos casos de melasma epidérmico, com depósito aumentado de pigmento através de toda epiderme. O melasma dérmico é caracterizado pelo depósito de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos. O problema também pode ser misto com excesso de pigmento na epiderme em certas áreas e na derme em outros. 
 
Tratamentos novos
Hoje há uma tendência em utilizarmos fitoterápicos e vitaminas para o tratamento do melasma. Uma novidade é o Polypodium leucotomos, que é um ativo de uma planta da Costa Rica muito eficaz em proteger a pele dos raios ultravioleta. Este é um agente anti-inflamatório, que protege do dano celular e tem propriedades calmantes. 
 
Outra opção é o ácido tranexâmico, substância que que bloqueia a conversão do plasminogênio em plasmina, substância que causa a hiperpigmentação do melasma, inibindo sua formação. O uso do ácido tranexâmico pode ser por via oral, que age na plasmina, evitando a formação de agentes inflamatórios que causam estímulo negativo ao melanócito. Esta substância também é usada em injeções intradérmicas e em cremes na concentração de 3 a 5%. 
 
O laser Q-Switch libera energia muito mais baixa, até 3mJ. Quando usamos outros lasers ou mesmo a luz pulsada, geralmente a energia é bem maior, cerca 30-100mJ, liberando muito mais calor. Esse laser emite muito pouco calor e não estimula a geração de melânina. Além disso, o pulso é bem mais rápido. Enquanto os outros lasers emitem em milesegundos, o laser Q-Switch emite em nanosegundos. 
 
A combinação de energias baixas e pulso muito rápido faz com que o pigmento melânico seja destruído pelo movimento e não libera calor significativo. Desta forma, o efeito rebote não ocorre. Os protocolos com o laser de tratamento do melasma têm evidenciado que com 12 a 15 sessões semanais é conseguido um efeito clareador. 
 
Mesmo com tantas novidades, o uso do filtro continua sendo importante, porém mantemos a pele mais clara por mais tempo e sem o perigo do efeito rebote. A cura do melasma, ainda não existe, porém os resultados e a possibilidade de manutenção trazem esperanças para as pacientes. 
 
Minha Vida

Conheça as causas de erros nas rinoplastias


Foto: Reprodução
Problemas de comunicação entre médico e paciente podem ser a causa
Problemas de comunicação entre médico e paciente podem ser a causa
 
Por Dr. Alan Landecker
 
Quando se decide fazer uma rinoplastia vários fatores devem ser levados em consideração, afinal a cirurgia de nariz é considerada um dos procedimentos mais difíceis da cirurgia plástica, em grande parte responsável pela harmonia e equilíbrio facial. Para total satisfação com o resultado é essencial conhecer a formação acadêmica de seu médico, procurar saber em qual instituição ela foi realizada, verificar se o médico é realmente especialista em rinoplastia e se é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 
 
Esses são fatores fundamentais para o pleno sucesso de sua cirurgia plástica de nariz, sendo que realização da rinoplastia com médicos sem a formação adequada pode trazer graves transtornos e complicações. Conheça-os: 
 
Erro do profissional
Inabilidade por parte do médico de diagnosticar os problemas funcionais e/ou estéticos do nariz do paciente. Além da função estética, a rinoplastia pode corrigir problemas respiratórios, sendo assim o profissional precisa fazer uma avaliação completa dos problemas do paciente. Há pessoas com características desfavoráveis ao procedimento que precisam ser levadas em conta para que a cirurgia seja satisfatória.
 
Em pacientes com pele grossa, por exemplo, é importante manter o nariz levemente maior de perfil (dorso mais alto e ponta mais projetada) para evitar problemas com o revestimento da pele ou a formação de deformidade do tipo bico de papagaio. Isto pode ocorrer devido à menor capacidade de retração deste tipo de pele.
 
O nariz maior em perfil permite a expansão da pele e uma aparência melhor na visão frontal. Ao contrário dos pacientes que possuem pele fina, a visualização de irregularidades após a cirurgia é menos provável graças à cobertura mais espessa. 
 
Falha na comunicação
Inabilidade de entrar em sintonia com o médico em relação às queixas, expectativas e quanto ao resultado efetivamente possível em cada caso. É fundamental tentar produzir um nariz "individualizado", que combine naturalmente com a face e a etnia do paciente. Por isso, antes da cirurgia, um bom especialista em rinoplastia deve realizar estudos matemáticos detalhados das proporções do nariz em relação à face de cada paciente e criar o planejamento cirúrgico baseado nestes resultados e no senso estético.
 
Atualmente, desenhos ou simulações computadorizadas podem ser usados para mostrar ao paciente o que deve ser corrigido e como isto pode ser feito. Por questões de ética, o paciente deve ser informado de que estas ferramentas são apenas educativas e que não constituem uma promessa em relação ao resultado.
 
Os desenhos aprovados pelo paciente devem ser levados à sala de cirurgia, servindo como referência para o cirurgião. Este sistema pode estabelecer uma boa sintonia entre o cirurgião e o paciente, podendo oferecer resultados cada vez mais naturais e podendo minimizar a chance de insatisfação estética após a cirurgia. 
 
Expectativas não realistas
Numa situação ideal, todos os pacientes teriam o tamanho de nariz que desejassem. Infelizmente, essa não é a realidade. O tamanho do nariz criado no momento da cirurgia se baseia em diversos fatores, que diferem de um paciente para outro. Inclusive, alguns pacientes simplesmente não podem ter um nariz pequeno devido à sua anatomia, espessura da pele ou efeitos de cirurgias anteriores.
 
Os pacientes devem saber que não existe nariz perfeito. Todos possuem defeitos que seriam facilmente apontados por um especialista nesse tipo de cirurgia. Por isso, o paciente deve encarar a cirurgia como uma maneira de melhorar o formato do seu nariz. A perfeição nesta cirurgia pode até ser atingida, mas é pouco provável pois trata-se de uma cirurgia muito difícil e cujo tecido de cicatrização não está sob o controle do cirurgião. 
 
Má execução técnica da cirurgia
A rinoplastia moderna tem como princípio básico a construção de um nariz bonito e funcional. Em outras palavras, a manutenção da função respiratória deve ser uma prioridade absoluta. Nesta cirurgia, as cartilagens e ossos que formam o esqueleto do nariz são esculpidas de acordo com as características do nariz e da face do paciente.
 
Quase sempre é necessário utilizar enxertos de cartilagem, retirados do próprio nariz, costela ou da orelha, para corrigir as alterações de contorno e fortalecer o esqueleto remanescente. Em casos onde há dificuldade respiratória, pode ser necessário corrigir desvios do septo nasal e das outras estruturas que formam as vias responsáveis pela passagem do ar. Uma má execução da cirurgia pode reduzir demais o esqueleto, deixando a pele sem suporte e permitindo o acúmulo de sangue entre a pele e as cartilagens após a cirurgia, causando complicações como a fibrose. 
 
Fibrose
A fibrose é outro nome para o tecido de cicatrização que sempre se forma entre as cartilagens do nariz e a pele após a cirurgia. Em condições ideais ela se forma e não atrapalha o resultado. Porém, em alguns casos pode haver proliferação excessiva gerando alterações de contorno ou distorções das cartilagens.
 
Existe uma predisposição genética e pessoas com pele grossa são especialmente predispostas, mas muitos acreditam que o principal motivo disto acontecer é a execução inadequada da cirurgia ou colocação incorreta do curativo. 
 
Outros motivos
Acontecimentos inesperados como traumatismos, uso de cocaína, tratamentos com altas doses de cortisona e infecções podem também comprometer o resultado de uma rinoplastia. Nesses casos, pode haver fratura e/ou reabsorção das cartilagens usadas para estruturar o esqueleto do nariz no final da cirurgia. 
 
A rinoplastia, além da harmonia estética, pode corrigir defeitos já presentes no nascimento, sequelas de traumatismos ou rinoplastias anteriores e ajudar a resolver problemas respiratórios, por isso é essencial a escolha de um especialista para que o procedimento seja realizado com eficiência. 
 
Minha Vida

Como lidar com as múltiplas medicações em idosos

Foto: Reprodução
O uso de muitos medicamentos requer cuidado com interações medicamentosas
 
Por Dr. Roberto Miranda
 
A população brasileira vem ganhando muitos anos de vida, passando por um importante processo de envelhecimento. Devido a isso atualmente há uma longa convivência com doenças que aumentam de frequência com a idade, tais como: diabetes, hipertensão, osteoporose, distúrbios gastrointestinais, artrose, problemas de coração, doença de Alzheimer, dor crônica, entre outras. 
 
Ao mesmo tempo, nas últimas décadas, houve uma grande evolução na disponibilidade de medicamentos para as diversas doenças que acometem as pessoas idosas. Além disso, cada vez mais os medicamentos precisam ter sua segurança e eficácia bem demonstradas. Se por um lado estas são excelentes notícias, por outro lado levam a um inevitável aumento do consumo de medicamentos por tempo prolongado.
 
Desta forma, comumente o idoso está exposto a chamada polimedicação, que pode ser definida como o uso de cinco ou mais medicamentos de uso contínuo. A polimedicação é uma realidade frequente e exige uma série de cuidados do(s) médico(s) e profissionais de saúde assistentes. 
 
Vamos destacar alguns princípios gerais na utilização de medicamentos pelo idoso, que devem ser considerados:
 
Avaliação do risco-benefício
Esta é a primeira análise realizada. Antes de prescrever um medicamento para um novo sintoma, o médico avalia se o novo sintoma requer realmente tratamento com remédio. O medicamento é escolhido por ter o melhor potencial de efeito benéfico para cada caso. Por outro lado, todo medicamento pode ter também efeitos colaterais, cuja frequência em geral é menor que a estimada pelos pacientes. Somente o médico pode avaliar corretamente, se um determinado medicamento é o mais adequado para o seu caso e se terá mais benefícios que riscos. Outra possibilidade que deve ser avaliada é se o novo sintoma pode ser efeito colateral de alguma medicação em uso, devendo neste caso ser trocada. 
 
Medidas não-farmacológicas
A assistência ao idoso caracteristicamente é multidisciplinar. A atuação dos diferentes profissionais traz inúmeros benefícios, fazendo o tratamento ser mais completo. A alimentação adequada, a fisioterapia, os exercícios bem orientados, reabilitação cognitiva, são exemplos de medidas não-farmacológicas muito importantes. 
 
A equipe de assistência ao idoso, na dependência da necessidade individual, além do médico, deve ser composta por: enfermeira, nutricionista, terapeuta ocupacional, psicóloga, fisioterapeuta, fonoaudióloga, assistente social, dentista, personal trainer, entre outros. 
 
Percebemos na prática certa resistência dos pacientes para iniciar o acompanhamento, mas aqueles que se dedicam colhem frutos muito importantes para saúde. Sempre que possível deve-se lançar mão deste tipo tratamento, o que pode evitar o uso de medicamentos ou possibilitar o uso de doses menores. 
 
Ter um médico primário
Para uma abordagem completa à sua saúde, é comum o paciente ser acompanhado por vários médicos de diferentes especialidades, tendo com isso várias receitas. É muito importante que o paciente informe a cada um dos médicos todos os medicamentos em uso. 
 
Idealmente todos devem ter um dos médicos como o médico primário, que tentará racionalizar ao máximo o tratamento. O geriatra ou o clínico geral é que normalmente assumem este papel, atuando em conjunto com os especialistas. 
 
A necessidade de cada medicamento deve ser reavaliada periodicamente pelo médico assistente, com ajuste de doses, suspensão ou troca de medicamentos em caso necessidade. 
 
Levar os medicamentos na consulta médica
É muito interessante que o paciente e seu cuidador levem todos os medicamentos em uso. Desta forma é possível mostrar ao médico exatamente como utiliza cada medicamento e permite ao seu médico enfatizar as mudanças. 
 
Limitações individuais
Idosos podem apresentar problemas de memória, alterações osteoarticulares, visuais e auditivas que podem afetar a compreensão e a execução de regimes terapêuticos, tanto para manusear embalagem como para acertar a quantidade de gotas ou comprimidos prescritos pelo médico. 
 
Para este tipo de paciente idoso mais dependente que necessita de supervisão, é fundamental a participação de um cuidador (seja da família ou pessoa contratada), que precisa ser bem orientado quanto aos problemas do paciente. 
 
Interações medicamentosas
Outro fator importante é a interação medicamentosa que consiste no fato que um medicamento pode modificar de forma significativa a atividade, o metabolismo ou a toxicidade de outro medicamento usado concomitantemente. 
 
Existe ainda a possibilidade de interação dos medicamentos com o uso de álcool ou determinados alimentos. Podemos citar como exemplos a potencialização de um sedativo pelo uso de bebida alcoólica e que alguns medicamentos precisam do jejum completo para uma absorção adequada, enquanto outros o contrário ? devem ser consumidos com alimentos. 
 
São inúmeras as possibilidades de interações, já existindo inclusive aplicativos eletrônicos onde podemos colocar todos os medicamentos em uso e nos ajudam a avaliar as potenciais interações. Existem casos de interações medicamentosas com efeitos adversos graves como confusão mental, comprometimento da memória, quedas com fraturas, pressão baixa e insuficiência renal aguda. 
 
Automedicação
O uso de medicamentos deve ser sempre orientado pelo seu médico. Fuja da tentação!! Sabemos que um resultado brilhante num parente ou amigo com um caso "igual" ao seu, leva a crença que você se beneficiaria da mesma forma. Mesmo que pareça "igual", cada caso é um caso. 
 
Existe uma ideia bem arraigada que os fitoterápicos, por serem "naturais", não possuem efeitos colaterais, interações farmacológicas ou contraindicações. Este é um erro grave que muitos cometem. Não use fitoterápicos sem o conhecimento do seu médico. 
 
Conclusão
O uso de medicamentos em idosos com várias doenças crônicas e polimedicação, hoje, é uma realidade que deve ser encarada e apresenta um risco potencial de efeitos colaterais e interação medicamentosa. Devido a isso deve se dar ênfase as medidas preventivas, tais como, dieta balanceada e atividade física que devem ser instituídas o mais precoce possível para atingir um envelhecimento saudável, minimizando o surgimento de doenças crônicas. Quanto antes melhor, mas nunca é tarde para começar. Frequentemente a polimedicação é necessária e os cuidados devem ser redobrados tanto pelo médico quanto pelo paciente e cuidadores. O acompanhamento em conjunto com a equipe multiprofissional, visando não a quantidade mas a qualidade da prescrição, é um dos pilares da boa prática geriátrica.

Artigo escrito com a colaboração de Juliana Gomes, especialista em geriatria pela Unifesp e médica do Instituto Longevità.
 
Minha Vida

Depressão na infância aumenta chances de doenças cardíacas na adolescência

Depressão na infância aumenta chances de doenças cardíacas na adolescência Divulgação/Stock Photos
Foto: Divulgação / Stock Photos
Descoberta pode trazer alternativas para tratamentos e prevenção
 
Crianças com depressão têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, serem obesas, sedentárias ou fumantes na adolescência, de acordo com um estudo publicado no Psychosomatic Medicine.
 
A pesquisa sugere que a depressão na infância pode aumentar o risco de problemas cardíacos mais tarde na vida. Os pesquisadores também perceberam que muitos pais de crianças depressivas era portadores de doenças cardíacas, mesmo ainda jovens.
 
Cardiologistas e profissionais de saúde mental já haviam descoberto a relação entre depressão e doenças cardíacas. Adultos deprimidos são mais propensos a sofrer um ataque cardíaco e, quando isso ocorre, é mais provável que seja fatal. A novidade está em associar a depressão na infância com problemas cardíacos posteriores, o que pode trazer melhorias no tratamento e na prevenção dessas doenças.
 
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores examinaram mais de 200 crianças com histórico de depressão, bem como cerca de 200 de seus irmãos que nunca sofreram da doença. Eles também reuniram informações de outras 150 crianças com a mesma idade e sexo e sem histórico de depressão.
 
Segundo o principal autor da pesquisa, Jonathan Rottenberg, é necessário realizar pesquisas adicionais para entender por que a depressão no início da vida pode trazer maior risco de doença cardiovascular.
 
Zero Hora