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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Amaranto: o grão que previne o câncer e ajuda a emagrecer

O amaranto previne o câncer e controla o colesterol
O alimento também ajuda no ganho de massa muscular e regula a pressão arterial
 
O amaranto é um grão da família Amaranthaceae que se destaca por ser muito balanceado nutricionalmente. Ele é rico em proteínas, fibras, cálcio, ferro, fosforo e magnésio. 
 
O alimento contribui para regular a pressão arterial e o colesterol. Ele também possui uma substância que é capaz de parar o crescimento de tumores, por isso o alimento é bom para a prevenção do câncer. 
 
O amaranto também contribui indiretamente para a perda de peso. Isto porque ele é rico em fibras, nutriente que ao ser ingerido em boas quantidades proporciona a saciedade. Além disso, elas contribuem para o melhor funcionamento do intestino. Algumas pesquisas preliminares também observaram que o grão contribui para a melhora do sistema imunológico. 
 
Principais nutrientes do amaranto
O amaranto se destaca por ser rico em proteínas com alto valor biológico e que por isso fazem com que o alimento seja uma ótima opção para vegetarianos, idosos e praticantes de atividades físicas. O alimento ainda possui mais cálcio do que a maiorias dos outros cereais. Além disso, como ele possui baixas quantidade de ácido fítico, taninos e oxalatos, a biodisponibilidade do cálcio é alta, ou seja o mineral consegue ser bem aproveitado pelo organismo. Contudo, o alimento não é um substituto do leite. Enquanto, uma xícara de leite integral possui 290 mg de cálcio, a quantidade recomendada de amaranto, 45 gramas, conta com somente 72 mg.  
 
O cálcio, juntamente com o magnésio e o fósforo, que estão presentes em altas quantidades no amaranto, são bons para a saúde dos ossos e dentes. O alimento conta também com boas quantidades de ferro. A deficiência de ferro pode levar a anemia e o amaranto é considerado um cereal ideal fornecer boas quantidades deste mineral. 
 
O zinco está presente no cereal e é importante para a ação de diversas enzimas. Outro nutriente importante que o amaranto possui são as fibras que ajudam no emagrecimento, pois proporcionam saciedade, e elas ainda melhoram o trânsito intestinal. O amaranto ainda conta com a vitamina C, nutriente que contribui para o sistema imunológico. 
 
Nutrientes do amaranto - 45 g
Calorias167 kcal
Proteínas6.1 g
Lipídeos3.16 g
Carboidratos29.36 g
Fibras3 g
Cálcio72 mg
Ferro3.42 mg
Magnésio112 mg
Fósforo 251 mg
Potássio 229 mg
Sódio2 mg
Zinco 1.29 mg
Tiamina 0.052 mg
Riboflavina 0.09 mg
Vitamina C 1.9 mg
Vitamina B-60.266 mg
Vitamina E 0.54 mg
 
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.         
 
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada de amaranto, 45 gramas (3 colheres de sopa), carrega: 
 
- Magnésio - 42,5%
 
- Fósforo - 36%
 
- Ferro - 24%
 
- Fibras - 18,4%
 
- Zinco - 18,4%
 
- Proteínas - 12,2%
 
- Carboidratos - 9,7%
 
- Cálcio - 7,2%
 
- Gorduras - 5,7%
 
- Vitamina C - 4,2%.
 
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. 
 
Benefícios do amaranto
 
Controla a pressão arterial: Os peptídeos do amaranto inibem o funcionamento de enzimas encarregadas de elevar a pressão arterial. Assim, ocorre a melhor regulação da pressão. As principais complicações da pressão alta são o acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio e doença renal crônica.
 
Ajuda na perda de peso: Este benefício ocorre porque o amaranto é rico em fibras solúveis. Ao entrar em contato com o líquido no interior do estômago, o nutriente forma uma espécie de gel que dilata o órgão e proporciona saciedade. As fibras também irão contribuir para o melhor funcionamento do intestino. 
 
Ajuda no ganho de massa muscular: Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas, de autoria da nutricionista Valéria Maria Caselato de Sousa, observou que um grupo de 20 idosos apresentou ganho de massa muscular após passar 45 dias ingerindo pipoca. Este benefício ocorre porque o amaranto possui boas quantidades de proteínas, que tem a função de reparar as microlesões que ocorrem como um processo fisiológico normal quando se prática atividades físicas e proporcionar a formação de novas células musculares. 
 
Benefícios do amaranto em estudo
 
Previne o câncer: Duas pesquisas publicadas pelo Instituto para Pesquisas Científicas e Tecnológicas de San Luis Potosí, no México, observaram a presença de um peptídeo, fragmento de proteína, que é capaz de impedir o crescimento de tumores. Segundo os mesmos estudos, esta substância é semelhante à lunasina presente na soja, que também possui ação anticancerígena. Porém, uma diferença importante observada pelas pesquisas é que a substância presente no amaranto age mais rapidamente nas células do que a da soja.
 
O testes com o alimento foram realizados somente in vitro, ou seja, ainda não foram feitas pesquisas com humanos em relação ao amaranto e o câncer. 
 
Controla o colesterol: Em pessoas saudáveis e em estudos iniciais realizados com animais observou-se que o consumo do amaranto ajuda a manter o colesterol controlado. Contudo, em estudos realizados com idosos, o mesmo benefício não foi observado. O mecanismo que proporcionaria o benefício de baixar o colesterol ainda não foi descoberto. Alguns pesquisadores defendem que as respostas seriam as fibras, outros apostam nas proteínas e ainda há quem acredite que o benefício está no óleo do grão, por ser rico em ômega 3. 
 
Quantidade recomendada de amaranto
Não há uma orientação exata para o consumo de amaranto. Porém, alguns nutricionistas recomendam ingerir entre duas a três colheres de sopa (cerca de 45 gramas) do cereal por dia.
 
Como consumir o amaranto
O amaranto pode ser consumido de diversas maneiras. Ele pode ser adicionado nas saladas ou cozido e consumido em substituição ao arroz e feijão ou adicionado em sopas. Os flocos de amaranto podem ser adicionados às frutas, iogurtes, sucos e vitaminas. O alimento também pode ser preparado como uma pipoca. Basta colocar uma colher de sopa de grãos de amaranto em uma frigideira, tampar e esperar ele estourar. As pipocas de amaranto possuem cerca de dois milímetros de tamanho.  
 
Compare o amaranto com outros alimentos
O amaranto é um alimento nutricionalmente muito equilibrado e por isso pode substituir a combinação arroz, fonte de carboidrato, e feijão, fonte de proteína. O grão conta com maiores quantidades de cálcio, ferro, fósforo e magnésio do que o feijão, a lentilha e o arroz integral, perdendo apenas para a soja. Apesar do amaranto ser um alimento muito rico, é importante variar no cardápio. Assim é possível ingerir diferentes nutrientes. 
 
Nutrientes - 45 g Amaranto cozidoSoja cozida Feijão preto cozido Feijão carioca cozido Lentilha cozida Feijão fradinho cozido Arroz integral
Calorias 46 kcal 77,85 kcal34,65 kcal 34 kcal41,8 kcal 35 kcal50 kcal
Proteínas 1,71 g7,48 g2 g 2,16 g 2,8 g2,3 g 1.04 g
Gorduras totais 0,71 g 4 g 0,225 g0,225 g0,22 g 0,27 g 0,37 g
Carboidratos 8.41 g 4,46 g 6,3 g 6,12 g 7,3 g6 g 10,58 g
Cálcio 21 mg 45,9 mg 13 mg 12,15 mg 7,2 mg7,65 mg 4 mg
Potássio 61 mg231,75 mg115 mg 114,75 mg99 mg 113,8 mg 36 mg
Ferro 0,95 mg 2,3 mg 0,675 mg 0,585 mg 0,675 mg0,5 mg0,24 mg
Fósforo 67 mg110 mg 39,6 mg39 mg 46,8 mg 38 mg35 mg
Sódio 3 mg 0,45 mg 0,9 mg 0,9 mg 0,45 mg 0,45 mg 0
Zinco 0,39 mg 0,517 mg 0,315 mg 0,315 mg 0,495 mg 0,5 mg 0,28 mg
Magnésio 28 mg38,7 mg 18 mg 18,9 mg 9,9 mg 17,1 mg 20 mg
Fibra 0,9 g 2,7 g 3,78 g3,8 g 3,5 g 3,37 g 0,8 g
 
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.       

Contraindicações
O amaranto não é recomendado para portadores de diabetes, pois possui alto índice glicêmico.

Quando um alimento conta com alto índice glicêmico, a absorção de glicose é rápida o que leva ao aumento das taxas de glicose no sangue e pode causar uma hiperglicemia o que agrava o diabetes.

Pessoas com doenças renais também devem evitar o grão por ele ser rico em proteínas e o excesso do nutriente poder sobrecarregar os rins. 
 
Riscos do consumo em excesso
Como o amaranto é rico em proteínas, o consumo de grandes quantidade do alimento ao longo do tempo pode sobrecarregar o funcionamento do fígado e rins. Além disso, como o alimento também conta com carboidratos, é preciso consumir com moderação, já que o excesso do nutriente pode levar ao ganho de peso. 
 
Fontes consultadas:
Nutricionista Valéria Maria Caselato de Sousa ? doutora em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas e é professora adjunta do Instituto de Nutrição Josué de Castro/ UFRJ

Jaime Amaya Farfan ? pós-doutor em Química de Alimentos e Nutrição e professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas.

Nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde.  
 
Minha Vida

Dieta detox: conheça erros e cuidados ao usar esse método para emagrecer

Ao fazer a dieta detox invista em alimentos leves - Foto:Getty Images
A orientação é ter uma dieta balanceada, restringindo o consumo
de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas
Quando realizado de maneira errada o método pode causar ganho de gordura e prejudicar a saúde
 
Após momentos de abuso na alimentação e nas bebidas alcoólicas ou açucaradas, como nas festas de final de ano e feriados, algumas pessoas recorrem às dietas detox também chamada de dieta desintoxicante com o objetivo de "limpar o organismo" e perder peso.

Porém, alguns desses regimes são muito extremos, fazendo com que o indivíduo consuma pouquíssimas calorias ou fique dias à base de líquidos. Estas dietas exageradas podem ter o efeito contrário do que o detox propõe e ao final causar o ganho de gordura e prejudicar a saúde.

Afinal, para que o organismo volte ao seu estado normal não são necessárias medidas tão extremas. "Após dois dias de retorno para uma alimentação saudável o nosso corpo já volta ao metabolismo de antes", diz a nutricionista Amanda Epifânio que integra o corpo clínico do CITEN.

Até mesmo a eficácia de qualquer dieta detox é questionada por alguns profissionais da saúde. "Não acredito que exista a condição que denominam de intoxicação. Os verdadeiros desintoxicantes do corpo são o fígado e os rins, e esses órgãos ficam sobrecarregados quando a alimentação é rica em gordura, sódio e açúcares. Porém, toda vez que saímos de uma alimentação cheia de gorduras para algo mais leve, isso reduz a sobrecarga do fígado e faz com que ele trabalhe de forma normal", constata Epifânio.

Contudo, há dietas detox que propõe justamente um regime que prioriza os alimentos saudáveis e que deixa de lado aqueles ricos em gorduras e açúcares.
 
Saiba o que pode ser interessante nos regimes desintoxicantes e quais são os cuidados necessários ao realizar este plano de emagrecimento:
 
Quais alimentos realmente evitar
Alguns alimentos realmente sobrecarregam o fígado por serem ricos em substâncias que em excesso prejudicam organismo. Por isso, após momentos de abuso, é importante evitar alimentos que irão fazer com que esse órgão tenha uma atividade intensa.

A orientação é ter uma dieta balanceada, restringindo o consumo de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas, é o caso da carne vermelha e produtos industrializados, como congelados e biscoitos. Comidas ou bebidas com aromas artificiais, corantes e aditivos químicos devem ter o consumo limitado, bebidas alcóolicas e açúcar também.

Alguns especialistas orientam cortar alimentos com glúten, como a farinha de trigo, lactose e soja. Caso a pessoa faça isso por conta, o tempo da dieta não deve passar de um a dois dias, se for mais do que isso a reintrodução dos alimentos é mais difícil, pois a pessoa pode ficar um pouco sensível às comidas e bebidas. "Isto é uma precaução, pois as alergias com esses ingredientes são frequentes", justifica a Ph.D em nutrição Andrea Dario Frias, coordenadora do centro de pesquisas Sanavita. A cafeína também é restringida por alguns profissionais da área da saúde. "Como os chás serão consumidos com maior frequência e eles já possuem essas substância, é recomendado não abusar do café", explica Frias.                      
 
Quais alimentos priorizar
Uma alimentação leve já irá contribuir para o melhor funcionamento do fígado. "Consumir muitas frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e carnes brancas ajuda muito. Não adianta pular uma refeição, pois se o corpo fica sem comer entra em estresse e isso aumenta o peso porque o organismo vai atrás de mecanismos de estoque", explica a nutricionista Amanda Epifânio, do CITEN.

Além de não sobrecarregarem o fígado, estes alimentos são ricos em vitaminas, minerais, compostos fenólicos que tem ação antioxidante. Os peixes, grelhados, assados ou cozidos, e as sementes, como a chia e a linhaça, são ricos em ômega 3 que proporciona uma ação anti-inflamatória.

Os sucos com verduras e frutas e os chás também são muito recomendados por alguns profissionais da área de saúde. O consumo balanceado deles na dieta é benéfico. O chá verde é rico em catequinas que tem o poder de combater os radicais livres no organismo e ainda possui um efeito termogênico. O chá de hibisco é uma boa escolha, por conter flavonoides e ácidos orgânicos que tem ação antioxidante e diurética. O chá de gengibre é outra bebida que possui forte ação antioxidante.  
 
Fuja da dieta líquida
Algumas dietas detox envolvem passar dias ingerindo somente líquidos e isto pode causar uma série de problemas para a saúde. "Tirar alimentos e colocar líquidos faz com que o fígado trabalhe mais porque ele terá que conseguir energia de alguma maneira, isso ocorre em casos de dietas que durem mais do que uma semana", conta Epifânio. Porém, manter a dieta líquida por apenas um dia já acarreta problemas, afinal esse tipo de alimentação é pobre em calorias, o que pode levar a desmaios, dores de cabeça, entre outros problemas.

Os rins também são prejudicados por uma alimentação essencialmente líquida. É este órgão que controla os eletrólitos, sódio e potássio, do nosso organismo e o excesso de líquidos causa um desequilibro entre esses eletrólitos que em casos graves pode causar até a desidratação. Ingerir mais de quatro litros de bebidas ao dia não é benéfico para a saúde.  
 
Fuja do baixíssimo consumo de calorias
A restrição calórica excessiva além de ser prejudicial para a saúde também não irá provocar um emagrecimento saudável. "O corpo tolera por muito pouco tempo essa falta de energia, assim após sete dias começa a usar o seu estoque corporal que é o que chamamos de estoque de ouro, não é só a gordura, mas também músculos", alerta Epifânio.

Também podem ocorrer alguns problemas de saúde. "No curto espaço de tempo pode não acontecer prejuízos. A partir de uma semana o risco é ter hipoglicemia que pode levar a desmaios", diz Epifânio.  
 
Evite o efeito sanfona
Após uma dieta detox muito restritiva e por um período maior do que sete dias a pessoa pode não só voltar ao peso original com ganhar mais gordura. "Como expliquei, a falta de energia por muito tempo faz com que diminua a quantidade de músculos. Assim, quando o indivíduo volta para a dieta comum, o corpo quer voltar ao peso perdido, mas só recupera a gordura e então a pessoa fica mais flácida", constata Epifânio.

A melhor maneira para evitar o efeito sanfona é não realizar uma dieta detox muito restritiva, apenas priorizando alimentos mais saudáveis e evitando outros prejudiciais. Quando acabar o regime é necessário mudar os hábitos alimentares. "O ideal é incorporar hábitos saudáveis na alimentação cotidiana. Continue priorizando os alimentos naturais e diminua o consumo de álcool, gorduras saturadas e trans, sódio e açúcar", explica Frias.  
 
Procure ajuda profissional
Ao realizar uma dieta detox o ideal é procurar a ajuda de um profissional da área da saúde, nutricionista ou nutrólogo. "Caso a pessoa faça um regime desintoxicante por conta não recomendo que dure mais do que três dias. Se ela fizer a dieta detox por um longo período deve falar com um profissional da saúde, pois ele irá orientar uma suplementação de vitaminas e minerais", diz Frias.

Além disso, se a pessoa passar muito tempo sem ingerir a lactose e o glúten é preciso cuidado quando for voltar a consumir alimentos com a substância. Isto porque o organismo fica mais sensível a esses alimentos depois da dieta.  
 
Evite o excesso de determinados alimentos
Ao longo da dieta detox é importante não abusar do consumo de chás. Alguns deles, como o chá verde e o mate, possuem cafeína e o excesso da substância pode causar insônia, taquicardia e gastrite, pois ela aumenta a secreção gástrica.

A orientação é não passar de três xícaras das versões simples à granel, como o de hibisco, chá verde e de gengibre. Com relação às versões industrializadas que são mais concentradas, o consumo não deve passar de dois copos ao dia. Quanto aos sucos detox o recomendado é não ingerir mais do que dois copos ao dia.  
 
Minha Vida

Estudos apontam que tratamento com testosterona pode aumentar risco cardíaco em homens

homem na cama com uma mulher - Foto: Getty Images
                                    Baixo interesse sexual
Esse é o sintoma mais específico para desconfiar de baixos níveis
                               de testosterona no organismo
Um deles mostrou o risco de infarto não fatal do miocárdio nos homens mais velhos que fazem a reposição desse hormônio
 
A testosterona, mesmo sendo presente nas mulheres, é considerada o mais masculino dos hormônios. Normalmente, os índices dele ainda caem até 1% ao ano a partir dos 40. Ter esse hormônio em menos quantidade traz diversos problemas aos homens, mas talvez a reposição possa ser arriscada. Um estudo divulgado no jornal científico online PLoS One no dia 28 de janeiro de 2014 mostrou que os tratamentos com esse hormônio podem aumentar o risco de infarto não fatal no miocárdio em homens mais velho ou jovens com histórico de problemas cardíacos.

Para chegar a essa conclusão, os estudiosos estudaram mais de 55 mil homens de meia idade ou mais velhos que receberam prescrição de testosterona entre os anos de 2008 e 2010. O foco dos pesquisadores norte-americanos foi nos índices de ataques do coração um ano após o tratamento. Eles concluíram quer homens com mais de 65 anos tinham o dobro de risco de ter um infarto, assim como os que tinham menos de 65, mas um diagnóstico anterior de doença cardiovascular.

Mais comprovações
Esse estudo não foi feito com uma triagem randomizada, que é o padrão para estudos científicos. Mas pesquisas anteriores também já verificaram essa tendência. Um estudo feito na VA Eastern Colorado Health Care System (Estados Unidos), de novembro de 2013, mostrou que o uso do hormônio testosterona aumentava em 29% o risco cardiovascular após os 60 anos.

O que ainda é um mistério para os especialistas é a relação entre o hormônio e o coração. Não se sabe se o perigo está mesmo no remédio ou se está mais ligado ao comportamento desses pacientes após fazer a reposição. Afinal, a testosterona está relacionada à libido, e pode ser que o aumento da atividade sexual esteja causando essa sobrecarga no coração desses homens.

Testosterona em queda
Mas como reconhecer se o seu hormônio está baixo? Antes de fazer o exame, o médico pode notar alguns sintomas característicos do problema.
 
Confira quais são eles a seguir:
 
Baixo interesse sexual
Esse é o sintoma mais específico para desconfiar de baixos níveis de testosterona no organismo. "Inclusive, pode ser possível perceber uma perda da potência sexual, ou mesmo uma disfunção erétil", explica a endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Um sinal mais claro para a deficiência desse hormônio pode ser a falta de ereções matinais - aquelas ereções "involuntárias", que se tem ao acordar. O endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que homens com essa característica também têm maiores chances de sofrer com infertilidade. Entretanto, os baixos níveis de testosterona por si só raramente são a única razão para ereções mais fracas - outros problemas como doenças cardíacas e diabetes, também podem estar associados.                      
 
Cansaço excessivo
A fadiga também é um efeito comum de baixos níveis de testosterona. "Isso acontece porque o hormônio também está relacionado com a produção de energia, e taxas reduzidas refletem na forma de cansaço", afirma a endocrinologista Ruth. Lembrando que o cansaço e a falta de disposição precisam aparecer em conjunto com os outros sintomas associados à testosterona, pois sozinho pode ser um indicativo para vários outros problemas.
 
Pensamento confuso e problemas de memória
"A testosterona também atua diretamente no sistema nervoso, incluindo áreas responsáveis pela cognição e concentração", afirma a endocrinologista Ruth. Dessa forma, baixos níveis do hormônio também se traduzem como uma dificuldade para manter a concentração em atividades ou mesmo assimilar conceitos. "Uma consequência dessa falta de atenção pode ser a dificuldade de memorização", completa Ruth.  
 
Mudanças de humor
De acordo com a endocrinologista Vânia dos Santos, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), os baixos níveis desses hormônios estão relacionados com o aumento dos casos de depressão masculina na terceira idade. "Como a testosterona também age no sistema nervoso, uma mudança em sua produção afeta o bem-estar e o humor dos homens", explica. O resultado é um sentimento maior de tristeza, que pode evoluir para uma doença. 
 
Dificuldade para construir músculos
É fácil perceber a influência da testosterona nos músculos dos homens. "Por volta dos 12 anos, quando os testículos começam a produzir a testosterona, os meninos ficam mais fortes", explica Pedro Saddi. De acordo com o especialista, essa diferença aumenta no período entre 20 e 30 anos, quando os homens têm um pico nos níveis de testosterona no sangue. No entanto, se as taxas estão reduzidas, o homem pode ter dificuldade para criar massa muscular, principalmente na região do abdômen. "Inclusive, em alguns casos, o homem pode até perder massa muscular por conta das taxas alteradas de testosterona", completa a endocrinologista Ruth. 
 
Acúmulo de gordura corporal
O homem não só perde massa muscular quando a testosterona não está adequada, como também ganha gordura na região do abdômen. "Isso porque os músculos que ele perde irão se transformar em gordura, e essa mudança se dá principalmente na cintura", explica a endocrinologista Ruth. Além disso, se você não está em construção muscular adequada, o seu corpo deixa de usar os alimentos que você ingeriu para este fim, transformando tudo em gordura.   
 
Perda de massa óssea
O homem tem uma diminuição também da massa óssea relacionada à testosterona. "Isso inclusive é uma das causas mais importantes de osteoporose masculina", afirma a endocrinologista Ruth. Uma pesquisa da University of Western Australia, que acompanhou 3.600 homens com mais de 70 anos, mostra que os baixos níveis de testosterona podem estar relacionados a problemas de mobilidade e a fragilidade de ossos em idosos. Isso acontece porque o hormônio atua na densidade óssea, e sua deficiência pode fragilizar o órgão.
 
Baixo crescimento de pelos
O crescimento de pelos em algumas áreas está diretamente ligado à produção de testosterona, tanto nos homens quanto nas mulheres. É a partir do momento que esse hormônio começa a ser produzido, por volta dos 12 anos de idade, que os pelos no rosto, tronco, nádegas, virilha e região púbica começam a crescer nos homens. Dessa forma, níveis mais baixos de testosterona podem levar a um crescimento mais baixo de pelos faciais, pubianos e pelos nos braços e pernas. Mas não é a baixa de testosterona a responsável por queda de cabelo ou calvície, por exemplo. Nesse caso, o endocrinologista Pedro Saddi explica que o hormônio relacionado com a queda de cabelos é a diidrotestosterona, que é uma transformação da testosterona. "As pessoas calvas têm enzimas no couro cabeludo com uma capacidade maior de transformar a testosterona do sangue em diidrotestosterona para agir no folículo capilar", confirma. Dessa forma, um homem com calvície poderá tê-la por conta de uma alteração nas enzimas do couro cabeludo, e não por conta da testosterona circulante no sangue.  
 
Problemas para dormir
"A deficiência em testosterona pode deixar o sono prejudicado, no sentido de que ele fica menos relaxante, menos restaurador", explica a endocrinologista Ruth. Em alguns casos, a baixa testosterona pode causar agitação durante a noite e até mesmo episódio de insônia. "Entretanto, é importante lembrar que esses sintomas aparecem em conjunto quando o problema está relacionado com a testosterona - se surgirem separadamente, pode ser sintoma de outro problema", ressalta a especialista. 
 
Minha Vida

Acerte na escolha do sapato sem prejudicar o seu corpo

Salto alto demais - Getty Images
Nem a sapatilha escapa da lista de calçados que causam dores e deformidades
 
Eles são considerados a paixão de muitas mulheres, mas podem causar estragos na estrutura do nosso corpo - de dor nas costas a joanete, bolhas e calos. Um exemplo é a apresentadora Xuxa, que terá que ficar afastada da TV para se recuperar de uma sesamoidite no pé esquerdo. O problema é inflamação em dois ossos dianteiros do pé, decorrente do uso prolongado de saltos altos ao longo da vida, o que faz com que essas estruturas sofram grande pressão. A doença causa dores, além de calos e inchaço. Parte do tratamento consiste em não usar saltos por no mínimo seis meses.

"O melhor calçado é o tênis, enquanto sapatos com salto plataforma, salto muito alto associado ao bico fino e salto alto simples são os piores", afirma o ortopedista Marcelo Cavalheiro, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein. O ideal é sempre buscar um calçado que tenha um salto baixo, com cerca de 2 a 3 centímetros de altura, assim como os tênis.
 
Conheça os sapatos que mais prejudicam o seu corpo e saiba como amenizar os malefícios. Nem as sapatilhas escapam:
 
Salto alto demais
Resistir à sua elegância é difícil, mas o salto alto demais traz muitos prejuízos ao corpo. Segundo o ortopedista Marcelo Cavalheiro, esse tipo de calçado pode causar hiperlordose (acentuação da lordose, que é uma curva natural da coluna) e dor nas costas. Nos joelhos, pode ocorrer a chamada síndrome femoropatelar (dor na região da patela, também conhecida como rótula) e condromalácia patelar (machucado da cartilagem da patela), além do risco maior de entorse (distorção violenta que rompe os ligamentos de uma articulação), que gera ainda mais lesões.

No tornozelo, também pode haver entorse, machucando a cartilagem ou os ligamentos dessa região. Os prejuízos são sentidos ainda nos pés: "O peso da pessoa fica no antepé, o que pode ocasionar metatarsalgia (dor na parte frontal do pé), joanete, calosidades, bolhas e retração do tendão de Aquiles?, conta o ortopedista. Por esse conjunto de problemas, a pessoa pode desenvolver algum tipo de problema postural com o uso constante de salto.

"Também pode acontecer de os músculos isquiotibiais - aqueles que vão da perna até acima dos quadris - ficarem encurtados, gerando ainda mais sobrecarga na coluna", diz o ortopedista Fabiano Faria, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Outro problema  dos saltos se popularizou com a apresentadora Xuxa, a sesamoidite, uma inflamação nos ossos sesamoides, que estão localizados na parte dianteira dos pés. Com o acúmulo de pressão decorrente do uso de saltos, a inflamação ocorre, causando dores, calos e inchaço na região.

A solução para as amantes de salto é simples: diminuir o tamanho. "Deve-se evitar usar esse salto muito alto em muitos dias da semana, já que, quanto mais se usa, maior será a incidência dos problemas", aconselha Fabiano. 
 
Salto fino demais
Toda mulher vira uma equilibrista quando calça um sapato com salto fino demais - o que é um grande problema, já que a caminhada fica instável e o corpo, desequilibrado. "Esse salto pode provocar os mesmos transtornos do salto alto, além de agravar ainda mais o entorse de joelho e tornozelo", explica Marcelo Cavalheiro. Para o ortopedista Fabiano Faria, a única solução é aumentar a largura desse salto, para que o caminhar fique mais estável: "Quanto mais fino, mais instabilidade para caminhar a pessoa terá".  
 
Sapatilha
Mesmo eleita como um dos sapatos mais confortáveis, a sapatilha também tem as suas restrições. Ela não tem sistema de amortecimento, o que aumenta o impacto ao caminhar. "O excesso de impacto pode gerar consumo de cartilagem de quadril, joelho, coluna e tornozelo, porque ocorre uma sobrecarga nessa cartilagem", diz o ortopedista Marcelo Cavalheiro, que lembra que o uso excessivo da sapatilha também pode gerar inflamação no tecido gorduroso que reveste o calcanhar, chamado de coxim gorduroso do calcâneo.

Além disso, por ser baixinha demais, a sapatilha pode causar dores no tendão de Aquiles e fascite plantar (o famoso esporão), para quem não tem muita flexibilidade. "Até a pessoa melhorar o alongamento, ela pode usar um salto pequeno, de 2 a 3 cm, para o pé ficar ligeiramente inclinado, compensando a falta de alongamento", diz Fabiano Faria. Mas, se você não abre mão da sapatilha, tente usar uma palmilha de silicone ou espuma.  
 
Rasteirinha
Apesar de também ser confortável, esse calçado é baixo demais e enfrenta problemas similares à sapatilha: pode levar ao desgaste de cartilagens de quadril, joelho, coluna e tornozelo se usadas em excesso. "A rasteirinha também aumenta a incidência de entorse de joelho e tornozelo e quedas, já que se prende facilmente em qualquer irregularidade do chão", alerta Marcelo Cavalheiro. Para aliviar os problemas, a solução é a mesma da sapatilha: procurar um sapato com salto pequeno ou com mais amortecimento.  
 
Salto plataforma (meia pata)
O sapato meia pata é um dos piores: acumula os prejuízos de ser alto demais - lesões na coluna, joelho e tornozelo -, e é muito instável, já que eleva tanto a parte da frente quanto a parte de trás do pé e aumenta o risco de torções. "Essas torções costumam ser bem graves, já que, com esse tipo de sapato, o pé costuma ficar muito acima do chão", alerta o ortopedista Fabiano Faria.  
 
Sapatos de bico fino
O scarpin de bico fino é chique, mas seus pés podem sofrer com essa elegância. Segundo o ortopedista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse sapato não deixa espaço para os dedos e pressiona-os demais, causando deformidades, tais como calosidades, bolhas e o famoso joanete. Fabiano aconselha que os sapatos de bico fino sejam substituídos por aqueles de bico mais alargado, principalmente se a pessoa tiver tendência a desenvolver joanete. 
 
Sapato com numeração errada
A cena é clássica: basta achar um sapato maravilhoso e com um ótimo desconto que fica difícil resistir à tentação de levá-lo, mesmo que a numeração não seja exatamente a sua. No entanto, seja maior ou menor que seu pé, um sapato mal encaixado provoca calosidades e bolhas. "O sapato deve ser confortável para evitar quedas e bolhas, ou seja, precisa estar na o numeração correta", indica Marcelo Cavalheiro.  
 
Minha Vida

É verdade que cirurgia plástica vicia?

Foto: Reprodução
Algumas pessoas podem ter vicio patológico, buscando tratamentos mesmo sem necessidade
 
Por Dr. Wagner Montenegro
 
É cada dia mais comum intitularem de "viciada em cirurgia plástica" uma pessoa que se submeteu a dois ou mais procedimentos com fins estéticos, os cirúrgicos e não cirúrgicos ? por exemplo, a aplicação de toxina botulínica. Porém, dentre os pacientes que realizam várias plásticas podemos distinguir dois tipos: os com "vício não patológico" e com "vício patológico". 
 
Existe o paciente que tem uma visão mais realista e consegue fazer uma boa avaliação do próprio corpo e rosto, enxerga-os como realmente são. Esse é o paciente que, quando se submete a uma cirurgia plástica, vê o benefício conquistado e, consequentemente, passa a visualizar as possibilidades que pode ter com outros procedimentos. Vemos casos de pacientes que fazem alguma cirurgia nas mamas, depois percebem que podem melhorar também a barriga, que não está do jeito que elas gostariam e talvez façam outras cirurgias, até ficarem bem e satisfeitas com o próprio corpo, momento em que param. Essa é a paciente que tem um comportamento normal, ela passa por várias plásticas, mas percebe a hora de parar. 
 
Quando o vício é patológico
O caso mais delicado é o do paciente que não enxerga os benefícios que a plástica fez, nessas pessoas podemos identificar o "vício patológico". Essa pessoa é aquela que faz, por exemplo, uma plástica no rosto, na qual obteve uma grande melhoria, mas mesmo assim ela continua se olhando no espelho e vendo defeitos, o que a faz optar por mais um procedimento no rosto. Esse processo pode se repetir inúmeras vezes, variando entre procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos. Ora ela busca por um preenchimento, depois quer fazer mais uma plástica, levantar mais o rosto, aumentar as maçãs, etc. É uma busca por mudanças que nunca acaba. 
 
O "vício não patológico" é aquele que se encerra, pois o paciente fica satisfeito e cessa a realização de procedimentos. Já o paciente que tem "vício patológico" nunca finda sua busca, pois está constantemente desconte com o corpo e rosto. A visão que essa pessoa tem de si própria é deturpada, são pessoas que passam horas pensando na própria aparência e sofrendo com a autoimagem, alguns podem ser diagnosticados inclusive com o transtorno dismórfico corporal, mais conhecido como dismorfofobia. Nessas pessoas a angústia é permanente e apesar das tentativas, nenhum procedimento estético é capaz de aliviar a eterna insatisfação com a imagem. 
 
É frequente que o paciente com dismorfofobia e viciado em cirurgia plástica vá de um médico ao outro. Quando um cirurgião contraindica determinado procedimento que esse paciente quer fazer, ele começa a procurar outros médicos, outras técnicas e às vezes até possibilidades alternativas, não médicas, o que representa um sério problema, pois ele acaba fazendo procedimentos com pessoas não qualificadas, o que implica em expor a sua própria integridade física, correndo até risco de vida. 
 
Em geral a pessoa com o vicio patológico em cirurgia plástica se fixa em detalhes. Ela enxerga problemas que normalmente não tem solução, são pacientes que almejam uma simetria de 100%, chegam ao consultório com discursos que transformam procedimentos complexos em algo simples, como uma maneira de aceitar mais facilmente aquilo e persuadir o cirurgião plástico. 
 
O objetivo da cirurgia plástica é proporcionar uma simbiose entre o que passa na cabeça do paciente e o seu corpo, como um casamento. Quando é estabelecido um bom relacionamento entre esses dois elementos, corpo e mente, são proporcionadas até alterações hormonais no paciente porque ele se sente mais feliz, consequentemente a felicidade traz rejuvenescimento. A cirurgia plástica acaba proporcionando uma mudança muito grande na parte física e psicológica do paciente, resultando em uma melhora como um todo, o tornando uma pessoa mais positiva, com mais ânimo para fazer as coisas e com muito mais segurança e autoconfiança. 
 
Quando o cirurgião plástico, com a ajuda de sua experiência profissional, percebe que não vai conseguir satisfazer as expectativas do paciente ? que aquele paciente pode sofrer de dismorfofobia e que a cirurgia plástica não é o melhor caminho para ele ?, o médico pode contraindicar o procedimento e orientá-lo a buscar auxílio de outros profissionais da medicina que trabalhem de outras formas com a elaboração de uma nova percepção da autoimagem. 
 
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