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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Confira dicas para preparar lanches saudáveis para as crianças

Confira dicas para preparar lanches saudáveis para as crianças Hippo/Divulgação
Foto: Hippo / Divulgação
Alimentação saudável é responsável por garantir o
 desenvolvimento dos pequenos
Pais devem ficar atentos à escolha dos alimentos
 
Com a proximidade da volta às aulas, os pais devem ficar atentos para os lanches que as crianças e os adolescentes consomem no intervalo dos estudos. A alimentação saudável é a responsável por garantir o crescimento, o desenvolvimento e a saúde infanto-juvenil. Além disso, previne a ocorrência de doenças como diabetes, obesidade, pressão alta, anemia e até mesmo alguns tipos de câncer.
 
A nutricionista Paula Barbosa Corrêa explica que um lanche equilibrado reúne um item de cada grupo de alimentos: energéticos (pães, bolos, biscoitos ou cereal matinal), construtores (leite, iogurte ou queijos) e reguladores (frutas ou sucos de fruta). Ela aconselha os pais a aproveitarem o momento de preparar a lancheira para explicar aos filhos a necessidade de se alimentar bem.
 
— Paciência, persistência e dedicação resultam em crianças mais saudáveis e mais flexíveis na hora de comer. Mesmo se alimentando na cantina, os lanches podem ser mais leves e nutritivos, é uma questão de escolha por parte dos jovens— afirma Paula.
 
A nutricionista indica o estabelecimento de um acordo com os jovens, reservando um dia da semana para a cantina. Nos casos em que a alimentação na escola é inevitável, as melhores alternativas são sanduíches, suco natural, iogurtes e vitaminas.
 
Veja algumas dicas da nutricionista Paula Barbosa para preparar lanches da melhor forma:
 
- Estimule o consumo de frutas: ofereça três frutas diferentes ao longo do dia, selecionando principalmente as da estação e respeitando o gosto da criança
 
- Gorduras: dê preferência aos óleos vegetais e gorduras derivadas do leite. Evite alimentos que possuam gordura vegetal hidrogenada (gordura trans)
 
- Seja persistente: insista na oferta do mesmo alimento, em apresentações diferentes. Para aceitá-lo a criança precisa experimentá-lo, pelo menos, de 8 a 10 vezes
 
- Elimine os conservantes: prefira alimentos naturais, sem adição de açúcar e conservantes ou aditivos artificiais
 
- Faça em casa: monte a lancheira com bolos e biscoitos preparados em casa, utilizando farinha integral, de aveia, de linhaça e acrescentando frutas
 
- Invista nos lanches naturais: prepare sanduíches com alface, tomate e cenoura, entre outros
 
- Explore sua criatividade: use a imaginação e faça kits com cores variadas
 
- Evite refrigerantes e refrescos em pó, e prepare sucos no liquidificador
 
- Armazenamento: além da lancheira e da garrafa térmica, pode-se usar o papel alumínio para embalar os alimentos. É recomendável preparar o lanche logo cedo, pouco tempo antes de a criança sair
 
Zero Hora

Café pode melhorar a memória, sugere estudo

Foto: Reprodução
Teste realizado por pesquisadores americanos mostra que habilidade de lembrar imagens é melhor em quem consome a bebida
 
O café é a bebida escolhida por muitas pessoas para dar aquele impulso de energia que ajuda a acordar ou permanecer acordado. Agora, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram mais um benefício desse estimulante: ele pode melhorar a sua memória.
 
O professor Michael Yassa e sua equipe de cientistas descobriram que a cafeína tem um efeito positivo na memória de longo prazo. A pesquisa, publicada pela revista Nature Neuroscience, mostra que a cafeína aumenta certas memórias.
 
— Nós sempre soubemos que a cafeína melhora a capacidade cognitiva, mas seus efeitos sobre o reforço da memórias nunca foi examinado em detalhes. É a primeira vez que relata-se um efeito específico da cafeína na redução do esquecimento em até 24 horas — disse Yassa.
 
A pesquisa realizou um teste com pessoas que não consumiam cafeína regularmente. Eles foram dividos em dois grupos, um que recebeu um comprimido de 200 miligramas do estimulante e outro que tomou um placebo, ambos cinco minutos depois de estudarem uma série de imagens. Amostras de saliva foram coletadas dos participantes antes que eles tomassem os comprimidos e também 24 horas após o teste, para medir os seus níveis de cafeína.
 
No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro e também algumas imagens sutilmente diferentes. A capacidade de reconhecer a diferença entre dois itens semelhantes, mas não idênticos, chamada de separação padrão, reflete um nível mais profundo de retenção de memória, disseram os pesquisadores.
 
— Se usássemos uma tarefa de memória de reconhecimento de padrão, sem esses itens semelhantes complicando a tarefa, não teríamos descoberto o efeito da cafeína — disse Yassa.
 
O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
 
Zero Hora

Estilo de vida pode fazer pessoas sentirem mais ou menos dor, aponta estudo

Estilo de vida pode fazer pessoas sentirem mais ou menos dor, aponta estudo Stock.xchng/stock.xchng
Foto: Stock.xchng / stock.xchng
Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de analgésicos
 
Pesquisadores do King's College London constataram que a sensibilidade à dor pode variar segundo o estilo de vida e ambiente em que uma pessoa está inserida. O estudo é o primeiro a descobrir que a sensibilidade à dor, que antes se pensava ser relativamente inflexível, pode ser alterada como resultado de genes os quais são ativados ou desativados pelo estilo de vida do indivíduo e os fatores ambientais. Este processo é chamado de epigenética, e altera quimicamente a expressão dos genes. A investigação possui implicações importantes para a compreensão da sensibilidade à dor e poderia conduzir a novos tratamentos.
 
Gêmeos idênticos compartilham 100% dos seus genes, enquanto que os gêmeos não-idênticos dividem, em média, apenas metade dos genes que variam entre as pessoas. Portanto, qualquer diferença entre gêmeos idênticos deve ser devido ao ambiente em que estão inseridos ou mudanças epigenéticas que afetam a função dos genes. Isso os tornou participantes ideais para um estudo desta natureza.
 
Para identificar os níveis de sensibilidade à dor, os cientistas testaram 25 duplas de gêmeos idênticos utilizando uma sonda de calor no braço. Os voluntários foram convidados a pressionar um botão quando o calor se tornasse doloroso, o que permitiu a determinação dos seus limiares de dor. Usando seqüenciamento de DNA, foram examinadas mais de cinco milhões de marcas epigenéticas em todo o genoma e os comparou com outros 50 indivíduos sem parentesco para confirmar seus resultados.
 
A equipe identificou grandes variações entre as pessoas e observou modificações químicas em nove genes envolvidos na sensibilidade à dor que eram diferentes em um dos gêmeos, mas não em seu irmão idêntico.As alterações químicas foram mais significativas dentro de um gene sensível à dor conhecido como TRPA1, o qual já é um alvo terapêutico para o desenvolvimento de analgésicos.
 
Esta é a primeira vez que o TRPA1 mostrou capacidade de ser ativado e desativado epigeneticamente, e desvendar como isso acontece pode ter implicações importantes para combater o alívio da dor. É consenso que as pessoas que são mais sensíveis à dor são mais propensos a continuar a desenvolver dor crônica ao longo da vida.
 
— A possibilidade de regular epigeneticamente o comportamento de TRPA1 e outros genes envolvidos na sensibilidade a dor é um grande incentivo e pode levar a um tratamento de alívio da dor mais eficaz para pacientes que sofrem de dor crônica — afirma a responsável pelos testes, Dra. Jordana Bell.
 
— Funciona como um interruptor para a expressão do genes. Este importante estudo mostra como gêmeos idênticos, quando combinados com a mais recente tecnologia de olhar para milhões de sinais epigenéticos, podem ajudar a encontrar as pequenas chaves químicas contidas nos nossos genes que fazem com que cada um de nós sejamos únicos e, neste caso, responder à dor de forma diferente — acrescenta o professor de Epidemiologia Genética da instituição, Tim Spector.

Zero Hora

Em 2014, Sudeste deve ter maior incidência de novos casos de câncer ligados à longevidade

Foto: Reprodução
Os novos números confirmam a tendência observada pelo Inca em 2012 de
redução dos casos novos de cânceres do colo do útero e de pulmão em homens
(pela queda no número de fumantes)
Estimativas de novos casos de câncer em 2014, divulgadas ontem pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Dia Mundial do Câncer, mostram as diferenças regionais na incidência de câncer
 
Hábitos e condições de saúde e socioeconômicas são os responsáveis pelas variações.
 
O estudo é baseado nos registros de casos e mortalidade por câncer. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de desenhar o cenário da doença e permitir ajustes nas políticas públicas.
 
Os novos números confirmam a tendência observada pelo Inca em 2012 de redução dos casos novos de cânceres do colo do útero e de pulmão em homens (pela queda no número de fumantes).
 
O Sudeste deverá ter maior incidência de tumores associados a melhores condições socioeconômicas e à urbanização, que levam à maior expectativa de vida: próstata, mama e cólon e reto.
 
Apesar de o câncer de próstata ser o mais incidente entre os homens em todos os Estados brasileiros, o risco varia de 21 casos por 100 mil habitantes no Amapá a 108 no Rio de Janeiro. No país, a taxa bruta é de 70,4 casos por 100 mil habitantes.
 
Já no Norte o câncer de colo de útero, que pode ser evitado por meio do exame de Papanicolaou, deve continuar a ser o tipo de câncer mais comum entre as mulheres. O tumor também é o segundo mais frequente entre as do Nordeste e Centro-Oeste, segundo o Inca –sempre excluído o tumor de pele não melanoma, o mais frequente em toda a população.
 
Em todos o país, o câncer de colo de útero ocupa a terceira colocação entre os mais frequentes no sexo feminino.
 
No Sul, chama a atenção a maior incidência de câncer de pulmão e de esôfago, devido à maior prevalência de fumantes na região e ao consumo do chimarrão.
 
Em toda a região Sul, a taxa bruta para o tumor maligno de pulmão é de 33,6 casos por 100 mil habitantes para homens (segundo colocado no ranking dos mais incidentes, depois do câncer de próstata) e a 21,35 para mulheres (terceiro no ranking, depois de mama e cólon e reto).
 
Em novembro, o Inca divulgou estimativa de 576.580 novos casos de câncer em 2014 em todo o país.
 
Folhaonline

Custo de tratamento mensal de transtorno de ansiedade varia até 680%

Foto reprodução
Relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aponta que o custo do tratamento mensal de transtornos de ansiedade pode variar até 680%
 
O boletim analisou os valores de 14 ansiolíticos –genéricos, similares e de marca– disponíveis no mercado brasileiro. Todos eles apresentam a mesma eficácia e segurança na literatura científica, segundo a agência.
 
Foram analisados os preços apenas dos benzodiazepínicos, remédios indicados na segunda linha de tratamento (depois dos antidepressivos) e os mais vendidos no nas farmácias do país para o transtorno. A maior diferença de preços foi encontrada entre o relapax (R$ 8,88) e o Frontal (R$ 69,24).
 
Segundo Symone Lima, especialista em regulação da Anvisa, o boletim pretende oferecer mais informações a pacientes e médicos para que considerem o preço do remédio na hora da prescrição do tratamento. O texto está disponível no site da Anvisa.

Folhaonline