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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Micróbios resistentes a antibióticos viram ameaça global

Foto: Reprodução
A crescente resistência dos micróbios aos antibióticos se tornou uma ameaça em escala planetária, considerada muito séria pelas autoridades sanitárias que, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), multiplicam as advertências e os planos de ação.
 
Um novo sinal de alerta foi lançado nos Estados Unidos, onde o organismo federal da saúde (CDC, na sigla em inglês) estimou que a resistência das bactérias aos antibióticos provoca "pelo menos 23 mil mortes" a cada ano, quase tantas quanto as vítimas por armas de fogo.
 
"Se não ficarmos atentos a isso, muito em breve estaremos na primeira era de pós-antibióticos", na qual os medicamentos milagrosos do século XX não serão mais eficazes, advertiu em setembro passado, o diretor do CDC, Tom Frieden.
 
"É um grande problema!", declarou à AFP o professor Patrice Courvalin, que chefia o Centro Nacional de Referência da Resistência aos Antibióticos no renomado Instituto Pasteur de Paris.
 
"O problema não é só não poder mais tratar uma doença, mas ter de deixar para trás, de um dia para o outro, entre 20 e 30 anos de avanços médicos", explicou o cientista.
 
A descoberta dos antibióticos representou, entre 1930 e 1970, um avanço incrível materializado em uma maior expectativa de vida e em muitos êxitos cirúrgicos.
 
No Reino Unido, a principal conselheira governamental para a Saúde, Sally Davies, fala da resistência aos antibióticos como de uma ameaça global comparável ao terrorismo, ou ao aquecimento global.
 
No entanto, esse fenômeno é algo natural: o aparecimento, por meio de um processo de seleção, de cepas mutantes de bactérias que se tornaram "insensíveis" aos medicamentos.
 
As infecções não respondem mais aos medicamentos disponíveis, o que leva a doenças com tratamentos mais longos para sua eventual cura, um risco maior de contágio, mais custos econômicos e, sobretudo, um risco maior de mortalidade.

A tuberculose é a doença infecciosa mais emblemática no desafio provocado pela resistência aos medicamentos. Quase 5% dos casos recentes foram provocados por variações do bacilo de Koch "multirresistentes", insensíveis a dois antibióticos: a isoniazidia e a rifampicina.
 
Algo ainda mais grave: o aparecimento de uma tuberculose "ultrarresistente", também refratária aos antibióticos de último recurso. Esses casos já representam 10% dos de tuberculose resistente.
 
"Em algumas partes do mundo já não dispomos quase de antibióticos (eficazes)", alarma-se o professor de Microbiologia Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff (Gales), citando Índia, Paquistão, Sudeste Asiático e algumas regiões da América Latina.
 
As resistências microbianas não são exclusividade dos países pobres. A multiplicação, nos hospitais de países ricos, de infecções hospitalares entre pacientes com imunidade baixa, como as provocadas pelo "Staphylococcus aureus", é uma prova disto.
 
Para a OMS, o uso "inapropriado" de antimicrobianos é a primeira causa de resistência: nos países pobres, porque às vezes as doses administradas são muito fracas e, ao contrário, nos ricos, porque podem ser excessivas.
 
A França, por exemplo, é o terceiro consumidor europeu de antibióticos, após ter sido o primeiro durante muito tempo. O hábito de muitos médicos de receitá-los inutilmente para combater doenças de origem viral recuou, mas 20% dos medicamentos que ocupam as prateleiras das farmácias do território francês são antibióticos.
 
Também é uma realidade que nas fazendas do mundo ocidental a metade dos medicamentos antimicrobianos é destinada aos animais de criação para aumentar seu rendimento em carne. "Essas práticas contribuem para aumentar a resistência a organismos como as salmonelas, que podem ser transmitidos ao ser humano", destacou a OMS.
 
A OMS vem desenvolvendo desde 2001 uma "estratégia" para limitar e controlar as resistências em nível mundial.
 
Nos Estados Unidos, a agência que regula os produtos sanitários e os alimentos, a FDA (na sigla em inglês), busca convencer a indústria farmacêutica a eliminar "alguns" antibióticos usados na criação de gado.
 
Na Europa, a Comissão Europeia implantou em 2011 um plano contra a resistência, que tem como um dos objetivos estimular a pesquisa sobre o tema. Mas, segundo o especialista Olivier Patey, "os grandes laboratórios não estão motivados" a desenvolver produtos desse tipo.
 
A "fagoterapia", que usa vírus para matar bactérias específicas, poderia ser a grande solução para o programa europeu anti-resistência.
 
Bruxelas financiou em 2013 um primeiro projeto, denominado "Phagoburn", para testar dois produtos à base de "vírus bacteriófagos" contra bactérias resistentes, presentes nos ferimentos de pacientes com grandes queimaduras.
 
AFP / R7

Está com os pés rachados? Saiba como se livrar do problema

ThinkStock
Uma das explicações para o ressecamento dos pés é andar
descalço e com sandália sem amortecimento
Hidratação com cremes a base de vaselina são os mais indicados para melhorar
 
Você acordou hoje e ao colocar os sapatos para sair de casa ficou chateada com a rachadura em seus pés? Fique calma! O incomodo dos pés ressecados e rachados pode ser resolvido com um pouco de dedicação.
 
Qual o tratamento correto? De acordo com a dermatologista Juliana Gumieiro, a indicação é a hidratação com cremes a base de vaselina, ureia e lanolina.
 
— Se mesmo com esses produtos o problema persistir é preciso usar outros tipos de tratamento com a ajuda de um especialista. Uma dica bem legal é ao hidratar os pés antes de dormir e colocar uma meia para que o produto fixe e deixe os pés mais macios. Além disso, fazer uso de palmilhas de silicone é eficaz, pois, ela age na prevenção.
 
Uma das explicações para o ressecamento dos pés é andar descalço e com sandália sem amortecimento.
 
— A pele dos pés sofre com os atritos dos sapatos, seguida da falta de hidratação, o que deixa a pele grossa e tendendo a rachar, em especial nos dedos e calcanhar. Além disso, o impacto dos pés contra o chão estimulam o espessamento da pele no intuito de proteger as articulações. Por isso, o ideal seria usar sapatos com sistema de amortecimento de impactos associado a hidratantes específicos.
 
De acordo com a especialista, dentre os calçados sem salto que contribuem para que os dedos e a sola dos pés fiquem grossos e ressecados, as rasteirinhas e calçados sem nenhum tipo de salto provocam mais atrito nos calcanhares. Além disso, algumas doenças também provocam as rachaduras, como problemas vasculares, micoses, psoríase e algumas alterações genéticas.
 
— Tem pessoas que possuem ferimentos e rachaduras que levam ao sangramento e predispõe infecções bacterianas.

R7

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Mudança em estilo de vida pode prevenir aborto natural, diz pesquisa

Foto: Reprodução
Mais de um quarto dos abortos espontâneos ocorridos pela primeira vez poderia ser prevenido por uma combinação de mudanças no estilo de vida, sugere uma pesquisa realizada na Dinamarca.
 
Os cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, constataram que mulheres a partir de 30 anos que consumiam álcool com frequência e trabalhavam à noite durante a gravidez tinham maiores chances de sofrer abortos espontâneos.
 
O estudo, que analisou 91.247 mulheres, disse ainda que levantar mais de 20 kg por dia durante a gestação e estar abaixo ou acima do peso ideal também aumenta o risco de aborto espontâneo.
 
O aborto espontâneo atinge milhares de mulheres ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que uma a cada dez grávidas perca o bebê nos primeiros meses de gravidez.
 
Prevenção
Os pesquisadores concluíram que somente uma redução dos fatores de risco poderia prevenir os abortos espontâneos.
 
O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Obstetrics and Gynaecology.
 
'A principal mensagem de nossa pesquisa é que os abortos naturais podem ser prevenidos', diz Anne-Marie Nybo Andersen, pesquisadora-sênior da Universidade de Copenhague.
 
Segundo ela, a pesquisa mostra a relativa importância do estilo de vida na incidência de aborto natural, em detrimento de fatores específicos, como a ingestão de determinados medicamentos.
 
Andersen afirma que, como as descobertas vieram da análise de uma população, elas podem ser aproveitadas por grupos diversos - desde casais a pessoas responsáveis por políticas de maternidade, regulações trabalhistas e apoio a gravidez precoce.
 
'Todo mundo, jovens homens e mulheres, assim como aqueles que têm responsabilidades políticas, devem ter em mente que a gravidez acima dos 30 anos implica um risco elevado de aborto natural', acrescenta.
 
Recomendação médica
O estudo analisou gravidezes ocorridas na Dinamarca entre 1996 e 2002. Os pesquisadores constataram que 3,5% das mulheres sofreram aborto espontâneo.
 
Os pesquisadores analisaram possíveis conexões entre os abortos naturais e o estilo de vida das grávidas ao coletar dados por meio de entrevistas telefônicas feitas pelo computador.
 
'Esse estudo é muito interessante em termos de abrangência da população', afirmou Caroline Overton, porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, associação britânica que reúne profissionais da ginecologia e obstetrícia.
 
Segundo ela, mulheres que queiram engravidar devem ter uma dieta balanceada, assegurar que não estão 'muito magras' ou 'com sobrepeso', parar de fumar e pedirem a seus parceiros para fazerem o mesmo.
 
BBC Brasil / R7

Perca quilinhos extras com suco de maçã e salsão

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Especialista diz que suco de maçã com salsão é um ótimo remédio
 caseiro para emagrecer
Chefe de cozinha dá receita para quem quer perder gordura
 
Exagerou na alimentação no jantar de ontem ou acordou com disposição para perder os quilinhos extras? Você sabia que os sucos detox ajudam a eliminar a gordurinha indesejada?
 
De acordo com a chefe Lourdes Bottura, do Grupo Badebec, o suco de ser tomado como a primeira refeição do dia, antes dos exercícios físicos ou para se refrescar e se hidratar.
 
Uma das bebidas recomendadas pela especialista é a base de maça.
 
— O suco de maçã com salsão é um ótimo remédio caseiro para emagrecer. Ele é muito rico em pectina, um tipo de fibra que forma um gel no estômago, diminuindo e controlando o apetite. Além deste efeito, a pectina também regula o trânsito intestinal, ajudando o organismo a libertar toxinas.
 
Veja a receita suco refrescante de maça e salsão:
 
Ingredientes:
— 1 maçã sem casca e sementes, cortada em cubo
— ½ xícara de chá de salsão cortado em cubo
— 250 ml de água de coco
— 50 ml de suco de limão
— 1 xícara de chá de gelo
— Opcional: 1 colher de sopa rasa de açúcar
 
Preparo: Coloque no liquidificador a maçã, o salsão, a água de coco e o suco de limão e bata bem. Acrescente o gelo e bata para incorporar todos os ingredientes. Sirva em taças decoradas com um talo de salsão.
 
R7