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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cardápio antissódio combate a hipertensão e retenção de líquido

Foto: Reprodução
Excesso de sal prejudica o coração e sobrecarrega os rins
Chá e frutas são aliados na hora de excretar o nutriente do organismo
 
Será que o seu prato de comida está salgado demais? Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que sim.
 
O brasileiro consome mais que o triplo do sal do que deveria - são 12g ingeridas contra as 3g recomendadas diariamente pelo Instituto Nacional de Cardiologia. Isso acontece porque além do sal que acrescentamos à comida, ingerimos também diversos produtos industrializados que são ricos nesse ingrediente.
 
O maior problema do consumo desenfreado é que o sal é a principal fonte de sódio, nutriente que em excesso traz um caminhão de males para a sua saúde. Hipertensão, retenção de líquidos, inchaço e cálculo renal fazem parte da lista.

A boa notícia é que é possível reduzir as quantidades de sódio em nosso corpo com mudanças na alimentação - não apenas cortando o sal e o sódio escondido dos alimentos, como também ingerindo nutrientes que favorecem sua excreção, diminuindo sua concentração no organismo.
 
Confira quais são eles: 
 
casal comendo banana - Foto Getty ImagesPotássio: o melhor amigo
Para entender porque o potássio é tão importante para reduzir os níveis de sódio no organismo, primeiro devemos saber que o sódio e o potássio tem uma relação bem próxima exercendo as funções em nosso corpo. "A pressão sanguínea é regulada, em parte, por um balanço entre potássio e sódio dentro das células, sendo o primeiro relaxador das paredes dos vasos sanguíneos, e o segundo responsável pelo aumento da pressão arterial", explica o nutricionista Wellington Pinheiro, de São Paulo. Dessa forma, ingerir alimentos ricos em potássio induz a eliminação do sódio pelos rins, diminuindo sua concentração em nosso corpo. "Diversos estudos têm demonstrado que o aumento da quantidade de potássio na dieta pode reduzir muito o risco de doenças cardiovasculares e têm efeitos positivos sobre a pressão sanguínea", completa o especialista. Banana, batata, peixes, abóbora e damascos secos são exemplos de alimentos ricos em potássio. 
 
jarra de água com limões - Foto Getty ImagesÁgua
Quando a concentração de sódio aumenta demasiadamente, o cérebro envia uma mensagem para aumentar a ingestão de água. "Sensores localizados nos vasos sanguíneos e nos rins identificam que há excesso de sódio e promovem uma reação em cadeia que tenta aumentar o volume de líquido no sangue, sendo necessária a ingestão de água", explica o nutricionista Wellington. Portanto, beber água é essencial para o controle de sódio no organismo, evitando complicações como aumento da pressão arterial, cálculo renal e retenção de líquidos. 
 
mulher bebendo água de coco na praia - Foto Getty ImagesÁgua de coco
Além de atuar na redução dos níveis de colesterol, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares, a água de coco é uma fonte natural de potássio e tem ação diurética, auxiliando duplamente a diminuir os níveis de sódio em nosso organismo. "É importante ressaltar que a água de coco não substitui a água natural e seu consumo diário deve ser de até três copos de 300ml cada", alerta a nutricionista Sandra da Silva Maria, da Clínica Gastro Obeso Center. 
 
chá - Foto: Getty ImagesChás diuréticos
Plantas como alfafa, hibisco, cabelo de milho, cavalinha, dente-de-leão, rosa-mosqueta e folha de abacate rendem chás com alto potencial diurético, além de favorecer o bom funcionamento dos rins, ajudando na eliminação de sódio pela urina. "É importante ressaltar que os chás diuréticos não só ajudam na eliminação de sódio, como também de água, e por isso não devemos esquecer a hidratação", diz o nutricionista Wellington. "A quantidade recomendada seria de quatro xícaras divididas durante o dia."
 
mulher comendo frutas - Foto: Getty ImagesAlimentos que hidratam
A ingestão de água pode se dar não apenas com os líquidos, mas também enriquecendo a dieta com frutas e legumes que possuem altas quantidades de água em sua composição, complementando a hidratação e auxiliando assim na eliminação de sódio pela urina. "Melancia, abacaxi e morango são exemplos de frutas com alto potencial de hidratação", afirma a nutricionista Sandra. Pepino, tomate, cenoura e alface estão no time de verduras e legumes ricos em água. 
 
leite e derivados - Foto: Getty ImagesLeite e iogurtes
O excesso de sal estimula a excreção do cálcio pela urina, favorecendo o aparecimento de pedras nos rins e doenças como osteoporose. Ao ingerir leite e derivados, você não só está aumentando as quantidades de potássio em seu corpo como também está repondo as perdas de cálcio que o sódio proporciona. Um estudo chinês publicado no periódico Nutrition descobriu que a ingestão de leite tem um impacto positivo no combate à hipertensão, justamente por favorecer a excreção de sódio. "Entretanto, é importante ficar de olho na tabela nutricional, principalmente de iogurtes e outros derivados industrializados do leite, pois estes podem levar conservantes e até mesmo sódio", ressalta Wellington Pinheiro. 
 
salmão com legumes - Foto: Getty ImagesÔmega3
"Esse nutriente é precursor da prostaglandina, substância que aumenta a excreção renal do sódio e melhora a vascularização", explica a nutricionista Sandra. Um estudo da Universidade Northwestern (EUA) acompanhou 85.000 mulheres por 10 anos e descobriu que o ômega 3 ajuda a reduzir a pressão arterial. Peixes (salmão, atum e truta), linhaça, nozes, brócolis e feijão são algumas fontes desse nutriente. 
 
Minha Vida

Dieta das crianças e adolescentes para emagrecer é menos restritiva do que a dos adultos

Foto: Reprodução
As mudanças de hábitos alimentares devem ser adotadas por toda a família e não apenas pelo jovem
 
Por Amanda Epifânio Pereira
 
A crescente epidemia de obesidade no mundo atinge de forma bastante grave a infância e adolescência. No Brasil o excesso de peso infantil triplicou nos últimos 20 anos, hoje estima-se que 30% das crianças e adolescentes brasileiros estejam acima do peso. Junto com esses números, acompanhamos em paralelo o aumento de doenças de adultos cada vez mais presente em nossas crianças como o diabetes tipo 2, pressão alta e até mesmo gordura no fígado. 
 
Esses dados alarmantes mudaram completamente a forma de tratar esse grupo e ainda representam um grande desafio para os profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. Até muito pouco tempo atrás, não se propunha perda de peso para crianças ou adolescentes que ainda não tinham entrado no estirão de crescimento. Acreditava-se que a restrição calórica pudesse influenciar negativamente o desenvolvimento adequado desse grupo. 
 
Atualmente, sabemos que o excesso de peso sim pode influenciar negativamente o desenvolvimento adequado das crianças e pode, inclusive, antecipar a puberdade. Todo esse conhecimento trouxe a confiança de recomendar dietas com privação calórica. Mas esse é um processo que exige cautela. A restrição de energia deve ser adequadamente calculada para que as crianças recebam energia suficiente para garantir seu crescimento. Essa é uma fase em que dietas da moda ou sem orientação médica e nutricional podem comprometer a saúde de forma irreversível, influenciando o desempenho cognitivo e estatura final. 
 
O desafio maior esta em conseguir alimentar adequadamente crianças e adolescentes. Essa é uma fase da vida onde os hábitos alimentares ainda não estão completamente formados e, o pior, é muito provável que eles tenham sido alimentados desde pequenos com alimentos altamente calóricos, ricos em açúcar ou sal e com muita gordura. Um paladar construído a partir de sinalizações tão intensas não consegue mudar rapidamente. Esse já é um processo difícil para adultos que tem a compreensão real dos riscos, para crianças que não entendem esse conceito de saúde, e ainda, para adolescentes naturalmente rebeldes, é praticamente impossível recriar novos hábitos. O que torna o processo de emagrecimento muito mais difícil para crianças e adolescentes do que para adultos. 
 
Nessa fase da vida as negociações são mais importantes. Não se proíbe fast food, se negocia quantas vezes na semana é possível consumir tais alimentos. Assim como, não se obriga o consumo de frutas e verduras, mas cria-se um vinculo capaz de fazer com que pelo menos uma vez por semana esses alimentos façam parte da dieta regular. Como essa é uma fase de crescimento estatural, que contribui muito para o alcance do peso ideal, pode-ser ter muito mais concessões alimentares, facilitando o seguimento do tratamento. 
 
Não são tarefas simples, é preciso habilidade para lidar com esse publico e a adesão familiar é fundamental para que, aos poucos, o jovem possa mudar seu comportamento alimentar. Quando há uma criança em tratamento em casa, mesmo que haja outras com peso normal, a regra alimentar deve sempre ser baseada na dieta privativa. Todos, inclusive os pais, devem passar pelas mesmas privações. Isso significa que toda a família esta em tratamento, não apenas a criança. Esse talvez represente o maior desafio dos profissionais de saúde, convencer os familiares que eles também precisam mudar seus hábitos.  
 
No que diz respeito especificamente à nutrição dos jovens, alguns alimentos são essências e precisam entrar na alimentação cotidiana. Um dos mais importantes é o leite, fonte principal de cálcio, fundamental para crescimento. Não há nenhum risco em oferecer leite desnatado, esse preserva os nutrientes importantes e só não contem grande quantidade de gordura. Receitas atrativas como leite batido com frutas, que lembre um milkshake, podem ajudar no processo de reintrodução do leite ao hábito cotidiano. Esse é um alimento cada vez mais escasso na alimentação de crianças e adolescentes, sendo fartamente substituído por sucos de fruta ou soja artificiais, que além de não oferecerem ao organismo em formação nutrientes essenciais, essas bebidas são ricas em açúcar e estão no topo dos alimentos responsáveis pela epidemia de ganho de peso. 
 
Carnes de forma geral, (bovinas, suínas, frango e peixe) também são importantes para o crescimento e desenvolvimento. Mas muitas crianças tem preguiça de mastigá-las e apresentam certa repulsa ao consumo. 
 
A tendência dos pais nesses casos é substituir por carnes processadas como hambúrgueres e nuggets, esses rapidamente aceitos pelos pequenos, normalmente macias e muito saborosas. Infelizmente, também é comum encontrar em cardápios escolares essa substituição. Pelo menos uma vez por semana é servido salsicha ou nuggets. Esses produtos, além de altamente calóricos, não são fontes de nutrientes importantes como ferro e zinco. 
 
Não tem sido raro encontrar crianças acima do peso com anemia, o que influencia seu desempenho escolar e desenvolvimento. No processo de emagrecimento de crianças e adolescentes é preciso descobrir qual mecanismo mais aceito para que as carnes possam ser introduzidas nas refeições desse grupo. Lanches preparados com hambúrguer caseiro pode ser uma alternativa. 
 
As vitaminas e minerais também são importantes e muitos produtos infantis são suplementados com todos eles. Essa não é forma mais adequada de oferecer todos esses nutrientes aos nossos jovens, mas é de grande valia até que os hábitos alimentares mudem. 
 
Cuidar de criança e adolescente é realmente um processo muito desafiador, mas essa é uma briga necessária e os frutos colhidos representam a formação de uma geração saudável capaz de evitar obesidade em seus filhos. 
 
Minha Vida

Menino de 2 anos liga para a ambulância e salva vida da mãe

BBC
Riley foi condecorado por bravura pela polícia
Riley havia sido ensinado pelos pais como fazer ligação em caso de emergência
 
O pequeno Riley foi condecorado por bravura pela polícia do condado de Laicestershire, na Inglaterra.
 
Mesmo tendo só dois anos de idade, ele salvou a vida de sua mãe ao ligar para o serviço de emergência depois que viu ela desmaiar em casa.
 
Dana Henry foi levada ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência para conter uma hemorragia em seu ovário.
 
Ela havia ensinado Riley a fazer a ligação, mesmo assim ficou surpresa quando o menino colocou os ensinamentos em prática.
 
— Estou muito orgulhosa dele.
 
BBC Brasil / R7

Médicos espanhóis propõem cobrar de pacientes que "usam mal" a saúde pública

Foto: Reprodução
Sociedade Espanhola de Medicina considerou que a ideia atentaria contra a igualdade no país
 
Os médicos espanhóis estão cogitando cobrar de pacientes que fizerem "mal uso" da saúde pública, universal e gratuita no país, ideia que foi mal recebida por diversos setores.
 
O presidente da OMC (Organização Médica Colegial da Espanha), Juan José Rodríguez Sendin, disse nesta terça-feira (1º) à Agência Efe que demonstrar que esse mal uso seja "consciente" e passe, por exemplo, por não comparecer a consultas marcadas ou não pegar resultados de exames.
 
Sendín ratificou assim uma proposta divulgada nos últimos dias e que gerou uma forte polêmica no país e hoje matizou que sua intenção é suscitar uma reflexão com o objetivo de "gerar a melhor eficiência possível para não ter de tomar medidas mais drásticas".
 
Outro exemplo do que considerou "mal uso consciente e voluntário", é quando um paciente vai à emergência de um hospital quando o caso não é grave, porque corre o risco de bloquear esse sistema de emergência. "Um machucado no joelho, uma picada de mosquito ou uma espinha no nariz são motivos de emergência hospitalar?", questionou o presidente dessa organização de médicos.
 
Por outro lado, a CESM (Confederação Estatal de Sindicatos Médicos) se mostrou contra a penalização e a favor da profilaxia.
 
O presidente do órgão, Albert Tomàs, disse à Agência Efe que não se pode culpar a cidadania e que o problema é a falta de financiamento aguçada pelos cortes em gastos públicos com saúde.
 
Por sua vez, a Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências considerou que a proposta atentaria contra a igualdade no trato aos cidadãos menos favorecidos.
 
Para os usuários, o presidente da Aliança Geral de Pacientes, Alejandro Toledo, também defendeu a profilaxia, porque "há pessoas que não têm uma consciência clara" do custo desses serviços, mas que a resposta não é a penalização, porque "esse país já está suficientemente penalizado". 
 
EFE / R7

Dor afeta quase 80% dos brasileiros, diz estudo

Thinkstock
Pesquisa revela que 81% das pessoas têm dor de cabeça
Segundo pesquisa, dor de cabeça é o incômodo mais frequente relatado pela população 
 
Você acordou e já está sentindo uma dorzinha chata na cabeça, nas costas ou nas pernas? Então, antes de iniciar seu dia pare e pense se o incômodo é esporádico ou frequente. Segundo uma pesquisa encomendada pela Mundipharma e divulgada recentemente, a dor afeta a rotina diária de 76% das 801 pessoas entrevistadas em 11 capitais brasileiras.
 
A dor mais frequente relatada por 81% das pessoas é na cabeça, seguida por dor nas costas (46%) e dor nas pernas e/ou nos pés (43%). Por causa do incômodo, 60% já deixou de participar de alguma atividade social ou de trabalho.
 
Para a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, sentir dor não é normal e afetar a vida social é uma consequência grave.
 
— Atualmente, as pessoas têm uma rotina pesada e estressante, conciliando muitas atividades e isso também influencia para o sintoma da dor fica mais presente. É preciso ficar atento.
 
Em relação à intensidade da dor, a pesquisa revelou que as piores são dores relativas a sentimentos ou psicológicas, seguidas de dor de dente e dor de coluna. Para 70% das pessoas, a dor impacta de forma negativa no humor e na disposição e para 56% o incômodo interfere na disposição para o sexo.
 
A péssima notícia é que 80% dos entrevistados admitiram que não estão fazendo tratamento para a dor. Dos apenas 20% que estão tentando driblar o problema, a maioria (66%) recorreu a medicamentos, 25% fisioterapia e 13% acupuntura.
 
R7