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domingo, 6 de abril de 2014

Castanha crua – um perigo à sua saúde

Castanha crua não - torrada sim
Castanha crua não – torrada sim
Quem é que não gosta de bater um papo super informal com os amigos e apreciar um bom aperitivo? Algumas pessoas, nessas reuniõezinhas, optam por servir castanha de caju que, aliás, é uma delícia, não é mesmo?
 
Contudo, é importante saber que para consumi-la, em hipótese alguma, a mesma deve estar crua. Por quê? Saiba o real motivo, a seguir.
 
Castanha crua, não. Castanha torrada, sim!
O caju pode ser adquirido inteiro, mas não é aconselhável o consumo da castanha assim, crua, pois na casca é encontrada uma substância que causa vermelhidão e algumas irritações na pele. Mas esses são os sintomas mais “fracos”, pois, segundo algumas pesquisas já realizadas, esse tóxico pode também ser fatal, dependendo da quantidade que a pessoa consumir.
 
As próprias pessoas que colhem o caju possuem as mãos até mesmo rachadas por conta dessa substância chamada urushiol. Aliás, é tão forte e tóxica essa substância que pode ser encontrada na hera venenosa. Então, o que é aconselhado é a utilização de luvas para descascar e retirar a castanha.
 
Torrando a castanha
Para que você possa comê-la tranquilamente, após a retirada da casca, a castanha passa por alguns processos no meio industrial, tais como: o cozimento, retirada da casca, estufamento, entre outros processos.
 
Os indígenas, por exemplo, torram a castanha de outra forma possível também que é através do fogo, simplesmente. Retiram a casca, que é onde contém o tal líquido e ingerem.
 
Agora que já sabe o porquê de comer a castanha torrada, não deixe de ingeri-la de vez em quando, pois é um alimento que pode contribuir muito para o nosso organismo, já que possui diversas vitaminas: ferro, cobre, zinco e muito mais.
 
Fica o alerta também, pois são poucas as pessoas que sabem dessa substância tóxica capaz de causar sérios problemas à saúde.

Gadoo

Justiça autoriza remédio derivado da maconha para menina com epilepsia

'Fantástico' mostrou luta dos pais de Anny, de 5 anos, para tratamento da filha. Anvisa proíbe uso de derivados da maconha, e pais faziam importação ilegal
 
O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal de Brasília, liberou nesta quinta-feira (3) que os pais da menina Anny, de 5 anos, importem o medicamento Canabidiol (CBD), que tem substâncias derivadas da maconha e é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A decisão judicial impede a agência de barrar a importação do produto, que é legalizado nos Estados Unidos.
 
A história de Anny foi mostrada pelo "Fantástico" no último fim de semana. Anny tem uma doença rara e epilepsia grave. Após o uso do CBD, a menina apresentou melhoras nas crises, segundo os pais (veja vídeo ao lado).
 
Na decisão, o magistrado cita que a criança "vem se utilizando de forma clandestina da substância [...] graças à iniciativa dos seus pais de importar o medicamento dos Estados Unidos e de internalizá-lo no território brasileiro sem o conhecimento das autoridades sanitárias".
 
O juiz afirma, porém, que liberar o uso do remédio no caso específico preserva o direito fundamental à saúde e à vida. "Neste momento, pelos progressos que a autora tem apresentado com o uso da substância, com uma sensível melhora da qualidade de vida, seria absolutamente desumano negar-lhe a proteção requerida. [...] Antecipo os efeitos da tutela para determinar à Anvisa que se abstenha de impedir a importação, pela autora, da substância Canabidiol (CBD), sempre que houver requisição médica."
 
Para o magistrado, "não se pretende com a presente demanda fazer apologia do uso terapêutico da cannabis sativa, a maconha". Ele citou estudos que mostram que o Canabidiol é extraído da maconha, mas não tem efeitos entorpecentes.
 
"A substância revelou-se eficaz na atenuação ou bloqueio das convulsões e, no caso particular da autora, fundamental na debelação das crises recorrentes produzidas pela doença de que está acometida, dando-lhe uma qualidade de vida jamais experimentada", diz o magistrado.
 
O juiz acrescentou que, embora a Anvisa esteja fazendo estudos sobre o medicamento, a paciente não pode esperar pelos resultados. "Não há como fazer a autora esperar indefinidamente até a conclusão desses estudos sem que isso lhe traga prejuízos irreversíveis."
 
G1

Suplementos suspensos têm até 10 vezes mais carboidrato que prometido

Apesar de ser destinado a atletas, suplementos são comumente usados por quem frequenta academias. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Foto: Reprodução/TV Globo
Apesar de ser destinado a atletas, suplementos proteicos são comumente usados
por quem frequenta academia e quer ganhar massa muscular
Anvisa analisou suplementos proteicos após uma série de denúncias. Produtos também usavam fontes de proteína diferentes da anunciada
 
Desde o fim de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já suspendeu 23 lotes de suplementos proteicos por irregularidades em sua composição (confira aqui, aqui e aqui quais foram suspensos). A infração mais comum foi a presença de uma quantidade maior de carboidrato do que o descrito no rótulo. A análise de 26 marcas de suplemento faz parte de uma ação especial da Anvisa, que tem recebido diversas denúncias sobre esse tipo de produto.
 
De acordo com a gerente de Inspeção e Controle de Risco de Alimentos da Anvisa, Thalita Antony de Souza Lima, as denúncias aumentaram em julho do ano passado, quando foram divulgados na internet laudos sobre a composição desses produtos realizados por um laboratório particular. “Para responder a essa demanda da sociedade e avaliar se as denúncias eram procedentes, iniciamos um monitoramento e encaminhamos os produtos para análise em um laboratório oficial”.
 
Voltado para atletas, o suplemento proteico é comumente consumido por frequentadores de academia sem a orientação adequada de médico ou nutricionista. De 26 marcas analisadas, 17 continham mais carboidrato do que o descrito no rótulo, tendo a diferença atingido até 1003% em uma das marcas, e seis continham menos proteína do que o anunciado, tendo a diferença chegado a 79,5%.
 
“Essas irregularidades geram uma preocupação, já que são produtos muito específicos, em que faz diferença se a gramatura anunciada de carboidrato é 0 e ele contém 10 gramas. Trata-se de um engano muito grave”, diz Thalita.
 
Os suplementos proteicos são destinados a atletas de alto rendimento que, durante o treino, são submetidos a um grande desgaste físico e correm o risco de, devido a esse desgaste, perderem parte da massa muscular. A proteína, nesses casos, protege contra a perda dos músculos ou possibilita o crescimento muscular.
 
“Esse indivíduo tem que ingerir uma quantidade de proteína acima do comum e às vezes o que é ingerido nas três principais refeições do dia não é suficiente para atender à demanda. O suplemento, usado como complemento dos lanches ou da ceia, pode completar essa carga proteica”, explica o médico nutrólogo Mohamad Barakat.
 
A prescrição do suplemento, segundo os especialistas, deve ser feita exclusivamente por médicos ou nutricionistas especializados em exercícios físicos e a quantidade do produto deve ser calculada de acordo com o treino e o peso do atleta.
 
Para o médico do esporte Jomar Souza, uma diferença na quantidade de proteínas e carboidratos pode interferir em toda a programação de treinamento. “Se é um atleta que depende de uma massa muscular muito grande para praticar sua modalidade e está usando uma quantidade mais baixa de proteína, o desempenho físico fica prejudicado. Por outro lado, se ele mantém o mesmo nível de atividade física e passa a ingerir uma quantidade maior de carboidrato, ele pode ser metabolizado e transformado em gordura, aumentando a massa de gordura do indivíduo.”
 
Outras irregularidades
As análises da Anvisa também revelaram a presença nos produtos de ingredientes não declarados nos rótulos, como amido, milho, fécula de mandioca (como fontes de carboidrato)  e soja (como fonte de proteína). “A presença de soja é um fator de engano ao consumidor, pois o rótulo afirma que é whey protein [proteína retirada do soro do leite, bem mais cara do que a soja]. Além disso, para as pessoas alérgicas a soja, pode ser um risco”, alerta a gerente da Anvisa.
 
Na opinião do médico nutrólogo Euclésio Bragança, diretor Técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri), o fato de a maioria dos suplementos apresentarem maior quantidade de carboidrato do que o declarado não é de grande relevância, já que isso não traria riscos para a saúde do consumidor. “A preocupação da Anvisa deveria ser se o produto tem o teor de proteína prometido. Os suplementos são destinados a atletas, que são indivíduos saudáveis, sem doenças pré-existentes. Para ele, não vai ser 1 ou 2 gramas a mais de carboidrato que vai fazer a diferença”, diz.
 
Para ele, o que é preocupante são os produtos que vêm com menos proteína do que o anunciado ou que apresentam fontes de proteína diferentes das prometidas, como a presença da proteína de soja nos suplementos de whey protein. Segundo Bragança, a soja também é uma boa fonte de proteína, porém seria desonesto vendê-la sob o rótulo de whey, por este ser mais caro.
 
Uso inadequado
Apesar do uso frequente desse tipo de suplemento entre frequentadores de academia, na opinião do fisiologista do esporte Paulo Roberto Correia, pesquisador da Unifesp, dificilmente alguém que não seja um atleta profissional teria indicação para usar suplementação de proteína. “Muitas pessoas que vão à academia julgam que treinam tanto quanto um atleta, o que é uma ilusão muito grande. A carga e o tempo de dedicação do atleta é muito maior”, diz.
 
Ele alerta para os riscos do consumo em excesso dos suplementos. Se, a princípio, trata-se de um produto inofensivo, já que apenas concentra as proteínas que já estão naturalmente presentes nos alimentos, o excesso pode sobrecarregar os rins. “O rim sofre com o excesso de proteína, que pode ocasionar inflamação nos ductos renais, cálculo renal e até insuficiência renal.”
 
Segundo Correia, para não atletas, os nutrientes ingeridos em uma dieta balanceada já seriam suficientes para suprir a demanda proteica. “Mesmo os desportistas, que são os que mais necessitariam desse tipo de suplementos, usam uma quantidade muito menor do que o pessoal costuma usar nas academias”, diz.
 
A Anvisa também demonstra preocupação com esse tipo de consumo “No entendimento da Anvisa, praticantes de academia não necessitariam de suplementação. No caso de suplemento proteico, não se vê um risco, desde que o uso seja feito sob prescrição de nutricionista ou médico. Mas o consumo em excesso pode trazer problemas hepáticos, renais e ganho de peso”, diz Thalita.

G1

Depressão aumenta risco de insuficiência cardíaca em até 40%


Depressão aumenta risco de insuficiência cardíaca em até 40%  Cherie Wren/Stock.Xchng
Foto: Cherie Wren / Stock.Xchng
Doença é incapacitante, pois impede as pessoas de fazer uso
 de medicamentos prescritos
Quanto mais deprimidas, maiores as chances das pessoas desenvolverem estilo de vida pouco saudável
 
A depressão, tanto moderada como a grave, aumenta o risco de insuficiência cardíaca em 40%, mostrou um estudo realizado com 63 mil noruegueses. Os dados foram coletados durante a segunda etapa de um grande estudo epidemiológico em Nord-Trøndelag County. Foram analisadas informações que incluíam índice de massa corporal, atividade física, tabagismo e pressão arterial.
 
— Encontramos uma relação entre os sintomas depressivos e o risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Isso significa que quanto mais você se sentir deprimido, mais risco você tem. As pessoas que perdem o interesse por coisas que gostam, como ler ou assistir a uma série de televisão, podem ter os primeiros sinais de depressão. É recomendável ir ao médico nesta fase inicial para ouvir alguns conselhos sobre como reduzir seus níveis do problema — diz Lise Tuset Gustad, autora da pesquisa.
 
A depressão foi avaliada e classificada por gravidade entre os participantes. Os pesquisadores acompanharam quais os pacientes foram hospitalizados com insuficiência cardíaca ou morreram em decorrência da doença durante os 11 anos de estudo.
 
Nesse período, 1,5 mil pessoas desenvolveram insuficiência cardíaca. Comparado aos residentes sem sintomas de depressão, as pessoas com sintomas leves tiveram um risco aumentado de 5% de desenvolver insuficiência cardíaca, e aqueles com sintomas moderados a graves tiveram um risco aumentado de 40% a 5%.
 
— Os sintomas depressivos aumentam a chance de desenvolver insuficiência cardíaca e, quanto mais graves eles forem, maior será o risco. Pessoas deprimidas têm estilos de vida menos saudáveis, por isso a nossa análise foi ajustada para fatores como a obesidade e o tabagismo, que podem causar a depressão e insuficiência cardíaca. Isso significa que podemos estar confiantes de que esses fatores não causam a associação— explica Lise.
 
Existem tratamentos eficazes para a depressão, especialmente se as pessoas procurarem ajuda o quanto antes. A doença pode ser facilmente combatida nos estágios iniciais e muitas pessoas não precisam de medicação. Para alguns, apenas a conversa com um profissional pode bastar.
 
— A depressão desencadeia hormônios do estresse. Se você está estressado, você sente sua pulsação subir e sua respiração acelerar, que é o resultado da liberação dessas substâncias no sangue. Esses hormônios também induzem a inflamações e à aterosclerose, que pode acelerar doenças cardíacas. As pessoas deprimidas têm mais dificuldade para seguir os conselhos sobre como tomar os medicamentos e melhorar o seu estilo de vida — lamenta a médica.
 
Essa é uma patologia conhecida como incapacitante, já que bloqueia a capacidade das pessoas de tomar os medicamentos como prescritos, parar de fumar, melhorar a sua dieta ou se exercitar.

Zero Hora

92% dos profissionais confessam fazer outras tarefas durante reuniões

Thinkstock/Getty Images
69% dos entrevistados afirmaram que passam o tempo checando
 e-mails durante os encontros
Pesquisa revelou que 41% admitem checar e-mails e até comer nos encontros de trabalho "com frequência" ou até "o tempo todo"
 
Corpo presente, alma ausente. Pelo menos 92% dos profissionais americanos admitiram dedicar-se a outras tarefas durante reuniões de trabalho. E 41% confessaram fazer isso "com frequência" ou "o tempo todo", segundo uma pesquisa da empresa FuzeBox, provedora de serviços de nuvem em tempo real.
 
Levando em conta o tempo que se passa em reuniões, o resultado implica em um grande desperdício de recursos e produtividade, concluiu a FuzeBox. Mais da metade (52%) dos 2 mil participantes do estudo responderam que passam entre uma e três horas em reuniões semanais. Outros 34% gastam entre quatro e dez horas de seu tempo com estes encontros.
 
Checar e-mails é o passatempo predileto de 69% dos que se concentram em outras atividades. Já 49% usam o tempo para dedicar-se a projetos não relacionados ao trabalho, e 44% aproveitam para comer durante as reuniões.
 
A raiz do problema, ainda segundo a pesquisa, seria a falta de comunicação frente a frente entre os profissionais. Por exemplo, 56% dos entrevistados afirmaram se concentrar em outras atividades principalmente durante conferências feitas por telefone.
 
Este número cairia para 16% em reuniões presenciais, e para apenas 4% em videoconferências, concluiu a pesquisa. A dedicação em reuniões por vídeo também é maior. 63% responderam que se preparam mais tempo para este tipo de encontro do que em reuniões presenciais.
 
iG